Saraiva Pod: Reprovei na OAB, e agora?

Está no ar mais um episódio do nosso Saraiva Pod, nosso Podcast focado em dicas para garantir a sua aprovação na OAB!

No episódio de hoje, o professor e coach Marcelo Hugo fala sobre a temida reprovação. Aperte o play e confira dicas práticas para te ajudar nesse momento difícil. Confira!

Prefere ler o conteúdo? Confira abaixo a transcrição 🙂

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam todos bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo, mais uma vez, para falar de temas com dicas excelentes para vocês chegarem até a conquista da sua carteirinha. E vamos falar de um tema que é um pouco frustrante, acho que tanto para alunos de primeira ou segunda fase, que é o “reprovei”. E agora, professor?

MARCELO HUGO: É, faz parte da vida, não é, Gisele? A reprovação faz parte da vida, os erros fazem parte da vida, quem nunca errou, quem nunca reprovou, que atire a primeira pedra. O mais importante em uma reprovação, sem dúvida alguma, é aprendermos com ela. Se não aprendemos com ela você vai reprovar uma, duas, três, 10, 15, 20 vezes. E aí não adianta. O que é importante é identificarmos, “por que que eu reprovei?” Reprovou, ah, não há mal algum. Sabemos que os índices de reprovações são gigantescos, não é? 23º exame foi um horror, eu me lembro também do 21º. Pessoas que reprovaram porque elas não estavam preparadas para aquele momento. Mas o que é importante mesmo em uma reprovação é, como eu sempre digo, é lamber as feridas e continuar a caminhada, e descobrirmos o que que aconteceu no dia da prova e refletirmos como foi o trajeto para essa prova reprovada.

SA: Entendi. E aí tem alguns alunos, eu acredito que a maioria, não é? Não dá nem para falar de alguns, têm como principal dificuldade a motivação para prestar as próximas provas depois de uma reprovação. Como você diz, as reprovações, elas fazem parte, não é? Mas qual outra orientação você daria para o aluno que foi reprovado e precisa recomeçar esses estudos?

MARCELO HUGO: A primeira coisa é eliminar aquele mito de que “eu vou ter que recomeçar os estudos partindo do zero.” Ninguém parte do zero. Você foi fazer a prova da OAB e você vai dizer assim, “ah, eu parti do zero”, não, não partiu do zero, a primeira vez que você fez a prova da OAB, você que está me ouvindo e que já foi reprovado. Você tinha toda uma bagagem cultural, tinha toda uma bagagem da sua faculdade, de todos os cursos que você já fez, enfim. Ninguém começa do zero em uma prova de OAB. E se reprovamos também não vai recomeçar do zero. Teve toda uma experiência tanto emocional como didática, de estudos, não é? Ou que você já fez um curso preparatório e foi reprovado. Tem uma experiência. E precisamos utilizar essa experiência a favor para a próxima prova. Não vamos começar do zero. Como é que nós vamos começar então? Muitas pessoas justamente me perguntam, “professor, como é que eu recomeço os estudos?”, recomeçamos da última prova, a prova que você fez e que você foi reprovado. Se você foi reprovado no último exame, pegue a prova e avalie item por item, questão por questão e verifica, aquele acerto ou aquele erro foi de propósito? Foi consciente? “Eu acertei essa questão, foi de forma consciente ou eu chutei?”. Ok, nessa análise, se foi consciente o acerto, também vai ter os chutes. Conseguimos aí, com 17 disciplinas, ter uma ideia, uma breve ideia do que que aconteceu na sua prova. Ah, vamos imaginar ética. Ética são oito questões. Você olha, das oito questões de ética, seis acertos e quatro erros. Seis acertos, olhamos todos esses seis acertos e verificamos que cinco foram conscientes assim, “eu tinha certeza dessa resposta e uma eu fiquei na dúvida e eu acabei chutando justamente a certa”. Ótimo. Em um papel, com uma caneta, você coloca aí, oito questões, seis você acertou, tá? E das seis, as certas, uma você chutou, então cinco questões conscientes. Os outros dois erros de ética, como foi? Você olha as questões que errou e verifica, “eu errei por quê?”, tem aqueles erros de bobeira, “pô, eu sabia essa resposta, mas na hora eu errei”, ok, então eu posso até dizer que foi um erro inconsciente em relação a isso. Agora, você marcar determinada alternativa, que tinha certeza que era aquela, mas o gabarito trouxe outra, aí é um problema, é essa a questão, eu preciso ver de perto mesmo e resolver essa situação. A outra que você, de bobeira, errou, não é? Não é uma preocupação tão grande como aquela que você marcou de forma errada, mas achava que tinha certeza, essa realmente… Então esse tema, vamos imaginar que seja os direitos do advogado, e você errou de forma consciente, você vai começar a estudar ética… quando for estudar ética, observe com atenção esse erro dentro dos direitos do advogado. O recomeço é um recomeço com qualidade, é um recomeço analítico. Eu verificando o que que eu errei, que que acertei, e de forma consciente. Aquilo que foi chutado e que você não sabia, você nem pode nem dizer se… “por que que eu não estudei aquela matéria?”. É importante essa análise. Essa eu até posso dizer que é uma vantagem de quem reprovou e de quem está fazendo pela primeira vez. O reprovou então ele já começa lá na frente de quem está começando pela primeira vez.

SA: E aí, com base em tudo isso, ele consegue fazer um diagnóstico de quais disciplinas, quais temas dentro dessas disciplinas ele precisa focar mais para ir para a próxima prova?

MARCELO HUGO: Exatamente. A palavra que tu disseste é exatamente essa: “diagnóstico”. É como se fossemos no médico, vamos lá com várias dores e nós não sabemos, o doutor vai nos mostrar, vai fazer um diagnóstico e dizer, “ó, você tem tal problema.” Se mesmo ele não saiba numa consulta simples, ele vai dizer assim, “olha, vamos fazer um raio-X”. O raio-X é justamente revisar a sua prova. A partir da revisão da sua prova que você fez, é o nosso raio-X, e a partir do raio-X nós vamos ter um diagnóstico bem mais correto. E veja bem, olha que engraçado que é, Gisele. O Saraiva Aprova, ele justamente trabalha com esse conceito, um conceito de diagnóstico. Nosso aluno Saraiva Aprova, quando ele entra no Saraiva Aprova, é feito, é realizado uma bateria de exames.

SA: Isso. Como se fosse um check-up, não é?

MARCELO HUGO: Exatamente, é um check-up. Ele faz uma bateria de exames. A partir dessa bateria de exames, a Saraiva Aprova vai fazer uma trilha, vai gerar uma trilha e essa trilha vai te mostrar quais são os caminhos para melhorar, por exemplo, os direitos do advogado, que você errou. Vai te dar assim, “olha, assiste esses vídeos de direitos do advogado. Está aqui o conteúdo.” O diagnóstico da Saraiva Aprova é sensacional, e é o primeiro curso no Brasil que faz isso.

SA: Olha, é uma dica bem racional, não é, professor?

MARCELO HUGO: É.

SA: É bem olhar os fatos, é deixar um pouquinho o sentimento de lado, olhar os fatos e caminhar com base neles.

MARCELO HUGO: Com certeza.

SA: Mas vamos voltar um pouquinho para a parte sentimental, para a questão emocional, que é a insegurança. Ela é bem comum entre os alunos que reprovam no exame de ordem. E isso gera outros sentimentos, como ansiedade, e a falta de motivação também, que viemos falando. É possível controlar o emocional e não deixar que esse tipo de sentimento atrapalhe o processo de estudos para a próxima prova?

MARCELO HUGO: Claro. Quando a pessoa se sente insegura diante de uma reprovação, ela começa a se questionar, “será que eu sou capaz?”, “será que eu estudei muito?”, “será que eu sou burro?”, “será que a minha faculdade foi péssima?”, enfim, ela começa a gerar diversos questionamentos. E é importante gerar esses questionamentos. Primeiro lugar, exame de ordem, você que já foi reprovado, ou pode acontecer essa reprovação, uma coisa é certa: exame de ordem não avalia Q.I., Quociente de Inteligência, não avalia. Não avalia se você é inteligente ou se é burro, ele não avalia se o seu ambiente de estudos é mais bonito ou mais feio. Ele não avalia. Um monte de outras coisas que você pensa que pode estar avaliando, mas ele não está avaliando isso. O exame de ordem, ele é apenas uma prova, um teste temporal daquele momento seu. Naquele momento, se você estiver melhor preparado, essa prova vai vim uma aprovação, é certo disso. Se aquela prova realmente estiver difícil para você, é porque você não estava bem preparado para aquela prova. É por isso que pessoas reprovam e depois são aprovadas, não era aquele momento mesmo. E aí o que é importante novamente: reprovei, eu preciso avaliar o que que aconteceu. Se eu faço essa avaliação, certamente a próxima prova vai trazer a aprovação, não é? E, claro, essa questão de eu achar que eu sou burro, enfim, me traz efeitos colaterais horríveis, a questão emocional vai lá para baixo, eu me sinto o pior de todos. Enquanto está todo mundo fazendo uma festa nas redes sociais, eu estou encolhido na minha casa, escondido. Claro, isso gera realmente um abalo emocional. Mas como eu quero mostrar para você, isso não pode te derrubar. É tipo sacode a poeira e seguimos o barco, não é uma reprovação de exame de ordem que vai fazer tudo a perder. Eu sempre digo, uns passam antes, outros passam depois, mas todo mundo passa. É importante ter essa ideia de exame de ordem, que não faz avaliação qualquer de inteligência. Para eu ter um controle emocional, para saber assim, “não, a prova da OAB eu não fui bem porque eu não estudei isso, na hora eu estava um pouco mais nervoso. Coisas que eu sabia…”, isso é importante. E a partir disso, eu consigo controlar o meu emocional na minha próxima preparação para a próxima prova.

SA: Professor, talvez tenham muitos alunos que estejam nos ouvindo, que está se preparando para o seu terceiro, quarto, quinto, décimo exame de ordem. E aí assim, como incentivo, eu quero que você conte um pouquinho a sua história de reprovação. Até a aprovação.

MARCELO HUGO: É. No exame de ordem eu, quando eu fiz, lá em 97, eu acabei passando de primeira, eram tempos diferentes e tal. E no último semestre da minha faculdade, eu fiz a prova da OAB em 97. Mas depois disso, depois eu segui sendo concurseiro. E, claro, eu tive muitas reprovações como concurseiro, muitas mesmo, e eu sabia que eu ia reprovar, eu não tinha dúvida alguma. E aí, no momento que caiu a ficha dizendo assim, “Marcelo, está na hora de eu começar a verificar por que que eu estou reprovando de forma seguida, sendo que eu estou estudando, estudando, estudando e eu não estou conseguindo passar”. Neste momento, quando eu comecei a avaliar as provas… porque até então, toda prova reprovada, eu simplesmente rasgava ou colocava no lixo ou colocava lá no fundo do armário, eu não queria mais. Eu sofria, claro. Mesmo eu sabendo que eu não ia passar, acabamos sofrendo, é inevitável. No momento que eu comecei a não colocar mais no lixo e esconder a prova, e eu comecei a examiná-la para buscar justamente um diagnóstico, a minha vida começou a melhorar, inclusive como estudante, como concurseiro. A minha preparação deu um up. Eu comecei a estudar de forma direcionada a partir dos meus erros. Que aí o que começou a acontecer? Começou a chegar a bater na trave, antes eu reprovava, reprovado mesmo, comecei a bater na trave, foi uma evolução. Comecei indo bater na trave, comecei a sendo aprovado em alguns concursos, mas não a ponto de ser classificado. E aí foi crescendo até, um dia, eu aceitar uma aprovação, ser chamado e nomeado, a qual eu fui, por bastante tempo, advogado público lá no Rio Grande do Sul. Mas a virada mesmo de chave foi quando eu comecei a trabalhar os meus erros e as minhas dificuldades.

SA: Foi importante você ter contado a sua história para reforçar tudo isso que a gente tem dito, que a reprovação faz parte.

MARCELO HUGO: Faz parte.

SA: Pessoal, espero que vocês tenham gostado do nosso tema de hoje. Espero que vocês se sintam incentivados e motivados. Acompanhem os nossos podcasts, os próximos episódios. E para os alunos do Saraiva Aprova, tem um conteúdo exclusivo na plataforma. Professor, muito obrigada.

 

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Tensão pré-prova: Como controlar a ansiedade antes da OAB?

Olá pessoal! Sejam bem-vindos à mais um episódios do Saraiva Pod, nosso podcast sobre OAB!

No nosso segundo programa, convidamos o professor Marcelo Hugo, coach nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre como combater a ansiedade antes do Exame da OAB. Aperte o play 🙂

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição ?

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo e o nosso tema de hoje vai ser algo que ele chama de TPP: a tensão pré-prova. Pensamos que a vontade de passar no exame gera uma ansiedade, consequentemente, essa pressão, não é, professor?

Marcelo Hugo: Não, é verdade. Essa ideia do TPP tem uma origem. O que seria a TPM? Então nós…

SA: Então você se inspirou nas mulheres para falar sobre TPP?

MH: Exatamente! Eu pensei nas mulheres. Pensei na minha esposa, enfim. E a questão do TPM já virou folclore. E é verdade. Apesar de ser folclore, enfim, esse tipo de coisa é verdade. Existe sintomas tanto emocionais como sintomas psicossomáticos, aquelas sensações de dor de cabeça, o reflexo que o corpo recebe em relação a esses sintomas emocionais. A tensão pré-prova nada mais é do que realmente sentirmos um sintoma emocional, que a prova está chegando, a questão do medo. A questão da ansiedade, e isso gera realmente reflexos no corpo, palpitação, tudo.

P: Até aquele branco na prova também.

MH: Exato. O branco nada mais é do que realmente um reflexo disso. O nervosismo. O nervosismo acaba deixando a pessoa cega. Eu vou dizer que nem é um branco, ela fica cega, totalmente cega, ela faz um corte de conexão do link entre o teu software aí da tua cabeça e a tua mão. Então ela perde. No momento vou marcar as cruzinhas assim, “ué, isso aqui eu já estudei, mas onde está isso.” Ela fica tão nervosa que ela está lendo grego, romano e não sabe. Só que, enfim, isso tudo, claro que vem dessa tensão pré-prova, que já vem de uma, duas semanas a pessoa já vem sentindo isso.

SA: Os sintomas surgem mesmo quando estiver aí mais ou menos na terceira semana que antecede a prova?

MH: É. E aí vai começar a crescer, crescer, crescer e para muitas pessoas fica insuportável. Já vi pessoas que estavam bem preparadas, no dia da prova não foram.

SA: Aproveitando que já falamos que isso acontece mesmo e vai aumentando, de que forma que você acha que o aluno pode controlar essas sensações? Sabemos que você não é psicólogo, mas que tem muitas dicas boas aí para nos dar.

MH: Estudamos bastante, não é? Um pouco de psicologia faz parte de tudo isso. A questão é o seguinte, é aceitar. Primeira coisa, nós precisamos aceitar. É normal ficarmos nervosos? Sim. Qualquer pessoa fica. É normal diante de um desafio, diante de uma prova, de um jogo importante no campeonato. Não é? Em um evento esportivo, enfim, todo mundo. Até mesmo um pedido de casamento gera um nervosismo, vai que a noiva, futura noiva diga não, não é? Então isso…

SA: Tem uns absurdos, né?

MH: Claro, claro. Precisamos aceitar que isso faz parte de nós, que é normal ficar ansioso, nervoso, enfim, ter medo. O medo da probabilidade de ser reprovado. Mas aonde está a diferença? É aceitar, saber que isso vai acontecer, mas que eu preciso equilibrar isso, que eu preciso ficar mais tranquilo diante do fato. O fato é: a prova já está pronta, a prova já está escrita, as questões já foram escolhidas, seja a primeira fase, seja a segunda fase da OAB, ela já está pronta a prova. O nervosismo, a ansiedade de forma exagerada não vai mudar a realidade, a prova vai estar lá para você realizar e enfrentar ela. Durante a caminhada você tem que estar sempre, “ó, a prova está pronta, eu não posso mudar isso. Eu vou é estudar.”

SA: É. É nesse ponto que eu já ia falar para você. O aluno vai se sentir um pouquinho… vai sentir essa ansiedade por conta da insegurança de ter muito conteúdo, enfim, por N situações. Mas de ter muito conteúdo, de talvez não conseguir estudar tudo, mas temos aí o conteúdo do Saraiva Aprova, que é separado por disciplinas, é um conteúdo muito rico, o formato do conteúdo também é diferenciado, os simulados também levam o aluno para que ele se sinta mais seguro e mais preparado, se autoavalie para saber como que é o desenvolvimento dele. Você acha que isso tudo em grande parte ajuda o aluno mesmo?

MH: Olha, não tenho dúvidas. Por quê? A Saraiva Aprova foi um preparatório pensado em auxiliar as dificuldades, e manter a qualidade da preparação naquilo que a pessoa já está bem atualizada dentro do conteúdo. Quem entra, quem é o nosso aluno Saraiva Aprova, sabe que o Saraiva Aprova, que o sistema, a tecnologia empregada no preparatório, não vai deixar o aluno na mão, ela vai identificar as fraquezas. Às vezes o aluno nem sabe quais são as dificuldades, ele vai ficar sabendo com a Saraiva Aprova.

Ele pode ficar tranquilo que a Saraiva Aprova vai ser um tutor, é praticamente um tutor. Ele vai acompanhar desde o início da preparação até o fim e vai trabalhar naquelas dificuldades, vai dar uma maior atenção nas dificuldades, e naquilo que o aluno está indo bem, ele não vai exigir tanto tempo dele em relação aos assuntos que ele está indo bem, que está resolvendo questões, que só vem e recebe acertos e tal. O aluno, dentro do Saraiva Aprova, ele já até é um anti-stress, porque ele vai ficar… ele sabe de antemão…

SA: Aliviado, não é?

MH: Aliviado durante a preparação porque a Saraiva Aprova vai identificar todas as dificuldades e vai vencer essas dificuldades junto com o seu aluno.

SA: Você acha que essa sensação, essa pressão é igual tanto para a primeira fase como para a segunda fase da OAB? Será que a tensão aumenta?

MH: Olha, acho que talvez as sensações sejam fortes, mas elas são um pouquinho diferentes. Enquanto na primeira fase estamos lutando lá contra 17 inimigos, vamos dizer assim, e sabemos que a primeira fase é mais difícil, não é? Em razão dessa quantidade de disciplinas, a pessoa não está bem preparada, enfim. A primeira fase é mais difícil e os números não mentem. Mas quando a pessoa passa da primeira fase, ela vai para a segunda. Claro, ela vai motivada, que ela passou numa prova mais difícil, mas em vez de ficar relaxada, que vai enfrentar uma prova mais fácil, ela, por outro lado, ela começa a enxergar tipo, “eu preciso passar. Agora que eu fui para a segunda fase eu preciso passar nessa fase. É a última batalha.”

SA: E todo mundo em volta já tem essa expectativa.

MH: Exatamente.

SA: Passou para a segunda, ela tem que passar.

MH: “Agora eu tenho que passar no mal ou do bem.” Acaba gerando isso uma maior pressão até, apesar de ter lá 45 dias para estudar uma única disciplina e a sua referência processual, acaba mesmo é gerando uma tensão nisso, porque a pessoa assim, “bom, eu preciso passar. Já que eu passei no mais difícil, o mais fácil eu preciso garantir.” É que nem futebol. Eu vejo um time muito forte jogando com outro time muito forte, ele vai muito bem preparado. Ele passou daquele time forte e vai enfrentar depois um time mais fraco, às vezes o time mais forte é surpreendido porque entrou de salto alto, achou que ia ser mais fácil, daí se preparou menor, enfim. Isso é uma questão, inclusive, psicológica a ser enfrentada.

SA: Tem que manter, na verdade, o ritmo de estudo.

MH: Com certeza.

SA: Na verdade, a motivação. Porque o ritmo de estudo talvez diminua um pouco porque é só uma disciplina que você faz na segunda fase. Mas acho que essa expectativa interior, não é?

MH: Sim.

SA: Que acaba sendo o nosso próprio inimigo.

MH: Com certeza, com certeza.

SA: E aí qual é o impacto que você acha que pode ter na vida desse aluno, que mesmo com todas essas dicas que estamos dando a eles, ainda vivem em meio a essa tensão?

MH: Olha, o impacto disso vemos nos memes. Os memes já são suficientes, “não passou ainda na OAB?”, enfim. A famosa prima mais nova que foi aprovada na OAB. Isso, claro, tem um reflexo na vida da pessoa. O exame de ordem realmente é um peso, é um monstro para muitos outros, um bicho de sete cabeças que precisa ser vencido. Isso, claro, tem um reflexo em geral. Por isso que eu sempre digo assim, se você está me ouvindo aí, está no oitavo semestre, sétimo, e está chegando próximo do último ano, aproveite e faça a prova da OAB no último ano, porque no último ano temos diversos outros compromissos e que vamos equilibrar daí a pressão da OAB com os outros compromissos. Os outros compromissos quais são? Começar a escolher o tema do TCC, fazer o TCC, a banca do TCC, as provas finais para não atrasar a formatura, a festa da formatura e todos os outros eventos que envolvem a formatura. Tudo isso acaba gerando assim, um filtro em relação ao peso do exame de ordem. E aí a pessoa vai bem mais tranquila fazer a prova da OAB. Se passou, não passou tanto faz, porque ela tinha outros compromissos, as desculpas realmente são reais e não são desculpas imaginárias. Que tem gente que não passa na OAB e coloca a culpa na FGV, coloca a culpa na própria OAB, que eu chamo de desculpas imaginárias.  As desculpas reais mesmo são daquele que está no último ano e que tem outros compromissos mais importantes que o exame de ordem. É claro que exame de ordem afeta a realidade de todo mundo.

SA: Entendi. Com base em tudo isso que estamos falando, acabamos observando que os alunos ficam mais apegados às chances de ser reprovado que de aprovado e aí, de novo, gerando essa sensação de que está correndo contra o tempo e vai gerando mais ansiedade e aí pensa, “ai, e se eu não passar? E se eu estiver estudando pouco?”. Existe alguma forma aí de bloquear esses pensamentos?

MH: Sim, com certeza. É óbvio que qualquer evento, por exemplo, no exame de ordem você pode reprovar ou aprovar. É 50% de chance. Tem que estar preparado, “não, eu vou para um algo que eu possa perder”, ok, aceita isso, não há outro sentimento. Mas como eu posso saber se eu estou estudando pouco ou não? Resolvendo questões. No momento que eu estou resolvendo questões e as respostas, os resultados dessas resoluções de questões, seja questões de livro, seja simulados, enfim, e eu estou indo bem, estou tendo uma média de acertos acima do que eu preciso, que é 50%, é claro que isso me motiva e está me demonstrando que eu estou no caminho certo. Está me mostrando, “pô, eu estou fazendo 60% de acerto, 65. A maioria das disciplinas estou gabaritando. Eu sei que uma ou outra eu não estou indo muito bem”. Se eu conseguir identificar todos os problemas e erros e eu consigo resolver durante a preparação, é claro que eu vou motivado porque eu sei que eu estava muito bem indo resolvendo provas anteriores. Não vai ter nenhuma invenção no próximo exame que eu vou fazer. Isso me dá uma garantia pelo menos. Não é nem falsa garantia, mas é uma garantia preliminar que as coisas estão indo bem e que certamente no dia da prova vai ser mais as outras questões que eu vou resolver, e que agora sim vai estar valendo, mas nenhuma diferença. É só uma diferença que você vai sair da sua casa, onde resolve as questões, ou qualquer outro local, do seu curso, e vai para uma escola, enfim, onde vai ser feito a prova da OAB. Se levar dessa forma de “eu vou lá cumprir mais a minha missão, que eu já estou cumprindo de forma muito correta, resolvendo muito bem, os resultados…”, perfeito, não precisa ficar realmente tenso na pré-prova, com uma ansiedade gigante, enfim. Acho que resolvendo questões, estudando mais, resolvendo os erros e os problemas não há o que sofrer tanto em véspera de prova.

Mas aceite, que certamente você vai estar nervoso, vai estar ansioso, mas vai estar de forma tranquila, natural do que tem que ser.

SA: Então é encarar com simplicidade e continuar estudando muito?

Marcelo Hugo: Exato!

Espero que tenham gostado de mais um episódio do nosso Saraiva Pod! Para escutar o outro episódio, em que tratamos sobre Organização do tempo de estudos para a OAB, clique aqui!  Lembrando que os alunos do Saraiva Aprova têm um conteúdo exclusivo sobre esse tema na plataforma.