Como funciona a anuidade da OAB?

Como funciona a anuidade da OAB?

A anuidade da OAB é a principal fonte de custeio da ordem e de suas seccionais. A contribuição é cobrada de advogados, estagiários e sociedades de advogados e serve para fornecer fundos às estruturas de assistência, serviços, representação e fiscalização dos advogados.

Mas o que o candidato aprovado deve saber para começar o pagamento de suas anuidades e garantir a manutenção da inscrição após a aprovação no Exame da Ordem? Continue a leitura do post e descubra!

Como é regulamentada a anuidade da OAB?

Mesmo com o exame da OAB unificado e realizado nacionalmente, a organização dos advogados continua a ser realizada em caráter estadual, por meio das seccionais de cada unidade federativa (UF). Nesse caso, cada estado pode deliberar livremente sobre o valor a pagar, a forma de pagamento e as possibilidades de desconto para os seus inscritos.

O Conselho Federal da OAB regulamenta a questão de forma geral, mas cada seccional ajusta os critérios pensando no mercado de trabalho, oportunidades e tendências da região. Todos os estados fornecem descontos ou facilidades para pagamento da anuidade da OAB. Também há iniciativas regionais que tentam evitar reajustes anuais expressivos.

Quais são os valores da anuidade da OAB?

No ano de 2017, o estado com a anuidade de valor básico mais baixo para pagamento à vista em janeiro foi o Maranhão, cobrando R$ 718,59, enquanto o mais caro foi São Paulo, com o valor anual de R$ 997,30. Os valores refletem as diferenças de preços de cada localidade, que possuem mercados diferentes e tabelas de honorários específicas para cada realidade.

Caso o advogado opte pelo pagamento parcelado, perde o desconto para pagamento à vista, mas pode quitar as parcelas ao longo do ano, sem precisar dispor de uma grande soma imediatamente. Cabe ao inscrito verificar qual das opções é mais adequada ao seu orçamento e se planejar para a quitação dos valores.

Jovem advogado recebe desconto na anuidade da OAB?

Para manter a carteira após a inscrição, o jovem advogado deverá pagar a anuidade à vista no mês de janeiro ou parcelada ao longo do ano. É importante que o candidato aprovado no Exame da Ordem se organize para realizar o pagamento da anuidade — o que marcará o início da sua profissão de advogado.

A boa notícia para aqueles que se inscrevem na OAB é que todas as seccionais concedem desconto regressivo para os profissionais recém-habilitados: nos primeiros anos o desconto é maior, diminuindo gradativamente até que o profissional passe ao pagamento de anuidade integral, no sexto ano de profissão.

Os jovens advogados são divididos em classes para pagamento de anuidades. Cada classe representa um percentual de desconto, que geralmente varia entre 40% no primeiro ano, e 10% no último.

Quanto custa a anuidade da OAB para estagiários?

Os estagiários inscritos na OAB podem realizar alguns atos específicos, como carga de processos, além de proporcionar acesso aos benefícios que atingem aos inscritos na OAB como a caixa de assistência, clube de benefícios, participação em eventos com desconto no valor da inscrição e colônia de férias.

Nesse caso, a inscrição traz benefícios para os estagiários e seus contratantes, que costumam ser os responsáveis pelo pagamento da anuidade do profissional em treinamento.

Assim como os jovens advogados, os estagiários também possuem valor de anuidade diferenciado, que geralmente é de 50% do valor de base da anuidade de advogados. Esse valor também pode ser parcelado ou pago com desconto adicional no começo do ano.

Quais são as possibilidades de isenção da anuidade da OAB?

Seguindo recomendações do Conselho Federal, as seccionais têm implantado programas de isenção para os advogados que possuem doenças graves e também para as mulheres advogadas que se tornam mães, as quais recebem isenção no ano seguinte ao nascimento ou à adoção do filho.

Assim como a cobrança da anuidade, os programas de isenção precisam de regulamentação por cada seccional para sua implementação.

Nos casos citados, o advogado deve procurar diretamente sua seccional de inscrição e verificar se preenche os requisitos para a concessão de isenção. O inscrito deve pleitear a concessão da isenção por meio de pedido administrativo, pois o benefício não é automático e depende da análise documental.

Caso possa usufruir do benefício, o interessado deve cumprir as formalidades exigidas por sua seccional, que pode envolver a realização de exames físicos e apresentação de laudos médicos ou outros documentos comprobatórios de sua condição de isento.

Quais são as consequências do não pagamento da anuidade da OAB?

O advogado que deixa de pagar as contribuições à OAB — mesmo após cobrança para fazê-lo — comete infração disciplinar, nos termos do artigo 34, inciso XXIII do Estatuto da OAB. A falta de pagamento de anuidade da OAB pode resultar em procedimento administrativo disciplinar, nos termos do código de ética.

A punição ao advogado inadimplente pode ser de suspensão do exercício profissional em todo o território nacional pelo prazo de 30 dias a 12 meses, até que ele faça o pagamento integral da dívida — inclusive com correção monetária.

A questão da suspensão do exercício profissional é bastante controversa e está sob questionamento perante o STF, mas continua sendo aplicada pelas seccionais da OAB em caso de devedores contumazes. A suspensão se aplica como último recurso após diversas tentativas de acordo e oferta de parcelamento dos valores devidos.

Outras consequências negativas da falta de pagamento das anuidades são o impedimento de atuação perante os convênios com a defensoria pública e a inclusão nos cadastros de devedores, que vem sendo utilizada por algumas seccionais como alternativa para cobrança.

O advogado deve tomar cuidado e evitar a inadimplência e seus efeitos, buscando a negociação de sua dívida o mais rápido possível caso aconteça um imprevisto que o leve à inadimplência.

As seccionais promovem diversas campanhas de regularização ao longo do ano, que podem ser boas oportunidades para regularizar os pagamentos da anuidade da OAB e evitar os riscos da inadimplência.

E você, entendeu como funciona a anuidade da OAB? Então aproveite para compartilhar este post em suas redes sociais e passar o conhecimento adiante!

Saiba o que estudar sobre Direito Penal para a 2ª fase da OAB

Saiba o que estudar sobre Direito Penal para a 2ª fase da OAB

A escolha da matéria para a prova da segunda fase da OAB é sempre difícil e precisa ser feita com base em diversos fatores, tais como afinidade, familiaridade, facilidade e o número de peças possíveis de cair no exame. Ao fazer essa complexa decisão e escolher Direito Penal, chegou a hora de saber o que estudar nessa área.

A segunda fase da OAB é a prova prático-profissional. Diferentemente da primeira fase, que é uma prova objetiva com 80 questões de todas as áreas do Direito, a segunda é uma prova discursiva. Nela será cobrado o conhecimento mais aprofundado sobre uma determinada área do Direito em questões subjetivas e a elaboração de uma peça processual.

Para se preparar adequadamente para a prova de Direito Penal, o candidato deve organizar seu plano de estudos, treinar a produção de peças, escolher a melhor estratégia para fazer a prova e estudar com afinco os assuntos mais cobrados no exame.

Para saber quais são os principais temas mais cobrados nas provas prático-profissionais de Direito Penal, continue lendo nosso post!

Excludentes de culpabilidade e ilicitude

Temas recorrentes tanto na peça como nas questões, as excludentes de culpabilidade e ilicitude são assuntos obrigatórios para qualquer candidato que fará a prova de Direito Penal.

Em termos gerais, as excludentes do processo penal dizem respeito a situações em que o autor não pode ser penalizado em virtude da sua condição psíquica ou em razão das circunstâncias do cometimento do crime tornarem o autor isento da penalização.

Ou seja, compreender o que são e como se aplicam as excludentes é essencial para conseguir passar de vez na segunda fase da OAB quando escolher o Direito Penal como disciplina.

Prescrição penal

Outro tema de processo penal que é exaustivamente cobrado nas provas da segunda fase do Exame da Ordem, a prescrição penal é o interregno de tempo necessário para que o crime venha a não poder mais ser penalizado pelo Estado.

A prescrição penal é um dos tipos mais complexos de prescrição, por depender de diversas causas interruptivas e sua contagem se dar de acordo com a pena máxima de cada tipo penal.

Devido a sua complexidade, é comum ser cobrada nas provas da segunda fase.

Erro de tipo

Um dos assuntos mais clássicos de ser cobrado nas provas de Direito Penal da OAB é o erro de tipo.

Isso é possível porque existem diversos conhecimentos básicos que envolvem essa matéria, como entender o que significa a tipificação penal, elemento subjetivo, dolo e culpa.

O erro de tipo ocorre quando o sujeito age em ignorância à situação, acreditando ter uma conduta X, quando na verdade acaba tendo a conduta Y, essa tipificada. Ou seja, não age com a intenção de incorrer no tipo penal.

Por lidar com esses conceitos, estudar erro de tipo é um ponto importante para conseguir fazer uma boa prova.

Dolo e culpa

Uma das matérias mais básicas dentro do Direito Penal é a diferença entre dolo e culpa. E, por isso mesmo, é uma das mais cobradas.

Agir com dolo é tomar um curso de ação com consciência que incorre em crime. Já a culpa é quando, ainda que não tivesse a intenção, acaba tendo como resultado da ação a prática de crime.

Parece simples, mas é um dos grandes dilemas do processo penal e um tópico com grandes chances de cair tanto na peça quanto nas questões discursivas.

Dosimetria de pena

O tema dosimetria de pena costuma ser cobrado com frequência nas provas da OAB. Como parte integrante das sentenças e alvo de muitos recursos, sua cobrança nas peças é muito comum. A parte teórica da dosimetria também é bastante explorada nas questões subjetivas.

A dosimetria de pena é como se decide o tempo de encarceramento do culpado, quando da sentença. Ela é realizada em três fases e leva em consideração a pena em abstrato do tipo penal, os atenuantes e os agravantes.

O estudo da dosimetria da pena é essencial para realizar uma boa prova de Direito Penal no Exame da OAB.

Crimes contra a vida

Os crimes contra a vida estão descritos na parte especial do Código Penal e costumam ser muito cobrados na prova da segunda fase da OAB. São exemplos muito utilizados na aula e tem ampla ocorrência na vida profissional.

São homicídio (art. 121), induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio (art. 122), infanticídio (art. 123) e aborto (arts. 124, 125, 126, 127 e 128).

Importante salientar que os crimes contra a vida englobam a tentativa. Suas particularidades são sempre alvo de questões, por isso merecem especial atenção nos estudos.

Crimes contra honra

Os crimes contra a honra são dispostos na parte especial do Código Penal. São calúnia (art.138), difamação (art. 139) e injúria (art.140).

Os tópicos mais cobrados sobre o tema são as diferenças entre os três crimes, o que significa serem ações penais privadas e a possibilidade de haver a extinção quando da retratação do autor. Por ser um assunto bastante explorado, é algo que deve, com certeza, ser estudado.

Delação premiada

Outro assunto que merece especial atenção é a delação premiada, em razão dos acontecimentos políticos do Brasil desde o início da Operação Lava Jato. A delação premiada tem ocupado amplo espaço nos noticiários do Brasil e do mundo.

A delação premiada é um instituto importado ao Direito brasileiro, regido aqui pela Lei nº 12.850/2013. É um instrumento de investigação, no qual um acusado pode, ao dar informações pertinentes para a resolução de crimes, receber uma pena menor, em face da colaboração.

A delação premiada tem sido muito utilizada pela Lava Jato, atingindo grandes empresas e políticos brasileiros. Por essa razão, é um tema que tem grande potencial de ser cobrado na prova prático-profissional.

Nenhuma prova da OAB é fácil. O máximo que se pode esperar é que ela seja menos ou mais difícil. Afinal, é uma prova que seleciona aqueles aptos a exercerem a advocacia. Por isso, é preciso estudar com afinco e fazer o melhor possível para conseguir passar de vez.

Para você que está se preparando para a segunda fase, confira as principais petições de Direito Penal no nosso e-book: Peças mais cobradas na Exame da OAB até hoje!

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Como organizar seu material para a OAB?

Por mais que os últimos períodos do curso de Direito sejam cansativos, é preciso tirar forças para se concentrar e intensificar seus estudos nessa reta final, principalmente para conseguir a aprovação na OAB.

Estudar não significa apenas sentar e ler diversas leis e doutrinas, uma atrás da outra. É preciso também saber como se organizar e escolher os melhores materiais para se preparar — e isso inclui livros, Vade Mecum, cursos online e apostilas. Afinal, de nada adianta o estudo desorganizado, pois você acabará se confundindo, podendo até mesmo usar materiais desatualizados ou com informações erradas.

A seguir, vamos listar algumas dicas de como organizar e escolher o seu material para a OAB, de modo que você consiga aproveitar ao máximo os seus estudos. Confira!

Utilize métodos alternativos

Como já mencionamos, o estudo para a OAB não deve focar apenas em um único método. Ler o Vade Mecum do início ao fim não é uma boa forma de se preparar. É preciso utilizar materiais complementares para aumentar seu desempenho e alcançar bons resultados.

Apostilas de exercícios comentados, resumos de doutrinas, teorias unificadas, entre outros, são exemplos que devem ser alternados ao longo da sua jornada em busca da aprovação. Além disso, vale a pena também apostar em um curso preparatório online (assunto que será retomado mais à frente).

Estudar apenas por um único meio enfraquece seu aprendizado, além de não fornecer as bases necessárias para o sucesso. Com a ajuda de diversos materiais diferentes e de sua organização adequada — levando em consideração, principalmente, a possibilidade de consulta na 2ª fase do exame —, você terá a aprovação garantida!

Busque materiais de fontes confiáveis

Material para a OAB é o que não falta no mercado. São diversas as editoras que publicam leis comentadas, compilados de exercícios e resumos focados no exame. Isso sem contar os inúmeros cursos duvidosos que existem na internet.

Para ter a certeza de que seus materiais estão atualizados de acordo com as leis vigentes e também possuem informações corretas, aposte nas marcas mais famosas do mercado. O Vade Mecum da Saraiva, por exemplo, é garantia de qualidade, além de ser otimizado para a OAB.

Tenha muito cuidado no momento de escolher, pois nem tudo que está no mercado é de boa qualidade. Estudar por meio de resumos que contêm erros ou estão desatualizados pode ser um grande tiro no pé. O mesmo é válido para os diversos compilados de exercícios comentados, que muitas vezes apresentam gabaritos errados ou questões ultrapassadas.

Saiba marcar seu Vade Mecum

Na 2ª etapa da OAB, é possível consultar leis, súmulas e OJs. O candidato pode levar seu próprio Vade Mecum no dia da prova, desde que não haja nenhuma anotação ou modelo de estrutura da peça prática.

É permitido também destacar os artigos e súmulas com um marca-texto, fazer remissões e usar marcadores coloridos para indicar quais são os pontos mais importantes das leis. Já o uso de post-its, apostilas, leis comentadas e doutrinas é vedado.

O candidato deverá saber a melhor forma de organizar seu Vade Mecum para o dia da prova. Remissões e destaques em excesso podem acabar sendo prejudiciais. Por isso, é importante estudar com cuidado, considerando quais são os tópicos que realmente são relevantes e têm grandes chances de serem cobrados.

É preciso tomar cuidado para não fazer nenhum tipo de remissão que infrinja as regras da prova, pois isso poderá causar a reprovação imediata do candidato. O ideal é ser o mais simples e sucinto possível.

A melhor forma de organizar o seu material para a OAB é com a ajuda de professores especializados, que saberão o que é mais importante para o dia da prova. Isso nos leva ao próximo tópico.

Escolha um bom curso preparatório

Por mais que você tenha disciplina para estudar por conta própria, a ajuda de um curso preparatório é essencial para garantir a aprovação. Os professores, acostumados com o exame da OAB, orientam os alunos sobre quais são os temas mais prováveis de serem cobrados e qual é a melhor forma de se organizar diante disso.

Assim como ocorre na escolha dos materiais, aqui também é preciso ter cuidado ao escolher qual curso fazer. Existem centenas de opções na internet, e muitas delas são duvidosas, com professores despreparados e conteúdos desatualizados. Para garantir o bom rendimento nos estudos e na prova, pesquise muito antes de escolher.

Um bom curso preparatório deve levar em consideração as dificuldades de cada estudante, além de contar com professores de renome, preparados para tirar as principais dúvidas dos candidatos. Deve, também, indicar os melhores materiais para estudar, além de disponibilizar resumos e exercícios online.

Adapte os materiais ao seu cronograma de estudos

Estudar por meio de livros e doutrinas nas vésperas da prova não é uma boa ideia. Assim como fazer exercícios antes de estudar as leis também não funciona.

A organização dos materiais para a OAB deve estar diretamente relacionada com o seu cronograma de estudos. É preciso adaptar o que será estudado — resumos, exercícios, teorias, leis etc. — ao momento em questão.

Por exemplo, quando faltar apenas alguns dias para a prova, vale a pena deixar os diversos livros de lado e começar a revisar a matéria por meio de resumos, fluxogramas e anotações. Se você tentar ler doutrinas nesse momento específico, vai acabar se estressando, pois sua mente estará muito agitada para absorver informações tão complexas.

Vale ressaltar a importância dos simulados e maratonas online oferecidos pelo Saraiva Aprova. Com eles, você terá a certeza de que seus materiais estarão sempre atualizados e preparados de acordo com as dificuldades de cada aluno.

A organização online é muito mais simples e fácil do que a de materiais físicos, como livros e compilados de exercícios. Além disso, poder contar com a ajuda de professores para se organizar e tirar suas dúvidas pode ser o diferencial entre a aprovação e a reprovação na OAB.

Uma boa rotina de estudos e a escolha do melhor material para a OAB pode ser exatamente o que você precisa para fazer seus estudos decolarem. Não deixe de buscar a ajuda de um curso preparatório online para ajudar tanto na sua organização como no seu aprendizado. Com tudo isso em mãos, o sucesso será certo!

Quer começar a se organizar agora mesmo? Então baixe os nossos infográficos de resumos com os temas mais prováveis de cair na OAB e se guie por eles!

O que você precisa saber sobre a fiscalização do trabalho escravo

O que você precisa saber sobre a Portaria n.º 1129

Texto publicado pelo Ministério do Trabalho gerou debates acerca da classificação e fiscalização do trabalho escravo. A professora Maíra Zapater destacou os pontos de atenção da medida.

No dia 16 de outubro o Ministério do Trabalho publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria 1.129 que alterou aspectos que devem ser levados em consideração pelos fiscais para enquadrar um caso de trabalho forçado, degradante e em condição análoga à escravidão. A medida determina, por exemplo, que para caracterizar trabalho escravo é preciso constatar a submissão do trabalhador em um trabalho exigido sob ameaça de punição, com uso de coação, realizado involuntariamente.

À luz dos diversos debates gerados em torno do tema, a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, suspendeu a portaria em caráter provisório, acolhendo um pedido de anulação feito pelo Rede Sustentabilidade.

Ainda não se sabe qual será o desfecho da portaria e por isso é importante acompanhar o caso, que deverá ter um julgamento do mérito da ação pelo plenário do tribunal. Conversamos a respeito do assunto com a professora de Direitos Humanos do Saraiva Aprova, Maíra Zapater. Ela ressaltou os pontos de atenção da discussão e explicou o que o estudante de Direito precisa acompanhar daqui para frente.

O que exatamente a portaria propõe na prática?

A portaria, a princípio, regulamenta a concessão de seguro-desemprego para pessoas resgatadas de locais onde eram submetidas a trabalho escravo, ou seja, trata-se de norma administrativa. Porém, a portaria restringe os critérios estabelecidos para que se considere configurada a situação análoga a de trabalho escravo, ou seja, estabelece condições muito específicas, descrevendo o que se deve considerar por “jornada exaustiva”, “condições degradantes” e “trabalhos forçados”, o que pode deixar fora dessa classificação situações que antes seriam consideradas violação de Direitos Humanos.

Além disso, a Portaria estabelece que a publicação do nome do empregador responsável (a chamada “Lista Suja” do trabalho escravo) passa a ser condicionada à autorização do Ministro do Trabalho, o que pode sujeitar essa divulgação a interesses políticos.

O STF chegou a receber ao menos três ações questionando a constitucionalidade da portaria. Por que a sua validade constitucional é questionada?

Maíra Zapater: Por deixar de proteger situações em que há notória violação a direitos humanos, a portaria deixa margem para violar princípios constitucionais como o valor social do trabalho e o da livre iniciativa, além da própria dignidade da pessoa humana. Aliás, foi neste sentido o entendimento da ministra Rosa Weber, que determinou a suspensão dos efeitos da portaria em decisão liminar proferida em ADPF proposta pela Rede.

Entidades como a OIT (Organização Internacional do Trabalho), do MPF (Ministério Público Federal) e o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) se manifestaram contrariamente à medida. Qual o espectro de uma medida como essa do ponto de vista dos Direitos Humanos?

MZ: A portaria está em desacordo com o conceito contemporâneo de escravidão adotado pelas instituições internacionais de Direitos Humanos, que alarga o conceito para além dos trabalhos obtidos por meio de coação física e de grave ameaça, passando a incluir outros tipos de constrangimento como a extrema vulnerabilidade econômica, que impede a pessoa de abandonar a situação em que se encontra, em especial em locais com altos índices de desemprego.

 E do ponto de vista Penal? Quais são os impactos?

MZ: O Código Penal tipifica a conduta de reduzir alguém a condição análoga à de escravo no artigo 149, e sua redação atual, que atualizou o texto ao  incluir as expressões “jornada exaustiva”, “condições degradantes” e “trabalhos forçados”, é de 2003. Todavia, diferentemente da portaria, o CP não estabelece critérios para que se reconheçam tais expressões, e gera uma situação absurda, que torna, em tese, possível reconhecer o crime do artigo 149 (por ter uma descrição mais ampla) sem que tenha se configurado a infração administrativa.

Mas isso é em tese, porque o conteúdo da portaria, se mantido, dificultará o reconhecimento de situações de trabalho escravo compatíveis com o Código Penal – já que as definições estão diferentes nas duas normas citadas – e esses casos sequer chegarão ao conhecimento da autoridade policial, pois é frequente que as informações que dão início aos inquéritos policiais sejam obtidas justamente nas inspeções administrativas. Se as inspeções ficam limitadas pela portaria para reconhecerem situações de trabalho escravo não condizentes com o texto desta, esses casos de violação provavelmente nunca darão início a uma ação penal.

Para os estudantes do exame da OAB e concursos, o que é importante se atentar a respeito do tema?

MZ: É importante acompanhar a discussão sobre a portaria, em especial agora que o debate  está no STF. E vale a pena estar inteirado da condenação sofrida pelo Estado brasileiro em 2016 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Fazenda Brasil Verde, justamente por trabalho escravo – aliás, esse caso é mencionado no capítulo de Direitos Humanos do livro OAB Esquematizado, e abordado nas nossas vídeoaulas.

6 dicas práticas para ter organização nos estudos!

edital do XXIV Exame da OAB foi publicado no final do mês de setembro e anuncia que as provas já estão chegando. Com a proximidade — a primeira fase já é em Novembro! —, o frio na barriga aumenta e uma pergunta fica à espreita: “será que vou estar preparado(a) para realizar uma boa avaliação?”.

Nesse momento, é normal que a ansiedade bata à porta e que os obstáculos pareçam maiores do que nunca. Mas, para que você tenha sucesso no Exame da Ordem, é preciso colocar a cabeça no lugar e contar com sua maior aliada: a organização.

Isso porque, para se preparar para as provas de maneira adequada, é preciso que você se planeje e execute à risca o seu plano. Dessa forma, sua motivação e resiliência não cedem espaço à angústia e descontrole, que levam a vários erros na hora de estudar.

Entendendo esse quadro pelo qual você provavelmente está passando, fizemos uma lista com 6 dicas preciosas e práticas para ter organização nos estudos. Seguindo o nosso passo a passo, você vai conseguir criar uma rotina e se preparar com tranquilidade e eficiência, fazendo o melhor uso do tempo que tem até as provas. Quer ver?

1. Defina o que precisa estudar e monte um cronograma de estudos espaçados

Em primeiro lugar, você precisa saber exatamente o conteúdo que será cobrado na prova para poder programar seus estudos. Leia o edital da OAB com atenção e, em um caderno ou um arquivo digital, liste todo o conteúdo e destaque aqueles mais recorrentes ou com os quais você tem mais dificuldade.

Em seguida, verifique quanto tempo você terá disponível para estudar até o exame (a véspera é para descansar!) e faça uma divisão das matérias pelo tempo, espaçando seus estudos de forma a não deixar que se acumulem ou que você se sobrecarregue. Dê a si mesmo(a) mais tempo para os conteúdos mais difíceis.

É mais produtivo estudar uma matéria específica durante uma hora por dia, por uma semana, do que tentar absorver tudo de uma só vez estudando 7 horas em sequência. Por isso, comece o quanto antes!

2. Trabalhe com metas e verifique seu progresso

Feito esse cronograma de estudos espaçados, você precisa definir metas e encontrar meios para mensurar seus resultados. Com base no primeiro passo, você terá condições de estipular, por exemplo, que você pretende dominar determinado conteúdo em uma semana, concentrando os estudos sobre ele nesse tempo.

Ao final do prazo estipulado, para verificar se você cumpriu seu objetivo, recorra a testes, simulados e exercícios de fixação. Assim, você consegue avaliar seu progresso com segurança e trabalhar mais naquilo que ainda não foi compreendido.

3. Sistematize sua organização do tempo

Você entendeu, então, que fracionar os conteúdos para estudá-los dá mais resultado, certo? Mas quantas horas por dia você deve estudar para garantir um bom aproveitamento? É preciso pausar algum tempo?

Estima-se que o tempo ideal de estudo gire em torno de 4 horas diárias, mas que devem ser bem distribuídas — dessa forma você pode se dedicar, por exemplo, a frações de 4 matérias diferentes por dia e não “enjoar” de uma só.

Uma das técnicas mais utilizadas para gerenciar o tempo de estudos é o método Pomodoro, que consiste em dividir o trabalho em várias porções de 25 minutos (ou pomodoros). A cada pomodoro, você deve fazer um intervalo curto, de cerca de 5 minutos, para descansar um pouco (caminhar um pouco, se alongar), mas logo retomar a tarefa. Ao final de quatro pomodoros, uma pausa maior, de cerca de 30 minutos, é recomendada.

Para não se perder, vale programar o despertador ou mesmo recorrer a aplicativos específicos para isso, como o Pomodroido. Para garantir melhores resultados, certifique-se de encaixar o período de estudos no momento do dia em que você é mais disposto(a). Algumas pessoas são mais produtivas de manhã, outras à noite. Aproveite seu embalo.

4. Crie um ambiente favorável aos estudos

Essa parece uma dica óbvia, mas é tão negligenciada que precisa de reforço. Por mais que seja tentador estudar deitado(a) na cama, por exemplo, essa posição vai te causar desconforto e dores a longo prazo, além de não despertar seu inconsciente para a tarefa que você precisa desempenhar.

Escolha um local com boa iluminação (à noite, principalmente, não abra mão das luminárias), arejado, em que haja uma mesa na altura correta e com cadeira confortável. Quanto mais incômodo físico você sentir, mais difícil será, psicologicamente, o estudo.

É essencial que o espaço eleito seja silencioso. Ok, sabemos que, dependendo de onde você estuda e em qual período do dia, isso é quase impossível. Mas os obstáculos são contornáveis. Você pode escolher um horário de menor movimento em sua casa, ou mesmo usar protetores auriculares (você encontra facilmente em farmácias) para conseguir se concentrar.

Se nada disso resolver, recorra às bibliotecas públicas ou das universidades. Trocar de ambiente é, inclusive, uma boa forma de deixar a rotina de estudos menos enfadonha!

5. Identifique e afaste tudo que distrai você

Quem nunca passou pela situação de sentar para estudar e, de repente, perceber que qualquer coisa banal ficou mais interessante que a matéria, que atire a primeira pedra. A concentração, tão essencial para os estudos, não vem como um truque de mágica: é preciso cooperar.

Por isso, identifique tudo que potencialmente te distrai e afaste para evitar a tentação. Celular? Experimente deixar na gaveta ou em outro cômodo. Não resiste a dar uma espiada no Facebook? Feche todas as abas desnecessárias do navegador ou use recursos para bloquear as distrações virtuais temporariamente, como o StayFocusd.

6. Diversifique os materiais de estudo

Ler uma infinidade de páginas de texto corrido pode minar sua força de vontade em pouco tempo. Recorrer a diferentes materiais de estudo, especialmente aos que têm linguagem mais dinâmica e acessível, é a melhor forma de garantir que você vai continuar focado(a).

Experimente buscar canais com videoaulas e dicas no YouTube e páginas no Facebook que tratem das matérias que você precisa apreender de maneira mais leve, mas não menos comprometida. Esse tipo de conteúdo pode ser mais didático justamente por se apresentar como uma forma de entretenimento, e não como algo que te lembra a todo momento o quanto pode ser maçante estudar.

Não descuide, também, dos momentos de lazer. Você precisa investir em bem-estar para garantir condições intelectuais, mas também emocionais, para fazer um excelente exame!

Viu que elaborar uma rotina de preparação não tem que ser um pesadelo? A organização nos estudos precisa ser sua prioridade, para que você não sofra sem necessidade em um momento que já costuma ser de pressão e expectativas.

Gostou das nossas dicas para ter organização nos estudos? Quer ficar por dentro de outras dicas infalíveis para ir bem no Exame da OAB em primeira mão? Assine a nossa newsletter!

Não passei na OAB, e agora? Saiba lidar com a reprovação

Ser aprovado na OAB é a porta de entrada para o exercício da atividade jurídica. Por mais que o exame seja alvo de muitas críticas — principalmente por ser um elemento de exclusão do mercado de trabalho —, ele é obrigatório para aqueles que querem seguir a carreira de advogado.

Com índices altíssimos de reprovação, não é nenhuma surpresa que o Exame da OAB seja o terror dos estudantes de Direito. Só essa informação já é suficiente para deixar os candidatos ansiosos e pressionados, o que, por sua vez, pode ser a causa do fracasso.

Se você não conseguiu ser aprovado, não se preocupe! O importante é tentar de novo e não ficar desmotivado. Essa é a hora de se perguntar “Por que eu não passei na OAB?” e entender os motivos que causaram essa reprovação para que eles não se repitam da próxima vez. Para isso, vamos listar aqui algumas dicas que ajudarão você nessa etapa. Confira!

Entenda seus erros

São diversos os motivos que podem levar à reprovação na OAB: falta de estudo, nervosismo, ausência de um cursinho preparatório, indisciplina, entre outros. Compreender os fatos que impediram seu sucesso é o ponto de partida para se guiar nos próximos estudos.

Antes de mais nada, analise a prova para descobrir quais foram seus erros e acertos. Dessa forma, será possível destacar seus pontos fracos e trabalhar neles para que esses mesmos erros não sejam cometidos da próxima vez.

Feito isso, é hora de erguer a cabeça e traçar novas metas de estudos para tentar mais uma vez. Não adianta ficar triste ou desmotivado. É preciso ter persistência para alcançar a tão sonhada aprovação!

Revise seus métodos de estudo

Diversos candidatos reclamam que, mesmo se dedicando ao máximo, foram reprovados. Se você se identifica com essa situação, então talvez seja hora de revisar seus métodos de estudo.

Existem diversas formas de se preparar para o Exame da OAB. A quantidade não necessariamente condiz com a qualidade. Pode ser que você esteja estudando cinco horas por dia, porém de forma ineficiente. Nesse caso, por mais dedicado que seja, seu aprendizado provavelmente não rende o tanto que deveria.

A leitura incessante do Vade Mecum e de doutrinas não é a forma mais eficiente de se preparar. É preciso também dedicar um tempo para resolver exercícios, fazer resumos, ver aulas online e mesclar tudo isso com intervalos de descanso que permitam que sua mente absorva todas as informações.

Em vez de ficar lamentando e repetindo para si mesmo “eu não passei na OAB”, é preciso parar de insistir no erro e adotar novas formas de estudo que garantam sua aprovação.

Crie uma nova rotina

Não basta apenas modificar a metodologia de estudos para ter sucesso. É preciso também criar um cronograma consistente, capaz de abranger todos os pontos mais importantes para a prova da OAB.

Aproveite que você já sabe como o exame funciona e quais são as matérias mais cobradas e faça uma rotina capaz de dividir o tempo de estudos entre todas as disciplinas. Leve em consideração seus pontos fracos e fortes: reforce os conteúdos que você tem mais dificuldade em aprender e revise aqueles que forem mais fáceis.

É importante estudar todos os dias. Mesmo que você tenha uma rotina muito corrida, tente dedicar pelo menos alguns minutos aos estudos. Isso pode ser feito em qualquer tempo livre que surgir, até mesmo durante a ida e volta do trabalho ou da faculdade.

Com um bom cronograma de estudos, você logo vai perceber que o aprendizado fluirá de forma muito mais rápida.

Combata a ansiedade

Muitas vezes, a causa da reprovação na OAB não é a falta de estudos, mas sim a desestruturação psicológica dos candidatos.

Por mais que o exame seja difícil, é preciso manter a calma para conseguir estar entre os 20% de aprovados. O medo da reprovação pode muito bem ser a causa do fracasso.

Se você é uma pessoa muito ansiosa e sente que isso a atrapalha no momento da prova, talvez seja uma boa ideia buscar um apoio psicológico e procurar formas de tratar esse nervosismo para que ele não seja um empecilho no dia do exame.

Esqueça, por um momento, a cobrança de familiares, amigos e da carreira jurídica como um todo. Durante a prova, é preciso focar apenas em resolver as questões com calma e tranquilidade.

A ansiedade abre caminho para que erros bobos sejam cometidos, como errar na hora de passar o gabarito para a folha de resposta. Liberte-se desses medos e acredite que você tem o potencial para passar.

Invista em um curso preparatório

As faculdades de Direito muitas vezes não conseguem preparar seus alunos de forma eficiente para a prova da OAB. Isso mais uma vez é refletido no alto índice de reprovação. Muitos candidatos tentam estudar por conta própria, mas isso nem sempre é o suficiente.

Se você está fazendo tudo que está ao seu alcance e, mesmo assim, ainda não conseguiu a aprovação na OAB, então, talvez seja hora de investir em um curso preparatório. Assim, será possível contar com bons professores e excelentes materiais elaborados com foco no exame.

Ter uma ajuda especializada pode ser exatamente o que você precisa nesse momento. O apoio de um bom curso preparatório leva em conta as dificuldades de cada candidato, contribuindo inclusive para aliviar a ansiedade.

Além disso, ao escolher um curso online, você terá a vantagem de poder assistir às aulas no seu próprio ritmo, sem sequer precisar sair de casa. Será possível poupar um tempo precioso, que poderá ser destinado à otimização do aprendizado!

Não se esqueça da repescagem

Desde 2013, a FGV passou a dispor no edital da prova da OAB uma nova possibilidade de inscrição apelidada de “repescagem”. Mas, afinal, o que é isso?

Caso o candidato tenha sido aprovado na primeira fase, porém reprovado na segunda, existe a possibilidade de pular direto para a prova discursiva no próximo exame, sem precisar repetir a prova objetiva. Dessa forma, você precisará estudar apenas para a segunda etapa.

É possível também redefinir qual será a área jurídica de sua preferência. Portanto, se você se arrependeu da escolha feita no exame anterior, não seu preocupe, pois agora você poderá trocá-la!

O ponto positivo da repescagem é que não será necessário estudar todas as matérias novamente, mas somente aquela que você escolher para a segunda fase. Assim, você conseguirá otimizar seus estudos, com tempo de sobra para focar apenas no necessário para ser aprovado!

A reprovação na OAB não é o fim do mundo. É comum que diversos bacharéis em Direito demorem para conseguir passar no exame. Se você ainda não conseguiu, o importante é que não fique desmotivado. É preciso erguer a cabeça e fazer tudo que estiver em seu alcance para que da próxima vez consiga! Questione-se “Por que não passei na OAB?”, aprenda com seus erros e foque nos estudos!

Aproveite que você já conhece nossas dicas e compartilhe este post com seus amigos nas redes sociais para que eles também se sintam motivados!

Faltam 50 dias para a prova da 1ª fase da OAB.

Com o edital do XXIV Exame da OAB publicado e com muita gente estudando desde então (ou pelo menos deveria), chegamos à parada dos 50 dias antes da prova. Como gosto de ilustrar, uma preparação é como uma trajetória de trem, destas que a gente se acostumou a ver nos filmes. Assim como toda viagem de trem, há estações, ou seja, paradas.
Há várias estações para se observar o que já se andou e o que ainda falta para chegar no destino final: a prova. Assim, nesta trajetória, é importante destacar que quando passamos da estação “50” o caminho está ficando mais tenso, cheio de emoções, e o tempo começa a sair de coadjuvante para ser protagonista. Certamente, ele embarcará nesta estação e irá lhe acompanhar na sua cabine até o final como um passageiro, cuja presença incomoda no sentido de não passar desapercebido.
Enxergo o tempo como um passageiro que ficará lhe perguntando a todo instante: “falta muito?”, “está fazendo o quê?”, “esse material aí vale a pena?”, “quer dar uma voltinha pelo trem?”, “quer sair para comer ou beber algo?”, enfim, um passageiro chato e arrogante! Sabe porquê? Ele vai estar lhe lembrando a todo instante que ele é importante demais na sua vida.
Assim, nada mais desagradável que alguém lhe importunando, pois já basta os desavisados que não cansam de perguntar: “só estuda?”, “ainda não passou?”, “porque não passou?” ou perturbar que “a prova da OAB é fácil”, “sua prima mais nova já passou”, “é só acertar 50%”, “não tem concorrente” etc. e tal.
Mas já vai se preparando para a próxima estação, que será a “30” ou “1 mês” para prova. A partir dela, novos passageiros embarcarão: angústia, tensão, cansaço, pressões, etc. Veja bem, mais próximo da prova, mais problemas devem surgir para querer te tirar a atenção nos estudos. É preciso ter foco no destino final, qual seja, a aprovação no dia da prova. Para tanto, há muitas ferramentas para fomentar os seus estudos.
Aqueles que se distraem facilmente, sugiro se comprometerem com “algo externo”, como, p.ex., um curso preparatório. Não tenho dúvidas que ele irá criar o hábito do comprometimento. Não só isso, acaba gerando um efeito dominó, porque sua atenção será direcionada apenas ao que interessa neste tempo até a prova. Assim, você se comprometerá com livros especializados, com as dicas de professores, com um planejamento adequado e organização dos estudos, com a resolução de questões de provas anteriores bem como simulados.
Para tanto, fizemos um levantamento entre os principais preparatórios para OAB do país e a conclusão é mais do que evidente: a plataforma Saraiva Aprova é a melhor. Confira todos os itens avaliados e a escolha às cegas, clicando aqui.
Lembre-se que são 17 disciplinas na 1ª fase da OAB e que o XXIIIº Exame de Ordem “bagunçou” toda a distribuição de questões por disciplina. O novo mapa da prova da OAB você pode conhecer, clicando aqui. Importa vocês terem maior atenção nas disciplinas com maior aderência na prova. Em outras palavras, não adianta estudar apenas as disciplinas e matérias que vocês gostam, porque, certamente, não deve atingir a metade dos pontos possíveis. P.ex., se tenho dificuldades com Direito Constitucional, que são 7 questões. Vou deixar para depois? Claro que não! É preciso superar para angariar o maior número de pontos possíveis.
É importante também manter (ou ter) um planejamento vencedor. Para quem ainda não tem, nossa sugestão é estudar 2 disciplinas por dia. É uma forma de manter atualizadas semanalmente. Você pode ter maiores detalhes, assistindo ao nosso vídeo sobre como fazer este planejamento no canal do Youtube da Saraiva Aprova. Pode ainda baixar o kit planejador da Saraiva Aprova, totalmente, grátis, clicando aqui.
Por fim, se você procura material grátis, como simulados, e-books, planejador, etc., sugiro acessar o blog da Saraiva Aprova: clique aqui. Todas estas dicas é para que o restante da jornada lhe traga mais conteúdo para a última estação seja de APROVAÇÃO! Bons estudos.
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Escolhendo a disciplina da 2ª Fase da OAB

A principal pergunta que surge durante a inscrição do Exame de Ordem é “qual disciplina irei optar para realizar a 2ª fase”. Não há outra dúvida tão cruel como esta. Pior quando ela já se arrasta antes da publicação do edital e você está longe da solução.

O mais engraçado é que esta dúvida não deveria acontecer só quando o estudante de Direito torna-se candidato e nem deveria ser respondida por alguém que desconhece por completo o histórico acadêmico e profissional dele. Sim, se eu não sei a resposta, porque outro deveria saber? Na verdade escolher uma das sete opções que OAB oferece é tão pessoal quanto escolher o próximo amor da sua vida! Somente no caso de seus amigos ou amigas terem o poder de escolher a sua nova paixão é que será permitido também que eles ou outras pessoas confiáveis possam apontar qual a disciplina a ser optada…

No meu caso, em particular, acabei optando a disciplina pelo pior critério possível: o da facilidade da prova. Optei por trabalho, porque tinha “menos peças profissionais” para estudar. Até então, nunca tinha pisado na Justiça do Trabalho, talvez apenas por curiosidade, não fiz estágio nesta área e na faculdade somei minhas notas o suficiente para passar. Portanto, esta área para mim era praticamente inédita.

Segundo meu histórico, civil era a opção natural, mesmo que eu tenha tido excelentes professores em penal e o suficiente para me “divertir” com suas  histórias de promotores, delegados e advogados criminalistas. De qualquer sorte, tive que aprender a matéria que tinha escolhido em três semanas e preparar o material de consulta como “bengala” moral para o dia da prova.

Portanto, sugiro que o critério de escolha não seja apenas por ouvir dizer que tal disciplina é “mais fácil” do que outra, mas rever o seu histórico na faculdade e suas experiências profissionais ou de estágio, pois refletirão na sua formação acadêmica e facilitarão na hora da prova. Talvez julguem processo do trabalho algo simples, até porque ele foi concebido para ser assim, mas o direito material requer um estudo que vai além da remuneração, de suas parcelas e respectivos reflexos.

A disciplina de trabalho tornou-se lenda de ser a “mais fácil” desde 1997 e era a primeira escolha disparada da grande maioria até a OAB reconhecer que “atalhos” para aprovação não seriam bem-vindos. Assim, com toda a legitimidade que lhe compete, começou a “endurecer” com aqueles que buscavam uma aprovação “casual” com provas mais difíceis e correção mais severa. Atualmente, é uma das disciplinas que mais “reprovam” na 2ª fase, apesar de ser uma das mais queridas pelos acadêmicos.

Então um movimento surgiu a partir de dicas de novos advogados que optaram por tributário e logo havia mais tributaristas do que Códigos Tributários Nacionais disponíveis no mercado. Mais rapidamente do que aconteceu com trabalho, a OAB empregou a mesma “cartilha” e os índices de aprovação para aquela disciplina despencaram também. Portanto, estas “ondas” migratórias disciplinares viraram “marolas” e pouco se percebe nos dias atuais.

Assim, ao que parece, atualmente, a escolha da “mais fácil” não é mais o primeiro requisito a ser levado em conta. O candidato está avaliando melhor as opções também em razão das  suas convicções próprias, com base na experiência e no vínculo com a disciplina. Os professores também têm grande influência neste momento, apesar dos evidentes interesses que podem estar envolvidos na indicação, como venderem livros ou cursos.

De qualquer sorte, a preocupação não pode recair tão somente nas peças profissionais, seja pelo grau de dificuldade, seja pelo seu número, pois sem argumento (leia-se a parte “material”) nenhuma terá consistência para angariar pontuação. Além disso, não basta decorar modelos práticos, a prova tem outras quatro questões a serem resolvidas junto com a peça e que exigem conhecimento amplo e aprofundado de direito processual e material.

Se houver dúvida na hora de optar, ela tem que ser “sincera”, ou seja, a reflexão precisa pautar o que realmente importa: seu passado e futuro com as candidatas à escolha. Observar o passado é verificar suas notas na faculdade, seu engajamento até então e a experiência que lhe traz nos dias de hoje. Você pode incluir também seus sentimentos, pois entre as opções pode ter um amor platônico a ser assumido no futuro. Lembre que você terá mais de 40 dias estudando a mesma disciplina, esta projeção para o futuro deve ser considerada, porque se não gosto de penal, p.ex., como ficarei estudando somente ela durante tanto tempo?

Portanto, em primeiro lugar, afaste ou elimine aquelas que de modo algum você gostaria de estudar para a 2ª Fase. Das disciplinas clássicas, a opção mais difícil é  penal e mesmo assim, é a campeã das escolhas segundo a FGV.  Não há preconceito atrás desta afirmativa mesmo que as páginas policiais sejam a sua escola prática. Entendo que é uma opção de perfil, em razão do seu universo próprio e, portanto, deve ser paixão à primeira vista e não um simples “crush”. Em outras palavras, quem está decidido por penal não pensa nunca numa segunda opção e não deve considerada como tal.

“E quanto a civil, professor?”. É a pergunta de R$ 1.000.000,00. Quem chega a esta pergunta, mesmo que tenha sido a disciplina que mais esteve presente no currículo na faculdade, é porque está preocupado com o número de peças que poderia ser cobrado. A parte processual nova também atrai dúvidas, mas lembre de que terá o vade mecum no dia da prova. Veja que apesar de tudo, tem um dos melhores aproveitamentos médio entre as sete optativas.

Tire das suas opções a ideia da “mais fácil”, pois ela está diretamente vinculada a que os outros pensam e propagam a respeito. Todas são difíceis,  mas não impossíveis. Têm aspectos contra e a favor. O ângulo da escolha ou o filtro deverá estar vinculado ao fator pessoal com as disciplinas e não o contrário. Veja que disciplinas mais novas, como constitucional e administrativo, onde é quase inexistente a experiência prática anterior têm grande aproveitamento médio comparado às demais.

Distribuição de inscritos e aproveitamento médio por área na 2ª fase (%):

 

E quem sabe um legítimo teste vocacional para escolher a disciplina da 2ª Fase da OAB? No próximo texto iremos trazê-lo para você praticar. Depois de respondido, some e veja qual a disciplina vencedora. E boas escolhas!

 

[Texto originalmente publicado no livro Poder da Aprovação, 2017, Editora Saraiva. Saiba mais em bit.ly/poderdaaprovacao]

5 melhores práticas para resolver questões da OAB

5 melhores práticas para resolver questões da OAB

Muita gente acha que resolver questões da OAB é um verdadeiro bicho de sete cabeças — pois muito se fala na dificuldade da prova e nos índices de reprovação.

Na verdade, não há motivos para desespero: investindo em uma boa preparação e utilizando algumas táticas, é possível aumentar (e muito) as suas chances de aprovação.

No artigo de hoje, separamos 5 dessas melhores práticas para resolver questões da OAB. Vamos ver quais são elas?

1. Destaque as informações importantes

O primeiro passo para resolver questões da OAB é destacar as informações importantes fornecidas pelo enunciado. Afinal, é comum que os candidatos, ansiosos na hora da prova, leiam a questão rapidamente e passem batido por detalhes cruciais para a sua resolução.

Por isso, antes de qualquer coisa, leia o enunciado com calma, destacando as palavras mais importantes: como “correta”, “incorreta”, “certa” e “errada”.

Prestar atenção a essas palavras é essencial para garantir um acerto — é muito comum que os candidatos, ansiosos com a prova, se confundam e marquem a alternativa correta em uma questão que pede a incorreta (ou vice-versa).

2. Elimine alternativas

Depois de destacar as informações importantes de uma questão, o próximo passo é eliminar as alternativas claramente incorretas. O examinador sempre inclui uma ou duas afirmativas desse tipo nas questões, então, é importante excluí-las de cara para aumentar as suas chances de acerto.

Veja o exemplo de uma questão de Filosofia do Direito do XVIII Exame da OAB, em que uma das alternativas afirmava que “interpretar um texto significa alcançar o único sentido possível de uma norma conforme a intenção que a ela foi dada pelo legislador.”

Ainda que você não tenha certeza da resposta correta, é simples deduzir que interpretar um texto não significa alcançar o único sentido possível de uma norma, certo? Essa alternativa, portanto, poderia ser eliminada de cara.

É importante destacar que os termos generalizadores — como “sempre”, “jamais” e “nunca” — quase sempre indicam assertivas incorretas. Como estudante de Direito, você já deve ter reparado que a resposta para a maioria das perguntas é “depende”, né? Por isso, desconfie quando se deparar com uma assertiva que generalize demais a resposta.

3. Otimize o seu tempo

A administração do tempo é um dos grandes desafios para quem vai fazer a prova da OAB. São 5 horas para resolver 80 questões objetivas, e ainda é necessário separar um tempo para preencher o seu cartão de respostas. Colocando na ponta do lápis, são aproximadamente 3 minutos e meio para cada questão. Apertado, né?

Por isso, saber otimizar seu tempo é crucial para ter um bom desempenho. Uma boa forma de fazer isso é começar pelas matérias com as quais você tem mais facilidade. Essas questões serão resolvidas mais rapidamente, de forma que você terá mais tempo ao final da prova para responder às perguntas mais difíceis.

Além disso, você também estará mais descansado mentalmente no início da prova. Começando por um assunto que você domina, você praticamente garante alguns acertos — já que as chances de errar por bobeira serão bem menores.

Também é importante lembrar que essa tática tem um ótimo efeito psicológico: nada como começar lendo as questões das quais você já sabe as respostas para ganhar confiança para o resto da prova, certo?

4. Fique atento às pegadinhas

Não são apenas os seus conhecimentos jurídicos que o Exame da Ordem quer testar: a atenção do candidato também será analisada. É justamente por isso que a prova costuma vir recheada de “pegadinhas”, ou seja, questões feitas para induzir um candidato mais desatento ao erro.

Para resolver questões da OAB, é indispensável ficar de olho para não cair nos truques do examinador.

Uma das pegadinhas mais recorrentes no Exame da Ordem é a mistura de afirmações corretas e incorretas em uma mesma alternativa. Se um candidato lê uma dessas alternativas com pressa, pode não atentar à sua parte falsa e considerá-la como correta.

Outra pegadinha bastante comum é misturar os conceitos. Um exemplo: em uma afirmativa sobre Direito Penal, consta que arrependimento eficaz ocorre quando o agente desiste de prosseguir na execução do crime, enquanto que, na desistência voluntária, ele impede que o resultado se produza. Lendo com pressa, a alternativa pode parecer correta; entretanto, os conceitos estão trocados: o primeiro conceito é o de desistência voluntária, enquanto o segundo é o de arrependimento eficaz.

Para evitar erros como esse, basta ler todas as alternativas com muita calma.

5. Verifique informações que se repetem

Na maioria das questões da prova da OAB, as diferentes alternativas repetem algumas informações. Analisando essas informações, é possível eliminar algumas das assertivas incorretas.

Para exemplificar essa prática, vejamos como exemplo uma questão do XXII Exame da Ordem:

“Cláudio, advogado inscrito na Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro, praticou infração disciplinar em território abrangido pela Seccional da OAB do Estado da São Paulo. Após representação do interessado, o Conselho de Ética e Disciplina da Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro instaurou processo disciplinar para apuração da infração.

Sobre o caso, de acordo com o Estatuto da OAB, o Conselho de Ética e Disciplina da Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro:

a) não tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

b) tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Seccional em que o advogado se encontra inscrito, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

c) tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é concorrente entre o Conselho Seccional em que o advogado se encontra inscrito e o Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

d) não tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Federal, ainda que a falta não tenha sido cometida perante este, quando o advogado for inscrito em uma Seccional e a infração tiver ocorrido na base territorial de outra.”

Nesse exemplo, duas das opções afirmam que o Conselho tem competência para punir Cláudio; as outras duas, afirmam que não. Se você sabe que a competência para punir é da Seccional em que foi praticada a infração (no caso da questão, em São Paulo), já pode eliminar as assertivas em que se repetem a informação (errada) de que a competência seria da Seccional do Rio de Janeiro!

Mesmo que você não saiba a resposta correta, nesse caso já eliminou duas alternativas com informações erradas que se repetiam, aumentando as suas chances de acerto.

Resumindo

  1. Destaque as informações importantes: isso aprimora o foco e evita confusão nas respostas.
  2. Elimine alternativas: para aumentar as probabilidades de acerto.
  3. Otimize o seu tempo: para concentrar sua energia nas questões que você sabe responder.
  4. Fique atento às pegadinhas: isso evita erros bobos e pode ser a diferença entre 39 e 40 acertos.
  5. Verifique informações que se repetem: para que você consiga responder uma questão mesmo sem ter completo domínio sobre ela.

 

E você, curtiu nossas dicas para resolver questões da OAB? Nós estamos sempre revisitando os Exames para trazer dicas e notícias em primeira mão para você.


O que fazer na véspera da prova da OAB?

O que fazer na véspera da prova da OAB?

Se você vai fazer a prova da OAB, já deve ter recebido inúmeros conselhos diferentes sobre o que fazer na véspera do exame. Há quem diga que é indispensável fazer uma grande revisão para chegar com o conteúdo fresquinho na memória; por outro lado, há quem defenda que estudar nos dias que antecedem a prova apenas aumenta a ansiedade.

Mas, afinal, o que é recomendável fazer na véspera da prova da OAB?

Para tirar essa dúvida de uma vez por todas, preparamos este post com as melhores dicas para se preparar para o grande dia. Vamos conferir?

Diminua o ritmo dos estudos

Conforme a prova vai se aproximando, é natural pensar em intensificar os estudos, certo? Errado! Na verdade, a sua rotina de estudos deve se manter mais ou menos a mesma. Se você estuda 3 horas por dia, continue estudando durante esse período.

O que deve mudar nesse momento é o conteúdo estudado: agora é a hora de fazer uma boa revisão dos principais pontos de cada matéria. Fazendo isso, os conteúdos mais cobrados ficam frescos na cabeça e é mais fácil de lembrar deles na hora H!

No dia anterior à prova, contudo, nada de estudar! Esse deve ser um dia de descanso. Mergulhar nos livros no dia anterior pode criar uma sensação de que a sua preparação até aquele momento não foi suficiente — o que piora a sensação de nervosismo pré-prova!

Confira o local da prova

A galera costuma fazer piada com os atrasados do Enem, mas já imaginou a sensação de perder meses de estudo porque chegou depois do fechamento dos portões? Ainda que você não perca a hora do seu Exame da Ordem, já pensou no estresse de chegar correndo porque se perdeu no caminho ou ficou preso no trânsito?

Para evitar esse tipo de problema, aproveite o dia da véspera da prova da OAB para conferir o local de realização da prova e planejar o trajeto até lá. É importante se planejar para chegar com, pelo menos, meia hora de antecedência! Assim, você não correrá riscos, mesmo no caso de imprevistos.

Separe o seu material

Deixar para separar o material antes de sair de casa pode ser uma cilada. Nessa hora, é comum ficar nervoso com a aproximação da prova e, por isso, o risco de esquecer algum item é enorme!

No dia anterior, faça uma lista de tudo o que vai precisar e vá riscando os itens já separados. Lembre-se também de separar um documento de identificação com foto, que é indispensável para fazer a prova! Também é essencial conferir no edital os itens proibidos (como leis impressas e códigos marcados com post-it ou anotações pessoais) e tirá-los de uma vez da mochila!

Cuide da alimentação

Pode parecer que não, mas a alimentação pode fazer toda a diferença no rendimento da prova. Para visualizar isso, basta imaginar: deve ser extremamente difícil resolver uma prova complicada quando você fez uma refeição pesadíssima e está morrendo de sono, ou com a barriga muito cheia, não é mesmo?

Por esse motivo, dê bastante atenção à sua alimentação nos dias que antecedem a prova. Evite alimentos que nunca ingeriu, bem como refeições muito pesadas: tudo isso pode causar um mal-estar bem na hora da prova. No dia do exame, leve bastante água e alimentos leves para comer durante a prova (barrinhas de cereal e frutas são uma ótima opção).

Durma bem

Outra dica campeã para fazer uma boa prova é ter uma boa noite de sono. Diversos estudos científicos já comprovaram que é durante esse período que o cérebro cria as conexões responsáveis pela memória de longo prazo. Nem precisa explicar o porquê disso ser tão importante para uma prova com um conteúdo tão extenso como a da OAB, não é?

Mais que isso, um bom descanso é importante para manter um bom desempenho na hora da prova. Começar a resolver as questões cansado e com um raciocínio lento por causa do sono prejudica (e muito!) o desempenho. Por isso, nada de ficar acordado até tarde nos dias anteriores à prova, ok?

Faça programas leves

Como já mencionamos neste post, o dia anterior à prova da OAB é um dia de descanso. Sabemos que é normal que o nervosismo tome conta nessa hora, e, por isso, curtir uma programação mais leve com a família e os amigos pode ser o diferencial para conseguir relaxar.

Assista a um filme, vá a um restaurante novo, faça um passeio… Você verá como é bom tirar a prova da cabeça — mesmo que apenas por alguns momentos! Mas lembre-se: nada de beber e comer em excesso! Como vimos, seu organismo pode reagir mal aos exageros bem na hora da prova.

Invista em atividades físicas

Outra ótima maneira de esquecer um pouco da prova é fazer alguma atividade física. Mexer o corpo ajuda a controlar os níveis de ansiedade e de estresse, e o melhor: aumenta a concentração e a capacidade de memorização!

Mesmo que você não seja uma pessoa superesportiva, é possível aproveitar os benefícios desse tipo de atividade nos dias que antecedem à prova: você pode tentar dar uma caminhada de meia hora ou praticar um esporte de sua preferência. Além de ficar mais calmo, a sua disposição na hora da prova estará muito melhor.

Relaxe

A última (porém não menos importante) dica é bastante simples: relaxe! Pode parecer difícil colocá-la em prática antes de um dia tão importante, mas é essencial encontrar uma forma de não deixar a ansiedade tomar conta de você.

Existem algumas técnicas simples de relaxamento físico e mental que você pode tentar colocar em prática. Alguns exercícios respiratórios e alongamentos, por exemplo, podem ser feitos até mesmo na hora da prova! Que tal tentar essa tática?

Sabemos que é comum ficar em dúvida sobre o que fazer na véspera da prova da OAB — afinal, essa é uma etapa importantíssima da vida acadêmica e é normal ter medo de fazer algo que arrisque nosso desempenho.

Contudo, seguindo essas dicas e confiando na preparação feita ao longo do ano, a aprovação é uma questão de tempo!

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