Como lidar com a anulação de questões da OAB?

Como lidar com a anulação de questões da OAB?

Em todo exame da Ordem, é comum que surjam rumores sobre eventual anulação de questões, logo após a realização da prova. De fato, pode acontecer de a FGV (Fundação Getúlio Vargas), banca responsável pela elaboração do certame, utilizar questões controversas — seja pela falta de alternativa correta, seja pelo excesso de alternativas corretas ou até mesmo por meros erros materiais.

Por esse motivo, é extremamente comum que os candidatos tenham dúvidas quanto ao tema. Quando uma questão pode ser anulada? Como lidar com as anulações? Elas terão impacto na nota final? Pode-se recorrer apenas na primeira fase do exame? E se não acatarem o recurso, como se deve proceder?

Para saber a resposta dessas e de outras perguntas sobre a anulação de questões da OAB, confira este post!

Por que a OAB anula questões?

Na verdade, quem anula não é a OAB, mas a banca que aplica as provas, ou seja, a FGV, como já dissemos. E a anulação ocorre por reconhecimento de erros e para evitar ações judiciais que poderiam paralisar o exame da Ordem por meses — ou até anos — enquanto se discute o problema no Judiciário.

Assim, é melhor resolver administrativamente os recursos. Até porque, havendo erros flagrantes, o candidato obteria de qualquer forma a vitória na Justiça. Por isso, questões com falhas clássicas — veremos adiante quais são elas — são anuladas de ofício pelos examinadores.

Isso não impede que você procure um advogado para propor uma ação caso não seja acatado o seu pedido de anulação de determinada questão. Mas, para tanto, o seu argumento deve estar muito bem fundamentado, não podendo tratar-se de mera insatisfação.

Em que hipóteses uma questão pode ser anulada pela banca?

Uma questão pode ser anulada, basicamente, em dois casos: quando nenhuma das alternativas apresentadas é correta ou quando mais de uma é correta.

Um exemplo do primeiro caso ocorreu no XXI Exame da Ordem, no qual uma das questões perguntava aos candidatos sobre a regularidade de uma procuração outorgada a uma sociedade de advogados. De acordo com o enunciado, a resposta deveria estar fundamentada no estatuto da OAB.

A alternativa apontada como correta, entretanto, tinha como fundamento o Código de Processo Civil, de modo que nenhuma das alternativas apresentadas estava de acordo com o enunciado. Por esse motivo, a questão foi anulada e a sua pontuação acrescida às notas de quem tinha errado a resposta.

Outro caso bastante comum é o de anulação por haver mais de uma resposta correta, já que no direito é comum haver divergências doutrinárias e jurisprudenciais. Nesse caso, como não há espaço para o candidato expor os seus conhecimentos sobre as eventuais discussões sobre o tema na prova objetiva, a consequência é a anulação da questão.

Outra hipótese de anulação (porém mais rara) pode ocorrer quando a questão estiver mal formulada, apresentando erros materiais ou a possibilidade de mais de uma interpretação.

Foi o que aconteceu com uma questão de direitos humanos do XVII Exame da Ordem, que questionava os candidatos sobre procedimentos envolvendo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A alternativa apontada como correta mencionava uma “Corte Interamericana de Justiça”, entidade que não existe!

O que ocorreu foi um erro material, já que o nome correto da entidade é “Corte Interamericana de Direitos Humanos”. Pode parecer pouca coisa para anular uma questão, mas muitos candidatos a erraram por considerar que o nome errado da Corte era uma “pegadinha” da questão.

Qual o impacto na pontuação de uma questão anulada ?

O impacto na sua pontuação de uma questão anulada vai depender de você ter acertado ou errado aquela questão.

Se você havia errado a pergunta que posteriormente foi anulada, ótimo! Nesse caso, você ganha um ponto a mais na nota final. Dessa forma, se você havia acertado 39 perguntas, por exemplo, após a anulação da questão ficará com 40 pontos.

Se, por outro lado, você havia acertado a questão anulada, a história muda um pouco. Nessa hipótese, a sua situação permanece a mesma: a sua pontuação final não será alterada.

É justamente por esse motivo que muitos alunos que ficam próximos da aprovação na primeira fase (com 38, 39 pontos) torcem para que algumas das questões que erraram sejam anuladas — se isso ocorrer, eles estarão automaticamente aprovados, já que a sua pontuação aumenta!

O que se pode fazer para questionar o gabarito de uma questão?

Se você ficou sabendo de uma ou mais questões cujo gabarito pode ser questionado, a medida a ser tomada é a interposição de recurso para a banca. O próprio edital da prova prevê essa possibilidade, caso em que a banca analisa as razões apresentadas pelos recorrentes e decide pela anulação ou não da questão.

Como o exame da Ordem é uma prova com muitos candidatos, a banca costuma ser extremamente criteriosa com o recebimento dos recursos — afinal, imagine só a quantidade de questionamentos enviados.

Por esse motivo, é muito importante contar com a ajuda de professores especializados ou de grandes instituições para formular as razões do seu recurso. Nada de fazer recursos por conta própria ou copiar recursos antigos da internet, já que as chances de eles nem serem lidos nesses casos são enormes!

Contando com profissionais experientes — já habituados a questionar e expor, de maneira direta e cirúrgica, os motivos pelos quais uma questão deve ser anulada —, as chances de sucesso aumentam.

Há casos em que a própria banca anula as questões de ofício. Foi o que ocorreu no XXI Exame da Ordem, no qual foram anuladas duas questões antes mesmo do início do prazo para a análise de recursos. Essa hipótese, contudo, é bastante rara e acontece apenas nos casos em que os vícios na questão elaborada são muito evidentes e inquestionáveis.

Como se pode recorrer contra a solução de uma questão?

Como afirmamos, o edital traz as regras para a interposição dos recursos, e elas devem ser rigorosamente respeitadas, caso contrário o seu recurso não será nem lido. Então, a primeira dica é esta: seguir o edital sobre a forma de elaborar e realizar o protocolo de um recurso.

Para elaborar o recurso propriamente dito, é necessário desenvolver uma excelente argumentação. Lembre-se de que a banca é formada por especialistas e que as questões foram elaboradas com base em estudos aprofundados. A sua exposição de motivos deve ser bastante clara, objetiva e muito bem fundamentada.

Para tanto, vale a pena buscar a ajuda de um profissional do mesmo nível de conhecimento dos examinadores. Um professor ou advogado experiente poderá ajudar a redigir as alegações, que devem sempre ser técnicas. Nada de juntar informação sem fundamento teórico em bons autores.

Se a questão combatida for da primeira fase da prova, deve-se demonstrar algum erro no enunciado, apontar por que a resposta tida como correta não se encaixa no caso ou, ainda, que outras respostas seriam possíveis entre as alternativas disponíveis. Tudo muito objetivo e com raciocínio lógico bem estruturado.

No caso de problemas com uma questão da segunda etapa do exame, também cabe recurso contra qualquer falha no enunciado ou quando são aceitos mais de um remédio processual para a situação discorrida.

Ainda sobre a segunda etapa, se o problema for a sua nota, isto é, se você considera que a sua pontuação não foi a adequada, deve demonstrar o quanto a sua resposta está próxima do espelho de correção. Aqui não cabe inovar, mas meramente demonstrar a proximidade da sua reflexão com o esperado pela banca.

E atenção: fique atento ao prazo para interposição do recurso e não coloque o seu nome nem qualquer palavra ou símbolo que possam identificá-lo. Isso pode desqualificá-lo da prova.

Quem está a poucos pontos da aprovação precisa se preparar para a segunda fase?

Essa é uma dúvida bastante comum entre os candidatos ao exame da Ordem. Muita gente que faz 38 ou 39 pontos (ou seja, uma pontuação bem próxima daquela necessária para a aprovação, 40 pontos) se pergunta se deve começar a estudar para a segunda fase.

Apesar de sempre surgirem questões que geram muitas discussões entre os alunos e professores, a verdade é que é muito difícil que uma delas seja anulada. Historicamente, a FGV não tem o costume de invalidar grande número de questões em seus exames da Ordem e, por isso, não é interessante para os candidatos contar com essa possibilidade.

Por esse motivo, é muito importante investir em uma boa preparação e sequer pensar em eventuais questões anuladas. Para quem está nessa situação limítrofe entre a reprovação e a aprovação por pouquíssimos pontos (um ou dois), é interessante iniciar a preparação para a segunda fase.

Ainda que a anulação seja improvável, o tempo de estudo nunca é tempo perdido. Quem, por outro lado, está com 37 pontos, não deve contar com tantas improváveis anulações. Nesse caso, a prioridade é retomar os estudos para o próximo exame da Ordem.

As questões anuladas são apenas as da primeira fase?

Não. Também podem ser anulados itens ou toda a questão da segunda etapa — a parte prático-profissional da prova. Foi o que aconteceu no X Exame, em 2013, quando professores de direito pediram a anulação de duas questões de direito civil na segunda fase do certame. O erro dizia respeito ao fato de o edital da prova admitir consulta apenas a vade mecum.

Porém, na elaboração do enunciado, os examinadores apresentaram argumentos que exigiam entendimento jurisprudencial, obrigando a consulta à jurisprudência, o que não era permitido. Por isso, foram obrigados a anular a questão.

Pode acontecer ainda, na segunda fase, que a banca não anule a questão, mas aceite outros critérios de correção, o que beneficia muitos candidatos e corrige eventuais distorções. Foi o que ocorreu no IX Exame, na prova de direito constitucional.

E se a banca não anular a questão contra a qual se recorreu?

Não é raro que a FGV mantenha questões contra a qual recebeu recursos de candidatos. Foi o que aconteceu na primeira fase do XX Exame da Ordem Unificado, quando nenhuma questão foi anulada.

Na época, a Fundação expediu o seguinte comunicado: “A Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado e a Fundação Getúlio Vargas, após análise dos recursos interpostos, comunicam que não houve anulação de questão da prova objetiva do XX Exame de Ordem Unificado, sendo mantido integralmente o gabarito publicado no dia 24 de julho de 2016.”

Como se vê, nem sempre a negativa de um recurso vem com a contra-argumentação técnica fundamentada. Nesse caso, não sendo acatado o recurso, o candidato que se sentir lesado e tiver argumentos inequívocos e bem fundamentados, como já dissemos, pode ainda recorrer à Justiça, ingressando com ação judicial para tentar anular a questão.

Também o Ministério Público pode ajuizar ação com o mesmo objetivo. Em 2013, o  Ministério Público Federal do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública para anular itens do X Exame de Ordem Unificado. Segundo o órgão, teria havido um erro da banca em dois itens da prova, prejudicando centenas de candidatos que foram reprovados.

Como a FGV não anulou de ofício a questão nem acatou os recursos dos candidatos, o MPF buscou o Judiciário. Os itens referiam-se à prova de direito penal da prova prático-profissional da segunda etapa, e na ação foi solicitada que, com a anulação, a pontuação da questão fosse dada aos candidatos que realizaram a prova de penal.

O TRF (Tribunal Regional Federal) concedeu êxito à ação, determinando a anulação solicitada. A partir daí, várias mudanças foram realizadas no exame para evitar ao máximo as controvérsias.

Como vimos, preparar-se para o exame da Ordem também é estar preparado para reconhecer eventuais vulnerabilidades das questões e recorrer das mesmas com um discurso alicerçado em conhecimentos específicos.

Esperamos ter tirado as suas dúvidas sobre a anulação de questões da OAB e interposição de recursos. Agora é hora de voltar aos estudos, e uma excelente maneira de fazer isso é realizando exercícios para depois se concentrar naquilo que você errou.

Por isso, elaboramos um simulado gratuito para você se preparar para a primeira fase do exame. Tome um cafezinho, respire fundo e bons estudos!

Direito do Trabalho: como estudar para a segunda fase da OAB?

Direito do Trabalho: como estudar para a segunda fase da OAB?

Existem muitos motivos para escolher o Direito do Trabalho como área jurídica para a prova da segunda fase da OAB. Por exemplo: a afinidade com a matéria, prática na área por estágio, menor número de peças possíveis etc.

Isso, entretanto, não significa que seja necessário menos estudo e dedicação. A prova de Direito do Trabalho é complexa, com muitas nuances que devem ser observadas, tanto no conteúdo quanto na forma.

Por isso, é muito importante aproveitar as dicas que daremos a seguir, sobre como estudar para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. Confira!

Otimize a gestão de tempo

Esse é um conselho para qualquer prova da segunda fase da OAB. Tempo é um recurso escasso e precisa ser bem manejado, a fim de conseguir fazer a peça e as questões da melhor maneira possível.

O treino é essencial. Para isso, o ideal é fazer, pelo menos, 3 peças por dia, assim como responder questões discursivas de provas passadas, cronometrando o tempo e tentando melhorar a marca.

As técnicas de gestão de tempo para prova são diversas. É importante escolher aquela que sirva melhor para si. Separar um tempo máximo para cada questão, iniciar pelas mais fáceis, fazer primeiro a peça são alguns exemplos de estratégias de gestão de tempo que podem ser adotadas.

Esteja atualizado com as mudanças legislativas

Reforma Trabalhista foi aprovada no segundo semestre de 2017, assim como a nova lei da terceirização. Esses dois temas são controversos, fontes de muitas discussões e, portanto, usados em questões e peças.

As mudanças legislativas têm sido muito cobradas nas provas de Direito do Trabalho, assim como as discussões que as cercam. Para estudar para a segunda fase da OAB, o ideal é manter-se atualizado sobre as discussões mais atuais.

Conheça a jurisprudência

Além da legislação, é muito relevante, para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho, conhecer a jurisprudência do TST (Tribunal Superior do Trabalho), em especial os entendimentos sumulados e as OJ (Orientações Jurisprudenciais).

A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) data da década de 40. Isso significa que, com o avançar do tempo e da tecnologia, muitos artigos tiveram sua interpretação alterada, expandida, restringida ou modificada.

As súmulas e as OJ caem com frequência nas provas e são muito usadas nas peças. Conhecê-las é primordial para obter sucesso na aprovação!

Diferencie as peças

Um dos principais motivos da escolha pela área de Direito do Trabalho é o número reduzido de peças. Isso não significa, no entanto, que sejam iguais.

Fazer a peça errada na prova é um erro fatal. Por isso, é importante saber identificar qual a peça que deverá realizar. Ou seja, é necessário ter extrema atenção aos comandos da peça, para identificar com exatidão o que está sendo pedido.

As principais peças do Direito do Trabalho são:

  • Reclamação Trabalhista
  • Contestação
  • Réplica
  • Embargos de Declaração
  • Recurso Ordinário
  • Contrarrazões ao Recurso Ordinário
  • Agravo de Instrumento
  • Recurso de Revista
  • Contrarrazões ao Recurso de Revista

Saiba os principais temas

Como dito, o Direito do Trabalho lida com diversos temas, alguns mais cobrados do que outros. Atualmente, está em grande destaque o tema da Reforma Trabalhista e da terceirização, que poderão ser abordados nas peças ou nas questões.

Além disso, existem diversos outros assuntos que são usualmente abordados e devem ser alvo de estudo intensivo.

Jornada de trabalho

O limite da jornada de trabalho tem, como regra, 8 horas diárias e 44 horas semanais, mas existem exceções para categorias específicas. Além disso, dentro dessa temática, cabe ainda os intervalos inter e intrajornada, as escalas de trabalho e as horas extras.

Relação de emprego

A configuração e o reconhecimento de vínculo empregatício, os requisitos para sua existência, a importância da assinatura da CTPS são algumas das questões mais comuns sobre relação de emprego. Esse é um assunto muito abordado nas provas da segunda fase de Direito do Trabalho.

Salário e remuneração

Outro tema muito comum é sobre o salário e também as demais remunerações que fazem parte do numerário. Deve-se ter especial atenção às parcelas acessórias, como FGTS, auxílios alimentação, adicionais de insalubridade, periculosidade, transferência etc.

Desvio e acúmulo de função

O desvio e acúmulo de função são dois assuntos cobrados com regularidade na segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. Ocorrem quando um trabalhador é contratado para determinado cargo e acaba realizando outro ou mesmo acumulando trabalho de outra função.

Terceirização

Um dos temas de maior discussão e repercussão da atualidade, é comum que a terceirização seja cobrada no Exame da Ordem tanto nas questões quanto nas peças. Por esse motivo, acompanhar as recentes modificações e entendimentos é de extrema importância para os candidatos.

Escreva corretamente

Claro que escrever corretamente é importante para qualquer prova, mas, considerando as provas da OAB, é mais que fundamental. Isso acontece porque não basta usar correta e claramente a língua portuguesa, mas também dominar o vocabulário jurídico, termos técnicos e nomenclatura adequada.

Isso inclui a titulação das peças e das categorias, e também a não utilização de abreviações ou nomes informais. A escrita correta — mais que ortográfica, morfológica e sintática — é técnica e precisa.

Verifique os detalhes

Por fim, é imprescindível ter atenção especial aos detalhes e aos comandos da prova. Isso inclui citar corretamente os dispositivos legais, súmulas e OJ, ter certeza da fundamentação utilizada, desenvolver o raciocínio de forma lógica e ter cuidado com o posicionamento adotado.

Também deve-se atentar a não assinar ou se identificar na peça, utilizar a estrutura formal na confecção desta, tomar cuidado com o endereçamento, qualificação e pressupostos.

Para tudo isso, é preciso treino e aprendizado durante os estudos. Cabe ao candidato tomar as precauções necessárias para conseguir realizar a prova dentro do tempo hábil e não errar coisas simples. Lembrando que, para as provas da OAB, cada décimo conta muito.

Existem muitas maneiras de estudar para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. O ideal é encontrar a fórmula que funcione para si mesmo, utilizá-la com disciplina e perseverança. O sucesso e a conquista estão logo ali.

Se você precisa de mais ajuda sobre como estudar para a segunda fase da OAB, baixe nosso Raio-X da segunda fase! Nele você vai encontrar quais são as peças mais cobradas para saber como priorizar nos estudos.

Resultado Oficial 1ª Fase do Exame XXIV da OAB

Resultado Oficial 1ª Fase do Exame XXIV da OAB

Finalmente, a FGV liberou o resultado OFICIAL da 1ª fase do Exame XXIV e, para a surpresa  de muitos, houve a ANULAÇÃO da questão que tratava de JOÃO e JOSÉ, na prova de Direito do Trabalho (questão 71, prova Branca).

Você pode conferir o resultado oficial e definitivo na lista, que saiu de 142 páginas no resultado preliminar para 157 no resultado definitivo!

Se você estava com 39 pontos e havia errado essa questão, suas esperanças estão renovadas!

A surpresa da anulação veio diante de uma postura intransigente em relação a anulações. Desde o exame de número X , apenas 7 questões foram anuladas. Os exames que possuíram anulações foram:

XI Exame de Ordem – 1 questão
XV Exame de Ordem – 2 questões anuladas
XVII Exame de Ordem – 2 questões anuladas
XXI Exame de Ordem – 2 questões anuladas

Hoje foi meu dia!

Se você passou, parabéns!!! Nós ficamos super felizes com essa notícia.

Agora é hora de celebrar com todo mundo que te ajudou até aqui. Agradecer a todos que te ajudaram em todas as noites de estudo e nas crises de estresse.

É hora, também, de garantir logo os estudos e a aprovação da 2ª fase! Se você vai fazer a prova em Direito Penal ou Direito do Trabalho , garanta a sua vaga com o melhor curso preparatório do Brasil!

Lembre-se que a segunda etapa é um desafio ainda maior, e você precisará de mais apoio ainda! E nós também estamos aqui para te ajudar neste grande desafio. A gente faz isto produzindo materiais sensacionais (e 100% gratuitos).

Que tal começar com as peças mais cobradas até hoje na segunda fase da OAB?

Outro ponto fundamental para a preparação da segunda etapa é investir num preparatório de qualidade. O Saraiva Aprova, por exemplo, está lançando um curso online de Direito Penal e do Trabalho para a 2ª fase. Imagina só, são 100 anos como referência no mercado jurídico, colocados numa plataforma online e objetiva, moldada para garantir sua aprovação.

Hoje não foi meu dia …

Se você não passou dessa vez, não se preocupe. A gente entende que dói muito, e temos dimensão da importância que o exame tem na sua vida. É realmente duro superar. Mas fica calmo: todos que realmente se importam contigo estarão do seu lado, inclusive nesses momentos difíceis!

Nós também estamos aqui para estudar junto com você para o próximo exame. Para isso, comece entendendo o que fazer a partir de agora. Com garra, é possível utilizar seu desempenho nesse exame para descobrir exatamente onde melhorar e em quais conteúdos focar a partir de agora.

Saber lidar com a reprovação é o primeiro passo para ser aprovado no próximo exame. Além disso, é uma boa ideia voltar aos fundamentos, garantindo que está tudo correto. Saber organizar seu material é um exemplo de habilidade fundamental para ser aprovado.

Outro ponto crucial na aprovação é uma boa rotina de estudos do aluno, além da utilização de um curso constantemente atualizado. Como o tempo geralmente é muito escasso na rotina de quem está estudando para o exame de ordem, nenhum segundo pode ser desperdiçado numa plataforma desatualizada.

Por isso, prefira cursinhos e preparatórios com aulas que possam se encaixar na sua programação diária. O Saraiva Aprova, por exemplo, já está 100% atualizado para quem pretende prestar o XXV Exame da OAB.

Não passei na OAB, e agora? Saiba lidar com a reprovação

Ser aprovado na OAB é a porta de entrada para o exercício da atividade jurídica. Por mais que o exame seja alvo de muitas críticas — principalmente por ser um elemento de exclusão do mercado de trabalho —, ele é obrigatório para aqueles que querem seguir a carreira de advogado.

Com índices altíssimos de reprovação, não é nenhuma surpresa que o Exame da OAB seja o terror dos estudantes de Direito. Só essa informação já é suficiente para deixar os candidatos ansiosos e pressionados, o que, por sua vez, pode ser a causa do fracasso.

Se você não conseguiu ser aprovado, não se preocupe! O importante é tentar de novo e não ficar desmotivado. Essa é a hora de se perguntar “Por que eu não passei na OAB?” e entender os motivos que causaram essa reprovação para que eles não se repitam da próxima vez. Para isso, vamos listar aqui algumas dicas que ajudarão você nessa etapa. Confira!

Entenda seus erros

São diversos os motivos que podem levar à reprovação na OAB: falta de estudo, nervosismo, ausência de um cursinho preparatório, indisciplina, entre outros. Compreender os fatos que impediram seu sucesso é o ponto de partida para se guiar nos próximos estudos.

Antes de mais nada, analise a prova para descobrir quais foram seus erros e acertos. Dessa forma, será possível destacar seus pontos fracos e trabalhar neles para que esses mesmos erros não sejam cometidos da próxima vez.

Feito isso, é hora de erguer a cabeça e traçar novas metas de estudos para tentar mais uma vez. Não adianta ficar triste ou desmotivado. É preciso ter persistência para alcançar a tão sonhada aprovação!

Revise seus métodos de estudo

Diversos candidatos reclamam que, mesmo se dedicando ao máximo, foram reprovados. Se você se identifica com essa situação, então talvez seja hora de revisar seus métodos de estudo.

Existem diversas formas de se preparar para o Exame da OAB. A quantidade não necessariamente condiz com a qualidade. Pode ser que você esteja estudando cinco horas por dia, porém de forma ineficiente. Nesse caso, por mais dedicado que seja, seu aprendizado provavelmente não rende o tanto que deveria.

A leitura incessante do Vade Mecum e de doutrinas não é a forma mais eficiente de se preparar. É preciso também dedicar um tempo para resolver exercícios, fazer resumos, ver aulas online e mesclar tudo isso com intervalos de descanso que permitam que sua mente absorva todas as informações.

Em vez de ficar lamentando e repetindo para si mesmo “eu não passei na OAB”, é preciso parar de insistir no erro e adotar novas formas de estudo que garantam sua aprovação.

Crie uma nova rotina

Não basta apenas modificar a metodologia de estudos para ter sucesso. É preciso também criar um cronograma consistente, capaz de abranger todos os pontos mais importantes para a prova da OAB.

Aproveite que você já sabe como o exame funciona e quais são as matérias mais cobradas e faça uma rotina capaz de dividir o tempo de estudos entre todas as disciplinas. Leve em consideração seus pontos fracos e fortes: reforce os conteúdos que você tem mais dificuldade em aprender e revise aqueles que forem mais fáceis.

É importante estudar todos os dias. Mesmo que você tenha uma rotina muito corrida, tente dedicar pelo menos alguns minutos aos estudos. Isso pode ser feito em qualquer tempo livre que surgir, até mesmo durante a ida e volta do trabalho ou da faculdade.

Com um bom cronograma de estudos, você logo vai perceber que o aprendizado fluirá de forma muito mais rápida.

Combata a ansiedade

Muitas vezes, a causa da reprovação na OAB não é a falta de estudos, mas sim a desestruturação psicológica dos candidatos.

Por mais que o exame seja difícil, é preciso manter a calma para conseguir estar entre os 20% de aprovados. O medo da reprovação pode muito bem ser a causa do fracasso.

Se você é uma pessoa muito ansiosa e sente que isso a atrapalha no momento da prova, talvez seja uma boa ideia buscar um apoio psicológico e procurar formas de tratar esse nervosismo para que ele não seja um empecilho no dia do exame.

Esqueça, por um momento, a cobrança de familiares, amigos e da carreira jurídica como um todo. Durante a prova, é preciso focar apenas em resolver as questões com calma e tranquilidade.

A ansiedade abre caminho para que erros bobos sejam cometidos, como errar na hora de passar o gabarito para a folha de resposta. Liberte-se desses medos e acredite que você tem o potencial para passar.

Invista em um curso preparatório

As faculdades de Direito muitas vezes não conseguem preparar seus alunos de forma eficiente para a prova da OAB. Isso mais uma vez é refletido no alto índice de reprovação. Muitos candidatos tentam estudar por conta própria, mas isso nem sempre é o suficiente.

Se você está fazendo tudo que está ao seu alcance e, mesmo assim, ainda não conseguiu a aprovação na OAB, então, talvez seja hora de investir em um curso preparatório. Assim, será possível contar com bons professores e excelentes materiais elaborados com foco no exame.

Ter uma ajuda especializada pode ser exatamente o que você precisa nesse momento. O apoio de um bom curso preparatório leva em conta as dificuldades de cada candidato, contribuindo inclusive para aliviar a ansiedade.

Além disso, ao escolher um curso online, você terá a vantagem de poder assistir às aulas no seu próprio ritmo, sem sequer precisar sair de casa. Será possível poupar um tempo precioso, que poderá ser destinado à otimização do aprendizado!

Não se esqueça da repescagem

Desde 2013, a FGV passou a dispor no edital da prova da OAB uma nova possibilidade de inscrição apelidada de “repescagem”. Mas, afinal, o que é isso?

Caso o candidato tenha sido aprovado na primeira fase, porém reprovado na segunda, existe a possibilidade de pular direto para a prova discursiva no próximo exame, sem precisar repetir a prova objetiva. Dessa forma, você precisará estudar apenas para a segunda etapa.

É possível também redefinir qual será a área jurídica de sua preferência. Portanto, se você se arrependeu da escolha feita no exame anterior, não seu preocupe, pois agora você poderá trocá-la!

O ponto positivo da repescagem é que não será necessário estudar todas as matérias novamente, mas somente aquela que você escolher para a segunda fase. Assim, você conseguirá otimizar seus estudos, com tempo de sobra para focar apenas no necessário para ser aprovado!

A reprovação na OAB não é o fim do mundo. É comum que diversos bacharéis em Direito demorem para conseguir passar no exame. Se você ainda não conseguiu, o importante é que não fique desmotivado. É preciso erguer a cabeça e fazer tudo que estiver em seu alcance para que da próxima vez consiga! Questione-se “Por que não passei na OAB?”, aprenda com seus erros e foque nos estudos!

Aproveite que você já conhece nossas dicas e compartilhe este post com seus amigos nas redes sociais para que eles também se sintam motivados!

5 melhores práticas para resolver questões da OAB

5 melhores práticas para resolver questões da OAB

Muita gente acha que resolver questões da OAB é um verdadeiro bicho de sete cabeças — pois muito se fala na dificuldade da prova e nos índices de reprovação.

Na verdade, não há motivos para desespero: investindo em uma boa preparação e utilizando algumas táticas, é possível aumentar (e muito) as suas chances de aprovação.

No artigo de hoje, separamos 5 dessas melhores práticas para resolver questões da OAB. Vamos ver quais são elas?

1. Destaque as informações importantes

O primeiro passo para resolver questões da OAB é destacar as informações importantes fornecidas pelo enunciado. Afinal, é comum que os candidatos, ansiosos na hora da prova, leiam a questão rapidamente e passem batido por detalhes cruciais para a sua resolução.

Por isso, antes de qualquer coisa, leia o enunciado com calma, destacando as palavras mais importantes: como “correta”, “incorreta”, “certa” e “errada”.

Prestar atenção a essas palavras é essencial para garantir um acerto — é muito comum que os candidatos, ansiosos com a prova, se confundam e marquem a alternativa correta em uma questão que pede a incorreta (ou vice-versa).

2. Elimine alternativas

Depois de destacar as informações importantes de uma questão, o próximo passo é eliminar as alternativas claramente incorretas. O examinador sempre inclui uma ou duas afirmativas desse tipo nas questões, então, é importante excluí-las de cara para aumentar as suas chances de acerto.

Veja o exemplo de uma questão de Filosofia do Direito do XVIII Exame da OAB, em que uma das alternativas afirmava que “interpretar um texto significa alcançar o único sentido possível de uma norma conforme a intenção que a ela foi dada pelo legislador.”

Ainda que você não tenha certeza da resposta correta, é simples deduzir que interpretar um texto não significa alcançar o único sentido possível de uma norma, certo? Essa alternativa, portanto, poderia ser eliminada de cara.

É importante destacar que os termos generalizadores — como “sempre”, “jamais” e “nunca” — quase sempre indicam assertivas incorretas. Como estudante de Direito, você já deve ter reparado que a resposta para a maioria das perguntas é “depende”, né? Por isso, desconfie quando se deparar com uma assertiva que generalize demais a resposta.

3. Otimize o seu tempo

A administração do tempo é um dos grandes desafios para quem vai fazer a prova da OAB. São 5 horas para resolver 80 questões objetivas, e ainda é necessário separar um tempo para preencher o seu cartão de respostas. Colocando na ponta do lápis, são aproximadamente 3 minutos e meio para cada questão. Apertado, né?

Por isso, saber otimizar seu tempo é crucial para ter um bom desempenho. Uma boa forma de fazer isso é começar pelas matérias com as quais você tem mais facilidade. Essas questões serão resolvidas mais rapidamente, de forma que você terá mais tempo ao final da prova para responder às perguntas mais difíceis.

Além disso, você também estará mais descansado mentalmente no início da prova. Começando por um assunto que você domina, você praticamente garante alguns acertos — já que as chances de errar por bobeira serão bem menores.

Também é importante lembrar que essa tática tem um ótimo efeito psicológico: nada como começar lendo as questões das quais você já sabe as respostas para ganhar confiança para o resto da prova, certo?

4. Fique atento às pegadinhas

Não são apenas os seus conhecimentos jurídicos que o Exame da Ordem quer testar: a atenção do candidato também será analisada. É justamente por isso que a prova costuma vir recheada de “pegadinhas”, ou seja, questões feitas para induzir um candidato mais desatento ao erro.

Para resolver questões da OAB, é indispensável ficar de olho para não cair nos truques do examinador.

Uma das pegadinhas mais recorrentes no Exame da Ordem é a mistura de afirmações corretas e incorretas em uma mesma alternativa. Se um candidato lê uma dessas alternativas com pressa, pode não atentar à sua parte falsa e considerá-la como correta.

Outra pegadinha bastante comum é misturar os conceitos. Um exemplo: em uma afirmativa sobre Direito Penal, consta que arrependimento eficaz ocorre quando o agente desiste de prosseguir na execução do crime, enquanto que, na desistência voluntária, ele impede que o resultado se produza. Lendo com pressa, a alternativa pode parecer correta; entretanto, os conceitos estão trocados: o primeiro conceito é o de desistência voluntária, enquanto o segundo é o de arrependimento eficaz.

Para evitar erros como esse, basta ler todas as alternativas com muita calma.

5. Verifique informações que se repetem

Na maioria das questões da prova da OAB, as diferentes alternativas repetem algumas informações. Analisando essas informações, é possível eliminar algumas das assertivas incorretas.

Para exemplificar essa prática, vejamos como exemplo uma questão do XXII Exame da Ordem:

“Cláudio, advogado inscrito na Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro, praticou infração disciplinar em território abrangido pela Seccional da OAB do Estado da São Paulo. Após representação do interessado, o Conselho de Ética e Disciplina da Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro instaurou processo disciplinar para apuração da infração.

Sobre o caso, de acordo com o Estatuto da OAB, o Conselho de Ética e Disciplina da Seccional da OAB do Estado do Rio de Janeiro:

a) não tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

b) tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Seccional em que o advogado se encontra inscrito, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

c) tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é concorrente entre o Conselho Seccional em que o advogado se encontra inscrito e o Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal.

d) não tem competência para punir disciplinarmente Cláudio, pois a competência é exclusivamente do Conselho Federal, ainda que a falta não tenha sido cometida perante este, quando o advogado for inscrito em uma Seccional e a infração tiver ocorrido na base territorial de outra.”

Nesse exemplo, duas das opções afirmam que o Conselho tem competência para punir Cláudio; as outras duas, afirmam que não. Se você sabe que a competência para punir é da Seccional em que foi praticada a infração (no caso da questão, em São Paulo), já pode eliminar as assertivas em que se repetem a informação (errada) de que a competência seria da Seccional do Rio de Janeiro!

Mesmo que você não saiba a resposta correta, nesse caso já eliminou duas alternativas com informações erradas que se repetiam, aumentando as suas chances de acerto.

Resumindo

  1. Destaque as informações importantes: isso aprimora o foco e evita confusão nas respostas.
  2. Elimine alternativas: para aumentar as probabilidades de acerto.
  3. Otimize o seu tempo: para concentrar sua energia nas questões que você sabe responder.
  4. Fique atento às pegadinhas: isso evita erros bobos e pode ser a diferença entre 39 e 40 acertos.
  5. Verifique informações que se repetem: para que você consiga responder uma questão mesmo sem ter completo domínio sobre ela.

 

E você, curtiu nossas dicas para resolver questões da OAB? Nós estamos sempre revisitando os Exames para trazer dicas e notícias em primeira mão para você.


Resultado oficial 1ª fase: descubra se alguma questão foi anulada no exame XXIII da OAB

Resultado oficial 1ª fase: descubra se alguma questão foi anulada no Exame XXIII da OAB

A FGV (responsável pela prova da OAB) acabou de divulgar o resultado oficial da primeira fase do Exame XXIII da OAB. Muitos alunos estavam na expectativa de anulação de algumas questões, visto que muitas delas foram alvo de polêmica.

A prova foi atípica: exigiu dos estudantes conhecimento interdisciplinar e teve o número de questões de algumas matérias alteradas, pegando muitos alunos de surpresa.

Mesmo com a grande especulação, o resultado oficial que acabou de sair mostrou que nenhuma questão da primeira fase do Exame XXIII foi anulada.

Vale ressaltar que o historicamente são raros os casos que levam à FGV a anular alguma questão da prova da primeira fase da OAB. Portanto, podemos dizer que a falta de anulação não foi uma grande surpresa.

Não passei, o que fazer agora?

Muitos alunos estavam na esperança da anulação de alguma questão para decidir se estudariam para a segunda fase do Exame XXIII ou se preparavam para a primeira etapa do Exame XXIV.

Agora, com a divulgação do gabarito do gabarito oficial, é hora de encarar a realidade e, acima de tudo, não desanimar! Sabemos que não é fácil garantir a aprovação, mas ter um pensamento positivo e ter o psicológico tranquilo já é uma grande ajuda.

O momento é de focar no exame que vem aí para espantar de vez o fantasma da reprovação.