Saraiva Pod: Reprovei na OAB, e agora?

Está no ar mais um episódio do nosso Saraiva Pod, nosso Podcast focado em dicas para garantir a sua aprovação na OAB!

No episódio de hoje, o professor e coach Marcelo Hugo fala sobre a temida reprovação. Aperte o play e confira dicas práticas para te ajudar nesse momento difícil. Confira!

Prefere ler o conteúdo? Confira abaixo a transcrição 🙂

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam todos bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo, mais uma vez, para falar de temas com dicas excelentes para vocês chegarem até a conquista da sua carteirinha. E vamos falar de um tema que é um pouco frustrante, acho que tanto para alunos de primeira ou segunda fase, que é o “reprovei”. E agora, professor?

MARCELO HUGO: É, faz parte da vida, não é, Gisele? A reprovação faz parte da vida, os erros fazem parte da vida, quem nunca errou, quem nunca reprovou, que atire a primeira pedra. O mais importante em uma reprovação, sem dúvida alguma, é aprendermos com ela. Se não aprendemos com ela você vai reprovar uma, duas, três, 10, 15, 20 vezes. E aí não adianta. O que é importante é identificarmos, “por que que eu reprovei?” Reprovou, ah, não há mal algum. Sabemos que os índices de reprovações são gigantescos, não é? 23º exame foi um horror, eu me lembro também do 21º. Pessoas que reprovaram porque elas não estavam preparadas para aquele momento. Mas o que é importante mesmo em uma reprovação é, como eu sempre digo, é lamber as feridas e continuar a caminhada, e descobrirmos o que que aconteceu no dia da prova e refletirmos como foi o trajeto para essa prova reprovada.

SA: Entendi. E aí tem alguns alunos, eu acredito que a maioria, não é? Não dá nem para falar de alguns, têm como principal dificuldade a motivação para prestar as próximas provas depois de uma reprovação. Como você diz, as reprovações, elas fazem parte, não é? Mas qual outra orientação você daria para o aluno que foi reprovado e precisa recomeçar esses estudos?

MARCELO HUGO: A primeira coisa é eliminar aquele mito de que “eu vou ter que recomeçar os estudos partindo do zero.” Ninguém parte do zero. Você foi fazer a prova da OAB e você vai dizer assim, “ah, eu parti do zero”, não, não partiu do zero, a primeira vez que você fez a prova da OAB, você que está me ouvindo e que já foi reprovado. Você tinha toda uma bagagem cultural, tinha toda uma bagagem da sua faculdade, de todos os cursos que você já fez, enfim. Ninguém começa do zero em uma prova de OAB. E se reprovamos também não vai recomeçar do zero. Teve toda uma experiência tanto emocional como didática, de estudos, não é? Ou que você já fez um curso preparatório e foi reprovado. Tem uma experiência. E precisamos utilizar essa experiência a favor para a próxima prova. Não vamos começar do zero. Como é que nós vamos começar então? Muitas pessoas justamente me perguntam, “professor, como é que eu recomeço os estudos?”, recomeçamos da última prova, a prova que você fez e que você foi reprovado. Se você foi reprovado no último exame, pegue a prova e avalie item por item, questão por questão e verifica, aquele acerto ou aquele erro foi de propósito? Foi consciente? “Eu acertei essa questão, foi de forma consciente ou eu chutei?”. Ok, nessa análise, se foi consciente o acerto, também vai ter os chutes. Conseguimos aí, com 17 disciplinas, ter uma ideia, uma breve ideia do que que aconteceu na sua prova. Ah, vamos imaginar ética. Ética são oito questões. Você olha, das oito questões de ética, seis acertos e quatro erros. Seis acertos, olhamos todos esses seis acertos e verificamos que cinco foram conscientes assim, “eu tinha certeza dessa resposta e uma eu fiquei na dúvida e eu acabei chutando justamente a certa”. Ótimo. Em um papel, com uma caneta, você coloca aí, oito questões, seis você acertou, tá? E das seis, as certas, uma você chutou, então cinco questões conscientes. Os outros dois erros de ética, como foi? Você olha as questões que errou e verifica, “eu errei por quê?”, tem aqueles erros de bobeira, “pô, eu sabia essa resposta, mas na hora eu errei”, ok, então eu posso até dizer que foi um erro inconsciente em relação a isso. Agora, você marcar determinada alternativa, que tinha certeza que era aquela, mas o gabarito trouxe outra, aí é um problema, é essa a questão, eu preciso ver de perto mesmo e resolver essa situação. A outra que você, de bobeira, errou, não é? Não é uma preocupação tão grande como aquela que você marcou de forma errada, mas achava que tinha certeza, essa realmente… Então esse tema, vamos imaginar que seja os direitos do advogado, e você errou de forma consciente, você vai começar a estudar ética… quando for estudar ética, observe com atenção esse erro dentro dos direitos do advogado. O recomeço é um recomeço com qualidade, é um recomeço analítico. Eu verificando o que que eu errei, que que acertei, e de forma consciente. Aquilo que foi chutado e que você não sabia, você nem pode nem dizer se… “por que que eu não estudei aquela matéria?”. É importante essa análise. Essa eu até posso dizer que é uma vantagem de quem reprovou e de quem está fazendo pela primeira vez. O reprovou então ele já começa lá na frente de quem está começando pela primeira vez.

SA: E aí, com base em tudo isso, ele consegue fazer um diagnóstico de quais disciplinas, quais temas dentro dessas disciplinas ele precisa focar mais para ir para a próxima prova?

MARCELO HUGO: Exatamente. A palavra que tu disseste é exatamente essa: “diagnóstico”. É como se fossemos no médico, vamos lá com várias dores e nós não sabemos, o doutor vai nos mostrar, vai fazer um diagnóstico e dizer, “ó, você tem tal problema.” Se mesmo ele não saiba numa consulta simples, ele vai dizer assim, “olha, vamos fazer um raio-X”. O raio-X é justamente revisar a sua prova. A partir da revisão da sua prova que você fez, é o nosso raio-X, e a partir do raio-X nós vamos ter um diagnóstico bem mais correto. E veja bem, olha que engraçado que é, Gisele. O Saraiva Aprova, ele justamente trabalha com esse conceito, um conceito de diagnóstico. Nosso aluno Saraiva Aprova, quando ele entra no Saraiva Aprova, é feito, é realizado uma bateria de exames.

SA: Isso. Como se fosse um check-up, não é?

MARCELO HUGO: Exatamente, é um check-up. Ele faz uma bateria de exames. A partir dessa bateria de exames, a Saraiva Aprova vai fazer uma trilha, vai gerar uma trilha e essa trilha vai te mostrar quais são os caminhos para melhorar, por exemplo, os direitos do advogado, que você errou. Vai te dar assim, “olha, assiste esses vídeos de direitos do advogado. Está aqui o conteúdo.” O diagnóstico da Saraiva Aprova é sensacional, e é o primeiro curso no Brasil que faz isso.

SA: Olha, é uma dica bem racional, não é, professor?

MARCELO HUGO: É.

SA: É bem olhar os fatos, é deixar um pouquinho o sentimento de lado, olhar os fatos e caminhar com base neles.

MARCELO HUGO: Com certeza.

SA: Mas vamos voltar um pouquinho para a parte sentimental, para a questão emocional, que é a insegurança. Ela é bem comum entre os alunos que reprovam no exame de ordem. E isso gera outros sentimentos, como ansiedade, e a falta de motivação também, que viemos falando. É possível controlar o emocional e não deixar que esse tipo de sentimento atrapalhe o processo de estudos para a próxima prova?

MARCELO HUGO: Claro. Quando a pessoa se sente insegura diante de uma reprovação, ela começa a se questionar, “será que eu sou capaz?”, “será que eu estudei muito?”, “será que eu sou burro?”, “será que a minha faculdade foi péssima?”, enfim, ela começa a gerar diversos questionamentos. E é importante gerar esses questionamentos. Primeiro lugar, exame de ordem, você que já foi reprovado, ou pode acontecer essa reprovação, uma coisa é certa: exame de ordem não avalia Q.I., Quociente de Inteligência, não avalia. Não avalia se você é inteligente ou se é burro, ele não avalia se o seu ambiente de estudos é mais bonito ou mais feio. Ele não avalia. Um monte de outras coisas que você pensa que pode estar avaliando, mas ele não está avaliando isso. O exame de ordem, ele é apenas uma prova, um teste temporal daquele momento seu. Naquele momento, se você estiver melhor preparado, essa prova vai vim uma aprovação, é certo disso. Se aquela prova realmente estiver difícil para você, é porque você não estava bem preparado para aquela prova. É por isso que pessoas reprovam e depois são aprovadas, não era aquele momento mesmo. E aí o que é importante novamente: reprovei, eu preciso avaliar o que que aconteceu. Se eu faço essa avaliação, certamente a próxima prova vai trazer a aprovação, não é? E, claro, essa questão de eu achar que eu sou burro, enfim, me traz efeitos colaterais horríveis, a questão emocional vai lá para baixo, eu me sinto o pior de todos. Enquanto está todo mundo fazendo uma festa nas redes sociais, eu estou encolhido na minha casa, escondido. Claro, isso gera realmente um abalo emocional. Mas como eu quero mostrar para você, isso não pode te derrubar. É tipo sacode a poeira e seguimos o barco, não é uma reprovação de exame de ordem que vai fazer tudo a perder. Eu sempre digo, uns passam antes, outros passam depois, mas todo mundo passa. É importante ter essa ideia de exame de ordem, que não faz avaliação qualquer de inteligência. Para eu ter um controle emocional, para saber assim, “não, a prova da OAB eu não fui bem porque eu não estudei isso, na hora eu estava um pouco mais nervoso. Coisas que eu sabia…”, isso é importante. E a partir disso, eu consigo controlar o meu emocional na minha próxima preparação para a próxima prova.

SA: Professor, talvez tenham muitos alunos que estejam nos ouvindo, que está se preparando para o seu terceiro, quarto, quinto, décimo exame de ordem. E aí assim, como incentivo, eu quero que você conte um pouquinho a sua história de reprovação. Até a aprovação.

MARCELO HUGO: É. No exame de ordem eu, quando eu fiz, lá em 97, eu acabei passando de primeira, eram tempos diferentes e tal. E no último semestre da minha faculdade, eu fiz a prova da OAB em 97. Mas depois disso, depois eu segui sendo concurseiro. E, claro, eu tive muitas reprovações como concurseiro, muitas mesmo, e eu sabia que eu ia reprovar, eu não tinha dúvida alguma. E aí, no momento que caiu a ficha dizendo assim, “Marcelo, está na hora de eu começar a verificar por que que eu estou reprovando de forma seguida, sendo que eu estou estudando, estudando, estudando e eu não estou conseguindo passar”. Neste momento, quando eu comecei a avaliar as provas… porque até então, toda prova reprovada, eu simplesmente rasgava ou colocava no lixo ou colocava lá no fundo do armário, eu não queria mais. Eu sofria, claro. Mesmo eu sabendo que eu não ia passar, acabamos sofrendo, é inevitável. No momento que eu comecei a não colocar mais no lixo e esconder a prova, e eu comecei a examiná-la para buscar justamente um diagnóstico, a minha vida começou a melhorar, inclusive como estudante, como concurseiro. A minha preparação deu um up. Eu comecei a estudar de forma direcionada a partir dos meus erros. Que aí o que começou a acontecer? Começou a chegar a bater na trave, antes eu reprovava, reprovado mesmo, comecei a bater na trave, foi uma evolução. Comecei indo bater na trave, comecei a sendo aprovado em alguns concursos, mas não a ponto de ser classificado. E aí foi crescendo até, um dia, eu aceitar uma aprovação, ser chamado e nomeado, a qual eu fui, por bastante tempo, advogado público lá no Rio Grande do Sul. Mas a virada mesmo de chave foi quando eu comecei a trabalhar os meus erros e as minhas dificuldades.

SA: Foi importante você ter contado a sua história para reforçar tudo isso que a gente tem dito, que a reprovação faz parte.

MARCELO HUGO: Faz parte.

SA: Pessoal, espero que vocês tenham gostado do nosso tema de hoje. Espero que vocês se sintam incentivados e motivados. Acompanhem os nossos podcasts, os próximos episódios. E para os alunos do Saraiva Aprova, tem um conteúdo exclusivo na plataforma. Professor, muito obrigada.

 

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