Qual disciplina irei escolher para 2ª fase da OAB?

disciplina da segunda fase da oab

E agora? Qual disciplina devo escolher na 2ª fase da OAB?

A principal pergunta que surge durante a inscrição do Exame de Ordem é “qual disciplina irei optar para realizar a 2ª fase”. Não há outra dúvida tão cruel como esta. Pior quando ela já se arrasta antes da publicação do edital e você está longe da solução.

O mais engraçado que esta dúvida não deveria acontecer só quando o estudante de Direito torna-se examinando e nem deveria ser respondida por alguém que desconhece por completo o histórico acadêmico nem profissional dele.

Sim, se eu não sei a resposta, porque outro deveria saber?

É que escolher uma das sete opções que OAB oferece é tão pessoal como escolher o próximo amor da sua vida! Somente no caso de seus amigos ou amigas escolherem a nova paixão é permitido também que eles ou outras pessoas confiáveis possam apontar qual a disciplina a ser optada.

Sendo assim, o critério de escolha não deve seguir qual a “disciplina mais fácil”, porque tem menos peças, por exemplo. Você deve rever o seu histórico na faculdade e suas experiências profissionais (ou de estágio), pois refletirão na sua formação acadêmica e facilitarão na hora da prova. Talvez julguem processo do trabalho algo simples, até porque ele foi concebido para ser assim, mas o direito material requer um estudo que vai além da remuneração, de suas parcelas e respectivos reflexos.

Professor Marcelo Hugo

Mestre e Especialista em Direito pela PUCRS.

Coach pelo IBC  – Instituto Brasileiro de Coaching.

Mentor pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Coordenador das coleções Passe na OAB e Passe em Concursos pela Editora Saraiva.

“Devo escolher a disciplina mais fácil!” Será?

A disciplina de trabalho tornou-se lenda de ser a “mais fácil” até a OAB reconhecer que “atalhos” para aprovação não seriam bem-vindos. Assim, com toda a legitimidade que lhe compete, começou a “endurecer” com aqueles que buscavam uma aprovação “casual” com provas mais difíceis e correção mais severa. Atualmente, é uma das disciplinas que mais “reprovam” na 2ª fase, apesar de ser uma das mais queridas pelos acadêmicos.

Então um movimento surgiu a partir de dicas de novos advogados que optaram por tributário e logo havia mais tributaristas do que Códigos Tributários Nacionais disponíveis no mercado. Mais rapidamente do que aconteceu com trabalho, a OAB empregou a mesma “cartilha” e os índices de aprovação para aquela disciplina despencaram também. Portanto, estas “ondas” migratórias disciplinares viraram “marolas” e pouco se percebe nos dias atuais.

Assim, ao que parece, atualmente, a escolha da “mais fácil” não é mais o primeiro requisito a ser levado em conta. O examinando está avaliando melhor as opções também em razão das  suas convicções próprias, com base na experiência e no vínculo com a disciplina. Os professores também têm grande influência neste momento, apesar dos evidentes interesses que podem estar envolvidos na indicação, como venderem livros ou cursos. Portanto, veja com reservas aquele “marketing agressivo” de professores querendo que você “compre” a ideia deles. Paute os prós e os contras.

De qualquer sorte, a preocupação não pode recair tão somente nas peças profissionais, seja pelo grau de dificuldade, seja pelo seu número. Veja bem, sem argumentação consistente (leia-se a parte “material”) sua peça será vazia para FGV.


Você pode avaliar melhor este quesito com o nosso guia das peças práticas que já caíram no exame, clique aqui.


Além disso, não basta decorar modelos práticos, a prova tem outras quatro questões a serem resolvidas junto com a peça e que exigem conhecimento amplo e aprofundado de direito processual e material.

Se houver dúvida na hora de optar, ela tem que ser “sincera”, ou seja, a reflexão precisa pautar o que realmente importa: seu passado e futuro com as candidatas à escolha. Observar o passado é verificar suas notas na faculdade, seu engajamento até então e a experiência que lhe traz nos dias de hoje. Você pode incluir também seus sentimentos, pois entre as opções pode ter um amor platônico a ser assumido no futuro. Lembre que você terá mais de 40 dias estudando a mesma disciplina, esta projeção para o futuro deve ser considerada, porque se não gosto de penal, p.ex., como ficarei estudando somente ela durante tanto tempo?

Portanto, em primeiro lugar, afaste ou elimine aquelas que de modo algum você gostaria de estudar para a 2ª Fase. Das disciplinas clássicas, a opção mais difícil é  penal e mesmo assim, é a campeã das escolhas segundo a FGV.  Não há preconceito atrás desta afirmativa mesmo que as páginas policiais sejam a sua escola prática. Entendo que é uma opção de perfil, em razão do seu universo próprio e, portanto, deve ser paixão à primeira vista e não um simples “crush”. Em outras palavras, quem está decidido por penal não pensa nunca numa segunda opção e não deve considerada como tal.

E, em segundo lugar, verifique entre as finalistas as provas anteriores. Observe os padrões de respostas e tire suas conclusões se você teria condições legítimas em estudar aqueles assuntos cobrados. Veja que o ângulo da escolha ou o filtro deverá estar vinculado ao fator pessoal com as disciplinas e não o contrário. Por fim, observe o gráfico abaixo, ele poderá ser decisivo para avalizar sua escolha.

Distribuição de inscritos e aproveitamento médio por área na 2ª fase (%):

Inscritos por disciplina na segunda fase da oab


Veja também: 5 dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB


E aí? Conta pra gente qual foi sua escolha nos comentários abaixo!

Avatar

Autor:

5 comentários em “Qual disciplina irei escolher para 2ª fase da OAB?”

  1. Oi Gente, estou fazendo uma visitinha por aqui.
    Gostei bastante do site, vou ver se acompanho toda semana suas postagens
    Gosto muito desse tipo de conteúdo um Abraço 🙂

  2. Muitos tem dito que o candidato deve escolher a matéria com a qual tem mais afinidade. Pois bem! Quando prestei exame escolhi Direito Civil. Estudei muito. Caiu uma “Contestação”. Procurei analisar a “inicial” com o maior cuidado para, então, começar a montar a peça. Ocorre que eram muitas as questões jurídicas envolvidas o que, se não consideradas devidamente, os PEDIDOS poderiam perder eficácia jurídica. Terminei o rascunho e me preparava para montar a peça definitiva, vi que faltavam 50 minutos de prova. Claro que a “correria” foi grande de vez que ainda tinha pela frente mais quatro questões discursivas. Resumo: escolhi a área dentro da minha zona de conforto mas, mesmo assim, o TEMPO foi fundamental para meu insucesso. Acresce o fato de que, na atividade profissional o advogado tem um prazo de 20 dias para uma contestação. Já na prova da OAB são 5 horas + 4 questões discursivas.

  3. Bons conselhos… passar na OAB se tornou uma questão complexa que vai além da sua aptidão para dar início a advocacia. No exame 23, em Civil, ficou muito evidente que o examinador não interpreta sua peça para avaliar sua consistência, conhecimento e articulação de pensamento. Ele faz um caça palavras. Se não usar expressões que ele espera e procura no seu texto, esqueça que ele não vai interpretar sua peça. Não há compensação, ou seja, a pontuação só vem se você escrever exatamente aquilo que ele espera ver. Se usar um pensamento convergente e alinhado ao gabarito mas sem determinadas expressões, o ponto não vem. Sou francamente favorável ao exame da ordem mas do jeito que estão regulando a entrada de novos advogados no mercado, virou um desrespeito.

  4. Não sei explicar, mas na reta final do curso com um pouco mais de tempo para estudar me vi apaixonada por direito constitucional, talvez porque meu tema Tcc foi dessa área,o que me levou a ter um contato mais próximo com a disciplina.

  5. É uma decisão muito dificil….
    Fazer uma peça em 5 horas sendo que temos o prazo de 15 dias para elaborar…
    Deus ira me ajudar nessa decisão mais difícil da minha vida.
    O que fazer na segunda fase da OAB.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *