O que você julga como sucesso na sua vida de estudante?

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Tenho reparado como professor na graduação, especialmente, ao final de
cada bimestre e semestre, dependendo da aplicação das provas, que a alegria do aluno está vinculada a duas situações: notas positivas e frequência dentro do mínimo.

Em outras palavras, sucesso é ser aprovado nas provas e com presença suficiente para passar para próxima etapa como aluno.

O sucesso maior, considerando estas premissas, é alcançar o canudo em
menor tempo possível. Vamos supor, então, que oferecessem o curso de Direito, porém com um ano a menos, porém com o mesmo número de parcelas a pagar. Quem não aceitaria esta proposta “vantajosa”?

A resposta indica que o propósito não é o aprendizado, mas o diploma.
Estas conclusões fazem parte do que chamo de a “viagem na solitária”.
Solitária, nós já vimos no cinema, é uma prisão sem janelas. E o curso da graduação é o caminho a ser percorrido, portanto, a viagem. Não importa para o aluno, na sua maioria, o que enxergar pela janela, a experiência, mas respeitar o tempo com o conteúdo dentro da cela fechada até alcançar o destino final, o diploma.

Em outras palavras, o estudante tem deixado de lado a experiência do
aprendizado, porque o seu foco é horizontalizado, como uma linha morta do aparelho de batimentos cardíacos… É importante ter foco? Com certeza, mas sentir a experiência e aproveitar tudo o que a formação acadêmica oferece é a oportunidade de o estudante alcançar o legítimo sucesso.

Quem se mantém interessado no trajeto, não precisa ficar preocupado com as notas nem com a folha de presenças, até porque estar em sala de aula pode ser apenas o corpo, já que a mente pode estar viajando a milhares de quilômetros dali.

Estar comprometido com o aprendizado reflete em notas altas bem como no desejo de participar em sala para aprender.

Insisto que o “fim” não é o sucesso nas notas nem na garantia da presença
mínima, mas no aprendizado em si. Tudo o mais será consequência da sua atitude, no engajamento com os estudos, em aprender matérias novas, discuti-las e refletir na prática. Se o seu conceito de estudar é “decorar”, a fixação do conteúdo será breve, passível ao esquecimento. Estudar “para a prova” tem este efeito: a breve lembrança.

Agora, estudar “para a vida” traz outras nuances e a fixação do conteúdo será bem intensa, porque o interesse se perpetuará com a curiosidade de saber mais sobre o tema como também observar a atualização do mesmo.
Por fim, se você ainda não entendeu o recado, esqueça as notas e a
frequência.

O que importa é você aprender e se aprendeu mesmo, tudo o resto fará sentido sem qualquer outro esforço além do querer o verdadeiro sucesso: o aprendizado.

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