O que o Selo da OAB diz sobre as universidades?

O que o Selo da OAB diz sobre as universidades?

Na hora de escolher uma faculdade para cursar Direito, o aluno pode ficar confuso com tantas opções disponíveis no mercado. O curso está disponível na maioria das faculdades do Brasil, mas como saber quais são os melhores? Depois de começar o seu curso, o que fazer se ele não estiver listado entre os melhores? O que é o Selo da OAB? Qual o impacto dele na qualidade do curso?

O Selo da OAB é um dos critérios oficiais de medição da qualidade dos cursos de Direito. Essa acreditação surgiu como uma forma de a entidade controlar e acompanhar a qualidade do ensino jurídico no Brasil e segue alguns critérios objetivos para realizar a avaliação das faculdades.

Para descobrir o que é o Selo da OAB e como funciona a avaliação continue acompanhando este post.

Quais são os critérios para o Selo da OAB?

O Selo OAB Recomenda utiliza critérios objetivos, baseados na participação dos alunos no Exame da Ordem e também no ENADE. As instituições devem ter ao menos 20 alunos participantes em 3 edições do Exame de Ordem Unificado — essa participação tem peso 4 na avaliação. Na edição de 2016, 142 universidades receberam o Selo OAB Recomenda, válido por 3 anos.

Além disso, existe a necessidade de participação de ao menos 20 alunos no Enade — esse quesito tem peso 1. Todas as faculdades que obtiverem conceitos acima de 7, em escala de 0 a 10, recebem o Selo da OAB.

Assim como acontece no Exame da Ordem, no Selo da OAB não existe limite de instituições de ensino aprovadas. Todas as instituições que existem hoje poderiam ser condecoradas na mesma edição, o que vale é o desempenho individual da faculdade.

Conforme já ficou claro pelas edições da avaliação, a tendência é que a cada edição novas faculdades conquistem a aprovação.

O que acontece com as faculdades que não têm o Selo da OAB?

O Selo OAB Recomenda é uma sugestão da Ordem dos Advogados do Brasil para os estudantes e para o mercado. A concessão do selo é uma sugestão de que os alunos daquela instituição atingiram desempenho razoável nas provas do ENADE e no Exame da Ordem.

O Selo da OAB possui credibilidade baseada nos índices utilizados em sua concessão e na reputação da própria OAB, mas não é um critério governamental para avaliação dos cursos de Direito.

A certificação não tem caráter obrigatório e não interfere na autorização da instituição em ministrar o curso. A faculdade que não tem o Selo da OAB provavelmente pretende conquistá-lo para melhorar sua reputação no mercado, mas essa condecoração não interfere na autorização do Ministério da Educação (MEC) para que o curso seja aberto ou mantido.

Por isso, as faculdades que não tem o Selo da OAB não sofrem nenhum tipo de punição e podem continuar a ter cursos de Direito, mesmo que não consigam atingir os critérios da Ordem.

A única entidade que pode determinar o fechamento de um curso de Direito é o MEC, que possui critérios de avaliação próprios, previstos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, que são diferentes daqueles utilizados pela OAB.

O que fazer se minha faculdade não tiver o Selo da OAB?

O Exame da Ordem possui taxas de aprovação baixas com relação à quantidade de inscritos, e o Selo da OAB possui um índice baixo de concessão com relação aos cursos existentes.

Existem grandes chances de um aluno cursar Direito numa faculdade que não possui o Selo da OAB, porque essas instituições ainda são a maioria no cenário nacional. O que o aluno deve fazer se estiver matriculado em uma faculdade que não tem o selo?

O candidato que deseja se preparar bem para o Exame da Ordem, ao descobrir que sua instituição não recebeu o Selo OAB Recomenda, não deve se desesperar. O Selo da OAB é apenas um dos indicadores da qualidade do curso e não exclui o desempenho individual na prova.

Apesar de ter altos índices de reprovação, o Exame da Ordem aprova milhares de candidatos em todas as suas edições. O desempenho individual é o critério final para determinar o sucesso na conquista da aprovação na OAB.

Assim, é importante estudar e se preparar para o Exame da Ordem, visando seu desenvolvimento pessoal, independentemente das estatísticas. Manter o foco, criar um plano de estudos e se preparar adequadamente para o exame aumentam as chances de aprovação mesmo dos alunos de instituições que não possuem o Selo da OAB.

Como se preparar para o Exame da OAB?

Além de confiar na qualidade do curso de Direito, o candidato deve investir no estudo individual e acreditar na própria capacidade. É recomendável buscar um bom curso, que respeite a rotina corrida dos estudantes e garanta flexibilidade no aprendizado. Quanto mais bem-preparado o candidato estiver, maior sua chance de obter uma aprovação no Exame da Ordem.

O candidato deve dedicar uma parte da rotina diária para os estudos, criar um plano de estudos que inclua cursos preparatórios, leituras de doutrina e legislação e resolução de questões. Para utilizar tais estratégias não é necessário ter estudado em nenhuma instituição específica, basta ter interesse e engajamento para conquistar sua aprovação!

Tenha em mente que o Exame da Ordem sempre incluirá, além dos assuntos básicos de cada disciplina, assuntos que estão em voga no meio jurídico. É bastante comum que sejam cobradas legislações novas ou decisões recentes de tribunais, então, manter-se atualizado sobre os assuntos do universo jurídico também é um diferencial.

No momento de se preparar para o Exame da Ordem, esqueça os índices e estatísticas. Os índices são bons indicadores da média, mas o candidato bem-preparado não busca a média, mas a aprovação definitiva para exercício da advocacia.

Não se pode esquecer que a aprovação no Exame da Ordem é apenas uma etapa do início da vida profissional do advogado e que o estudo é permanente nessa profissão.

Agora que você já sabe mais sobre o Selo da OAB, entenda mais sobre a taxa de aprovação na OAB nos últimos anos!

Como funciona a anuidade da OAB?

Como funciona a anuidade da OAB?

A anuidade da OAB é a principal fonte de custeio da ordem e de suas seccionais. A contribuição é cobrada de advogados, estagiários e sociedades de advogados e serve para fornecer fundos às estruturas de assistência, serviços, representação e fiscalização dos advogados.

Mas o que o candidato aprovado deve saber para começar o pagamento de suas anuidades e garantir a manutenção da inscrição após a aprovação no Exame da Ordem? Continue a leitura do post e descubra!

Como é regulamentada a anuidade da OAB?

Mesmo com o exame da OAB unificado e realizado nacionalmente, a organização dos advogados continua a ser realizada em caráter estadual, por meio das seccionais de cada unidade federativa (UF). Nesse caso, cada estado pode deliberar livremente sobre o valor a pagar, a forma de pagamento e as possibilidades de desconto para os seus inscritos.

O Conselho Federal da OAB regulamenta a questão de forma geral, mas cada seccional ajusta os critérios pensando no mercado de trabalho, oportunidades e tendências da região. Todos os estados fornecem descontos ou facilidades para pagamento da anuidade da OAB. Também há iniciativas regionais que tentam evitar reajustes anuais expressivos.

Quais são os valores da anuidade da OAB?

No ano de 2017, o estado com a anuidade de valor básico mais baixo para pagamento à vista em janeiro foi o Maranhão, cobrando R$ 718,59, enquanto o mais caro foi São Paulo, com o valor anual de R$ 997,30. Os valores refletem as diferenças de preços de cada localidade, que possuem mercados diferentes e tabelas de honorários específicas para cada realidade.

Caso o advogado opte pelo pagamento parcelado, perde o desconto para pagamento à vista, mas pode quitar as parcelas ao longo do ano, sem precisar dispor de uma grande soma imediatamente. Cabe ao inscrito verificar qual das opções é mais adequada ao seu orçamento e se planejar para a quitação dos valores.

Jovem advogado recebe desconto na anuidade da OAB?

Para manter a carteira após a inscrição, o jovem advogado deverá pagar a anuidade à vista no mês de janeiro ou parcelada ao longo do ano. É importante que o candidato aprovado no Exame da Ordem se organize para realizar o pagamento da anuidade — o que marcará o início da sua profissão de advogado.

A boa notícia para aqueles que se inscrevem na OAB é que todas as seccionais concedem desconto regressivo para os profissionais recém-habilitados: nos primeiros anos o desconto é maior, diminuindo gradativamente até que o profissional passe ao pagamento de anuidade integral, no sexto ano de profissão.

Os jovens advogados são divididos em classes para pagamento de anuidades. Cada classe representa um percentual de desconto, que geralmente varia entre 40% no primeiro ano, e 10% no último.

Quanto custa a anuidade da OAB para estagiários?

Os estagiários inscritos na OAB podem realizar alguns atos específicos, como carga de processos, além de proporcionar acesso aos benefícios que atingem aos inscritos na OAB como a caixa de assistência, clube de benefícios, participação em eventos com desconto no valor da inscrição e colônia de férias.

Nesse caso, a inscrição traz benefícios para os estagiários e seus contratantes, que costumam ser os responsáveis pelo pagamento da anuidade do profissional em treinamento.

Assim como os jovens advogados, os estagiários também possuem valor de anuidade diferenciado, que geralmente é de 50% do valor de base da anuidade de advogados. Esse valor também pode ser parcelado ou pago com desconto adicional no começo do ano.

Quais são as possibilidades de isenção da anuidade da OAB?

Seguindo recomendações do Conselho Federal, as seccionais têm implantado programas de isenção para os advogados que possuem doenças graves e também para as mulheres advogadas que se tornam mães, as quais recebem isenção no ano seguinte ao nascimento ou à adoção do filho.

Assim como a cobrança da anuidade, os programas de isenção precisam de regulamentação por cada seccional para sua implementação.

Nos casos citados, o advogado deve procurar diretamente sua seccional de inscrição e verificar se preenche os requisitos para a concessão de isenção. O inscrito deve pleitear a concessão da isenção por meio de pedido administrativo, pois o benefício não é automático e depende da análise documental.

Caso possa usufruir do benefício, o interessado deve cumprir as formalidades exigidas por sua seccional, que pode envolver a realização de exames físicos e apresentação de laudos médicos ou outros documentos comprobatórios de sua condição de isento.

Quais são as consequências do não pagamento da anuidade da OAB?

O advogado que deixa de pagar as contribuições à OAB — mesmo após cobrança para fazê-lo — comete infração disciplinar, nos termos do artigo 34, inciso XXIII do Estatuto da OAB. A falta de pagamento de anuidade da OAB pode resultar em procedimento administrativo disciplinar, nos termos do código de ética.

A punição ao advogado inadimplente pode ser de suspensão do exercício profissional em todo o território nacional pelo prazo de 30 dias a 12 meses, até que ele faça o pagamento integral da dívida — inclusive com correção monetária.

A questão da suspensão do exercício profissional é bastante controversa e está sob questionamento perante o STF, mas continua sendo aplicada pelas seccionais da OAB em caso de devedores contumazes. A suspensão se aplica como último recurso após diversas tentativas de acordo e oferta de parcelamento dos valores devidos.

Outras consequências negativas da falta de pagamento das anuidades são o impedimento de atuação perante os convênios com a defensoria pública e a inclusão nos cadastros de devedores, que vem sendo utilizada por algumas seccionais como alternativa para cobrança.

O advogado deve tomar cuidado e evitar a inadimplência e seus efeitos, buscando a negociação de sua dívida o mais rápido possível caso aconteça um imprevisto que o leve à inadimplência.

As seccionais promovem diversas campanhas de regularização ao longo do ano, que podem ser boas oportunidades para regularizar os pagamentos da anuidade da OAB e evitar os riscos da inadimplência.

E você, entendeu como funciona a anuidade da OAB? Então aproveite para compartilhar este post em suas redes sociais e passar o conhecimento adiante!

Entenda a polêmica taxa de inscrição da OAB

Entenda a polêmica taxa de inscrição da OAB

A taxa de inscrição da OAB é uma grande preocupação para os candidatos que se inscrevem no Exame da Ordem, pois o valor é considerado elevado e aumenta anualmente.

Os candidatos devem estar preparados para o pagamento da taxa ou a realização de pedido de isenção dentro dos prazos previstos no edital para garantir sua participação no exame.

Para auxiliar os candidatos na compreensão do edital e de como funciona a cobrança da taxa, selecionamos os aspectos mais importantes sobre a cobrança de inscrição realizada pela OAB. Confira!

Evolução do valor da taxa de inscrição da OAB

Os valores para a inscrição no Exame da Ordem aumentaram significativamente quando a prova passou a ser realizada de forma unificada, em caráter nacional. Antes do primeiro exame nacional, o valor da taxa de inscrição alcançou o valor máximo de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais).

A CESPE/UNB ficou encarregada de organizar o primeiro exame nacional, aumentando o valor da taxa de inscrição para R$ 200,00 (duzentos reais).

Já a Fundação Getúlio Vargas, atual organizadora da prova, assumiu a realização do Exame da Ordem a partir da segunda edição da prova nacional. Para aquela avaliação, a quantidade de inscritos ultrapassou a marca das cem mil pessoas, alcançando 107.028 inscritos, segundo o relatório “Exame de Ordem em Números”, organizado pelo Conselho Federal da OAB e pela FGV.

O caráter nacional da prova e a grande quantidade de inscritos fazem com que a logística do exame seja complexa, justificando o valor da taxa de inscrição e o reajuste anual realizado pela organização do exame.

O histórico de valores das últimas edições é o seguinte:

  • XX Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXI Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXII Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXIII Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);
  • XXIV Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);
  • XXV Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais).

Observando-se os valores do passado, a tendência é de que, no ano de 2018, o valor seja novamente reajustado em, pelo menos, vinte reais, com a taxa se aproximando cada vez mais dos trezentos reais.

Isenção de pagamento de taxa de inscrição da OAB

O último edital do Exame da Ordem apresenta os critérios para concessão de isenção de taxa ao candidato de baixa renda que seja amparado pelo Decreto 6.593, de 2 de outubro de 2008.

Para obter isenção da taxa, o candidato deve estar no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Candidatos que não estejam inscritos no CadÚnico não estão aptos a pleitear a concessão de isenção de taxa de inscrição no Exame da Ordem.

Quem deseja se cadastrar no CadÚnico deve buscar as informações diretamente com a prefeitura do município de sua residência, pois as formas de organização das redes de assistência social variam em cada localidade.

Além de estar inscrito no CadÚnico e ser considerado de família de baixa renda nos termos do Decreto 6.135, de 26 de junho de 2007, o candidato deve seguir as seguintes orientações do edital:

  • preencher o requerimento no site da FGV com os mesmos dados cadastrais constantes nos bancos de dados do CadÚnico — alterações cadastrais posteriores podem ser realizadas pelo candidato, mas, em um primeiro momento, o cadastro deve ser exatamente igual ao que consta no CadÚnico;
  • apresentar informações verdadeiras, evitando omissões;
  • cumprir a forma de envio por meio de formulário eletrônico — a FGV não aceita o requerimento de isenção realizado por meios como e-mail, carta ou fax;
  • observar o prazo e os horários constantes no edital.

Para a realização do pedido de concessão de isenção, o candidato deve ficar atento às particularidades do cadastro delimitadas pelo edital a fim de evitar o indeferimento de seu pedido em razão de preenchimento incorreto ou incompleto do requerimento.

Redução do valor da taxa por aproveitamento da primeira fase

A aprovação na primeira fase de um exame anterior pode ser aproveitada pelo candidato, por uma vez, no exame seguinte. Com o reaproveitamento, o candidato fica dispensado de realizar novamente a primeira fase e participa diretamente da segunda fase do exame, pagando um valor reduzido de taxa de inscrição.

A regulamentação da forma de inscrição e valor da taxa é feita por meio de publicação de edital complementar. Os candidatos que realizam o reaproveitamento de nota da primeira fase recebem o desconto de 50% no valor integral da taxa de inscrição.

Também é possível se beneficiar de pedido de isenção de taxa para a realização apenas da segunda fase. Nesse caso, as condições para estar apto ao requerimento de isenção são as mesmas que estão previstas para os beneficiários de isenção de taxa na prova completa.

Forma de pagamento da taxa de inscrição da OAB

O pagamento da inscrição no Exame da OAB é feito pelo candidato por meio de boleto bancário emitido após o preenchimento e envio do formulário de inscrição. A taxa deve ser paga em parcela única com o boleto emitido pela FGV.

O candidato deve estar atento ao prazo de pagamento do boleto bancário, que não pode ser prorrogado. Sempre que possível, é ideal evitar realizar o pagamento no último dia do prazo. Imprevistos podem acontecer, excluindo prematuramente o candidato que não conseguiu pagar a taxa de inscrição da OAB.

Inscrição no Exame da Ordem como investimento

A melhor opção para os candidatos ao Exame da OAB é realizar uma preparação de qualidade, que garanta a aprovação definitiva, evitando a necessidade de participação em diversos exames.

O candidato conta com diversas opções de cursos preparatórios e escolas, podendo optar inclusive por estudar em casa, utilizando recursos online disponíveis em diversos formatos e mídias, de acordo com sua preferência.

Mesmo com o valor elevado da taxa de inscrição, o Exame da Ordem é um bom investimento ao candidato. Ao ser aprovado no exame, o bacharel se torna advogado, podendo exercer o ofício após sua aprovação, recuperando o investimento realizado com a profissão conquistada.

Agora que você aprendeu sobre a taxa de inscrição da OAB, descubra qual o custo financeiro e de oportunidade ao prestar cada exame da ordem: utilize nossa calculadora para obter informações exclusivas!

Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

As duas perguntas mais comuns durante a preparação para 2ª fase da OAB são:

  1. Como fazer a marcação no Vade Mecum?
  2. Qual a peça que vai cair?

A primeira, é mais fácil de responder, porque as regras estão no edital e a FGV fez o favor de ilustrar o que pode (e o que não pode) ser feito no Vade Mecum. Portanto, passamos a responder a segunda pergunta.

Independentemente da disciplina optativa escolhida, a peça que irá cair será qualquer uma que está prevista no conteúdo programático!

“Mas como assim, professor? Esta resposta é muito evasiva!”

Devolvo com outras duas perguntas.

Qual a vantagem de um palpite de última hora?

Se lhe indicar “peça Y” você vai estudar mais ela?

Em caso positivo, todas as outras peças sofrerão com o seu desprezo e que poderá comprometer a sua prova caso a “peça X” seja cobrada. Por isso, a melhor resposta ainda é saber logo no início da preparação para 2ª fase, quais as peças que são mais cobradas.

Veja que é importante passar os estudos pelo maior número de peças, lembrando que as disciplinas têm as suas próprias peças dentre aquelas que são “genéricas”, como alguns recursos e o mandado de segurança, por exemplo. Destacar o estudo e ter mais atenção a um grupo seletivo de peças é mais importante do que olhar nos dias que antecede a prova a determinada peça.

Em razão disso, preparamos um eBook com uma avaliação de todas as provas da 2ª fase em todas as disciplinas, para destacar o que realmente mais cai. No entanto, o objetivo é ilustrar o que deve ter mais atenção e não ignorar todas as outras que nunca caíram ou foram cobradas uma única vez.

Outra sugestão é observar as peças que foram cobradas nas últimas cinco provas para ver se há um padrão ou uma tendência. Você pode acessar este eBook, gratuitamente, e tirar suas próprias conclusões.

Sabemos que muitos professores gostam de fazer previsões para agradar seus alunos, mas criar este “ambiente de expectativas” é mais prejudicial do que benéfico, especialmente às vésperas da prova.

O melhor que o aluno deve fazer é resolver muitas questões dissertativas na última semana (e durante a preparação), bem como praticar peças.  A compreensão do passo a passo das peças é um modo de evitar as “decorebas”, principalmente, em disciplinas que exigem o conhecimento de muitas ações e recursos.

Por tudo isso, preferimos acreditar que a preparação sistemática, séria, programática e de olho no edital é mais importante do que ficar especulando situações, que podem ser não só desgastantes como frustrantes.

Mantenha o rumo dos seus estudos, saiba quais as peças que mais foram cobradas na sua disciplina e excelente prova!


Este artigo foi escrito pelo professor Marcelo Hugo, referência nacional em preparação para a OAB.

Entenda TUDO sobre a 2ª fase da OAB!

A prova da OAB é um desafio a ser vencido por etapas. Se você conseguiu ser aprovado na 1ª fase, muito bem! Esse já é um grande passo, mas ainda não é o momento de descansar. Na verdade, agora é a hora de intensificar os estudos e se preparar para a reta final.

Estudar para a segunda fase da OAB é um desafio tão grande quanto o anterior. Um erro que muitos candidatos cometem é achar que apenas prova objetiva é difícil, deixando de se dedicar à prova discursiva. Consequentemente, sofrem com a reprovação no Exame da Ordem.

Não caia nesse erro! Depois de passar na primeira fase, comece a estudar imediatamente para a segunda. É preciso montar um bom cronograma e compreender a estrutura da prova.

Se você quer saber como funciona a 2ª fase da OAB e descobrir como otimizar seus estudos para essa etapa, confira nossas dicas a seguir!

Como chegar à 2ª fase da OAB?

O Exame da Ordem é bastante conhecido por sua dificuldade. Em todas as suas edições, a média dos aprovados fica sempre em torno dos 20%. A prova objetiva é responsável por grande parte das reprovações. Portanto, não adianta querer entender como é a segunda fase da OAB se você não tiver bagagem suficiente para sequer ser aprovado na primeira.

Como a prova objetiva cobra um rol bem maior de matérias, o preparo do candidato deve começar com muito tempo de antecedência. A criação de um cronograma que contemple quantas disciplinas e horas estudar por dia é essencial para garantir a aprovação nessa etapa.

A FGV, banca responsável pela elaboração do exame, costuma repetir muitos padrões nas questões de múltipla escolha. Daí vem a importância de treinar por meio de exercícios e simulados. Esse método de estudo garante não apenas a fixação da matéria mas também a familiarização com o estilo da prova e aumenta sua capacidade de interpretação das questões.

Os candidatos também devem estar cientes de quais são seus pontos fracos e fortes. Todo mundo tem suas matérias favoritas e aquelas nas quais tem maior dificuldade. Essa noção serve como ponto de partida para planejar os estudos de modo que seus pontos fracos sejam reforçados, enquanto os fortes sejam bem aproveitados.

Um bom curso preparatório faz toda a diferença nesse momento. O Saraiva Aprova conta com um método de ensino personalizado, que leva em conta as dificuldades de cada candidato, traçando o melhor caminho de estudos para ele. As aulas online de curta duração também permitem que você aprenda no seu próprio ritmo, sem tomar muito tempo.

Esse apoio especializado é o que vai garantir sua aprovação na primeira fase, permitindo que já comece com uma grande vantagem nos estudos para a prova discursiva.

Qual é a estrutura da prova?

Enquanto a 1ª fase da OAB é composta por uma prova objetiva com 80 questões fechadas, a 2ª fase conta com quatro questões abertas e uma peça prático-profissional que vão medir os conhecimentos do candidato em uma disciplina específica, escolhida no momento da inscrição.

Por um lado, a matéria a ser estudada vai ser muito mais enxuta. Por outro, você deverá se aprofundar muito mais nela, pois não vai poder “chutar” as respostas, já que são todas discursivas.

Cada uma das quatro questões vale 1,25 ponto e a peça profissional vale 5, somando o total de 10 pontos. Para ser aprovado, o candidato deverá fazer, no mínimo, 6 pontos. Dessa forma, se você zerar a peça prática, será reprovado imediatamente.

A duração da prova, assim como na 1ª fase, é de 5 horas. Os candidatos que não conseguirem terminar a prova a tempo deverão entregá-la no estado em que se encontrar.

As folhas de respostas são separadas de acordo com as questões: 1 folha para cada pergunta e 5 folhas para a peça prática. O candidato também contará com a mesma quantidade de folhas de rascunho, que não serão consideradas para a correção.

Cada folha possui 30 linhas para escrever. Se o candidato extrapolar esse limite, as respostas que estiverem fora das linhas serão desconsideradas no momento da correção.

A peça prático-profissional deverá ser redigida de acordo com as instruções dadas pelo examinador. São diversos modelos que podem ser cobrados, desde petição inicial até mandado de segurança. Para se preparar, o candidato deve estudar quais foram as peças mais cobradas até hoje e ficar muito atento ao enunciado para descobrir exatamente o que está sendo pedido.

O que pode ser levado para consulta?

Na 2ª fase do exame da OAB, o candidato poderá consultar a legislação seca, súmulas, orientações jurisprudenciais, enunciados e precedentes normativos. Logo, ele poderá levar códigos isolados ou um Vade Mecum para o exame, desde que não tenham comentários ou anotações.

É claro que essa é uma enorme vantagem em relação à 1ª fase, porém aqueles que não estiverem preparados podem acabar se confundindo na hora de consultar as leis e, com isso, vão perder um tempo precioso.

Para evitar que a possibilidade de consulta seja um empecilho no dia do exame, é essencial que você saiba escolher seu Vade Mecum para OAB. Afinal, seria horrível abrir seu material no meio da prova apenas para descobrir que ele não contém a legislação que você precisa.

É preciso também ficar atento à edição do seu material de consulta e verificar se ele está atualizado de acordo com a legislação vigente. A OAB gosta de fazer questões que exigem o conhecimento de leis que foram recentemente alteradas e o candidato precisa estar preparado para isso.

Existem no mercado alguns compilados de leis com comentários dos editores e professores. Esse tipo de material é expressamente proibido como meio de consulta. No mesmo sentindo, se o seu Vade Mecumestiver com anotações feitas à lápis ou caneta, não será possível consultá-lo.

Minutos antes da prova, os aplicadores passarão de mesa em mesa, revistando os materiais de cada um. Aquilo que não estiver de acordo com as regras será confiscado e o candidato deverá fazer a prova sem qualquer tipo de consulta.

É claro que algumas anotações podem passar despercebidas durante essa revista. Porém, caso os aplicadores constatem alguma irregularidade no material durante a aplicação da prova, o candidato será eliminado.

Vale ressaltar aqui que, apesar das anotações serem proibidas, é possível fazer remissões simples entre artigos de leis e usar clipes e marcadores para destacar as páginas mais importantes do seu material. O candidato deve usar isso ao seu favor, organizando seu Vade Mecum de forma estratégica.

Quais são as disciplinas cobradas?

Como já mencionamos antes, é o próprio candidato quem escolhe qual será a disciplina da 2ª fase da OAB. Existem sete opções:

  • Direito Administrativo
  • Direito Tributário
  • Direito Constitucional
  • Direito Civil
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Empresarial

Quando o estudante de Direito começa a se preparar para a OAB, ele sempre se depara com alguns comentários de colegas e ex-alunos dizendo que uma disciplina é mais difícil que a outra, ou que ele deve escolher sempre a área mais fácil, pois isso garante a aprovação.

Não dê ouvido a essas bobagens!

Para escolher a disciplina da 2ª fase, você deve levar em consideração as suas aptidões. Não adianta escolher Direito Civil — pensando é a mais fácil — se você nunca gostou dessa matéria. Ao fazer isso, você estará dando um tiro no próprio pé, pois a definição de “fácil” ou “difícil” varia de pessoa para pessoa.

Escolha a disciplina na qual tem mais facilidade. Se você gosta de estudar Direito Constitucional e tem um bom desempenho nessa matéria, então essa deverá ser a sua escolha para a 2ª fase.

Vamos analisar, a seguir, as estatísticas e peculiaridades de cada uma das disciplinas da 2ª fase nos últimos anos, inclusive com as peças mais cobradas em cada uma delas. Mas devemos lembrar aqui que é importante estudar todas as peças que podem cair, afinal, nunca se sabe o que estará dentro da caixinha de surpresas da OAB.

Direito Administrativo

Direito administrativo não é a opção mais escolhida entre os candidatos, porém é a terceira com maior porcentagem de aprovação.

Como a quantidade de matéria dessa disciplina é enorme, você deverá estar muito bem preparado, estudando principalmente a lei de licitações (8.666/96) e a responsabilidade dos agentes públicos.

Levando em consideração o histórico da OAB, direito administrativo, ao lado de direito empresarial, é a disciplina com maior variação das peças cobradas, fazendo com que seja quase impossível verificar um padrão da FGV.

Mandado de segurança e petição inicial (rito ordinário) são as que tiveram maior incidência. Mas as peças de ação popularcontestaçãoação de responsabilidade civil e apelação também já foram cobradas mais de uma vez.

Direito Tributário

É a terceira disciplina menos escolhida e seu índice de aprovação não é muito alto.

Direito tributário é uma matéria que os estudantes ou amam ou odeiam. Logo, se essa for sua escolha para a 2ª fase da OAB, acredito que você esteja dentro da primeira hipótese.

Uma questão importantíssima nessa disciplina é a contagem do prazo decadencial para constituição do crédito tributário, já que o seu termo inicial possui variações de acordo com o tipo de lançamento do tributo.

mandado de segurança com pedido de tutela antecipada é a peça mais cobrada em direito tributário, devendo, portanto, estar na ponta do lápis dos candidatos.

Direito Constitucional

Essa é a segunda disciplina menos escolhida entre os candidatos, perdendo somente para direito empresarial. Por outro lado, é a que conta com maior índice de aprovação, refletindo, talvez, que apenas as pessoas que realmente gostam de direito constitucional fazem essa escolha.

Não precisamos nem falar aqui que o controle de constitucionalidade é conhecimento obrigatório de quem opta por essa área na 2ª fase, certo? Ainda que a peça prático-profissional não seja um remédio constitucional, esse tema com certeza será cobrado em pelo menos uma das questões discursivas.

A peça mais cobrada aqui é a ação direta de constitucionalidade (ADI), e, em segundo lugar, recurso extraordinário.

Direito Civil

Direito civil é uma disciplina com grande variedade de temas e peças que podem ser cobradas. É a terceira disciplina mais escolhida e a segunda com maior número de aprovação.

Como a quantidade de matéria é muito grande, fica difícil definir quais são os seus tópicos mais importantes. O candidato que optar por essa área, deverá estar muito bem familiarizado com a divisão do Código Civil e os temas mais controversos na época em que a prova for realizada.

Ao longo dos anos, já foram cobradas mais de 15 peças diferentes nessa disciplina, porém a que teve maior número de reincidência foi apelação.

Direito Penal

Provavelmente essa é a disciplina mais “queridinha” entre os estudantes de Direito. Não é à toa que é também a mais escolhida na 2ª fase da OAB. Essa estatística, porém, faz com que direito penal seja uma das matérias com maior número de reprovação, perdendo somente para direito empresarial.

Assim como acontece no direito civil, não é possível definir os tópicos mais importantes do direito penal, pois essa é uma disciplina muito ampla. É preciso ficar atento ao contexto da época em que a prova da OAB está sendo aplicada, pois a FGV gosta de cobrar alguns dos temas que estão em alta no momento.

A peça mais cobrada em direito penal também é a apelação.

Direito do Trabalho

Depois de direito penal, direito do trabalho é a disciplina mais escolhida entre os candidatos e, assim como acontece naquele caso, aqui também temos um índice altíssimo de reprovação. Isso é normal, afinal, as disciplinas mais escolhidas vão obviamente liderar o índice de reprovação.

As súmulas e orientações jurisprudenciais são importantíssimas para o direito do trabalho, pois são elas que guiam a compreensão dos artigos da CLT e são cada vez mais cobradas na prova.

O bom de quem escolhe essa área para a segunda fase é que direito do trabalho não conta com uma grande variedade de peças. Contestação é disparadamente a peça mais cobrada, seguida de recurso ordinário e petição inicial.

Direito Empresarial

Para finalizar, direito empresarial é, por incrível que pareça, a disciplina menos escolhida e com maior índice de reprovação. A explicação para isso é que a FGV exagerou na dificuldade dessa área em várias edições seguidas, jogando o índice de reprovação lá para baixo.

Nas últimas edições do exame, direito empresarial voltou a ser uma prova não tão difícil, mas, ainda assim, é uma disciplina escolhida apenas por aqueles que gostam muito do tema.

A variedade de peças cobradas aqui é altíssima, sendo que elas quase nunca se repetem. Portanto, fica difícil estabelecer um padrão. Ao escolher direito empresarial, é preciso estar preparado para qualquer hipótese.

Como deve ser uma boa peça?

A elaboração da peça prático-profissional é o ponto principal da segunda fase da OAB. Afinal, o erro aqui pode acarretar a reprovação do candidato. Por isso, a recomendação é que você comece a prova por ela, usando as folhas de rascunho para fazer apenas um esboço do que será escrito na folha de respostas.

O primeiro passo — e mais importante — é identificar a peça. Para isso, preste muita atenção no caso proposto pelo examinador, pois a resposta estará ali mesmo. Leia com calma, analisando todas as informações, tendo em mente que nada do que está ali é irrelevante.

Depois de identificar qual é a peça, é hora de descobrir o seu rito. Muitas vezes o candidato não dá a devida atenção a algumas informações — os valores mencionados pelo examinador, por exemplo —, e elabora uma peça no rito ordinário, quando deveria ser sumário. É óbvio que, com isso, alguns pontos serão perdidos.

Ao escrever o corpo da peça, deixe bem claro quais são os artigos que fundamentam seus argumentos e seja breve. Não escreva demais, pois quanto mais sucinta for sua peça, menores são as chances de cometer erros bobos e extrapolar o limite de linhas.

A divisão da petição deve se dar da seguinte forma: endereçamento, qualificação das partes, exposição dos fatos, argumentação e fundamentação, pedido, valor e assinatura. O ideal é escrever apenas o básico em cada tópico, lembrando que essa separação deve estar bem definida.

Por fim, não invente nenhuma informação e jamais assine a peça com seu próprio nome, pois qualquer meio de identificação do candidato é causa de reprovação. Escreva apenas advogado ou XXXXX no lugar em que deveria estar sua assinatura.

Quais critérios de correção são utilizados?

Após a realização do exame, a FGV libera um espelho de respostas para que os candidatos saibam especificamente o que deveria ter sido mencionado em cada questão. O espelho também indica como será feita a distribuição dos pontos.

Nas questões subjetivas, os critérios de correção levam em conta o raciocínio jurídico dos examinandos. Logo, não adianta fazer apenas a referência ao artigo legal que justifica sua resposta, pois é a argumentação que será avaliada. Em alguns casos, a questão pode até exigir que você explicite qual é o fundamento legal, mas ainda assim a justificativa lógica é sempre obrigatória.

O mesmo é válido para a peça prático-profissional. O candidato deverá deixar muito claro o seu conhecimento jurídico por meio da sua argumentação. É importante relembrar que, ainda que a fundamentação da peça esteja correta, ela será zerada se o candidato errar sua identificação.

Apesar de não existir critério específico para avaliação do português, nós sabemos que os examinadores tiram pontos a cada erro grotesco cometido pelos candidatos. Dessa forma, você deve tomar cuidado para escrever suas respostas respeitando as regras da língua portuguesa.

As folhas de respostas são separadas na ordem da prova: são 5 folhas para a peça prática e uma folha para cada questão discursiva. Se o candidato transcrever as respostas fora de ordem — por exemplo, responder à questão 1 na folha da questão 2 —, sua nota será zerada.

Como algumas questões são divididas em letras, vale dizer que a ordem de resposta de cada uma também deve ser seguida. Logo, se você escrever a solução da letra B antes da letra A — ainda que tenha usado a folha de resposta correta —, sua nota também pode ser zerada.

Por fim, após a liberação do resultado preliminar, os candidatos têm o direito de recorrer caso entendam que houve erro na elaboração das perguntas ou na correção da prova. Não existe, porém, a possibilidade de recorrer do espelho de respostas. Portanto, para argumentar um erro de correção, você deverá se basear nos padrões desse espelho.

Existem técnicas para se dar bem na 2ª fase?

A única pessoa que pode garantir sua aprovação na 2ª fase da OAB é você mesmo. É claro que existem algumas dicas e técnicas que podem ajudar, mas se você não fizer sua parte, estudando com afinco e levando o exame a sério, não há como garantir o sucesso.

Para se dar bem na prova discursiva, você deve primeiramente focar na peça prático-profissional. Metade dos pontos da prova está concentrada na elaboração dessa peça, portanto, o candidato que não estiver bem preparado vai se dar mal.

Não basta apenas estudar para escrever uma boa peça. É preciso usar provas antigas ou simulados para treinar. Você deve se acostumar a pesquisar no Vade Mecum, ter boa argumentação e respeitar o tempo limite do exame.

É a prática que leva à perfeição, por isso é tão importante ter um roteiro de estudos para a 2ª etapa da OABque contemple a realização de simulados pelo menos uma vez por semana.

Jamais pratique no computador! No dia do exame, você terá apenas caneta, lápis e o Vade Mecum ao seu favor. É preciso que você pratique a sua caligrafia e aprenda a escrever rápido, já que não será possível digitar as respostas. Lembre-se de cronometrar seus simulados para ter noção do tempo que você está gastando para resolver a prova.

Precisamos destacar aqui que, se você acha que sua escrita é um garrancho incompreensível, vai ser necessário caprichar um pouco mais na hora de redigir sua peça. A escrita ilegível é motivo suficiente para que o examinador desconsidere o que está escrito, fazendo com que você perca pontos.

A organização do Vade Mecum também é importantíssima para a 2ª etapa. Use marcadores e clipes com sabedoria para indicar as leis e artigos mais importantes para a disciplina escolhida. A ideia é que, na hora da prova, você consiga encontrar rapidamente aquilo que estiver procurando.

A 2ª fase da OAB não tem um rol de matérias tão amplo quanto a 1ª fase, porém exige um conhecimento muito mais aprofundado sobre a área escolhida pelo candidato. Se você chegou até aqui, não diminua o ritmo dos estudos porque o desafio ainda não acabou. Aproveite o embalo de um bom curso preparatório para intensificar seu aprendizado e garantir o sucesso na carreira jurídica!

Se você quiser saber um pouco mais sobre as estatísticas da segunda fase da OAB, conheça o nosso e-book sobre as peças mais cobradas nos últimos exames!

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Calendário OAB 2018: O que fazer a partir de agora?

Calendário OAB 2018: O que fazer a partir de agora?

No último dia 2 de janeiro, o Conselho Federal da OAB publicou o calendário oficial do Exame de Ordem para 2018. Nossas previsões (feitas em meados de agosto) acabaram se confirmando com a publicação oficial.

Essa previsão, através de um calendário extraoficial, serviu para que muita gente já se organizasse de como e quando iniciaria seus estudos para este ano. Com as datas confirmadasagora não há mais dúvidas sobre a preparação. É hora de agir. 

Mas o que fazer a partir de agora?

Nós temos 4 pontos para orientar você nessa caminhada. 

1. Saiba quando poderá fazer as provas

Essa é uma das perguntas mais frequentes em relação à divulgação das datas. Agora, a OAB avalia apenas o fechamento do semestre. Assim, baseado nas informações de 2017, quem irá fazer os XXV e XXVI Exames precisará estar matriculado no 9º ou 10º semestre até o dia 30 de junho (último dia do 1º semestre). Já quem irá prestar o XXVII Exame, precisará cumprir esta regra até o dia 31 de dezembro (último dia do 2º semestre).

2. Selecione um bom material didático

Superada a questão anterior, o negócio é reunir o material que será utilizado para preparação para o Exame. Deixe de lado cadernos e apostilas, porque a “parada” agora é muito séria!

Ter em mãos um vade mecum bem atualizado é conditio sine qua non para estudar o texto da lei, já que a maioria das respostas na 1ª fase estão em nosso emaranhado legislativo.

Livros doutrinários também são indispensáveis, desde que sejam especializados para OAB. Neste mercado, há o OAB Esquematizado® do professor Pedro Lenza e toda a equipe de professores da plataforma Saraiva Aprova.

Livros só de questões comentadas também complementam a preparação, bem como aqueles que trabalham o emocional e tudo o que envolva os estudos, como técnicas, métodos, etc. Indicamos o livro Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos da Editora Saraiva.


Saiba quais os melhores livros ao estudar para a OAB.


3. Escolha um curso preparatório

Para quem irá estudar através de um curso preparatório, avalie bem as condições, qualidades e diferenciais das suas opções. Não preciso repetir que o barato pode sair caro, especialmente, quando se trata gastar tempo com esforços e resultados frustrados.

Veja o tempo que o preparatório oferece para estudar (duração de acesso), quantas vezes pode visualizar o conteúdo (o número de acessos), a equipe de professores (especialmente, se tem ou não publicações, experiência e titulação), a tecnologia empregada na plataforma, a qualidade das gravações, atualização de conteúdo e os diferenciais (como oferecer ajuda de coach, blog, tempo de duração de cada aula, simulados, questões, material didático, seguro para eventual reprovação, etc.).


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4. Defina seu próximos passos

Abrir a última prova aplicada, a XXIV Exame, e resolvê-la. Caso você tenha realizado, repita ela, observando os erros e acertos. O engenheiro que constrói uma estrada precisa antes verificar o terreno onde ela ficará. Para estudar é a mesma coisa: conhecer os desafios, as dificuldades e facilidades. Investir nas dificuldades e manter as facilidades é a ordem! Se o resultado lhe mostrar, por exemplo, que Direito Constitucional os acertos foram baixos, esta disciplina precisará estar no quadrante das preocupações e é dele que você partirá os estudos.

Criar um cronograma para a OAB também é essencial. Sem organização, não terá como agir de forma a estabelecer metas. Assim, programe-se até o dia da prova, com uma agenda possível semanal. E caso você falhe algum dos seus compromissos com os estudos, não deixe para trás: inclua na próxima semana.

Se você tiver dúvidas que o diagnóstico sobre as disciplinas não condiz com a sua verdade, faça mais outra prova e tire suas conclusões. Importante é fazer uma autoanálise das suas condições antes de começar os estudos, descobrir as fragilidades faz parte do processo de aprendizado.


Esse texto foi escrito pelo professor e coach da Saraiva Aprova, Marcelo Hugo da Rocha

Como lidar com a anulação de questões da OAB?

Como lidar com a anulação de questões da OAB?

Em todo exame da Ordem, é comum que surjam rumores sobre eventual anulação de questões, logo após a realização da prova. De fato, pode acontecer de a FGV (Fundação Getúlio Vargas), banca responsável pela elaboração do certame, utilizar questões controversas — seja pela falta de alternativa correta, seja pelo excesso de alternativas corretas ou até mesmo por meros erros materiais.

Por esse motivo, é extremamente comum que os candidatos tenham dúvidas quanto ao tema. Quando uma questão pode ser anulada? Como lidar com as anulações? Elas terão impacto na nota final? Pode-se recorrer apenas na primeira fase do exame? E se não acatarem o recurso, como se deve proceder?

Para saber a resposta dessas e de outras perguntas sobre a anulação de questões da OAB, confira este post!

Por que a OAB anula questões?

Na verdade, quem anula não é a OAB, mas a banca que aplica as provas, ou seja, a FGV, como já dissemos. E a anulação ocorre por reconhecimento de erros e para evitar ações judiciais que poderiam paralisar o exame da Ordem por meses — ou até anos — enquanto se discute o problema no Judiciário.

Assim, é melhor resolver administrativamente os recursos. Até porque, havendo erros flagrantes, o candidato obteria de qualquer forma a vitória na Justiça. Por isso, questões com falhas clássicas — veremos adiante quais são elas — são anuladas de ofício pelos examinadores.

Isso não impede que você procure um advogado para propor uma ação caso não seja acatado o seu pedido de anulação de determinada questão. Mas, para tanto, o seu argumento deve estar muito bem fundamentado, não podendo tratar-se de mera insatisfação.

Em que hipóteses uma questão pode ser anulada pela banca?

Uma questão pode ser anulada, basicamente, em dois casos: quando nenhuma das alternativas apresentadas é correta ou quando mais de uma é correta.

Um exemplo do primeiro caso ocorreu no XXI Exame da Ordem, no qual uma das questões perguntava aos candidatos sobre a regularidade de uma procuração outorgada a uma sociedade de advogados. De acordo com o enunciado, a resposta deveria estar fundamentada no estatuto da OAB.

A alternativa apontada como correta, entretanto, tinha como fundamento o Código de Processo Civil, de modo que nenhuma das alternativas apresentadas estava de acordo com o enunciado. Por esse motivo, a questão foi anulada e a sua pontuação acrescida às notas de quem tinha errado a resposta.

Outro caso bastante comum é o de anulação por haver mais de uma resposta correta, já que no direito é comum haver divergências doutrinárias e jurisprudenciais. Nesse caso, como não há espaço para o candidato expor os seus conhecimentos sobre as eventuais discussões sobre o tema na prova objetiva, a consequência é a anulação da questão.

Outra hipótese de anulação (porém mais rara) pode ocorrer quando a questão estiver mal formulada, apresentando erros materiais ou a possibilidade de mais de uma interpretação.

Foi o que aconteceu com uma questão de direitos humanos do XVII Exame da Ordem, que questionava os candidatos sobre procedimentos envolvendo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A alternativa apontada como correta mencionava uma “Corte Interamericana de Justiça”, entidade que não existe!

O que ocorreu foi um erro material, já que o nome correto da entidade é “Corte Interamericana de Direitos Humanos”. Pode parecer pouca coisa para anular uma questão, mas muitos candidatos a erraram por considerar que o nome errado da Corte era uma “pegadinha” da questão.

Qual o impacto na pontuação de uma questão anulada ?

O impacto na sua pontuação de uma questão anulada vai depender de você ter acertado ou errado aquela questão.

Se você havia errado a pergunta que posteriormente foi anulada, ótimo! Nesse caso, você ganha um ponto a mais na nota final. Dessa forma, se você havia acertado 39 perguntas, por exemplo, após a anulação da questão ficará com 40 pontos.

Se, por outro lado, você havia acertado a questão anulada, a história muda um pouco. Nessa hipótese, a sua situação permanece a mesma: a sua pontuação final não será alterada.

É justamente por esse motivo que muitos alunos que ficam próximos da aprovação na primeira fase (com 38, 39 pontos) torcem para que algumas das questões que erraram sejam anuladas — se isso ocorrer, eles estarão automaticamente aprovados, já que a sua pontuação aumenta!

O que se pode fazer para questionar o gabarito de uma questão?

Se você ficou sabendo de uma ou mais questões cujo gabarito pode ser questionado, a medida a ser tomada é a interposição de recurso para a banca. O próprio edital da prova prevê essa possibilidade, caso em que a banca analisa as razões apresentadas pelos recorrentes e decide pela anulação ou não da questão.

Como o exame da Ordem é uma prova com muitos candidatos, a banca costuma ser extremamente criteriosa com o recebimento dos recursos — afinal, imagine só a quantidade de questionamentos enviados.

Por esse motivo, é muito importante contar com a ajuda de professores especializados ou de grandes instituições para formular as razões do seu recurso. Nada de fazer recursos por conta própria ou copiar recursos antigos da internet, já que as chances de eles nem serem lidos nesses casos são enormes!

Contando com profissionais experientes — já habituados a questionar e expor, de maneira direta e cirúrgica, os motivos pelos quais uma questão deve ser anulada —, as chances de sucesso aumentam.

Há casos em que a própria banca anula as questões de ofício. Foi o que ocorreu no XXI Exame da Ordem, no qual foram anuladas duas questões antes mesmo do início do prazo para a análise de recursos. Essa hipótese, contudo, é bastante rara e acontece apenas nos casos em que os vícios na questão elaborada são muito evidentes e inquestionáveis.

Como se pode recorrer contra a solução de uma questão?

Como afirmamos, o edital traz as regras para a interposição dos recursos, e elas devem ser rigorosamente respeitadas, caso contrário o seu recurso não será nem lido. Então, a primeira dica é esta: seguir o edital sobre a forma de elaborar e realizar o protocolo de um recurso.

Para elaborar o recurso propriamente dito, é necessário desenvolver uma excelente argumentação. Lembre-se de que a banca é formada por especialistas e que as questões foram elaboradas com base em estudos aprofundados. A sua exposição de motivos deve ser bastante clara, objetiva e muito bem fundamentada.

Para tanto, vale a pena buscar a ajuda de um profissional do mesmo nível de conhecimento dos examinadores. Um professor ou advogado experiente poderá ajudar a redigir as alegações, que devem sempre ser técnicas. Nada de juntar informação sem fundamento teórico em bons autores.

Se a questão combatida for da primeira fase da prova, deve-se demonstrar algum erro no enunciado, apontar por que a resposta tida como correta não se encaixa no caso ou, ainda, que outras respostas seriam possíveis entre as alternativas disponíveis. Tudo muito objetivo e com raciocínio lógico bem estruturado.

No caso de problemas com uma questão da segunda etapa do exame, também cabe recurso contra qualquer falha no enunciado ou quando são aceitos mais de um remédio processual para a situação discorrida.

Ainda sobre a segunda etapa, se o problema for a sua nota, isto é, se você considera que a sua pontuação não foi a adequada, deve demonstrar o quanto a sua resposta está próxima do espelho de correção. Aqui não cabe inovar, mas meramente demonstrar a proximidade da sua reflexão com o esperado pela banca.

E atenção: fique atento ao prazo para interposição do recurso e não coloque o seu nome nem qualquer palavra ou símbolo que possam identificá-lo. Isso pode desqualificá-lo da prova.

Quem está a poucos pontos da aprovação precisa se preparar para a segunda fase?

Essa é uma dúvida bastante comum entre os candidatos ao exame da Ordem. Muita gente que faz 38 ou 39 pontos (ou seja, uma pontuação bem próxima daquela necessária para a aprovação, 40 pontos) se pergunta se deve começar a estudar para a segunda fase.

Apesar de sempre surgirem questões que geram muitas discussões entre os alunos e professores, a verdade é que é muito difícil que uma delas seja anulada. Historicamente, a FGV não tem o costume de invalidar grande número de questões em seus exames da Ordem e, por isso, não é interessante para os candidatos contar com essa possibilidade.

Por esse motivo, é muito importante investir em uma boa preparação e sequer pensar em eventuais questões anuladas. Para quem está nessa situação limítrofe entre a reprovação e a aprovação por pouquíssimos pontos (um ou dois), é interessante iniciar a preparação para a segunda fase.

Ainda que a anulação seja improvável, o tempo de estudo nunca é tempo perdido. Quem, por outro lado, está com 37 pontos, não deve contar com tantas improváveis anulações. Nesse caso, a prioridade é retomar os estudos para o próximo exame da Ordem.

As questões anuladas são apenas as da primeira fase?

Não. Também podem ser anulados itens ou toda a questão da segunda etapa — a parte prático-profissional da prova. Foi o que aconteceu no X Exame, em 2013, quando professores de direito pediram a anulação de duas questões de direito civil na segunda fase do certame. O erro dizia respeito ao fato de o edital da prova admitir consulta apenas a vade mecum.

Porém, na elaboração do enunciado, os examinadores apresentaram argumentos que exigiam entendimento jurisprudencial, obrigando a consulta à jurisprudência, o que não era permitido. Por isso, foram obrigados a anular a questão.

Pode acontecer ainda, na segunda fase, que a banca não anule a questão, mas aceite outros critérios de correção, o que beneficia muitos candidatos e corrige eventuais distorções. Foi o que ocorreu no IX Exame, na prova de direito constitucional.

E se a banca não anular a questão contra a qual se recorreu?

Não é raro que a FGV mantenha questões contra a qual recebeu recursos de candidatos. Foi o que aconteceu na primeira fase do XX Exame da Ordem Unificado, quando nenhuma questão foi anulada.

Na época, a Fundação expediu o seguinte comunicado: “A Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado e a Fundação Getúlio Vargas, após análise dos recursos interpostos, comunicam que não houve anulação de questão da prova objetiva do XX Exame de Ordem Unificado, sendo mantido integralmente o gabarito publicado no dia 24 de julho de 2016.”

Como se vê, nem sempre a negativa de um recurso vem com a contra-argumentação técnica fundamentada. Nesse caso, não sendo acatado o recurso, o candidato que se sentir lesado e tiver argumentos inequívocos e bem fundamentados, como já dissemos, pode ainda recorrer à Justiça, ingressando com ação judicial para tentar anular a questão.

Também o Ministério Público pode ajuizar ação com o mesmo objetivo. Em 2013, o  Ministério Público Federal do Distrito Federal entrou com uma ação civil pública para anular itens do X Exame de Ordem Unificado. Segundo o órgão, teria havido um erro da banca em dois itens da prova, prejudicando centenas de candidatos que foram reprovados.

Como a FGV não anulou de ofício a questão nem acatou os recursos dos candidatos, o MPF buscou o Judiciário. Os itens referiam-se à prova de direito penal da prova prático-profissional da segunda etapa, e na ação foi solicitada que, com a anulação, a pontuação da questão fosse dada aos candidatos que realizaram a prova de penal.

O TRF (Tribunal Regional Federal) concedeu êxito à ação, determinando a anulação solicitada. A partir daí, várias mudanças foram realizadas no exame para evitar ao máximo as controvérsias.

Como vimos, preparar-se para o exame da Ordem também é estar preparado para reconhecer eventuais vulnerabilidades das questões e recorrer das mesmas com um discurso alicerçado em conhecimentos específicos.

Esperamos ter tirado as suas dúvidas sobre a anulação de questões da OAB e interposição de recursos. Agora é hora de voltar aos estudos, e uma excelente maneira de fazer isso é realizando exercícios para depois se concentrar naquilo que você errou.

Por isso, elaboramos um simulado gratuito para você se preparar para a primeira fase do exame. Tome um cafezinho, respire fundo e bons estudos!

Livro recomendado: Desperte seu Poder da Aprovação!

Livro recomendado: Desperte seu Poder da Aprovação!

Se você está se preparando para a OAB, deve ter visto diversas recomendações de livros por aí. Sem dúvida, eles são fundamentais para uma preparação sólida.

Hoje, nosso professor e coach, Marcelo Hugo da Rocha, nos conta sobre sua mais recente obra, que orienta concurseiros e examinandos da OAB na jornada rumo à aprovação. Confira:

Desperte seu Poder da Aprovação, por Marcelo Hugo da Rocha.

Há quem diga que não nasceu para passar em provas de concursos e Exame da OAB, porque não consegue compreender as reprovações que vieram antes de alcançar o sucesso. Precipitadamente, desistem e responsabilizam tudo e a todos pela falta de “sorte”, exceto eles mesmos.

De fato, ser aprovado não é fácil. Mas quem disse que a vida seria? Algumas coisas levam mais tempo do que as outras para acontecerem por inúmeras razões. No entanto, negar que existam chances de aprovação em provas e exames é totalmente injusto, não só consigo mesmo como também com todos aqueles que apostam na superação.

Eu estava cansado de enxergar esta injustiça. Desde quando assumi, em 2005, a vocação de ajudar outros a serem aprovados, reuni toda a minha experiência com os mais diversos tipos de alunos e leitores, bem como de situações e casos, numa obra que posso afirmar como sendo o primeiro livro de autoajuda jurídico do país. Chama-se “Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos” (Editora Saraiva, 2017, 307 páginas).

Conclui, com anos de estudo, que a melhor de todas as notícias para os estudantes e acadêmicos é que todos têm o Poder da Aprovação! A questão está em como despertá-lo.

Tenho uma frase que gosto de repetir, como um mantra:

“alguns passam antes, outros, depois, mas todo mundo passa.”

Toda a teoria baseia-se em dois pontos cruciais para alcançar um equilíbrio durante a preparação: a parte pedagógica e a parte psicológica.

A parte pedagógica

A primeira parte trata, justamente, com o que a maioria se preocupa: os estudos. Como se sabe, estudar não é sinônimo de leitura e não basta mais sentar na cadeira e aprender. O verbo se tornou bem mais complexo do que na época dos meus pais quando se tornaram concurseiros há décadas.

Hoje, é preciso aprender como aprender. É disso que tratamos na primeira parte no livro: métodos, técnicas de estudos, quando e como começar ou recomeçá-los, as disciplinas objeto de OAB e concursos, planejamento, dicas e receitas, cronograma regressivo por cada momento do processo de aprendizado, semana da prova, véspera da prova, dia da prova, etc.

A parte psicológica

Conforme está no livro, não tem como viver com um corpo são, mas sem uma mente sã. Em outras palavras, a parte psicológica é essencial para que todo o estudo não seja construído como um castelo de cartas. Sabe os brancos? A desconcentração e distração? Todas as pressões, internas e externas? O medo do fracasso? Estas e tantas outras questões são abordadas com o objetivo de blindar a mente e construir um castelo fortificado com pedras para que o conteúdo fique na corrente sanguínea e não apenas na epiderme, fácil de esquecer.

O livro atende também a caminhada na graduação de Direito, especialmente, porque busca a autorreflexão sobre ela para que ao final tudo faça sentido. Sabemos que o acadêmico, na sua grande maioria, escolhe o Direito porque “abre portas”, mas muitos chegam próximos da formatura com quase todas ainda fechadas. Não adianta iniciar a trajetória sem carregar junto a “chave”, a sua inteligência e seu propósito. Gerar perguntas poderosas para reflexão é um dos objetivos da obra, mas também com muitas respostas às encruzilhadas da caminhada preparatória.

O Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos já é um sucesso de vendas, esgotado em várias livrarias. Quer saber mais sobre ele e onde encontrá-lo?

Acesse o site: www.poderdaaprovacao.com.br e comece a despertar seu Poder da Aprovação!

Plano de estudo personalizado para a OAB: vale a pena apostar?

Plano de estudo personalizado para a OAB: vale a pena apostar?

Ter um cronograma de estudos personalizado para a OAB é um excelente investimento e pode ser o diferencial para conquistar a tão sonhada aprovação na OAB.

Isso ocorre não só pelas características específicas dessa prova, mas principalmente pelas diferenças existentes entre os candidatos.

Ficou curioso? Então, continue a leitura e entenda por que você deve trilhar seu próprio caminho quando o assunto é passar de vez no Exame da Ordem!

Por que o modelo tradicional pode ser um problema?

O principal problema do modelo tradicional é a ideia de que todos os candidatos são iguais, ou seja, de dar tratamento uniforme aos postulantes à advocacia. É como se um médico fizesse seus diagnósticos em grupos de pessoas, em vez de ouvir e analisar os sintomas caso a caso.

A consequência desse plano de estudo é uma alocação inadequada de tempo, energia e dinheiro do estudante. Confira alguns pontos em que isso é mais sensível:

1. Nível de preparo

Ao observar as características dos candidatos da OAB, é fácil notar os diferentes níveis de preparação em cada uma das disciplinas. Um simples simulado indicaria que alguns estão melhores em “X”, e outros em “Y”.

Com efeito, quando todos os estudantes são submetidos ao mesmo plano de estudo, a tendência é que as pessoas deixem de lado matérias em que apresentam dificuldades e revejam pontos em que já são eficientes.

Imagine, por exemplo, que você tem 20 horas para estudar. Se você encontra dificuldades em Direito Civil e sabe tudo de Direito Penal, o melhor é focar naquela matéria e apenas revisar alguns desta última, não é mesmo?

Contudo, se um curso oferecer aulas padronizadas, a tendência é que cada matéria receba 10 horas de conteúdo. Logo, você continuará tão bom quanto sempre foi em Penal e terá apenas uma ligeira melhora em Civil, quando poderia, de fato, suprir essa deficiência.

Sendo assim, um simples ajuste para que o estudo se adapte às suas necessidades pode ser o diferencial para a aprovação.

2. Falta de flexibilidade

Um segundo ponto importante é o fato da vida dos candidatos não estar organizada de maneira uniforme. Alguns cursam o último ano de faculdade, outros trabalham e estudam e um terceiro grupo está 100% focado no Exame da Ordem, só para citar alguns exemplos.

Sendo assim, é evidente que um plano de estudo padronizado trará consequências indesejáveis.

Ora, aqueles com menos tempo disponível precisam focar em pontos mais essenciais, ao passo que os demais podem buscar acertos em matérias com uma chance menor de cair na prova. Logo, o tratamento igualitário, nesse caso, não é proveitoso para nenhum dos dois.

3. Ritmo de estudo

Para finalizar, é importante compreender também que as pessoas têm diferentes ritmos de estudo e aprendizado, seja em razão de um talento natural para certas matérias ou, até mesmo, da afinidade com o conteúdo.

Tal fato se reflete principalmente na concentração durante o estudo de cada disciplina. Quando assistimos uma aula que nos interessa naturalmente, mantemos o foco por mais tempo, ao passo que um assunto chato logo nos tira a atenção.

Por outro lado, é igualmente natural que o aprendizado seja mais rápido em algumas matérias do que em outras. Inclusive, todo mundo tem aquelas disciplinas em que se sente mais confiante.

Por isso, o plano de estudo precisa dar conta dessas diferenças e se ajustar ao ritmo de estudo para um melhor resultado em cada matéria.

Quais são as vantagens do estudo personalizado?

Ao contar com um plano de estudo personalizado, a tendência é que o candidato esteja em uma posição de vantagem em relação aos demais. Veja alguns benefícios desse modelo de preparação:

1. Aumentar o número de acertos

O Exame da Ordem mescla questões fáceis, médias e difíceis, distribuindo as perguntas em pequenos grupos para cada matéria.

Com efeito, aquele que já acertaria muitas questões de uma disciplina tem uma margem pequena de evolução, enquanto o estudante que avança em seus pontos fracos imediatamente adquire os pontos das questões mais simples.

Por exemplo, se o candidato “A” acertar 5 das questões de Direito Constitucional e 2 das de Direito Civil, o espaço para evolução na primeira matéria é de 2 pontos, ao passo que na segunda é de 5 pontos, considerando a média de 7 questões que caem na prova.

Sendo assim, a tendência é que um estudo personalizado torne o desempenho mais eficiente, dando uma quantidade segura de pontos em cada disciplina. Afinal, ele permite o foco justamente nos pontos de dificuldade em que existe maior espaço para o crescimento.

2. Evitar o retrabalho

Quando todos estudam de forma padronizada, inevitavelmente alguns membros do grupo repetirão tarefas, lendo ou assistindo aulas sobre o mesmo assunto diversas vezes.

Esse retrabalho é diferente de uma revisão de conteúdo eficiente, uma vez que as tarefas relacionadas a memorização partem de textos resumidos, em geral, anotações realizadas pelo aluno.

Por isso, personalizar o estudo significa abrir espaço para o aprendizado de novas matérias e evitar uma carga de trabalho pouco produtiva.

3. Tornar o desempenho mais uniforme

O Exame da Ordem exige um desempenho uniforme, ou seja, a capacidade de pontuar razoavelmente bem em muitas disciplinas.

Isso ocorre porque o número de questões por matéria é relativamente baixo: com exceção de Ética Profissional, nenhum assunto é cobrado em mais de 7 perguntas.

Logo, invariavelmente, o candidato tem de pontuar nas disciplinas em que ele tem dificuldades de compreensão.

Sendo assim, como esse é o foco do estudo personalizado, fica evidente a sua contribuição para realização de uma prova mais segura.

4. Estudar em horários mais flexíveis

Por fim, vale ressaltar a flexibilidade de um plano de estudo personalizado. Nele, a quantidade de tarefas realizadas pode ser compatibilizada com o tempo disponível em cada dia.

Isso permite que mesmo aqueles com dificuldades de conciliar o estudo com as tarefas cotidianas façam uma preparação adequada e aumentem suas chances de passar de vez no Exame da Ordem.

Como elaborar um plano de estudo personalizado?

Agora que você já entende a importância do plano de estudo personalizado, é hora de aprender algumas diretrizes para elaborar um projeto adequado as suas características. Confira:

1. Avalie seu nível de preparo atual

Antes de definir o que será estudado, você precisa ter uma ideia clara sobre quais são os seus pontos fortes e vulnerabilidades.

Para isso, além da autoavaliação, o ideal é realizar simulados de instituições de ensino reconhecidas e provas de exames anteriores.

Vale ressaltar que essa tarefa será mais fácil se você contar com o auxílio de um curso preparatório, uma vez que eles próprios desenvolvem ferramentas de avaliação de desempenho.

2. Defina objetivos e metas

Com uma boa avaliação em mãos, é hora de pensar o quanto será investido em cada matéria, ou seja, seus objetivos e metas.

Os objetivos dizem respeito aonde você quer chegar em relação a cada conteúdo, e as metas aos pequenos passos para atingir esse fim.

Nesse sentido, o ideal é contar com pequenas tarefas diárias, como ler um certo número de tópicos, assistir uma aula, realizar “X” exercícios etc.

3. Obtenha o material adequado

Com um mapa traçado, chega a hora de buscar um material de estudo que se ajuste aos objetivos propostos.

Nesse sentido, a opção por um curso preparatório deve privilegiar as instituições de ensino cuja estrutura permita o estudo personalizado.

Por exemplo, se as aulas online forem muito longas, você terá dificuldades em encontrar aquele ponto exato em que há dificuldades de entendimento.

Igualmente, os livros e resumos precisam indicar claramente os temas com ilustrações, índices numerados etc., — além, é claro, de serem objetivos na abordagem da matéria.

4. Distribua as tarefas

Por fim, você deve distribuir as tarefas (leituras, aulas, revisões, exercícios etc.) nos seus horários disponíveis. O que será mais simples em um curso preparatório online, em vez de outras opções com horários predeterminados.

De todo modo, é importante entender que essas dicas são apenas as linhas gerais de como elaborar um plano de estudo personalizado.

Para obter um modelo mais aprofundado e eficiente, faça o download do nosso kit Roteiro e Planejador de Estudos para OAB e fique mais próximo da sua conquista!

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Como passar na OAB? 5 estratégias para garantir a aprovação na OAB em 2018

Como passar na OAB? 5 estratégias para garantir a aprovação na OAB em 2018

Estudar para a OAB não é uma tarefa fácil. A matéria é grande, são muitas disciplinas e é difícil encontrar o foco e não perder o ânimo.

Nós, do Saraiva Aprova, conversamos diariamente com bacharéis e estudantes de direito que estão na luta pela carteira da OAB e vemos os erros que vários deles cometem no momento da preparação. Além disso, conhecemos de perto as estratégias usadas por quem foi por um bom caminho e garantiu a aprovação.

Mas não queremos guardar esse conhecimento todo pra gente! Queremos compartilhar com você cinco estratégias infalíveis para dar aquele gás e otimizar a rotina de estudos.

Originalmente, esse conteúdo foi transmitido ao vivo para milhares de pessoas que se inscreveram em nosso webinário. Se você não estava no ao vivo (e perdeu várias surpresas!) não se preocupe, compilamos o conteúdo neste post.

Pronto para conhecer as 5 dicas infalíveis (e ter ainda uma dica bônus) para passar na OAB em 2018? Então leia até o final 🙂

Dica 1: Aposte em materiais de qualidade, atualizados e especializados em OAB

Em um primeiro momento, você pode achar essa dica boba ou até óbvia, mas vamos te explicar porque ela é fundamental!

Você sabe muito bem que temos constantes atualizações, melhorias e mudanças na legislação brasileira. É um processo contínuo. Recentemente, por exemplo, tivemos a reforma trabalhista.

Imagine se você baixa um guia qualquer na internet, faz download de uma apostila de questões ou resumos sem conferir a procedência e, depois de algum tempo, percebe que o conteúdo não estava atualizado? Quanto tempo de estudo você perdeu com algo que foi jogado fora?

Aposte suas fichas em quem tem nome no mercado. Confira sempre de onde aquele material está vindo. É de alguma empresa/pessoa que tem confiança e credibilidade para falar daquele tema?

Não fazemos aqui uma crítica aos materiais gratuitos. Nós, do Saraiva Aprova, temos vários materiais gratuitos para OAB para download e fazemos questão de disponibilizar um conteúdo de excelência para qualquer pessoa que baixar nossos materiais. Tem muita coisa boa por aí. Mas certifique-se de conhecer a qualidade de quem preparou aquele conteúdo e esteja sempre atento à data de publicação.

Nesta dicas temos também outro ponto de atenção: hoje existem no mercado autores, editoras e plataformas que conhecem o estilo de prova da  OAB, estão no mercado há anos e sabem qual a melhor forma de passar determinado conhecimento.

Deixe de lado apostilas ou cadernos mais generalistas, eles não fazem mais sentido para o que estamos enfrentando com a prova da OAB. Você precisa ter ao seu lado um material específico para a OAB. Para garantir a aprovação e otimizar seus estudos, você precisa de um material pensado para a sua realidade, que fale especificamente em OAB.

O OAB Esquematizado, do professor Pedro Lenza, por exemplo, é um livro de resumos e questões 100% voltado para OAB. Ele tem as dicas que você precisa enquanto oabeiro.

Para resumir de forma bem lúdica o que falamos até agora, aqui vai um exemplo: pense você vai para as Olimpíadas de Tokyo competir na equipe de vôlei. Quem você chamaria para te treinar: um técnico, um preparador físico de judô, ou um de vôlei?

Obviamente você escolherá o treinador de vôlei. Isso porque ele conseguirá te treinar de forma específica, ele conhece a sua realidade e sabe as regras do jogo. Então se prepare para OAB com um material específico para OAB 🙂


Leia mais: Quais são os melhores livros para estudar para a OAB?


Dica 2: Treine treine e treine

Acabamos de dar o exemplo do atleta de vôlei. Guarde ele na cabeça, porque vamos usar ele muito por aqui.

O atleta que quer ser ser campeão nas Olimpíadas treina. Isso é óbvio para todo mundo, certo?

Porém, ele não treina de qualquer jeito. Ele precisa saber no que ele é bom e no que é ruim e precisa melhorar. Por exemplo: ele assiste a um vídeo de um jogo anterior e analisa: quantos saques eu acertei e errei? Quantas cortadas foram boas? Quantas defesas eu perdi?

Levando para o universo da OAB, você precisa saber no que é bom e no que é ruim para conseguir melhorar. Para isso existem os simulados para OAB (que você pode fazer de forma gratuita clicando aqui).

Aqui um ponto de atenção: você não deve fazer um simulado como se fosse apenas mais um exercício. Você faz o simulado como se fosse o dia da prova: separa 5 horas na agenda, deixa os lanchinhos do lado da mesa, faz a prova com muita seriedade e não para por nada (ou seja, nada de fazer simulado com TV ligada, com celular do lado).

Isso porque você precisa conhecer como é a sua reação na hora do jogo. Aprender a controlar o tempo de prova, a manter a cabeça concentrada durante longos períodos.

Após o simulado, você faz uma análise crítica, disciplina por disciplina e agrupa as matérias em dois grupos: satisfatórias e insatisfatórias. No primeiro estão aquelas que, no mínimo, você fez 50% de acertos. O resto, na segunda.

Isso já é um começo para ter um panorama geral do contexto que você se encontra.

Com estas informações, você saberá onde investir mais tempo estudando.

Depois de saber no que você é bom e no que você não é, é hora de treinar muito!

Faça muitos exercícios, o máximo que você puder (lembrando da dica 1: confira se eles estão atualizados). E o mais importante: veja a resolução para descobrir onde exatamente você errou.

Dica 3: Siga um cronograma rigoroso de estudos

É muito difícil estudar, ter a disciplina, se comprometer, e focar. Por isso, colocar metas e ter um cronograma diário de estudos é essencial para atingir seus objetivos.

Mas fazer o seu cronograma também não é uma tarefa fácil, por isso, aqui vão algumas dicas (você também pode se aprofundar sobre esse tema em nosso canal no YouTube, clicando aqui):

1) Faça o cronograma baseado na análise de resultados do seu simulado

As disciplinas com resultados insatisfatórios (aquelas que tiveram menos de 50% de acerto) devem ser priorizadas. Mas há ainda um detalhe dentro deste grupo: há diferentes perspectivas. Provavelmente, haverá disciplinas que nenhuma questão foi acertada e outras, “quase” estariam em outro grupo. Assim, dentro deste grupo, ainda é possível fazer uma escala: as disciplinas urgentíssimas e as urgentes.

2) Quantas horas estudar por dia para OAB?

A primeira coisa é saber que quantidade não é qualidade. Se você não consegue estudar durante 3, 4, 5 horas, aproveite o tempo que você tem e estude bem. Nosso cérebro fica cansado, então longas maratonas sem intervalos, não são o indicado.
Mas não existe um horário específico e padrão para todo mundo. Porém, uma coisa é certa: estudar menos de uma hora por dia não é o ideal. Uma hora passa muito rápido e será difícil acompanhar todas as matérias.

Se você não tem tempo, tem uma rotina apertada, estude um pouco mais no ônibus, durante os horários de almoço. Assista á uma aula curta, leia algum resumo, responda poucas questões sempre que puder. 

3) Evite começar a estudar quando você já está exausto

Nada de estudar antes de dormir, ou após a janta (vai falar que não dá aquela lombeira?). Estude por 50 minutos, por exemplo, e beba uma água, vá ao banheiro, e volte. Grife essa parte: volte! Nada de comer um biscoito durante 50 minutos, ou ver só um pedaçinho da novela. É intervalo curto, 3 minutinhos.

4) Estude mais de uma disciplina por dia

 Na OAB temos 17 disciplinas. Se você estuda uma por dia, você demora 17 dias para voltar na disciplina que você estudou. Isso é ruim para a memorização.

Se você estuda 2 disciplinas por dia, você estudará 14 por semana. Perceba que faltam 3 para a conta fechar. O que aconselhamos é deixar ECA, Código do Consumidor e Ética para estudar com uma frequência menor, preferencialmente nas últimas semanas antes da prova. Isso porque são disciplinas com uma matéria muito curtinha, simples e repetitiva. Com pouco tempo você consegue ficar craque.


Leia mais: Kit gratuito para montar um planejamento eficaz


Dica 4: Construa um ambiente de estudos tranquilo

Todos nós temos uma rotina apertada. Alguns moram com os pais, têm filhos pequenos, dividem apartamento com os amigos. Por isso, é compreensível que encontrar um momento de paz para estudar não seja uma tarefa fácil.

Porém, estudar em um ambiente calmo, bem iluminado, fresco, em uma cadeira confortável e sem distrações faz total diferença.

Quanto mais confortável e concentrando você estiver, mais você rende e aprende. Por isso, avise ao pessoal em casa, escolha um horário onde o movimento é mais tranquilo e esqueça seu celular. Deixe dentro do armário, para não sofrer tentação!

Se na sua casa for impossível, vá até uma biblioteca pública, para a casa de um amigo ou para faculdade. O importante é estar em um ambiente tranquilo e sem interrupções.

Dica 5: Resuma tudo!

Aposto que seu Vade Mecum e seus livros de direito são todos grifados, cheio de post-its e marcações, certo?

Mas apenas marcar as partes mais importantes não é o suficiente. Você precisa verificar, para além de exercícios, se determinado conteúdo foi fixado na sua cabeça. Para isso, nada melhor do que os resumos e esquemas.

Aqui vai um ponto de atenção: você deve fazer os resumos após terminar as leituras e exercícios, e não durante. Isso porque o resumo serve justamente para ver o que você aprendeu. Se você o faz enquanto lê, você não está avaliando se aquele conteúdo foi gravado por você.


Leia mais: 5 resumos com temas importantes para a 1ª fase da OAB


Dica EXTRA: Fortaleça seu psicológico e confie em você

É muito triste este fato, mas infelizmente todos os dias vemos pessoas desesperançosas, que não confiam em si mesmas, desmotivadas e sem nenhuma perspectiva.

Não seja essa pessoa. Você é inteligente, capaz e merecedor da carteira da OAB. Aja como tal! Nada de reclamar pelos cantos, inventar desculpas e murmurar.

Não existe competidor na OAB. Ninguém é melhor que você. Você não compete com ninguém. A aprovação na OAB Só depende de você. Do seu foco, da sua dedicação. Não existe milagre.  Você tem que acreditar que merece a carteirinha e que vai consegui-la.

O professor e coach do Saraiva Aprova, Marcelo Hugo, lançou um livro espetacular chamado O Poder da Aprovação. Nele o professor fala sobre os 4 momentos da preparação para OAB e como aliar pedagogia à psicologia e garantir a aprovação! Super recomendamos a leitura.

Esperamos que você tenha gostado das dicas e, principalmente, que você siga esses passos. Temos a certeza que a aprovação é certa: basta confiar em você mesmo e focar nos estudos.


Aprofunde sua leitura: As 18 estratégias infalíveis de estudos para a OAB.


E aí? Gostou de alguma dica? Já coloca alguma delas em prática?

Deixe a gente saber nos comentários 🙂