Recurso na OAB: como funciona e como fazer a solicitação?

Passar no Exame da Ordem é uma preocupação que atinge estudantes e bacharéis em todo o país. São horas de estudo e bastante esforço para conseguir passar na prova.

Mas pode acontecer de você fazer o exame e não concordar com a sua pontuação. Por isso, no texto de hoje você vai entender de vez como fazer um recurso na OAB, os trâmites e as regras envolvidas na solicitação, bem como as melhores práticas para garantir que seu pedido seja deferido. Acompanhe!

O que é o recurso na OAB?

O recurso a ser apresentado à OAB é uma espécie de pedido de revisão de um item, parte ou questão inteira que está em desacordo com o espelho de prova ou não condiz com a realidade teórica ou prática do direito, contida no Exame da Ordem em sua 1ª fase (prova objetiva) ou 2ª fase (prova escrita com questões discursivas).

Ele poderá ser apresentado no prazo previamente determinado no edital do respectivo exame (confira os editais clicando aqui). Para tanto, o candidato deve acessar o Sistema Eletrônico de Interposição de Recurso, seguir as instruções nele contidas ou fazer o protocolo de sua solicitação na sede da seccional da OAB de seu estado.

Importante observar que qualquer recurso que seja idêntico a outro protocolizado junto à Ordem será indeferido de pronto, de forma que ambos não serão sequer analisados.

Em que situações ele deve ser interposto?

Na prática, recorrer de uma questão na OAB exige uma boa argumentação, posicionamento e escrita fluida, habilidades essenciais na vida do advogado.

O recurso deverá ser redigido e protocolizado quando:

» a resposta do candidato estiver de acordo com o conteúdo da questão conforme exposto no espelho de prova disponibilizado, e ele acreditar (utilizando-se de argumentos pertinentes) ter sido mais penalizado que o necessário;

» quando a questão deixar margem para interpretações dúbias, admitindo mais de uma resposta que não apenas a que consta do espelho de prova;

» quando a resposta para a questão encontrar acepções diferentes daquela descrita no espelho de prova na doutrina do direito (caso em que o pedido deverá ser extremamente bem instruído com provas e documentos pertinentes).

​Tirou 3,8 em uma questão que valia 6 pontos na prova discursiva e acredita que a penalização foi dura demais? Comparou sua resposta e ela está bastante próxima daquilo que consta do espelho?

Recorra e busque ter o valor de sua nota substancialmente aumentado.

Caso uma questão integrante da prova objetiva ou da prova prático-profissional seja anulada pela banca, a pontuação respectiva será atribuída todos os alunos, mesmo aos que não tiverem interposto recurso. Ainda assim, indica-se que todos os alunos prejudicados apresentem recursos.
O aluno que já teve a pontuação atribuída no resultado preliminar, por ter acertado uma questão que posteriormente fora anulada, não terá acréscimo de pontuação.

Já questões acerca da correção da prova prático-profissional dependem da interposição de recurso individual e especificamente fundamentado, não aproveitando aos demais examinandos eventual revisão favorável da nota.

Outro exemplo prático ocorre quando, na exposição de caso para elaboração da peça processual adequada, é admitido mais de um tipo de remédio para o problema apresentado, enquanto o espelho estabelece como apenas uma a peça possível de ser redigida.

Como interpor o recurso?

A redação e protocolo de pedido de recurso junto é simples e obedece a uma ordem cronológica que deve ser seguida à risca para sua apreciação. Entenda o passo a passo:

1. Observe o prazo

Todo edital determina o período em que a Ordem recebe os recursos de suas provas de primeira e segunda fases (geralmente de três a cinco dias). Estar atento às datas elencadas garante que sua solicitação será recebida e apreciada. Caso contrário, ele sequer será avaliado pela banca examinadora responsável.

2. Redija seu recurso

Uma vez observado o prazo, é hora de pensar no que argumentar. Analise o espelho da prova, leia com calma as imagens digitalizadas com suas respostas e compare os discursos. Não adianta “forçar a barra”: os pedidos devem ser possíveis e claros, a fim de que o examinador entenda que realmente houve um equívoco na avaliação.

Nenhum recurso estará completo sem fundamentos sólidos. É seu dever pesquisar a fundo o tema e encontrar legislações e doutrinas que corroborem com a sua argumentação. Conte com o auxílio de professores e amigos para reler a sua exposição de motivos.

3. Acesse a página da banca responsável pelo exame

Redigido o recurso, hora de fazer seu protocolo. Você deverá ir até o site da banca examinadora, informar login e senha e procurar pelo “Link de Interposição de Recurso Contra Resultado Preliminar”. Ainda que o recurso seja interposto antes da data final determinada pelo edital, será possível modificá-lo até o fim deste prazo.

4. Protocolize o recurso

Ao acessar o sistema, você encontrará um link onde se lê “incluir novo recurso contra a nota”. O site lançará um aviso de que para cada questão da prova é possível interpor um recurso de, no máximo, 5.000 caracteres. Elaborado o recurso, basta salvá-lo e seguir as próximas instruções do sistema.

Lembre-se de jamais colocar seu nome ou qualquer palavra ou símbolo que possa identificá-lo: se isso ocorrer, você será automaticamente desqualificado.

Como garantir que o meu pedido seja deferido para passar de vez na OAB?

É claro que nenhum recurso, mesmo que extremamente bem redigido, tem cem por cento de chance de ser deferido pela banca examinadora. Porém, algumas práticas na hora de redigi-lo podem fazer com que essas chances aumentem e te auxiliem a passar de vez na OAB.

» Ao se dirigir à banca examinadora, busque sempre utilizar letra maiúscula e demonstrar respeito: a intenção de recorrer de uma questão não é confrontá-la, mas apontar (educadamente) um equívoco que deve ser corrigido.

» Faça com que suas fundamentações sejam objetivas e demonstre que sua resposta estava em perfeita sintonia com as explanações do espelho de prova. Mencione diretamente as linhas em que o que fora escrito não foi considerado.

» Ao finalizar, peça pelo deferimento do documento e diga exatamente qual pontuação lhe deve ser atribuída. Não deixe nada para o último momento: os sites podem ficar congestionados e você pode acabar perdendo o prazo para interposição de recurso!

Esperamos que você tenha entendido como funciona o recurso na OAB e como redigir o seu a fim de garantir seu deferimento.

Se quiser saber mais sobre o assunto é só clicar aqui e baixar o material completo sobre recurso que preparamos para te ajudar!

Melhor Vade Mecum para OAB: saiba como escolher o seu!

Ter o material certo para estudar para o Exame da Ordem é essencial para a aprovação. Por isso, não basta sair comprando inúmeros livros de diferentes autores e temas, mas sim apostar em poucas e selecionadas obras.

O mesmo acontece na escolha do material de apoio que pode ser levado com o examinando para auxiliá-lo durante a prova. Afinal, como saber qual o melhor Vade Mecum para OAB?

Se você ainda não sabe a resposta para a pergunta, então este post foi feito especialmente para você! Conheça o que há de melhor no mercado e qual editora é a mais indicada para quem quer passar de vez no Exame da Ordem!

Como escolher o melhor Vade Mecum para OAB?

A mesma dúvida sempre perpassa a mente dos candidatos à OAB, sem exceção: como escolher o Vade Mecum ideal para estudar para a primeira fase e ainda utilizá-lo para consultas na segunda fase do exame?

As preferências quanto a modelos e edições podem variar de pessoa para pessoa, motivo pelo qual conhecer as opções disponíveis no mercado é primordial. Entenda melhor os pontos principais que podem servir como guia no momento da decisão.

Avalie a editora

Se, na primeira fase do exame, dar conta de vários conteúdos com facilidade já é bastante importante, na segunda etapa do certame é ainda mais, pois o examinando deve ser capaz de encontrar rapidamente artigos, súmulas e orientações, para que não perca o tempo que seria mais bem gasto na elaboração de suas respostas.

Pontos essenciais como tipo de impressão, espessura do papel, atualização, notas de referência e cores utilizadas pela editora são importantes e podem agilizar consultas.

Nesse sentido, avaliar os trabalhos das editoras e compará-los pode auxiliar o candidato a entender o que melhor lhe agrada visualmente e o que lhe parece melhor para trabalhar.

Opte por modelos com índice rápido

A prova da OAB exige agilidade do candidato. Para isso, é necessário que ele saiba manusear seu material e encontrar referências em questão de segundos para conferir suas ideias e formar um bom esqueleto para suas respostas.

Assim, modelos com índice remissivo satisfatório serão de grande valia no momento da prova, porque, se o candidato sabe o tema que deve pesquisar, mas não se lembra claramente onde está o assunto no Código, ele pode recorrer ao índice para encontrar rapidamente aquilo que deseja.

Modelos completos contam com bons índices, inclusive, em relação a Legislação Complementar, já que ela pode ser cobrada no exame. Um Vade Mecum completo pode fazer a diferença entre passar de vez e ficar para a repescagem e ele é mais indicado que a versão compacta.

Conheça a recepção do público em relação a modelos diferentes

A receptividade do público também deve ser fator determinante no momento de escolha do Vade Mecum. Vale dar uma olhada na opinião de quem já prestou o exame da OAB, de professores e colegas.

Indicações podem ser uma boa forma de fazer uma pré-seleção entre edições e entender o que pode ou não funcionar para a sua situação.

Preferido entre os estudantes, o Vade Mecum da Editora Saraiva segue como um dos mais vendidos no país, especialmente por contar com edições exclusivas para quem vai prestar o exame, com mapa da legislação contando com auxílio do guia de localização rápida, regimento do STJ e STF e possibilidade de acesso também em sua versão online.

Seja como for, o certo é que seu Vade Mecum deve estar atualizado até a data de divulgação do edital da sua prova — e você deve ter em mãos eventuais alterações durante a segunda fase do Exame da Ordem (o que é disponibilizado online, no caso da Editora Saraiva), para que não perca pontos desnecessariamente.

Como fazer marcações eficientes para a prova?

Muitos examinandos se confundem no momento de fazer marcações e remissões em seus Códigos. Vejamos o que é permitido e o que é proibido para a segunda etapa do certame, de acordo com a Ordem de Advogados do Brasil:

É permitido:

  • fazer separação com clipes;
  • usar marca-textos para grifar passagens, fazer traços e remissões (à própria lei) nas folhas do próprio Código;
  • utilizar separadores de Códigos fabricados por editoras, desde que tenham simples menção a leis ou ramos do direito.

É proibido:

  • utilizar post-its e demais notas adesivas impressas ou manuscritas criadas pelo próprio examinando;
  • criar remissões, traços ou utilizar post-its e marca-textos para realizar a estruturação de peças processuais ou fazer anotações pessoais no Vade Mecum.

Em resumo, o candidato não pode colar post-its em seu Vade Mecum, ainda que em branco, com a finalidade de sinalizar qualquer tipo de divisão ou marcação que venha a facilitar a elaboração de sua peça processual ou encadeamento de artigos para as questões dissertativas.

Para separar seções ou áreas, vale utilizar clipes coloridos ou etiquetas prontas, que podem ser facilmente encontradas em papelarias, que já contêm as remissões possíveis.

Além disso, o avaliado deve lançar mão de recursos visuais que facilitem o manuseio do Código: canetas, marca-texto, lápis etc. Vale tudo para sublinhar, grifar ou escrever remissões simples — diretamente na página do Vade Mecum — e facilitar a realização da prova.

Atenção redobrada no momento de criar remissões

O candidato que não quiser ter seu Vade Mecum barrado, no momento da realização do certame, deve estar atento: a simples remissão de que trata o edital nada mais é que a indicação no próprio Código de leis, artigos, orientações jurisprudenciais ou súmulas — ou seja, nenhuma informação extra.

Qualquer remissão que pareça criar uma estrutura para uma eventual peça jurídica ocasionará o descarte do Vade Mecum antes do início da avaliação — já que os aplicadores conferem o material do candidato nesse momento — ou anulação, se descoberta em momento posterior. Portanto, não crie qualquer tipo de guia para determinado tipo de ação.

Não confunda a remissão com a indicação de outros dispositivos legais. Para isso, faça simples anotações na barra do Código como “Vide Súmula 146 do TST”, “Lei 9.099 de 1995” ou mesmo “Art. 990 do CC”.

E agora, entendeu como escolher o melhor Vade Mecum para OAB e como fazer marcações no seu Código?

Aproveite para compartilhar este post em suas redes sociais e permita que seus colegas também conheçam nossas dicas e passem de vez no Exame da Ordem!

Como funciona a prova da OAB? Veja pontos importantes sobre o exame

Ser aprovado no Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e conseguir a tão sonhada carteira de advogado é o sonho de todos que estudam Direito. Essa tarefa, porém, não é nada fácil. Com índices altíssimos de reprovação, o famoso Exame da Ordem assusta até mesmo os mais experientes.

Se você está se preparando para esse momento decisivo da sua carreira jurídica, é preciso saber como funciona a prova da OAB. Afinal, de nada adianta ser um excelente estudante, com as melhores notas do curso, se você não souber como é a estrutura da prova e qual a melhor forma de resolvê-la.

Ressaltar a importância desse conhecimento estrutural pode até parecer bobagem, mas, na verdade, é um diferencial para conquistar a aprovação. Muitos candidatos sequer leem o edital do exame. A falta de compromisso e seriedade de alguns fica evidente diante do alto índice de reprovação dos últimos anos.

Para montar uma estratégia de estudos eficiente, é preciso, antes de mais nada, compreender o funcionamento da prova: número de questões, matérias mais cobradas, duração e as diferenças entre a 1ª e a 2ª fase.

O candidato que lê o edital, faz exercícios e já sabe o que esperar da prova está muito à frente daqueles que sequer sabem quem é a organizadora do exame. Pensando nisso, reunimos aqui um compilado de informações e dicas de estudo valiosas para a sua aprovação.

Se você quiser saber mais detalhes sobre a estrutura e organização da prova da OAB, continue a leitura deste post!

Por que fazer o Exame da Ordem?

O exercício da advocacia exige a aprovação na prova da OAB. Até mesmo porque, sem ela, o bacharel em Direito não consegue realizar seu registro e obter sua carteira. Por conseguinte, não poderá exercer a profissão de advogado.

Se você pensa em seguir a carreira jurídica trabalhando em escritórios de advocacia, a carteira da OAB é imprescindível. Uma sólida carreira no Direito só pode ser conquistada mediante a aprovação no Exame da Ordem.

É claro que existem outras alternativas para aqueles que não desejam seguir essa carreira, como concursos públicos. Mas, mesmo que você queira trilhar a vida de concurseiro, nunca se sabe o que o aguarda no futuro.

Pode ser que você deseje (ou precise) trabalhar em um escritório de advocacia em determinado momento da vida. Ou, ainda no caso dos concursos públicos, o ingresso na magistratura ou no Ministério Público exige pelo menos três anos de atividade jurídica como advogado. Ou seja, caso você queira ser promotor ou juiz, a carteira da OAB também é imprescindível!

Em todo caso, o ideal é garantir a aprovação no Exame da Ordem o quanto antes. Com o passar do tempo, as matérias vão sendo esquecidas e as leis se modificam. Caso você decida fazer o exame em algum outro momento no futuro, é muito provável que esteja bem menos preparado do que ao sair da faculdade.

Uma vez aprovado no Exame da Ordem, você poderá requerer a carteira quando quiser. Essa aprovação não expira com o tempo. É por isso que, ainda que você não pense em seguir a carreira de advogado, vale a pena estudar e garantir sua aprovação.

Caso não queira ficar pagando a anuidade do registro, basta que você cancele sua inscrição. Para requerer sua carteira novamente no futuro, não será necessário prestar um novo exame.

Quais são as informações mais relevantes sobre a prova?

O Exame da Ordem é realizado três vezes por ano. Os editais normalmente são publicados nos meses de janeiro, maio e setembro. No início de cada ano, a OAB costuma liberar um cronograma informando a data em que o edital será liberado e a previsão de quando serão as provas.

O estudante de Direito deve ficar atento a essas datas para se programar com antecedência. Deixar para estudar em cima da hora não é uma opção! Ainda que o edital não tenha sido publicado, tome como base as informações do último exame realizado. Faça um cronograma de estudos e não perca tempo.

Vale ressaltar aqui a importância da leitura do edital. Essa é uma peça-chave para compreender como funciona a prova da OAB. O edital é o documento que contém todas as informações sobre as provas, recursos, datas e critérios de correção.

Muitos estudantes não dão a devida atenção a esse documento e acabam perdendo informações relevantes. Além disso, guiar-se por ele também é uma excelente forma de organizar seus estudos.

A prova da OAB é dividida em duas fases, aplicadas em datas diferentes. Cada uma possui suas peculiaridades, que serão analisadas mais à frente. As provas têm duração de cinco horas. Para ser aprovado na 1ª fase, é preciso acertar pelo menos 50% da prova (40 questões). Já na 2ª fase, que tem o valor de 10 pontos, é preciso fazer, no mínimo, 6 pontos.

O candidato deve ficar atento ao período de inscrição para não dar bobeira e deixar de fazer a prova por ter perdido o prazo limite. Feita a inscrição, as informações sobre o local em que a prova será realizada e as demais instruções sobre o exame serão recebidas posteriormente.

É importante lembrar que, para se inscrever, o candidato já deve estar formado ou matriculado nos últimos dois semestres ou último ano do curso de Direito. Prestar informações falsas no momento da inscrição pode invalidar a aprovação e ainda incidir em crime de falsidade ideológica.

Quem formula e aplica a prova da OAB?

Atualmente, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) é a instituição responsável pelo Exame da OAB.

Fundada na década de 40, a FGV é uma instituição de ensino que tem como objetivo principal a formação de profissionais qualificados para as áreas de gestão pública e administração de empresas. Com o passar do tempo, a fundação cresceu e passou a investir em programas de pesquisa e projetos para o setor público.

Hoje, a FGV é uma das bancas mais respeitadas do país e responsável pela elaboração de diversos concursos públicos. Também é a organizadora da prova da OAB desde 2010, pouco tempo depois da unificação nacional do exame.

Nos concursos públicos, a FGV é conhecida por manter um padrão de questões de múltipla escolha com 5 alternativas. Na OAB, porém, esse modelo é diferente: cada questão tem apenas 4 alternativas, em que, geralmente, uma está correta e todas as outras incorretas.

Os enunciados das questões elaboradas pela FGV são longos e cansativos — o que pode ser um teste de paciência e atenção ao candidato. A banca também é conhecida por não ter um padrão exato de complexidade: enquanto algumas questões podem ser muito difíceis, outras podem ser bem fáceis.

Como qualquer outra instituição responsável pela elaboração de provas, a FGV possui certos padrões que acabam se repetindo. Diante disso, a melhor forma de se preparar é por meio da resolução de exercícios e simulados de provas anteriores.

Como cada fase funciona?

Para entender exatamente como funciona a prova da OAB, é preciso analisar detalhadamente cada uma de suas etapas. Agora que já tratamos dos pontos mais básicos, é hora de olhar a fundo as peculiaridades da 1ª e da 2ª fase do exame.

Como funciona a 1ª fase da OAB

Como já foi mencionado, a 1ª fase do exame da OAB abrange uma prova de caráter eliminatório composta por 80 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas diferentes.

O candidato deve marcar a alternativa correta (ou a incorreta, dependendo do enunciado) e, para ser aprovado, é preciso acertar pelo menos 50% da prova, ou seja, 40 questões.

É preciso ficar de olho no edital para saber quais serão as matérias cobradas. Um dos seus anexos traz todo o conteúdo programático da prova. A 1ª etapa abrange as disciplinas obrigatórias do curso de Direito e algumas outras matérias definidas pela própria OAB. São elas:

  • Ética
  • Filosofia do Direito
  • Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Direitos Humanos
  • Direito Ambiental
  • Direito Tributário
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Direito Internacional
  • Direito do Consumidor
  • Direito Civil
  • Direito Empresarial
  • Processo Civil
  • Direito do Trabalho
  • Processo do Trabalho
  • Direito Penal
  • Processo Penal

A quantidade de questões destinadas a cada matéria varia de prova para prova. O edital, porém, dispõe uma porcentagem mínima que será reservada ao Estatuto da Advocacia e da OAB, Código de Ética, Filosofia do Direito e Direitos Humanos.

Para se preparar para a 1ª fase, você deve se guiar pelas informações do edital, separando seus pontos fracos dos fortes. Foque naquilo em que você tem facilidade e reforce as matérias que considera mais difíceis.

Procure por livros de questões comentadas e resolva provas passadas. A melhor forma de estudar é, sem sombra de dúvida, por meio de exercícios.

A prova da 1ª fase tem duração de 5 horas. Como as questões da FGV possuem grandes enunciados que são, muitas vezes, de difícil compreensão, o exame acaba se tornando um teste de resistência. Fazer simulados ou prestar o exame como treineiro também pode ser uma boa ideia para se acostumar com esse ritmo.

Vale lembrar que, nessa 1ª etapa, não é permitido qualquer tipo de consulta à legislação ou doutrinas. No dia da prova, é preciso chegar com 1 hora de antecedência e será permitido levar somente o documento de identidade e caneta esferográfica azul ou preta.

Como funciona a 2ª fase da OAB

Caso o candidato seja aprovado na 1ª fase, ele passará, então, para a próxima etapa do exame, que será realizada em outra data. A 2ª fase é composta por uma redação de peça profissional e quatro questões dissertativas, em que o candidato terá que resolver as situações-problema propostas pelo examinador.

Ao contrário da 1ª fase, aqui é possível escolher a disciplina de sua preferência. Logo, no momento da sua inscrição, você poderá optar por uma das seguintes áreas:

  • Direito Administrativo
  • Direito Civil
  • Direito Constitucional
  • Direito Empresarial
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Tributário

É evidente que, ao escolher uma dessas matérias, ela também abrange o Direito Processual correspondente. Por exemplo: ao escolher Direito Civil, você também estará escolhendo o Direito Processual Civil.

A prova possui um valor de 10 pontos, sendo dividida da seguinte forma: 5 pontos para a redação da peça profissional e 1,25 ponto para cada uma das questões dissertativas. Como pode se observar, cada décimo é de extrema importância nessa fase. Para ser aprovado, o candidato precisa de, no mínimo, 6 pontos.

A correção da prova será feita de acordo com um espelho elaborado pelo examinador. Dessa forma, o candidato poderá verificar exatamente quais foram os critérios de avaliação. O espelho de resposta indica quais são os tópicos que devem ser mencionados pelo examinando na questão e quantos pontos vale cada tópico.

Caso se verifique algum equívoco na correção, o candidato poderá interpor um recurso para fazer a revisão da sua resposta. Os prazos e formalidades dos recursos estão dispostos em um tópico específico do edital.

A prova da 2ª fase também tem a duração de 5 horas e, ao contrário da etapa anterior, será permitida a consulta a legislação, súmulas, orientações jurisprudenciais, enunciados e precedentes normativos, desde que não haja nenhuma anotação ou comentário.

Caso você seja reprovado na 2ª fase, não se desespere! Existe ainda o procedimento de repescagem para o próximo exame. Desde 2013, a OAB permite que o candidato que foi aprovado somente na 1ª fase, porém reprovado na seguinte, já pule direto para a 2ª fase no próximo exame. Dessa forma, como não será necessário repetir a 1ª etapa, você poderá concentrar os estudos inteiramente na prova discursiva.

Qual o tempo de duração da prova?

Como mencionado, o tempo de duração de cada fase da prova é de 5 horas cada. Isso sem contar que o ideal é reservar os 30 minutos finais para transcrever todas as questões para a folha de respostas e ainda deixar um tempo para descansar, comer e ir ao banheiro.

É importante perceber que apesar de parecer que 5 horas são suficientes para resolver todas as questões, o tempo também pode ser seu maior inimigo na hora da prova.

São 80 questões na primeira fase, então o candidato terá um pouco mais de 3 minutos para resolver cada questão objetiva. São 3 minutos para ler, entender, interpretar e encontrar a resposta correta.

Na segunda fase nós temos a elaboração da peça processual e mais quatro questões discursivas (e estas muitas vezes possuem letras a, b e c). Então o candidato possui aproximadamente 1 hora para cada questão, sem contar que nessa etapa ainda tem o tempo para elaboração de rascunho e para passar a limpo.

Sendo assim, é importante aproveitar todo o tempo disponível e focar nas questões que você já sabe ou que tem mais facilidade. Se não souber alguma questão, pule. Se você leu e não encontrou a resposta correta de uma vez, o ideal passar para a próxima e deixar as questões que você ficou em
dúvida por último. É melhor resolver todas as questões que você tem facilidade primeiro, assim você ficará mais tranquilo e já irá garantir alguns pontos logo no começo da prova.

Na prova objetiva o ideal é resolver pelas matérias que você já possui maior afinidade, pois você estará mais descansado e preparado para resolvê-las. Já na prova discursiva, é importante avaliar o peso de cada uma das questões: já que a peça processual vale muito mais, talvez seja melhor priorizá-la e assegurar uma pontuação mais elevada.

Quais matérias são mais cobradas?

O edital do exame não dispõe expressamente sobre a quantidade de questões de cada matéria. Mas, se levarmos em conta a estrutura das diversas provas anteriores, é possível fazer uma estatística de quais são as disciplinas mais cobradas.

Ética, por exemplo, foi a matéria com mais questões nos últimos Exames da OAB. Pode-se esperar que cerca de 10 perguntas da prova sejam destinadas a essa disciplina. Portanto, o candidato que focar seus estudos no Código de Ética e Disciplina da OAB terá uma boa porcentagem da prova já garantida!

Em segundo lugar, não há uma matéria fixa. Direito constitucional, administrativo civil, empresarial, penal e trabalhista, junto com as respectivas matérias processuais, costumam cair bastante na prova.

Cada uma das áreas citadas tende a ter entre cinco e oito questões por prova. É evidente que o candidato deve dividir muito bem seus estudos, de forma a abranger todas essas disciplinas, pois o peso de cada uma é importantíssimo para sua aprovação.

Se você tem mais facilidade em alguma das áreas mencionadas acima, o ideal é que as questões sobre elas sejam resolvidas em primeiro lugar no dia da prova. Dessa forma, você terá mais chances de garantir sua aprovação caso o tempo se encurte e não seja possível resolver todas as questões.

Por fim, Direito do consumidor, ambiental, tributário, internacional, filosofia do Direito, estatuto da criança e do adolescente e Direitos humanos são as matérias menos cobradas. Em muitas provas, algumas dessas disciplinas tiveram apenas uma ou duas questões.

O candidato, porém, não pode negligenciar nenhuma matéria. Qualquer ponto extra pode ser um diferencial entre a aprovação e a reprovação. É claro que as disciplinas que tendem a ser mais cobradas devem ser priorizadas. É importante também dedicar uma parte do seu cronograma para estudar as matérias nas quais você tem mais dificuldade.

Em relação à 2ª prova, atenção! Não cometa o erro de escolher a área que costuma ter um índice menor de reprovação! Por mais que algumas matérias pareçam ser mais fáceis que outras, você deve escolher aquela para a qual tem mais aptidão.

Pensar apenas na dificuldade da prova pode ser a causa da sua reprovação, pois o fácil é algo subjetivo. Para você, a matéria mais fácil vai ser aquela que mais lhe agrada!

As questões da OAB podem ser anuladas?

As provas da OAB são organizadas com muito cuidado, passando por diversos processos de revisão. Mesmo assim, é claro que alguns erros podem ser cometidos durante sua elaboração. Apesar de ser algo raro, a resposta à pergunta deste tópico é: sim, as questões podem ser anuladas.

Caso haja algum equívoco na elaboração da prova objetiva (1ª fase), existem duas possibilidades:

  • No caso de mero erro de gabarito (por exemplo: a resposta correta é a letra A, porém o gabarito preliminar considerou a letra C), haverá apenas a sua retificação. Dessa forma, quem acertou a questão vai receber o ponto. O próprio edital prevê que o gabarito preliminar corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado a qualquer tempo.
  • Já nos erros insanáveis, a questão será anulada e sua pontuação será atribuída a todos os candidatos, até mesmo àqueles que não interpuserem recurso. Cabe ressaltar que a pontuação não será novamente atribuída ao candidato que já havia computado o acerto no gabarito preliminar.

A anulação das questões da prova dissertativa (2ª fase) segue a mesma lógica: nas situações em que o erro seja de elaboração, todos os candidatos que realizaram a prova na mesma área em que a questão foi anulada terão a pontuação atribuída, independentemente da interposição de recurso.

Já no caso de erro de correção, a pontuação será atribuída somente àquele que interpôs o recurso requerendo a revisão. Cabe lembrar aqui que o erro de correção na 2ª fase não é causa de anulação, e sim de revisão.

Os recursos, como se vê, é o meio adequado para requerer tanto a revisão como a anulação das questões da OAB.

Ainda que as questões anuladas atribuam pontos para todos os candidatos, não conte com isso para a sua aprovação! A pessoa que faz apenas 38 ou 39 pontos na prova objetiva e espera a anulação de uma ou duas questões para conseguir passar para a 2ª fase está correndo um grande risco. Em muitos exames, não houve sequer uma questão anulada. Como foi dito no início deste tópico, a anulação é algo raro, é a exceção!

Existe uma fórmula para passar na OAB?

Agora que você já sabe como funciona a prova da OAB, a grande questão é saber como ser aprovado. Seria ótimo se existisse alguma fórmula mágica para conseguir essa aprovação e colocar as mãos na tão sonhada carteira de advogado — mas ela não existe! Apesar disso, temos aqui algumas dicas que ajudam a progredir nessa jornada.

Antes de mais nada, é preciso entender que a aprovação na OAB não será alcançada sem esforço e persistência do candidato. É preciso estudar e ter disciplina. Os índices de reprovação estão aí para mostrar que aqueles que não levam o exame a sério não são bem-sucedidos.

Como já mencionamos muitas vezes, a melhor estratégia para conseguir passar na OAB é criar um cronograma de estudo consistente, que consiga abranger todas as matérias, medindo a importância de cada uma de acordo com as dificuldades do estudante.

É preciso estudar todos os dias, mas sem deixar que isso prejudique o seu descanso. Saber como se organizar é essencial. É preciso separar os momentos de lazer dos estudos. Uma mente cansada não consegue processar e memorizar aquilo que foi estudado.

A preparação para o Exame da Ordem também não deve se concentrar apenas na leitura de leis e doutrinas. Fazer exercícios é essencial, além de ser um dos melhores métodos de aprendizado e memorização. Dedique um momento do seu dia apenas para resolver provas antigas e questões comentadas da OAB.

A melhor maneira de conquistar sua aprovação, porém, é por meio de um cursinho preparatório, já que nem toda faculdade consegue preparar seus alunos para o grande desafio da OAB.

É importante fazer um curso preparatório para a OAB?

O curso preparatório é um ótimo método de estudo para o Exame da Ordem.
Muitas vezes a rotina de faculdade, trabalho e outras responsabilidades pode deixar você cansado e desmotivado para estudar sozinho ao chegar em casa.

Ler um livro a noite, depois de um dia longo, não é a melhor opção para uma rotina de estudos. Estudar sem um cronograma ou sem um foco também são outros fatores que influenciam para nos distanciar da tão sonhada aprovação. Por isso é tão importante ter o suporte de uma instituição de ensino boa, renomada e preparada para te ajudar a estudar da melhor maneira possível.

É importante que o candidato avalie quais são os professores do curso, quais as opções o curso oferece (só videoaulas ou só materiais escritos?), e qual a quantidade de alunos aprovados no Exame após a finalização do curso.

O Saraiva Aprova, por exemplo, oferece excelentes materiais de estudo, elaborados por professores extremamente qualificados, além de aulas online de curta duração e um acompanhamento que leva em consideração as peculiaridades de cada aluno.

O fato de poder assistir às aulas no conforto do seu lar permite que você tenha mais tempo para se dedicar aos estudos. Afinal, não será preciso lidar com o tempo de deslocamento no trânsito, e você poderá revê-las quando quiser, adaptando tudo ao seu ritmo.

Além disso, o Saraiva Aprova também oferece acesso a materiais em PDF e livros editados pelos próprios professores, que vão complementar seu aprendizado, garantindo o sucesso!

A partir do momento que você compreende como funciona a prova da OAB, a
jornada em busca da aprovação se torna bem mais tranquila. Por mais que esse exame pareça assustador à primeira vista, você perceberá que não há com o que se preocupar, desde que esteja preparado!

Ao seguir nossas dicas e contar com a ajuda de um bom cursinho, sua aprovação estará garantida. Então aproveite esse momento de incentivo e baixe o nosso kit Roteiro e Planejador de Estudos para começar a se preparar hoje mesmo!


Como passar na OAB? Veja 18 estratégias infalíveis!

A aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil é, hoje, uma condição para que muitos profissionais do Direito sejam bem-sucedidos em seus objetivos de carreira. Afinal, algumas das principais e mais concorridas carreiras públicas exigem tempo de experiência exercendo a advocacia, como é o caso da magistratura, promotorias, defensorias e procuradorias, entre outras.

O exame passou por profundas mudanças, especialmente após sua unificação em todo o território nacional. Ministrada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a prova da 1ª fase da OAB envolve conhecimentos gerais e específicos em diferentes matérias, desde Direito Constitucional e Direito Administrativo, até Internacional e Ambiental. Ou seja, é uma prova bastante abrangente!

Mas, então, qual seria a melhor forma de se preparar para um exame tão complexo? Existe algum segredo para facilitar a aprovação na 1ª fase da OAB?

Sim! É possível colocar algumas sugestões em prática para tornar seu sucesso nessa prova ainda mais factível.

Confira abaixo estratégias de como passar na OAB:

1) Entenda a importância do exame para sua carreira

O que o exatamente motiva a passar no exame da OAB?

Essa é a principal pergunta que você deve procurar responder, antes de tomar qualquer outra atitude em relação à prova. Afinal, ter esses objetivos e propósitos em mente contribui para que você não desista dos estudos ou perca sua disciplina durante a preparação para a OAB.

Hoje em dia, é imprescindível que você passe na prova da Ordem para exercer a advocacia. E, ainda que sua intenção primária não seja a de advogar, ainda assim é preciso ter algum tempo de experiência como advogado (geralmente três anos) para comprovar sua experiência em alguns dos principais concursos públicos.

Ou seja, obter a carteira da OAB é uma forma de abrir diversas oportunidades profissionais em sua vida, seja para atuar como advogado, seja para cumprir o pré-requisito de muitos dos concursos públicos atualmente. Por essa razão, tenha em mente o que o motiva a obter a aprovação!

mulher segurando carteirinha da oab

2) Faça um curso preparatório para o exame

Outra maneira de se preparar para a prova é por meio da realização de cursos preparatórios para a OAB. Hoje em dia, existem cursos nos mais diversos formatos e que atendem a variadas necessidades.

Sejam eles presenciais ou online, ter contato com professores especializados na preparação para esse exame é imprescindível, já que eles costumam diferir muito daquilo que normalmente é explorado nas salas de aula da graduação em Direito.

Os cursos oferecem baterias de exercícios, materiais didáticos exclusivos, simulados, experiência no preparo de candidatos aprovados na OAB pela FGV, além das melhores dicas em relação à jurisprudência e legislação mais atual, que têm maiores chances de serem cobradas em prova. Pense neles como um bom investimento em relação ao seu futuro profissional!

Nós preparamos um artigo especial para te ajudar a escolher o curso preparatório.

3) Leia o edital com cuidado e conheça as regras

Seja qual for o concurso prestado, até mesmo o ENEM, é sempre importante ler o edital com atenção aos detalhes. Além de isso ajudá-lo a criar um cronograma de estudos minucioso e que cubra todos os pontos da prova, essa é uma maneira de conhecer direito o exame, suas fases e requisitos mínimos para a aprovação.

Por essas razões, há quem diga que a leitura correta do edital é a primeira fase de um concurso como esse, porque já elimina aqueles candidatos que fazem a prova simplesmente por fazer, que não conhecem o certame, ou que estão apenas testando seus conhecimentos.

Principalmente no que diz respeito às matérias cobradas e pontos de prova, invista algum tempo sistematizando esse conhecimento e acrescendo matérias ao seu planejamento de estudos. São justamente esses detalhes que podem fazer a diferença no momento da aprovação.

A leitura do Edital é tão importante que alguns preparatórios possuem professores dedicados ao coaching e à interpretação de editais.

Lembrando que os editais são divulgados sempre na página oficial da OAB/FGV.

4) Crie um cronograma de estudos eficiente

Agora que você já leu o edital e já sabe bem o que tem que estudar, que tal elaborar um planejamento de estudos?

Esse plano deve levar em consideração:

  • o tempo que você tem até a prova;
  • as matérias que deverão ser estudadas e
  • as datas de cada etapa do concurso.

A partir dessas informações, fica mais fácil montar um cronograma diário de estudos, com a matéria a ser vista a cada dia e hora de estudo, os exercícios que você tem que fazer e as sessões de revisão. Ao se planejar dessa forma e dividir a matéria em diferentes dias de estudo, você conseguirá esgotar mais facilmente um conteúdo que é bastante extenso e abrangente.

Por essa razão, muitos alunos decidem começar seus estudos para a prova da OAB antes dos semestres finais da faculdade, talvez até mesmo no 8º período. Isso garante mais tempo de estudo, prática de exercícios e revisão de conteúdos, o que, com certeza, favorece a sua aprovação.

Nós preparamos um material exclusivo e disponibilizamos gratuitamente para você montar seu próprio roteiro de estudos. É o Kit Planejador da OAB. Acesse agora mesmo para montar seu cronograma.

5) Dê mais ênfase ao estudo de matérias que você tem dificuldade

Ao se preparar para a prova da OAB, um erro comum é a concentração de tempo e energia naquelas disciplinas que mais o agradam, inclusive as que foram escolhidas para a segunda etapa. No entanto, essa não é uma boa estratégia de estudos.

Isso acontece porque você provavelmente já tem conhecimentos suficientes nas disciplinas que gosta de estudar, ou em que atuou no estágio etc. No entanto, são nas disciplinas em que você menos tem facilidade que acontecem os maiores saltos qualitativos e de melhora de desempenho.

Ou seja, ao estudar aquelas matérias com as quais você tem menor familiaridade, ou que não despertam tanto interesse, você acaba se preparando melhor e aumentando seu rendimento global na prova. Além disso, diminuem as chances de você zerar alguma das provas.

6) Não deixe para estudar somente nos últimos semestres da faculdade

Ao organizar seu plano de estudos, é importante que você não negligencie os preparativos para a prova da OAB até o final do curso. Afinal, além de ser uma das provas mais importantes na área do Direito, os estudos para o exame da Ordem também podem ser conciliados com os estudos regulares de seu currículo, ou até mesmo com cursinhos preparatórios de concurso.

Muitos alunos separam apenas o último semestre (ou até mesmo o mês) de faculdade para estudar, o que, com certeza, não é suficiente. Assim como qualquer disciplina no Direito, o número de legislações, entendimentos doutrinários e jurisprudenciais só aumenta com o passar do tempo.

Por isso é tão importante que você já esteja em dia com a matéria antes mesmo da época da prova. Caso esteja apertado com outras disciplinas, estágio ou trabalho, você pode começar com uma rotina mais simples e enxuta de estudos nos 8º e 9º período.

Quando chegar ao 10º, poderá agregar também os estudos para a segunda etapa (prova prática e dissertativa), para a qual, inclusive, você terá maior conteúdo teórico ao ter praticamente completado sua grade curricular da faculdade.

7) Leia, releia e faça exercícios

Sim, exercícios são parte fundamental da preparação para a prova da OAB. Seja em relação às disciplinas da primeira etapa, seja em relação à prova prática e dissertativa da segunda etapa, você deve utilizar as sessões de leitura, revisão e exercícios como momentos de fixação de conteúdo.

Apenas ler uma disciplina no manual ou na legislação não é suficiente para seu aprendizado. A maioria das pessoas, para ser bem-sucedida no processo de memorização e compreensão da matéria, precisam também incorporar o hábito de revisão e de prática desses conhecimentos por meio de exercícios.

Por isso, passe a incorporar em seu planejamento de estudos a realização de exercícios sobre as matérias que estudou em dias passados. Essa é uma prática que nos faz exercitar a memória e rever conceitos, dispositivos e entendimentos que acabamos de aprender, ajudando a fixá-los.

8) Sistematize a matéria cobrada

Só porque o estudo para a prova da OAB envolve muita legislação, isso não significa que a matéria não possa ser sistematizada. Na verdade, você ganha muito mais (e tem maiores chances de aprovação) se procurar compreender a racionalidade por trás de cada legislação, que normalmente está na Constituição.

Assim, o estudo de Direito Constitucional é um dos mais importantes para quem busca se preparar para a prova da Ordem. Ao saber bem quais são os direitos fundamentais, a distribuição de poderes e as competências, você terá maiores condições de compreender os princípios do Direito Administrativo, Civil, Penal, entre outros.

Por isso é tão importante contar com um conhecimento profundo sobre a racionalidade por trás da Constituição. Ela sistematiza o Direito no Brasil e confere às outras disciplinas seu sentido e forma de interpretação.

Indicação: recomendamos bastante o livro OAB Esquematizado®, do Professor Pedro Lenza (livro didático oficial de nosso curso!)

9) Um dos maiores segredos da 1ª etapa: foco no Estatuto da Ordem e no Código de Ética da OAB

Para a prova objetiva, por mais que sejam cobrados conteúdos diversos, das mais variadas matérias, é importante que você utilize estrategicamente seu tempo de estudos. Você estudará todas as disciplinas para essa etapa, mas concentrará mais tempo e esforços no estudo específico de algumas matérias, como é o caso do Estatuto da OAB e o Código de Ética da OAB.

Por que concentrar esforços nessas disciplinas? Primeiramente, porque entre as oitenta assertivas da primeira etapa, doze tratam sobre o Estatuto da OAB e seu Código Ética. Ou seja, relativamente, são matérias que têm um grande peso na prova.

Além disso, são leis relativamente curtas, bastando lembrar que nossa Constituição tem 250 artigos, o Código Penal tem 361 artigos e o Código Civil tem 2046 artigos! Assim, essas leis demandam menos esforço de memorização e têm maiores chances de serem cobradas do candidato.

Por essas razões, devem ser estudadas com mais afinco. É uma escolha estratégica para os seus estudos!

10) É muito importante ler a “letra da lei”, não apenas o que dizem os doutrinadores

A prova da OAB é um exame diferente dos concursos públicos usuais. Enquanto muitas provas de concurso visam verificar se o candidato sabe problematizar e questionar as leis, o exame da Ordem objetiva atestar conhecimentos básicos sobre uma grande variedade de temas no Direito.

Por isso, a cobrança de conteúdos é muito baseada no que diz a “letra da lei”. Claro que ler os grandes doutrinadores de cada área vai ajudá-lo a interpretar a lei e compreendê-la de forma mais sistemática.

Mas nunca negligencie a leitura dos códigos e legislações especiais. Elas dizem muito sobre a forma como você deve responder questões na prova da OAB, especialmente na primeira etapa.

Inclusive, muitas questões de múltipla escolha são elaboradas tendo como base justamente o texto da lei. Para os alunos que já estão familiarizados com esses textos, principalmente de conteúdos cobrados com frequência, conhecer a lei significa uma verdadeira vantagem em relação à sua aprovação.

11) Tire todas as suas dúvidas com especialistas

Seja na faculdade, seja na realização de cursinhos especializados na preparação para o exame da OAB, por que não contar com o auxílio de especialistas? Ao tirar suas dúvidas com profissionais qualificados de cada disciplina, você sana incertezas que podem vir a ser cobradas na próxima prova da OAB.

Além disso, aprende mais aquele aluno que identifica suas próprias deficiências de conhecimento em cada matéria, as reconhece e pede ajuda para resolvê-las. Esse tipo de atitude contribui para uma aprovação mais rápida no exame da ordem!

12) Escolha com cuidado a matéria da segunda fase

Muitos estudantes escolhem a disciplina em que farão a prova prática e dissertativa de acordo com o número de peças processuais que ela envolve, já que assim “há menos peças a decorar”. Essa não é uma boa estratégia, porque é necessário ter familiaridade com a matéria, independentemente da variedade de recursos, ações e outras peças que ela venha a apresentar.

Direito do Trabalho costuma ter a menor quantidade de peças processuais possíveis, mas é também uma matéria que segue ritos processuais bastante diferentes do Cível, Administrativo e Penal.

Se você não tem costume em trabalhar nessa área, por que escolhê-la?

Aproveite esse momento de início de estudos para decidir-se em relação a uma matéria que mais o agrada, ou com a qual você já trabalhou em um estágio e tem mais facilidade de estudar. Lembre-se de que seu estudo demandará bastante tempo e dedicação, por isso é imprescindível ser algo prazeroso.

13) Estude por meio de provas antigas da OAB

É bastante produtivo estudar por meio de provas antigas da OAB. Fazer simulados, principalmente os de primeira fase, vai ajudá-lo a medir seus conhecimentos, saber o formato das perguntas efetivamente cobradas em prova e ainda ajudar na fixação do conteúdo.

No entanto, ao escolher provas simuladas para realizar, lembre-se de que o exame da OAB nem sempre foi unificado e administrado pela FGV. Até 2009, cada seccional da Ordem decidia como e quem elaboraria suas provas, gerando diversas divergências entre os níveis de exame em cada uma.

Além disso, é melhor buscar as provas mais recentes para realizar, já que elas estarão mais atualizadas, assim como seu gabarito. Como é comum no Direito, em menos de um ano muitas leis podem ser revogadas, alteradas ou substituídas por normativas mais recentes.

Leia também: Vale a pena estudar por meio de provas antigas da OAB?

14) Atualize-se por meio de súmulas e orientações jurisprudenciais

Essa dica é especialmente relevante para quem já está se preparando para a segunda etapa da prova da OAB. Muitas das questões propostas levam em consideração súmulas (vinculantes ou não) e orientações jurisprudenciais de tribunais superiores.

É imprescindível que o advogado em formação tenha conhecimento dessas construções jurisprudenciais, já que elas orientam o julgamento dos juízes e podem ser essenciais para a defesa de seu cliente.

As orientações jurisprudenciais são publicadas pelo Superior Tribunal do Trabalho (TST), em seu site. Já as súmulas vinculantes são de competência do Supremo Tribunal Federal (STF), e podem ser encontradas aqui.

É importante lembrar que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também publica suas súmulas jurisprudenciais, e que o STF ainda emite súmulas não vinculantes.

Ou seja, há muito o que estudar!

Para ajudá-lo nessa tarefa, procure assinar os informativos e publicações online desses tribunais. Normalmente, a prova da OAB foca nas novidades jurisprudenciais de cada matéria.

15) Atenção ao emocional nas vésperas da prova da OAB

Grande parte de seu sucesso no dia da prova da OAB depende do estado emocional ao lidar com aquela situação. Há pessoas que ficam muito estressadas, ansiosas, nervosas, têm brancos, entre outras reações que podem prejudicar seu desempenho.

Mas como lidar bem com essas flutuações de humor na véspera da prova?

No dia imediatamente anterior, procure relaxar, ir ao cinema, fazer alguma atividade que dê prazer (mas evite álcool). Você, provavelmente, não terá mais tempo de estudar novos conteúdos e já estudou tudo o que poderia ter estudado até então. Estudar ainda mais pode atrapalhar seu estado emocional e gerar um nervosismo desnecessário.

Psicologicamente, é importante também estar no lugar certo: isso significa, entre outras coisas, dar a devida importância para a prova da OAB e medir seus esforços até então. São administrados vários exames durante o ano e não será o fim do mundo se você não for aprovado.

No entanto, certifique-se de que estudou e fez o possível para chegar o mais perto possível da pontuação necessária para passar. Esse tipo de atitude vai gerar mais tranquilidade mental durante a prova.

16) No dia da prova, evite a autossabotagem

Com medo do fracasso, muitos alunos acabam se autossabotando no dia do exame. Dizem que não estão preparados, que vão fazer “apenas por fazer” a prova, que não têm muitas expectativas em relação aos resultados. Esse tipo de atitude emocional é bastante perigosa, porque condiciona seu cérebro a lidar com essas situações como se fossem verdade.

Procure não cair nessa situação. Faça a sua prova com determinação e invista nela as expectativas necessárias para que você esteja mais próximo da aprovação.

É possível condicionar sua mente também a pensar positivamente, lembrando de todos os esforços que você já fez então, todas as suas vitórias passadas e como você está próximo de mais uma aprovação. Por que não pensar pelo lado positivo?

Leia também: 5 melhores práticas para resolver questões da OAB

17) Saiba administrar melhor seu tempo

Simulados não servem somente para medir seus conhecimentos, mas também o tempo que você leva para resolver uma prova como a da OAB. São oitenta questões na primeira etapa.

Na segunda, o candidato deve elaborar uma peça profissional e responder a quatro questões discursivas, todas no âmbito de sua escolha de disciplina: Direito Administrativo; Direito Civil; Direito Constitucional; Direito do Trabalho; Direito Empresarial; Direito Penal; ou Direito Tributário.

Ambas as fases demandam muita reflexão e questionamentos em cada pergunta, que podem atrasar muitos candidatos e impedir a aprovação. Por isso é tão importante realizar simulados que levem em consideração o tempo efetivo de prova (nas duas etapas). Essa é uma forma de realizar um estudo direcionado, mais conciso e que não ignore os parâmetros de aplicação de prova.

Procure amigos que também estejam se preparando para a prova e simulem as condições normais de aplicação do exame: tempo, ambiente livre de interrupções, nenhuma consulta (exceto legislação sem comentários para a segunda etapa) etc.

Além disso, lembre-se de que é preciso algum tempo para preencher o cartão de respostas na primeira etapa, bem como de tempo de revisão na segunda. Esses minutos são essenciais para descobrir erros de última hora e fazer as devidas correções.

18) Atenção no preenchimento do cartão de respostas

Por falar em cartão de respostas, esse é um aspecto com o qual muitas pessoas não têm experiência. Além de reservar tempo para seu preenchimento, lembre-se de prestar muita atenção a cada resposta transcrita do caderno de questões para o cartão.

Você poderá perder pontos valiosos ao fazer isso com pressa e sem atenção aos detalhes. É muito comum confundir alternativas e questões nesses momentos, especialmente devido ao nervosismo na hora da prova. Vale a pena ter calma e atenção!

Colocando tudo junto

Com essas dicas infalíveis em mãos, fica mais fácil atingir a tão sonhada aprovação em seu próximo exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Resumindo:

  1. Entenda a importância do exame para sua carreira.
  2. Faça um curso preparatório para o exame.
  3. Leia o edital com cuidado e conheça as regras.
  4. Crie um cronograma de estudos eficiente.
  5. Dê mais ênfase ao estudo de matérias que você tem dificuldade.
  6. Não deixe para estudar somente nos últimos semestres da faculdade.
  7. Leia, releia e faça exercícios.
  8. Sistematize a matéria cobrada.
  9. Um dos maiores segredos da 1ª etapa: foco no Estatuto da Ordem e no Código de Ética da OAB.
  10. É muito importante ler a “letra da lei”, não apenas o que dizem os doutrinadores.
  11. Tire todas as suas dúvidas com especialistas.
  12. Escolha com cuidado a matéria da segunda fase.
  13. Estude por meio de provas antigas da OAB.
  14. Atualize-se por meio de súmulas e orientações jurisprudenciais.
  15. Atenção ao emocional nas vésperas da prova da OAB.
  16. No dia da prova, evite a autossabotagem.
  17. Saiba administrar melhor seu tempo.
  18. Atenção no preenchimento do cartão de respostas.

E, é claro, acredite! Sua aprovação pode estar mais perto do que você imagina.

Procure colocar essas sugestões em prática, crie seu plano de estudos e tenha disciplina ao se preparar para a prova. Os benefícios são vários e a aprovação é para o resto de sua carreira. Portanto, invista nesse objetivo!

Quer mais dicas de como passar na OAB? Estamos sempre produzindo mais material para aumentar suas chances de aprovação, é só ficar ligado!


Resultado oficial Exame XXIX da OAB – 1ª fase

A FGV acabou de divulgar o resultado oficial da primeira fase do Exame XXIX da OAB, que aconteceu no dia 30 de junho.

Para conferir se você foi aprovado nessa primeira etapa, basta clicar AQUI!

A primeira fase da edição XXIX do Exame contou com duas anulações. Confira o comunicado oficial da OAB neste link.

Qual foi seu resultado no exame XXIX?

Queremos saber o que você achou da prova e o resultado oficial do exame XXIX. Conta pra gente: rolou ou não rolou?

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Confira também: Não passei na OAB, o que faço agora?

 

Qual é o tempo de estudo ideal para passar na OAB?

Qual é o tempo de estudo ideal para passar na OAB?

Depois de estudar muito e ser aprovado na 1ª etapa da prova da OAB é hora de se dedicar à 2ª fase. Mas qual o melhor jeito de fazer isso? Além de estudar com afinco as matérias da área escolhida para fazer o exame, o que inclui tanto o direito material quanto o direito processual, é fundamental fazer um simulado da 2ª fase da OAB.

Mas para que o preparo seja ainda mais intenso e o candidato aproveite ao máximo os simulados, vamos dar algumas dicas preciosas. Continue lendo!

Faça as edições dos exames anteriores

Além de ser uma ótima oportunidade de treinar seus conhecimentos, a resolução de provas anteriores é a melhor forma de se familiarizar com as questões da banca responsável pela elaboração da prova.

Isso é importante porque, em geral, a banca tem um perfil de estilo de prova, uma forma própria de cobrar as matérias, e conhecer esse estilo torna a própria leitura dos enunciados mais simples.

Além disso, por mais que as questões não se repitam, os temas cobrados podem ser semelhantes. Nesse sentido, um assunto que já foi objeto de uma peça processual pode vir a ser o de uma questão discursiva, e vice-versa. É natural que as bancas tenham predileção por determinados temas e isso é mais facilmente notado ao fazer os exames anteriores.

Treine todas as peças processuais

É fundamental saber quais são todas as peças processuais passíveis de serem cobradas em seu certame, de acordo com a área de estudo escolhida, e incluí-las em seus simulados.

Por isso, ainda que nos simulados oferecidos pelo seu cursinho preparatório ou pelo seu material de estudo não tenha sido cobrado alguma peça, não deixe de fazê-la em casa por conta própria.

Estar preparado para qualquer peça, mesmo aquelas não cobradas usualmente, evita uma surpresa desagradável e, consequentemente, nervosismo na hora da prova. Por isso, em primeiro lugar, é fundamental saber as hipóteses de cabimento de todas as peças, suas respectivas estruturas, as preliminares e prejudiciais que podem ser arguidas e as regras de competência.

Uma boa dica é fazer os esqueletos de todas as peças da área de sua escolha, incluindo endereçamento, qualificação, nome da peça, exposição de motivos e fundamentos jurídicos, pedidos, local, data e assinatura.

Assim, ainda que o conteúdo de direito material seja outro, o candidato estará preparado para estruturar qualquer peça e evitar dúvidas naquele momento, como a quem a peça deve ser endereçada ou se é preciso saltar linhas entre endereçamento e qualificação das partes, entre outras questões relevantes.

Esteja com o seu Vade Mecum em mãos

O fato de o Vade Mecum poder ser usado na prova da 2ª fase já leva à necessidade de usá-lo durante todo o processo de preparação para o exame. É ele que dará o suporte para a resolução tanto do direito processual quanto do direito material, implicando, portanto, na necessidade de folheá-lo ao longo de toda a prova para buscar os fundamentos legais de todas as respostas.

No entanto, por mais que o candidato faça marcação dos códigos e leis esparsas no seu Vade Mecum, é fundamental ter familiaridade com o seu manuseio a fim de que, no momento do certame, a consulta seja fácil e rápida, evitando dificuldades desnecessárias, como encontrar uma súmula.

Dessa forma, para saber buscar a legislação com velocidade, é preciso desenvolver essa afinidade com a sua consulta e a familiaridade com a distribuição das leis e súmulas.

Habitue-se, portanto, a estudar sempre por ele, principalmente no momento de fazer os simulados, e deixe o computador de lado. Além disso, garanta que o seu Vade Mecum esteja atualizado de acordo com a legislação e com súmulas em vigor à época da publicação do edital. Usar o Vade Mecum com leis revogadas é um dos erros que o candidato não pode cometer.

Faça o simulado da 2ª fase da OAB à mão

Ao fazer os simulados, em casa ou no cursinho, faça-os sempre à mão, pois é assim que será na hora da prova. Nesse contexto, até mesmo a escrita precisa ser treinada, principalmente se o candidato não tem o hábito de escrever, mas apenas de digitar. Isso é necessário porque é preciso ter fluidez na escrita e agilidade na redação da peça e das questões.

Além disso, é com o treino que se incorpora regras simples da prova, como o que fazer em caso de rasura (risco simples sobre a palavra incorreta), e não escrever o seu nome (nunca faça isso).

Isso sem falar que é preciso aprender a respeitar as margens, o número de linhas, analisar o espaçamento para começo de cada parágrafo e se habituar a corrigir o texto, sem o uso de um corretor ortográfico.

Para que o treino seja ainda mais eficaz, o ideal é fazer os simulados na folha oficial da prova, aquela que você usará no dia do exame, para que o candidato se acostume com o espaçamento, com o número de linhas, com as margens, enfim, quanto mais se recriar o ambiente da prova, mais simples será colocar as dicas em prática no dia do certame.

Monitore o seu tempo

A gestão do tempo na 2ª fase da OAB é um ponto fundamental para o sucesso no exame. É muito comum o candidato passar tanto tempo fazendo a peça, que precisa resolver as questões discursivas correndo, sem ter tempo de dar a devida atenção a cada uma delas. E por mais que uma boa peça seja imprescindível, ela não garante a aprovação sozinha.

Por isso, mais uma vez, a dica é reproduzir ao máximo o ambiente da prova e isso inclui fazer o simulado no mesmo tempo que se tem para fazer a prova, 5 horas. Ao treinar com o tempo cronometrado, o candidato tem a oportunidade de aprender a gerenciar o tempo de prova para que consiga redigir a peça e todas as questões discursivas no seu devido prazo.

Além disso, o candidato que está habituado a fazer rascunhos precisa incluir no horário do simulado o tempo para passar tudo a limpo, pois é possível que o horário não seja suficiente para redigir duas vezes toda a prova.

É na hora de treino que o candidato precisa analisar se vale a pena ou não fazer um rascunho completo ou apenas destacar os pontos principais da resposta.

Faça simulados completos

Outro erro que pode ser cometido por alguns candidatos é treinar apenas a peça processual. Portanto, não faça isso. Como já dito, a peça processual, sozinha, não é capaz de garantir a aprovação, na medida em que ela vale 5 pontos e são necessários 6 pontos para ser aprovado.

Por isso, faça o simulado sempre completo, com uma peça processual e quatro questões discursivas para que a sua preparação também seja completa.

Dessa forma, quanto mais o candidato fizer o simulado da 2ª fase da OAB, menor a chance de ter surpresas desagradáveis, dúvidas desnecessárias e problemas com o tempo. Afinal, somente a prática leva à perfeição.

Preparado para o Exame da Ordem? Então, aproveite para fazer o download e ler nosso e-book com as peças mais cobradas na 2ª fase da OAB!

Curso preparatório ou estudar por conta própria: qual é a melhor opção?

Qual é a melhor opção: fazer um curso preparatório para a OAB ou estudar por conta própria?

Preparar-se para um processo avaliativo pode ser algo complexo e que demanda planejamento, organização e muito empenho. Seja qual for o tipo de prova a ser feita, a ação básica para que o candidato tenha sucesso é o estudo sistemático, uma atividade que pode não ser das mais fáceis, sobretudo, quando engloba um grande número de conteúdos.

Nessa perspectiva, o que seria mais eficiente: fazer um curso preparatório ou estudar por conta própria?

Para responder a essa pergunta, vamos mostrar as características e consequentes benefícios tanto de estudar sozinho quanto de contar com o auxílio do professor e demais vantagens trazidas durante a realização de um curso preparatório.

Com vistas a exemplificar de modo mais concreto e dar praticidade à apresentação, tomaremos como ponto de partida o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O exame da OAB consiste em um expediente interessante para a ilustração das diferentes vantagens fornecidas pelo estudo autônomo e pelo estudo institucionalmente orientado.

Isso porque o exame da OAB, além de obrigatório para todos os profissionais de direito que pretendem advogar ou prestar um concurso público, é uma avaliação exigente e com níveis de aprovação ainda baixos, sendo, portanto, uma prova importante.

O planejamento do processo de estudo

Antes mesmo de entender o que está envolvido na prática de estudar por conta própria e em um curso preparatório, é imprescindível ter em mente que qualquer processo de estudo demanda preparação intelectual.

A palavra estudar é de origem latina, tendo como significado etimológico originário a ideia do ato de estar ocupado com alguma coisa, ou seja, trata-se de uma ação que requer empenho.

Por se tratar de uma ação, o estudo abrange técnicas, procedimentos, estratégias, etapas e finalidades, sendo uma atividade que possui um ponto de partida, uma trajetória e um ponto de chegada.

Em geral, no estudo, parte-se da meta a ser alcançada, com a identificação do que é preciso saber a partir da verificação do que já se sabe e das exigências específicas do objetivo. Em seguida, são traçados os meios pelos quais essa finalidade será atingida.

Em termos práticos, o candidato ao exame da OAB tem como meta ser aprovado na prova. Para que isso aconteça, é necessária a ação de estudar os conteúdos cobrados no processo avaliativo e acertar o quantitativo de questões exigido pelas disposições e critérios do exame. Isso significa que a prática de estudos será fundamental nesse processo, devendo, pois, ser cuidadosamente organizada.

A organização das atividades de estudo requer que o candidato elabore e execute um planejamento que orientará todo o processo de aquisição de conhecimentos. Nesse planejamento, devem constar essencialmente os meios em que os conteúdos cobrados no exame serão trabalhados, isto é, de forma autônoma, institucionalmente direcionada ou uma combinação de ambas as possibilidades.

Esse planejamento é de suma importância para a obtenção de um desempenho satisfatório no exame da OAB, uma vez que organiza de forma sistemática toda a preparação que precisará ser feita.

Planejar o processo de estudos para o exame otimiza o tempo gasto durante a preparação e elenca as prioridades, fatores que contribuem para que o candidato seja capaz de estudar todo o conteúdo cobrado na prova.

É por meio do planejamento que o bacharel em direito conseguirá identificar quais os conhecimentos poderá adquirir ou aprimorar estudando sozinho e quais aqueles necessitam da mediação de um professor e da organização de um curso preparatório.

Dessa forma, planejar o processo de estudos deve ser o ponto de partida para quem pretende ser aprovado no exame da OAB.


Faça o download gratuito do nosso Kit de Planejamento para a prova da OAB.


A habilidade de estudar por conta própria

Estudar sozinho, não contando com o suporte de professores e de outros aparatos que objetivam facilitar a aprendizagem, é uma habilidade necessária para quem está se preparando para o exame da OAB.

Isso acontece porque ao poder dedicar-se aos estudos em qualquer local e horário, o estudante tem a possibilidade de usar o seu tempo de acordo com a disponibilidade que possui e no ritmo de aprendizagem que julgar mais apropriado.

Além disso, em um ambiente tranquilo, silencioso e sem a intervenção de outras pessoas ou a perturbação por barulhos e outras distrações, o estudante tem mais condições cognitivas para se concentrar e manter a atenção no material que está sendo estudado.

O foco individual necessário para os estudos é facilitado quando são postas em prática técnicas e estratégias que privilegiam a aprendizagem por si mesmo.

Estudar por conta própria possui determinadas características, exigindo, por isso, algumas competências do estudante, como autonomia, disciplina, empenho e a posse de um material de qualidade.

Autonomia

O primeiro atributo necessário é a autonomia, ou seja, a capacidade de autogestão por intermédio do uso de meios próprios.

Essa característica é essencial, já que é o estudante quem fará a seleção do conteúdo cobrado pela OAB, separará o material usado na preparação e organizará totalmente a sua rotina de estudos.

Nem sempre o indivíduo dispõe desse perfil autônomo, devendo desenvolvê-lo para aproveitar plenamente o estudo por conta própria. Uma técnica que fomenta o desenvolvimento da autonomia é a montagem de um plano de estudos com um cronograma que especifique os conteúdos e as datas em que serão estudados. O automonitoramento constante da execução do plano é reflexo de uma postura autônoma.

Disciplina

Outro atributo básico para a efetividade do estudo por conta própria é a disciplina, ou seja, a capacidade de se manter focado nas atividades necessárias ao alcance de uma meta. É preciso que o estudante siga à risca o planejamento feito, buscando motivação para esforçar-se continuamente, uma vez que a falta de um ambiente institucionalizado e direcionado à aprendizagem pode constituir um empecilho na manutenção do foco.

Empenho

Além da autonomia e da disciplina, é fundamental que o estudante empenhe-se ao estudar sozinho. Essa dedicação é essencial porque, não estando em contato com um professor que pode tanto mediar quanto estimular a aprendizagem, o candidato precisa de uma dose extra de interesse e aplicação, o que é essencial para a construção e a fixação dos conhecimentos que são cobrados no exame.

Selecionar um material de qualidade

Outro ponto fundamental é a seleção adequada do material de estudo, que deve estar atualizado, ser condizente com a literatura exigida no exame da OAB e ter qualidade acadêmica. Quem estuda de forma autônoma precisa ter especial atenção com relação a esse aspecto, já que a legislação brasileira é muito dinâmica, sofrendo alterações consideráveis em suas mais diversas esferas em um período de tempo relativamente curtos.

O estudante que é capaz de desenvolver de modo eficiente tais características tem grandes chances de se dar bem no exame. Esse potencial sucesso no processo avaliativo é possível porque as condições contextuais oferecidas pelo estudo por conta própria associadas à autonomia, à disciplina, ao empenho e à seleção adequada de material contribuem muito para a fixação dos conteúdos e consequente resolução da prova da OAB.


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Os diferenciais de contar com um curso preparatório

De modo geral, fazer um curso preparatório é vantajoso e pode ser o diferencial do candidato na hora de prestar o exame, já que, como o seu próprio nome sugere, ele prepara a pessoa para um determinado fim.

No entanto, esse investimento só vale a pena se o indivíduo, de fato, aproveitar tal oportunidade, focando-se e empenhando-se nas aulas e demais ferramentas de aprendizagem oferecidas pelo curso escolhido.

Benefícios para quem vai prestar o Exame da OAB

Cursos preparatórios são muito benéficos para quem fará o exame da OAB. Em geral, eles operam a partir de cronogramas de aulas, contam com um corpo docente qualificado, abordam temas e questões referentes às provas anteriores, fornecem material de estudo específico e dão dicas e macetes que ajudam na resolução do exame. Resumindo, são cursos totalmente direcionados para aquele que prestará a prova.

Por se tratar de um processo de ensino e aprendizagem institucionalizado, no qual há a atuação do professor, em um curso preparatório o aluno tende a tirar enorme proveito das aulas, uma vez que elas são ministradas por profissionais competentes e experientes.

Além disso, em razão de ser um ambiente especificamente destinado aos estudos, um curso preparatório pode ajudar na concentração e motivação do estudante.

Outro ponto bastante vantajoso de se fazer um curso preparatório é o direcionamento específico dos estudos para o exame da OAB. Além de abordar de maneira sistemática, organizada e programada os conteúdos cobrados pela prova, é prática comum a resolução — e consequente análise crítica — de questões que compuseram as avaliações de anos anteriores.


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O trabalho com as questões que já caíram anteriormente no exame é fundamental por dois motivos principais:

1) primeiro, porque, com base nos comentários e análises feitas pelo professor, o candidato é capaz de entender de modo mais aprofundado determinados assuntos;

2) em segundo lugar, em razão da familiaridade que a pessoa passa a ter com a prova, conhecendo os tipos de questões, os formatos dos enunciados etc.

Mais um diferencial que deve ser levado em conta na hora de optar por um curso preparatório é o material de estudos oferecido. Tal como acontece com as aulas e a resolução das questões, o material fornecido é direcionado especialmente à realização do próximo exame da OAB, de maneira a ter qualidade, atender aos conteúdos cobrados e estar atualizado.

Além de todas essas razões, existem pessoas que precisam de uma maior orientação para conduzir os seus estudos, o que faz com que um curso preparatório para o exame da OAB caia como uma luva.

Nessa perspectiva, as atividades desenvolvidas no curso direcionam o que o candidato deverá fazer em termos preparatórios para ser capaz de adquirir os conhecimentos necessários e ser aprovado no processo avaliativo.

O estudante que participa de forma ativa de um curso preparatório para o exame da OAB é um forte candidato à aprovação. Isso porque ele recebe os estímulos institucionais adequados à preparação para a prova, principalmente no que se refere às especificidades relativas ao exame, e tem contato com professores experientes o bastante para orientá-lo nessa trajetória.

A capacidade de organizar um cronograma

Passar no exame da OAB exige estudos específicos e orientados, os quais, por sua vez, requerem organização do ponto de vista temporal. Isso porque, na maior parte dos casos, o candidato tem outros afazeres cotidianos além das atividades de preparação para a prova.

Nessa perspectiva, é essencial que o estudante elabore — e consequentemente siga — um cronograma para obter sucesso no exame.

Para organizar um cronograma, o indivíduo deve considerar o tempo que tem disponível aos estudos. Isso demanda que ele identifique suas atividades rotineiras, elenque as prioridades e estabeleça uma ordem para cada uma delas.

A partir dessas ações, o bacharel em direito deve estipular o tempo destinado à preparação para o exame, bem como estabelecer os conteúdos a serem estudados e os seus períodos temporais correspondentes.

O cronograma elaborado precisa considerar tanto o estudo por conta própria, quanto o estudo realizado por meio do curso preparatório, caso se matricule em um. Quando forem feitos os dois tipos de preparação, o estudante precisará identificar quais serão os conteúdos estudados por conta própria, criando um plano de estudos específico para essa finalidade.

Em geral, os cursos preparatórios têm os seus próprios cronogramas, baseados no quantitativo de aulas e nos assuntos a serem abordados. O candidato que optar por fazer um curso preparatório deve associar o cronograma da instituição de ensino ao seu cronograma particular, o que possibilita uma organização mais eficiente das matérias e conteúdos estudados, bem como auxiliará no planejamento do estudante.

A necessidade de tirar dúvidas sobre a matéria

O processo de estudo desenvolvido ao longo da preparação para o exame da OAB é marcado por dúvidas das mais diferentes naturezas, haja vista a complexidade envolvida na área.

Para que haja condições reais de aprovação na prova, é crucial que todas as eventuais dúvidas sejam sanadas, o que não se traduz em uma tarefa das mais fáceis, principalmente ao se considerar a quantidade e a abrangência dos conteúdos cobrados.

Nessa perspectiva, o estudante deve encontrar estratégias para compreender os assuntos que não ficaram suficientemente claros durante as atividades de estudo. Esse é um empreendimento particularmente complicado para quem estuda apenas por conta própria, uma vez que esse candidato deve se apoiar em técnicas individuais, como pesquisa em materiais de estudo, para esclarecer as suas dúvidas.

Por outro lado, o estudante matriculado em um curso preparatório tem o diferencial de poder contar com a ajuda do professor e outros suportes didáticos oferecidos pela instituição.

Dependendo da organização do curso, o candidato tem a chance de dirimir as suas dúvidas durante a aula, em momentos destinados especificamente para esse fim ou pelo contato direto com o docente.

O mais importante é que não restem dúvidas, pois, caso elas persistam, o desempenho bem-sucedido do candidato pode ser comprometido. Assim, recomenda-se fortemente que o estudante não deixe de tirar as suas dúvidas, esclarecendo-as em contextos de credibilidade, os quais compreendem os cursos preparatórios para o exame da OAB.

A importância da dinâmica da sala de aula

As salas de aula — sejam presenciais ou virtuais (no caso, a plataforma virtual de aprendizagem no ensino a distância) — são, por excelência, o local destinado à construção da aprendizagem.

É nesse ambiente que ocorrem as interações entre professores e alunos, são colocadas e resolvidas questões de interesse coletivo e trocadas experiência que contribuem para a construção do conhecimento.

A dinâmica da sala de aula é importante porque exerce influência na manutenção da motivação, atenção, concentração, disciplina e autonomia do estudante. Por estar em contato com pessoas que têm os mesmos objetivos que os seus e ser estimulado pelo professor, o candidato recebe constantes injeções de ânimo que o ajudam a se manter firme ao longo da preparação para o exame.

A própria configuração da sala de aula, com suas regras de funcionamento e distribuição de funções dos participantes, auxilia no estabelecimento e aprimoramento da disciplina do candidato.

Além disso, as atividades desenvolvidas em sala de aula fomentam a atenção, a concentração e a autonomia do candidato, uma vez que instituem certas práticas de aprendizagem, como a leitura e a resolução de exercícios.

A relevância da sala de aula no que se refere à preparação para o exame da OAB a torna não só importante como essencial à aprovação na prova. Dessa maneira, por ser estruturado de modo institucional — mesmo no caso da educação a distância —, um curso preparatório é recomendado também por possibilitar que o aluno esteja imerso nas dinâmicas da sala de aula e usufrua das vantagens que elas proporcionam.

A flexibilidade de estudar por conta própria

As inúmeras demandas do dia a dia fazem da flexibilidade um pré-requisito para a prática eficiente de estudos, condição que não é diferente da de quem está se preparando para fazer o exame da OAB.

Essa característica faz com que estudar por conta própria seja uma estratégia potencialmente eficaz, já que tal modalidade de estudo permite que o candidato organize e planeje a sua rotina.

Estudando por conta própria, aquele que pretende ser aprovado no exame da OAB tem a oportunidade de estabelecer os horários em que se dedicará aos estudos conforme a disponibilidade de tempo que possui.

Isso é importante porque além de possibilitar a preparação para a prova, não interfere no desempenho dos outros afazeres pelos quais o candidato tem responsabilidade.

Essa flexibilidade também dá a chance ao estudante de se dedicar à preparação para a prova nos momentos em que está mental e corporalmente mais apto. Assim, ele pode estudar em momentos em que está menos cansado e com mais condições de se concentrar, o que, consequentemente, levará a um maior aproveitamento.

Curso a distância: a união ideal entre as opções

Estudar somente por conta própria constitui um desafio para quem pretende ser aprovado no exame da OAB. Isso ocorre porque apenas com essa modalidade de estudo o candidato pode ter dificuldades de manter o foco ao longo do processo de aprendizagem.

Além disso, o estudante não tem acesso à sala de aula e nem pode contar com o auxílio especializado do professor para responder às suas dúvidas.

Por outro lado, mesmo havendo uma série de características positivas e benefícios, estudar apenas por meio de um curso preparatório não é garantia de aprovação no exame da OAB. Isso porque é essencial ao estudante, além de assistir às aulas, resolver questões de provas anteriores e dirimir as suas dúvidas sobre diferentes aspectos das matérias, estudar por conta própria.

O ideal é que essas duas possibilidades de estudo sejam associadas, o que possibilita a junção das vantagens típicas de cada uma delas. Uma forma muito eficiente de uni-las é por meio de um curso preparatório para o exame da OAB, oferecido a distância, o qual propicia flexibilidade, autonomia, disciplina, ferramentas didáticas, assim como conhecimentos especializados e direcionados ao estudante.

Um curso preparatório a distância é configurado de forma a contemplar tanto as características do estudo por conta própria quanto as do estudo institucionalizado. Isso se dá porque a sua estrutura envolve a atuação de professores, a interação entre alunos e com os docentes, bem como o ambiente virtual de aprendizagem — que é a sala de aula do ensino a distância —, além de requerer do aluno o desenvolvimento autônomo de atividades.

A demanda do curso preparatório para o exame da OAB pelo estudo por conta própria advém da metodologia de ensino da educação a distância. Essa modalidade educacional exige que o estudante faça as leituras, desenvolva as atividades e resolva os exercícios indicados pelo professor. E isso tudo no lugar e no horário em que o candidato tem disponibilidade, ou seja, com toda a flexibilidade possível.

E se um curso preparatório a distância para o exame da OAB já não contasse com muitas vantagens com relação à flexibilidade, metodologia de aprendizagem e direcionamento dos estudos, ainda há outro enorme benefício: o preço. Por envolver menor infraestrutura, cursos a distâncias tendem a ser mais baratos que cursos oferecidos presencialmente.

Neste post, buscamos mostrar as características e as vantagens tanto de estudar por conta própria quanto de fazer um curso preparatório para o exame da OAB. Como você pôde perceber, ambas as modalidades de estudo têm as suas vantagens, mas não são suficientemente eficazes quando tomadas isoladamente.

Dessa forma, a realização de um curso preparatório para o exame da OAB a distância é a porta de entrada para a aprovação nesse processo avaliativo. Esse tipo de curso é ideal, pois fornece todas as condições necessárias ao estudante para que tenha desempenho satisfatório e comece a trilhar a sua carreira na área de direito!


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Como escrever bem na prova da OAB?

Como escrever bem na prova da OAB?

A maior dificuldade da primeira fase do Exame da Ordem é a imensa quantidade de matérias a ser estudada. Isso demanda um ritmo de estudos intenso e mais amplo, em que nenhum conhecimento será muito aprofundado. Já a segunda fase da prova da OAB apresenta uma dificuldade que, para alguns, é ainda maior: descobrir como escrever bem.

Qualquer profissional jurídico, especialmente aquele da advocacia, escreverá muito em seu trabalho. Por isso, a exigência da prova escrita, principalmente a elaboração de uma peça jurídica, condiz em muito com o que será exigido do futuro advogado.

Além disso, se a primeira fase exige um conhecimento amplo, a segunda fase exige um conhecimento profundo e a habilidade de conseguir transmiti-lo por palavras.

Mas escrever não é um mistério. De fato, juristas e escritores profissionais poderiam concordar em um ponto: escrever bem é muito mais transpiração que inspiração.

Por isso, apresentamos, a seguir, 10 excelentes dicas para escrever bem e maximizar suas chances de sucesso na prova da OAB!

1. Adquira o hábito de escrever

Escrever bem é treino. Então, é preciso treinar. Quem deseja passar na segunda fase da prova da Ordem tem que escrever muito, todos os dias. Então, é importante adquirir o hábito da escrita diária.

Se o tempo for curto, proponha-se a escrever ao menos uma peça por dia. Se sua dedicação for total, faça, no mínimo, três peças. Resolver exercícios de cursos como o Saraiva Aprova ou usar provas antigas da Ordem são uma boa maneira de treinar.

2. Cronometre bem o tempo

Como toda prova, o Exame da Ordem tem horário para começar e acabar. Além da peça, existem também as questões subjetivas a serem respondidas. Ou seja, o tempo é pouco.

Portanto, é essencial ao candidato que cronometre o seu tempo de escrita e melhore sua marca. Isso pode ser um diferencial importante em uma prova em que cada minuto conta.

3. Considere a legibilidade

Em época de tablets, smartphones e notebooks, o hábito da escrita à mão tem sido cada vez mais negligenciado. E a correção da prova da Ordem costuma ser cruel. A legibilidade da escrita é requisito essencial para que a peça e as respostas sejam corrigidas.

O que não for compreensível por uma letra ilegível será tido como errado e cortará pontos. Embora a prática possa ajudar a resolver esse problema, aqui vale apelar até para um curso de caligrafia, se for necessário.

4. Escreva com clareza

A clareza e o encadeamento das ideias são alguns dos critérios que mais valem pontos na peça jurídica. Por isso, é muito importante estruturar o texto antes de começar a escrevê-lo e saber conectar os argumentos usados.

Escrever com clareza é saber transmitir o conteúdo no texto de forma lógica. A estrutura de uma peça jurídica deve ser levada em consideração, ou seja, a exposição da qualificação, pressupostos jurídicos, preliminares, narrativa dos fatos, questões de direito e pedidos pode ajudar na hora de fazer uma linha argumentativa.

5. Leia bastante

Uma das dicas mais frequentes para candidatos da prova da Ordem é encontrar um tempo para relaxar. Ler, além de ser uma excelente forma de relaxamento, ajuda a ampliar o vocabulário, acostumar-se com o uso da língua, construir frases melhores e conectar mais facilmente as ideias.

Para escrever bem, é preciso ser um leitor assíduo. A leitura de qualidade pode vir das mais diversas fontes, como ficção, não-ficção, jornais, revistas, ensaios e, se feita com atenção e prazer, servirá para aumentar o conhecimento do candidato.

Tentar ler ao menos 30 minutos por dia já pode fazer uma enorme diferença na qualidade da escrita.

6. Seja conciso

Embora ampliar o vocabulário com a leitura seja uma excelente forma de garantir melhor preparação para a prova da Ordem, tentar usar de uma vez tudo que leu ou aprendeu pode tornar seu texto prolixo, ou seja, desnecessariamente longo.

Como o Exame da Ordem é uma prova com tempo delimitado, a concisão nas respostas é essencial. Ser conciso é dizer tudo o que deve ser dito, em um tamanho adequado à explicação. Não se deve confundir com resumir ou dar respostas curtas e incompletas.

Trabalhar a concisão ajuda na melhor organização de ideias e do tempo.

7. Questione o próprio texto

Para escrever bem e conseguir alcançar um argumento sólido, uma boa técnica é questionar o próprio texto, contrapondo-o com os argumentos contrários. Esse método exige certa prática, pois é preciso conseguir se distanciar do que escreveu e lê-lo como se fosse de outra pessoa.

Os resultados, no entanto, ajudam a construir um texto mais forte, robusto e capaz de garantir uma boa nota rumo à aprovação.

8. Tome cuidado com os comandos da prova

A prova da Ordem tem comandos muito importantes de serem observados, e a falta de atenção pode custar a aprovação.

Por exemplo, deve-se tomar extremo cuidado para não se identificar no final da peça.

Outro comando que pode custar importantes décimos é que não se pode usar abreviações para se referir a peças processuais (tais como REsp, RO, RE etc).

Leia com atenção os comandos explicativos antes de iniciar a redação. Isso garantirá um texto melhor.

9. Domine o tema

Como já dissemos, a segunda fase da OAB exige um conhecimento mais profundo em uma determinada área jurídica. As provas, portanto, são divididas por temas. Por isso, o estudo para a segunda fase deve ser mais aprofundado e criterioso.

Dominar o tema não só é importante para saber a resposta. Quem conhece sobre o que está escrevendo, escreve melhor e mais rápido. É muito mais fácil escrever sobre o que se sabe.

Ou seja, estudar também é um fator muito relevante para escrever bem.

10. Tenha ajuda de alguém para revisar seus textos

Durante o período de estudos, tenha ajuda de alguém que revise os seus textos, para apontar as falhas e indicar o caminho para melhorias.

Há uma dificuldade muito grande em conseguir avaliar o próprio texto tão logo você termina de escrevê-lo. Isso porque ainda se está muito envolvido com sua formulação, o que faz nossa mente entendê-lo melhor e ignorar erros menores e, muitas vezes, de lógica.

O ideal é o acompanhamento profissional de um curso especializado. Mas a ajuda de amigos que também estão estudando pode ser de grande valia. Tenha ajuda para revisar seus textos diários e também revise textos dos outros. Essa prática poderá garantir uma grande melhoria na escrita.

Resumindo, como escrever bem é apenas uma questão de prática e estudo.

Para garantir melhores resultados, procure também estudar as peças mais cobradas na prova da Ordem. Para isso, não perca tempo e baixe nosso e-book As peças mais cobradas na Segunda Fase da OAB e comece a treinar agora mesmo!

Como saber se estou preparado para a OAB?

Uma dúvida que assola os estudantes que cursam os últimos períodos de Direito é se eles estão realmente prontos para fazer o Exame da Ordem. A pressão dos amigos e familiares, cobranças da faculdade, TCC e falta de tempo para estudar são alguns dos fatores que influenciam a preparação para a OAB.

Como o exame pode ser prestado a partir do 9º período da faculdade, muitos se sentem na obrigação de serem aprovados logo na primeira tentativa, mesmo não estando completamente preparados. Consequentemente, acabam fracassando e isso é refletido na baixa taxa de aprovação na OAB.

Não estamos dizendo que fazer a prova o quanto antes não seja uma boa ideia. Pelo contrário, se você estiver com uma boa base de estudos, tempo para fazer exercícios e contar com a ajuda de um curso preparatório, então vá em frente!e.

Para saber se você está preparado para a OAB, responda aos principais questionamentos listados abaixo! Pronto para começar? Vamos lá!

Você realmente conhece a prova da OAB?

Pode parecer uma pergunta boba, mas, por incrível que pareça, muitos candidatos fazem a prova sem sequer saber quais são as disciplinas cobradas.

Ao se preparar para a OAB, a primeira coisa que deve ser feita é uma análise da estrutura e do funcionamento do exame. Isso inclui: matérias que devem ser priorizadas, duração da prova, número de questões, quantidade mínima de acertos, entre outros.

A maioria dessas informações podem ser obtidas pela leitura do próprio edital. Aqui também temos outro ponto importante, que é saber fazer a análise desse documento. O edital é a peça-chave para compreender a prova da OAB, saber quais são as disciplinas cobradas e as regras para inscrição e realização do exame.

Como você já deve saber, a prova é dividida em duas etapas. Na primeira, é aplicada uma prova objetiva de conhecimentos gerais do Direito e, na segunda, as questões são dissertativas, medindo o conhecimento em uma área específica, escolhida pelo candidato.

Como funciona a 1ª fase?

Considerada por muitos como um teste de resistência, a 1ª fase da OAB consiste em uma prova objetiva com 80 questões de múltipla escolha — cada uma com quatro alternativas —, abrangendo diversas áreas jurídicas.

As questões são formuladas com longos enunciados, o que acaba deixando os candidatos exaustos. Por isso, é importante estar bem descansado e alimentado. São 5 horas de prova e é preciso acertar, pelo menos, 50% — ou seja, 40 questões — para ser aprovado.

As disciplinas cobradas nessa fase são:

  • Ética
  • Filosofia do Direito
  • Direitos Humanos
  • Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Direito Tributário
  • Direito Civil
  • Direito do Trabalho
  • Direito Penal
  • Direito Empresarial
  • Direito Ambiental
  • Direito Internacional
  • Direito do Consumidor
  • Processo Civil
  • Processo do Trabalho
  • Processo Penal

Não existe um padrão que defina exatamente o número de questões em cada uma das disciplinas.

Estatisticamente falando, ética é a disciplina geralmente mais cobrada. O candidato deve dar bastante atenção ao Código de Ética, pois é possível garantir uma boa parte da prova apenas com essa disciplina.

Apesar de o restante das matérias terem um número variado de questões, vale dizer que as que merecem mais atenção são: Direito constitucional, administrativo, civil, penal e direito do trabalho, incluindo, obviamente, as respectivas matérias processuais de cada uma.

A preparação para a OAB deve levar em conta as dificuldades do estudante. Portanto, por mais que seja necessário estudar todas as disciplinas mencionadas, é preciso que você dê atenção especial aos seus pontos fracos, reforçando aquilo que tem mais dificuldade em aprender e revisando o que for mais fácil.

Como funciona a 2ª fase?

Os candidatos aprovados na etapa anterior deverão se preparar para a 2ª fase, que consiste em uma prova discursiva com quatro perguntas e uma peça prática.

Ao contrário da 1ª fase, aqui, o candidato pode escolher uma das seguintes disciplinas:

  • Direito Administrativo
  • Direito Civil
  • Direito Constitucional
  • Direito Empresarial
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Tributário

Tanto as questões quanto a peça prática serão corrigidas de acordo com um espelho de resposta que, posteriormente, será disponibilizado ao candidato.

Cada uma das quatro perguntas tem o valor de 1,25 ponto, e a peça prática vale 5, totalizando 10 pontos. Para conseguir a aprovação, é necessário fazer, no mínimo, 6 pontos.

Como o foco nessa etapa é bem específico, escolha a matéria com a qual você tem mais facilidade. Não caia no erro de escolher aquela que “dizem” ser normalmente mais fácil.

Um fator que atrapalha muito a preparação para a OAB é justamente a indecisão ou a troca constante da área escolhida para a 2ª fase. Se você já prestou o exame antes, não fique se arriscando em disciplinas diferentes. Atenha-se aos seus pontos fortes e estude com afinco para alcançar o sucesso.

Vale lembrar que é permitida a consulta à legislação nessa etapa. Mais um motivo para o candidato estar bem-preparado, com seu Vade Mecum organizado e os tópicos mais importantes na ponta da língua.

Seu cronograma de estudos está em dia?

A maior dificuldade de quem está se preparando para o Exame da Ordem é a organização do tempo. Como grande parte dos candidatos está nos últimos períodos do curso de Direito, é preciso conciliar o estudo das matérias cobradas pela faculdade com o TCC, sem deixar de lado o estágio ou trabalho, não sobrando muito tempo para a OAB.

Diante dessa dificuldade em se organizar, é essencial a criação de um cronograma eficiente que contemple todos os seus afazeres e ainda consiga definir quantas horas estudar por dia e as metas a serem alcançadas.

Tenha em mente que o cronograma não serve apenas como um “roteiro”. De nada adianta organizar os estudos se não houver uma análise da sua curva de aprendizado. É preciso utilizar métodos alternativos que meçam seu desempenho, abrangendo todas as matérias e temas cobrados na OAB, além de definir momentos de descanso e revisão.

Sem esse planejamento, é difícil saber se seus esforços estão tendo resultados. Muitas vezes, os candidatos ficam exaustos de tanto estudar, porém, acabam reprovados, pois não seguiram um bom cronograma e não souberam se preparar da melhor forma.

Entenda que, por “melhor forma”, não estamos querendo dizer que existe uma fórmula mágica de preparação que garanta sua aprovação. Os métodos de estudos são muito pessoais, devendo considerar as dificuldades e facilidades de cada aluno. Daí vem a importância de se compreender o que é o sistema de aprendizagem personalizado e como ele funciona.

Com um bom cronograma em mãos, preparado especialmente para você, é muito mais fácil verificar se você está preparado para a OAB.

Qual é o tempo ideal de estudos?

A quantidade exata de estudo por dia varia de acordo com cada pessoa. Não se trata de uma fórmula exata que deve ser seguida cegamente.

Antes de mais nada, é preciso analisar a quantidade de tempo livre que você tem na semana. Afinal, de nada adianta querer dedicar 5 horas de estudo por dia se não sobram mais que 3 horas depois da faculdade, estágio e outras obrigações.

Seu tempo de estudo deve se adaptar à sua rotina. Por mais que seja necessário se dedicar bastante, não cometa o erro de estabelecer metas impossíveis de serem cumpridas. Caso contrário, você obviamente não conseguirá ficar em dia com seu cronograma.

Importante ressaltar que, diante da enorme quantidade de disciplinas cobradas na OAB, é preciso estudar ao menos duas matérias por dia, conciliando também um momento para revisar e resolver exercícios.

Quem está se preparando para a OAB não pode ter o luxo de tirar os finais de semana para descansar. Você deve aproveitar o tempo livre do sábado e domingo para se dedicar ainda mais. É claro que o descanso também é merecido, mas desde que as metas tenham sido cumpridas.

Por fim, lembre-se de aproveitar os dias com mais tempo livre para estudar as matérias nas quais você tem mais dificuldade e, nos dias mais ocupados, dedique-se àquelas que são mais fáceis e menos prováveis de serem cobradas.

Como medir meu desempenho?

O preparo para a OAB está diretamente relacionado ao seu desempenho nos estudos. Se você não conseguir acompanhar seu cronograma, seja por estar ocupado demais com a faculdade ou por simplesmente não saber qual é a melhor forma de se organizar, são grandes as chances de não ser aprovado.

A melhor maneira de medir seu desempenho e descobrir se você está preparado para a OAB é por meio de exercícios e simulados. Use-os para revisar e treinar as disciplinas ao final de cada dia de estudo. Talvez valha a pena investir em um livro de questões comentadas ou em um curso que ofereça simulados corrigidos por professores.

Se o seu cronograma for eficiente, você vai notar uma melhora constante a cada novo simulado. Essa é justamente a curva de aprendizado mencionada anteriormente. Caso perceba que seu desempenho não está melhorando, então talvez seja hora de modificar seu cronograma e suas estratégias de estudo.

Resolver questões da OAB é uma prática essencial não apenas para medir seu desempenho, mas também para fixar tudo que foi estudado.

Qual é a qualidade do material com o qual você estuda?

Até este ponto, falamos sobre o conhecimento da estrutura da prova e os métodos de organização do estudo, pontos importantíssimos para saber se você está preparado para a OAB. Mas apenas isso não é o suficiente.

Outra questão que deve ser analisada é a qualidade dos materiais usados por você. Muitas vezes, por mais que o candidato tenha disciplina e bons métodos de estudo, esses materiais acabam sendo a causa da reprovação.

Diante de tantos cursos, apostilas e livros para estudar para a OAB que existem no mercado, é evidente que muitos deles não são de confiança. Estudar por meio de um Vade Mecum desatualizado, por exemplo, é perigoso e pode acabar resultando na sua reprovação.

Ao se preparar para a OAB, é preciso escolher os melhores materiais, de preferência aqueles que são referência no mercado. Nada de estudar por resumos encontrados na internet, pois, em muitos casos, eles não estão apenas desatualizados como também possuem informações erradas.

Em relação aos livros de exercícios, verifique se as questões não estão ultrapassadas, se nenhuma delas foi anulada e se o gabarito está correto. Como esses livros contam com uma quantidade enorme de exercícios, é comum que alguns erros passem despercebidos. Por isso, é interessante fazer simulados online em que os professores fazem a correção individual de cada questão, garantindo que não haja erros.

Outro ponto importante a ser tratado aqui é a objetividade dos estudos para a OAB. Não adianta ficar querendo ler doutrinas inteiras se o seu tempo é corrido. Além de não ser necessário, a OAB tem um conteúdo muito bem-delimitado, que pode ser estudado de forma bastante objetiva e centrada.

É preferível contar com resumos bem-preparados e estudar pela própria lei em vez de ficar lendo teorias e mais teorias que dificilmente serão cobradas e servirão apenas para roubar o seu precioso tempo de estudo. Por isso, conte com um bom curso preparatório que poderá guiá-lo da melhor maneira.

Como foi o seu progresso nos simulados da OAB?

A FGV, como qualquer outra banca, tem certos padrões que se repetem constantemente. Dessa forma, todas as provas elaboradas por ela têm certas semelhanças. Ao resolver um simulado da OAB, você estará se acostumando com esses padrões e ainda poderá verificar se seus estudos estão rendendo bons resultados.

A curva de aprendizado, como já mencionamos, é definida por uma melhoria constante nos resultados dos simulados feitos por você. É uma questão lógica: quanto mais você aprende, mais questões conseguirá resolver e, consequentemente, vai obter melhores notas.

Os acertos nas questões refletem uma estatística. Por isso, eles devem estar aumentando progressivamente, enquanto os erros diminuem. Isso significa que você está realmente absorvendo o conteúdo estudado e se acostumando com o estilo das provas.

Se o seu desempenho não está seguindo essa lógica, significa que seus estudos não estão suficientemente fortes, ou seja, você não está bem-preparado para a OAB. Mas não se desespere! Basta investigar quais são os fatores que estão causando esse baixo desempenho e superá-los.

Talvez seja uma questão de adaptar seu cronograma de estudos, mudar suas estratégias e, talvez, procurar por ajuda externa, como um curso preparatório que leva em consideração as dificuldades de cada aluno.

Ao terminar um simulado, é preciso revisar cada uma das questões individualmente. Dessa forma, será possível fixar o conteúdo e ainda compreender quais são seus pontos fracos e fortes.

A partir do momento em que sua média de acertos estiver sempre acima de 50%, você provavelmente já estará preparado para a OAB. É importante, porém, continuar estudando para que essa média aumente ainda mais, garantindo, assim, o sucesso.

Simulados e questões comentadas são a melhor forma de se preparar, pois ajudam na memorização do conteúdo e acostumam o candidato com a estrutura da prova. É um método que abrange praticamente tudo que é necessário para alcançar bons resultados: leitura, prática e revisão.

Existe algum tipo de apoio de um curso preparatório?

Estudar por conta própria é importante, com certeza. Porém, muitas vezes o candidato não conhece as “maldades” do exame e não sabe como se organizar. Para assegurar o melhor rendimento possível nos estudos, é essencial fazer um curso preparatório, de preferência um que leve em consideração as particularidades de cada aluno, reforçando seus pontos fracos e aproveitando os fortes.

Com a ajuda de professores especializados no Exame da Ordem, os candidatos poderão contar com um suporte de qualidade para tirar suas dúvidas e indicar quais são os melhores métodos de estudo. O curso preparatório também aprofunda as matérias mais importantes para a prova e possui resumos e apostilas com as informações mais relevantes.

Hoje em dia, cursos online são a melhor opção para estudantes que não têm tempo para sair de casa e enfrentar o trânsito caótico das cidades. Poder assistir às aulas no seu próprio ritmo, quando e onde quiser, pode ser exatamente o que você precisa para se organizar e estar preparado para o exame.

Além de oferecer uma infinidade de conteúdo, desde aulas até exercícios e resumos, os cursos online também permitem que o aluno entre em contato diretamente com os professores para tirar dúvidas. Bons cursos preparatórios acompanham o progresso dos candidatos e levam em consideração suas deficiências, fazendo o possível para supri-las.

Se você sente que não está preparado o suficiente para a prova da OAB, não hesite em procurar ajuda externa. Um curso preparatório pode ser exatamente o impulso que você precisa para conseguir a tão sonhada aprovação.

Como está o lado emocional?

A preparação para a OAB não depende apenas de estudo, materiais e cursos preparatórios. É preciso, também, trabalhar o lado emocional.

Muitos candidatos são reprovados por conta da ansiedade excessiva, que acaba fazendo com que erros bobos — como passar o gabarito errado para a folha de respostas — sejam cometidos.

É preciso esquecer a cobrança dos familiares, amigos e faculdade por um momento. O estresse e a ansiedade afetam a nossa atenção e, por mais que você tenha estudado e esteja com bons resultados nos simulados, pode acabar não indo bem na prova simplesmente porque não trabalhou seu lado emocional.

Nesse ponto, está a importância de ter bons momentos de descanso, principalmente à noite, na hora de dormir. O cansaço é um dos fatores que mais afeta negativamente o aprendizado e a concentração.

Fazer exercícios físicos é uma ótima forma de manter a mente e o corpo saudáveis, além de diminuir o estresse e permitir boas noites de sono. Portanto, não se esqueça de dedicar uma parte do seu cronograma de estudos para a OAB a esses momentos de relaxamento.

Trabalhar o lado emocional pode exigir tanto esforço quanto os estudos, principalmente nas vésperas da prova. Esses momentos finais não devem ser sobrecarregados com leituras e exigências. Apenas faça a revisão dos pontos mais importantes das matérias — aproveitando as maratonas online — e preocupe-se mais com o descanso.

No dia da prova, tente ficar em paz consigo mesmo. Se você fez tudo que estava ao seu alcance, não há com o que se preocupar. Faça a prova com calma e concentração e não se esqueça de levar algum alimento, pois o estômago vazio também atrapalha seu desempenho.

Afinal, como saber se estou realmente preparado?

A resposta para essa pergunta é muito subjetiva. A única pessoa que pode respondê-la é você.

Com base em tudo que foi mencionado neste post, analise seu desempenho e seu lado emocional para decidir se esse é o momento certo para prestar o exame. Caso chegue à conclusão de que não há tempo para estudar, que a faculdade está muito pesada ou que está preocupado demais com o TCC, então deixe para fazer a OAB mais tarde. O exame se repete três vezes ao ano, portanto, não há pressa.

Fazer a prova sem o preparo necessário é uma perda de tempo e dinheiro. Lembre-se de que a inscrição não é muito barata, o que também é uma questão a ser levada em consideração, afinal, a reprovação na prova da Ordem pode pesar no seu bolso.

Se o dinheiro não for problema, é claro que você pode fazer a prova apenas para se acostumar, ainda que os estudos não estejam em dia. É possível, também, participar do exame como treineiro antes do 9º período da faculdade. Essas são práticas que vão ajudar a acostumá-lo com o estilo da prova.

Não se esqueça de que o preparo não deve se limitar à 1ª fase da OAB — e tudo que foi mencionado aqui também se aplica à 2ª fase. Um erro comum entre os candidatos aprovados na prova objetiva é deixar de estudar para a discursiva. Por conta disso, acabam sendo reprovados.

Para finalizar, não se desespere caso não consiga a aprovação na primeira tentativa. A OAB nada mais é do que um desafio a ser vencido. Se você for reprovado uma, duas ou quantas vezes for, continue tentando. Em algum momento, o sucesso virá. O importante é não desistir!

A preparação para a OAB envolve um conjunto de fatores que devem ser trabalhados concomitantemente. Buscar a ajuda de um curso preparatório é uma das formas de reunir e potencializar todos esses fatores de uma só vez. Acima de tudo, o maior responsável pelo sucesso é você mesmo. Basta ter disciplina e disposição para estudar e continuar tentando!

Agora que você conhece essas dicas, compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude seus amigos a descobrirem se estão preparados para a OAB!

Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Um dos grandes desesperos de qualquer estudante de Direito é o famoso Exame da OAB. E isso não é de se espantar, pois, uma prova cuja média de aprovados está sempre em torno dos 20% é algo que parece realmente assustador à primeira vista.

O candidato, por outro lado, deve ter em mente que a bagagem de conhecimento adquirida no decorrer do curso de Direito nem sempre é suficiente para ser aprovado nesse exame tão temido, pois existe uma grande desproporção entre as avaliações de muitas instituições e o próprio exame.

São tantas as faculdades de Direito existentes no Brasil, que muitas delas sequer possuem o selo de recomendação da OAB. Diante desse cenário, pouquíssimas universidades conseguem realmente preparar o aluno para o Exame da Ordem, e como não é todo mundo que tem a oportunidade de estudar em uma grande instituição, esse desnivelamento acaba sendo prejudicial ao próprio candidato.

Além disso, cada pessoa tem suas próprias dificuldades e maneiras de estudar. E praticamente nenhuma faculdade possui um plano de ensino diferenciado, capaz de focar nas deficiências de conhecimento de seus alunos, pois já possuem rotinas de estudo previamente preparadas, desconsiderando a particularidade de cada um.

Como se já não bastasse a grande pressão para a aprovação na OAB, o aluno do curso de Direito também tem que se preocupar em conseguir seu diploma. Por essas razões, é preciso saber a melhor maneira de se preparar.

Pensando nisso, separamos aqui algumas dúvidas comuns em relação a essa preparação. Continue a leitura do post e descubra como garantir a sua aprovação na OAB, independentemente da sua faculdade!

É possível passar na OAB e garantir o diploma ao mesmo tempo?

É comum imaginar que a aprovação no Exame da Ordem requer uma dedicação exclusiva. Nesses momentos, o candidato normalmente começa a entrar em pânico e se questionar: mas e a faculdade? Eu preciso me formar! Como estudar para conseguir as duas coisas ao mesmo tempo?

Calma! Não é preciso se desesperar. É claro que é possível conseguir a aprovação na OAB e o seu diploma em conjunto — e não é necessário abrir mão de um para conquistar o outro. Até porque, se assim fosse, imagine quantos alunos trancariam a faculdade apenas para prestar o Exame da Ordem!

É claro, porém, que esse sucesso concomitante vai depender de muita dedicação e estudo!

A melhor dica aqui é saber o que estudar. Muitos alunos de Direito se perdem na hora do planejamento, e isso pode ser o diferencial entre o sucesso e a reprovação. Para ajudar, use provas antigas para saber quais são as matérias mais cobradas na OAB e foque nelas.

Em relação à faculdade, privilegie o estudo das matérias em comum com a OAB. Isso não quer dizer que você deve abandonar todas as outras, mas apenas que deve dedicar um pouco mais de atenção às disciplinas que também serão cobradas no exame.

Acima de tudo o que já foi dito aqui, é importante ressaltar que quem está se preparando para o Exame da Ordem não deve deixar os estudos para a última hora. Quanto antes você começar a se preparar, maiores serão as chances de aprovação e menor será o estresse para conseguir conciliar os estudos!

Por fim, não se esqueça de revisar as matérias. Mesmo que a faculdade não seja suficiente para prepará-lo, é inegável que, ao final do curso, você estará cheio de resumos, exercícios e um mínimo de conhecimento sobre os vários temas que serão cobrados na prova da OAB. Portanto, essa é a hora de pegar tudo isso e começar a revisão.

Vale ressaltar aqui que a insegurança é algo muito comum entre os candidatos. Caso você sinta que não está preparado, não hesite em buscar ajuda externa. Existem cursinhos que são voltados especificamente para o Exame da Ordem, com um foco personalizado nos conteúdos em que o aluno tem maior dificuldade.

Qual é o momento ideal para prestar o Exame da Ordem?

Antes de começar este tópico, vale lembrar que, para prestar o Exame da Ordem, o candidato deve estar matriculado nos últimos dois semestres ou no último ano do curso de Direito. Dessa forma, o estudante deve ter em mente que não adianta querer fazer a prova antes desse período — a não ser que seja como treineiro.

Nesse momento, você deve estar pensando nos vários casos em que um estudante que não cumpria esses requisitos conseguiu se inscrever e ser aprovado sem problema algum. Sim, realmente essas exceções existem, e todo mundo já ouviu falar de um caso parecido.

Ao que parece, isso depende da comissão seccional do exame: algumas flexibilizam essa previsão do edital, e outras não. Mas não tome isso como regra! Seria extremamente frustrante conseguir a aprovação na OAB apenas para descobrir que ela não pode ser aproveitada, pois você não cumpriu os requisitos na hora de prestar o exame.

É válido salientar aqui que, de acordo com o próprio edital, mentir na hora de se inscrever pode incorrer no crime de falsidade ideológica. Ou seja: mais um motivo para não se arriscar! O melhor a fazer é ir estudando e esperar o momento certo para realizar o exame.

Tendo isso em mente, voltemos à questão principal: não existe um momento ideal para fazer a prova. Isso varia de pessoa para pessoa. Porém, é bom lembrar que, quanto antes você tentar, melhor. Afinal, caso não consiga ser aprovado na primeira tentativa, ainda terá outras chances antes mesmo de se formar.

Ainda dentro desse questionamento, vale ressaltar que o candidato aprovado no exame só pode requerer sua carteira depois de concluir a faculdade. E, ao contrário do que muitos pensam, não existe um prazo limite para esse requerimento! Caso seja aprovado antes de se formar, você ainda poderá trancar a faculdade, repetir algum semestre ou até mesmo concluir o curso e esperar o tempo que quiser até fazer o requerimento da carteira. O certificado de aprovação na OAB não expira nunca!

Dessa forma, depois de aprovado, você pode ficar tranquilo para terminar seu curso e concluir o TCC. Quando terminar sua graduação, basta ter o seu diploma ou certificado de conclusão de curso em mãos para requerer a tão esperada carteira da OAB.

Faz sentido realizar a prova como treineiro?

No momento da inscrição no exame, o candidato pode escolher fazer a prova como treineiro. Isso significa que, apesar de fazer a mesma prova que todos os outros candidatos, sua nota não será considerada para o ingresso na Ordem.

Então a pergunta é: qual o objetivo de se fazer a prova como treineiro?

Bem, a resposta é simples: isso vai te ajudar a treinar — como o próprio nome diz!

Não há dúvidas de que a resolução de exercícios é uma excelente maneira de estudar. Nesse sentido, realizar a prova da OAB como treineiro é uma das melhores formas de se preparar.

Como a prova é a mesma para todos, você poderá se acostumar com o seu estilo e entender seu formato. Estudar com a ajuda de avaliações anteriores é uma ótima forma de treinar para o verdadeiro momento em que você prestará o exame como candidato.

E o melhor de tudo é que não é preciso estar nos últimos dois semestres da faculdade para realizar a prova como treineiro, já que a nota não é considerada para a aprovação na OAB.

Estudar por conta própria ou contar com um cursinho preparatório?

Baseado em tudo o que foi dito até aqui, é evidente que o estudante de Direito muitas vezes se sente inseguro e despreparado para realizar o Exame da Ordem. E não há vergonha nenhuma nisso! Afinal, vamos ser sinceros: é uma responsabilidade muito grande e que, muitas vezes, é vista como uma obrigação, o que apenas piora a ansiedade.

Essa insegurança, porém, é um obstáculo que se coloca entre você e a aprovação. Por isso, cogitar a ajuda de um cursinho preparatório pode ser uma boa ideia.

Cabe reiterar aqui que as faculdades, por si só, não são capazes de preparar o candidato para essa prova. Seus métodos de ensino poucas vezes são focados no preparo para a OAB, sem contar que raramente levam em consideração as peculiaridades de cada aluno.

Dessa forma, fica muito difícil para o estudante descobrir o que é preciso aprimorar em seus estudos por conta própria. Sem a ajuda de um suporte especializado, você talvez nunca saberá quais são suas fraquezas e em que parte o seu aprendizado deverá ser melhorado.

Cursinhos preparatórios, como o Saraiva Aprova, são especializados em dar total apoio ao candidato, com métodos que identificam suas dificuldades e traçam o melhor caminho de estudos para cada um.

Além disso, a preferência por plataformas online garante uma flexibilidade maior e ajuda a poupar um tempo precioso ao estudante. Afinal, as aulas podem ser assistidas no conforto de seu próprio lar, sem que você precise se preocupar com trânsito e deslocamentos.

Os cursinhos na modalidade de educação a distância (EAD) permitem que o aluno planeje seus próprios horários, o que também ajudará na hora de conciliar os estudos para a OAB com a própria faculdade.

Optar por um cursinho, portanto, garante mais segurança e também maiores chances de ser aprovado.

Como montar um cronograma de estudos para a faculdade e para o Exame da OAB?

Esclarecidas as maiores dúvidas, agora é o momento de criar um método de estudo que permita conseguir a aprovação na OAB e também o diploma na faculdade.

Como já foi dito, nada é alcançado sem dedicação e estudo. É claro que essa não é a tarefa mais fácil do mundo, mas isso também não quer dizer que seja a mais difícil. Com força de vontade, tudo é possível!

Lembre-se de que cada estudante possui suas peculiaridades, portanto, não existe uma fórmula 100% certa de estudos. É preciso que você descubra o que mais se adapta ao seu perfil e, mais uma vez, um cursinho preparatório pode ser essencial nessa tarefa.

Vamos listar aqui alguns passos que podem te ajudar a se organizar nos estudos. Confira!

1. Conheça seus pontos fortes e fracos

O primeiro passo na hora de montar seu cronograma é conhecer a si mesmo. Todo estudante de Direito tem suas matérias favoritas e também as mais odiadas.

É evidente que você terá muito mais facilidade em estudar aquilo de que gosta. Sempre que fazemos algo com prazer, essa atividade se torna muito mais produtiva. Portanto, foque nas suas matérias favoritas!

Por exemplo, se você gosta e tem facilidade em aprender Direito Penal, aproveite e se dedique bastante a isso. Talvez esse seja o diferencial na sua aprovação!

Por outro lado, você também não pode se esquecer daquelas matérias odiadas, principalmente se elas fizerem parte da sua grade curricular atual. Esses são os seus pontos fracos, e a melhor forma de combatê-los é saber reconhecê-los.

A partir do momento em que você já tem consciência das matérias que são mais difíceis, fica muito mais fácil contorná-las. Com a ajuda de um plano diversificado de estudos, você vai conseguir se dedicar a essas matérias sem muito sacrifício.

2. Organize-se por prioridades

Depois de reconhecer suas forças e fraquezas, é hora de se adaptar à faculdade e ao Exame da Ordem.

Primeiramente, observe o edital da OAB e, entre as matérias cobradas ali, destaque aquelas que são suas favoritas. Por fazerem parte do seu ponto forte, são elas que devem receber mais atenção, pois serão essenciais na sua aprovação.

Em segundo lugar, é hora de destacar as matérias em comum com sua grade curricular atual. Como já estão sendo estudadas no semestre, fica muito mais fácil acompanhá-las em tempo real pela faculdade, e você pode, inclusive, tirar dúvidas com seu professor.

Por fim, é hora de dar atenção àquelas disciplinas que lhe causam um certo desgosto. É muito provável que aqui se concentre a maior parte das matérias. Não se assuste, pois isso é normal. Afinal, é de se esperar que você tenha mais matérias odiadas do que adoradas.

A melhor forma de lidar com essas matérias é saber como estudá-las — e isso nos leva ao próximo ponto.

3. Diversifique seus estudos

Ler doutrinas, resumos e leis sobre aquilo que você gosta é muito fácil. Mas tentar fazer isso com matérias que você odeia e tem dificuldade em aprender é outra história. Por isso, é preciso encontrar um meio termo nesse estudo, para que isso não se torne um suplício desnecessário — e a melhor maneira de fazer isso é saber diversificar seus estudos.

E como fazer isso? Bem, é muito simples: varie suas matérias e a forma de estudá-las!

Alterne entre aquilo que você gosta e aquilo que você odeia. Não leia apenas doutrinas, mas faça também exercícios, veja aulas online e leia resumos. Também é muito importante não se esquecer de fazer algumas pausas, afinal, uma mente cansada absorve bem menos conhecimento!

4. Faça esquemas e resumos

Ao longo da sua rotina de estudos, é importante sempre fazer pequenas anotações e resumos. Além de serem táticas que ajudam a fixar a matéria, eles também vão ser muito úteis na hora da revisão.

Não há nada melhor do que não ter que se preocupar em sair procurando por uma parte específica da matéria em doutrinas e leis, pois ela já está resumida e esquematizada em seus cadernos.

5. Resolva exercícios e simulados

Uma das melhores formas de estudar, seja para a OAB, para concursos, ou para a própria faculdade, é por meio de exercícios e simulados! Por isso, de todos os pontos mencionados até aqui, esse talvez seja o mais importante!

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) — responsável pela aplicação do exame — possui uma maneira peculiar de montar suas questões. Ao resolver provas antigas da OAB, você se acostumará com o estilo dessas questões e também fixará conteúdos já estudados.

Não se esqueça, obviamente, de verificar se as questões estão atualizadas e de acordo com a lei vigente. Esse método é muito útil, pois consegue prender a atenção do estudante e exige menos tempo do que a leitura incessante de doutrinas e leis. Dessa forma, o candidato terá tempo para também se dedicar às matérias finais da faculdade.

Mas atenção: não basta apenas pegar as questões e resolvê-las. É preciso também procurar compreender cada uma de suas alternativas, estudando o porquê de elas estarem certas ou erradas. A resolução de exercícios serve como um estudo complementar.

6. Crie mapas mentais

Mapas mentais são formas esquematizadas de memorização por meio da lógica e, como o Direito é um curso em que as matérias costumam ser bem interligadas, a criação de mapas mentais é uma dica perfeita para trabalhar sua memorização.

É possível criar um mapa mental ao dividir uma matéria em tópicos. Por exemplo, no caso do Exame da OAB, você pode usar a lista de matérias que serão cobradas (disposta no próprio edital da prova) para dividir seu mapa em categorias e subcategorias. Isso ajuda na memorização da matéria e também servirá como um guia para os seus estudos.

A criação de mapas mentais muitas vezes é mais eficaz do que outros métodos de memorização que existem por aí!

7. Revise o que já foi estudado

Quando a data da prova se aproxima, é normal ficar um pouco desesperado. Mas não se preocupe! Se você estiver com os estudos em dia e bem-organizados, essa é a hora de apenas revisar tudo o que já foi aprendido.

Não adianta querer ler doutrinas ou estudar a lei na véspera da prova. A ansiedade vai acabar atrapalhando sua concentração, fazendo com que você se confunda. Por isso, foque apenas em revisar a matéria por meio dos seus esquemas e resumos.

8. Mantenha a calma e a concentração

Por fim, e não menos importante, é preciso saber manter a calma. Sim, sabemos que é difícil, mas pense bem: a ansiedade não agrega nada. Muito pelo contrário, ela só atrapalha!

Um pouco de descanso é vantajoso para ajudar a manter a calma e, consequentemente, a concentração durante os estudos. Estressar a mente com muitas informações e pouco descanso acaba sendo prejudicial. Afinal, ninguém é de ferro!

Seguindo essas dicas, ficará bem mais fácil montar seu cronograma de estudos e conseguir conciliar o Exame da OAB com a faculdade.

Há alguma dica para combater o nervosismo?

Eis que surge a pergunta de um milhão de dólares: como combater a ansiedade e o nervosismo? Obviamente, não existe uma resposta certa para essa pergunta. Mas separamos aqui algumas dicas que podem te ajudar.

Antes de mais nada, saiba dosar os estudos com intervalos de descanso. Uma mente cansada não consegue absorver tantas informações, e isso pode acabar sendo um empecilho.

Durante seus intervalos de descanso, aproveite para fazer algo que te agrade: veja um filme, jogue videogame, saia com os amigos, entre outras coisas. O importante é permitir que sua mente se desligue por algum tempo.

Evite estimulantes ao longo da sua jornada rumo à aprovação na OAB. Por mais que você esteja ansioso, não abuse do café ou energéticos, pois eles podem acabar piorando a situação. O ideal é que você descanse caso sinta sono ou cansaço.

As noites devem ser reservadas para dormir! Evitar o sono é prejudicial à saúde e também aos estudos. É durante esse descanso que nossa mente consegue assimilar as informações obtidas e memorizá-las.

Outra dica que também ajuda a combater o nervosismo é a prática de esportes. Sair para uma caminhada, uma pelada com os amigos ou ir para a academia podem ser uma boa ideia. Os exercícios físicos liberam uma descarga de energia que nos causa a sensação de bem-estar, são excelentes para aliviar a mente e também ajudam a ter uma boa noite de sono.

Caso você não seja adepto dos exercícios físicos, a meditação e outros exercícios de relaxamento também podem ser uma boa ideia.

E não se esqueça: não deixe que a insegurança seja um obstáculo para o seu sucesso!

Com todas as dicas mencionadas aqui, você tem tudo para arrasar no Exame da Ordem e ainda conseguir seu diploma na faculdade.

Se você gostou deste post, temos muito mais para você, semanalmente!