Qual é o tempo de estudo ideal para passar na OAB?

Qual é o tempo de estudo ideal para passar na OAB?

Depois de estudar muito e ser aprovado na 1ª etapa da prova da OAB é hora de se dedicar à 2ª fase. Mas qual o melhor jeito de fazer isso? Além de estudar com afinco as matérias da área escolhida para fazer o exame, o que inclui tanto o direito material quanto o direito processual, é fundamental fazer um simulado da 2ª fase da OAB.

Mas para que o preparo seja ainda mais intenso e o candidato aproveite ao máximo os simulados, vamos dar algumas dicas preciosas. Continue lendo!

Faça as edições dos exames anteriores

Além de ser uma ótima oportunidade de treinar seus conhecimentos, a resolução de provas anteriores é a melhor forma de se familiarizar com as questões da banca responsável pela elaboração da prova.

Isso é importante porque, em geral, a banca tem um perfil de estilo de prova, uma forma própria de cobrar as matérias, e conhecer esse estilo torna a própria leitura dos enunciados mais simples.

Além disso, por mais que as questões não se repitam, os temas cobrados podem ser semelhantes. Nesse sentido, um assunto que já foi objeto de uma peça processual pode vir a ser o de uma questão discursiva, e vice-versa. É natural que as bancas tenham predileção por determinados temas e isso é mais facilmente notado ao fazer os exames anteriores.

Treine todas as peças processuais

É fundamental saber quais são todas as peças processuais passíveis de serem cobradas em seu certame, de acordo com a área de estudo escolhida, e incluí-las em seus simulados.

Por isso, ainda que nos simulados oferecidos pelo seu cursinho preparatório ou pelo seu material de estudo não tenha sido cobrado alguma peça, não deixe de fazê-la em casa por conta própria.

Estar preparado para qualquer peça, mesmo aquelas não cobradas usualmente, evita uma surpresa desagradável e, consequentemente, nervosismo na hora da prova. Por isso, em primeiro lugar, é fundamental saber as hipóteses de cabimento de todas as peças, suas respectivas estruturas, as preliminares e prejudiciais que podem ser arguidas e as regras de competência.

Uma boa dica é fazer os esqueletos de todas as peças da área de sua escolha, incluindo endereçamento, qualificação, nome da peça, exposição de motivos e fundamentos jurídicos, pedidos, local, data e assinatura.

Assim, ainda que o conteúdo de direito material seja outro, o candidato estará preparado para estruturar qualquer peça e evitar dúvidas naquele momento, como a quem a peça deve ser endereçada ou se é preciso saltar linhas entre endereçamento e qualificação das partes, entre outras questões relevantes.

Esteja com o seu Vade Mecum em mãos

O fato de o Vade Mecum poder ser usado na prova da 2ª fase já leva à necessidade de usá-lo durante todo o processo de preparação para o exame. É ele que dará o suporte para a resolução tanto do direito processual quanto do direito material, implicando, portanto, na necessidade de folheá-lo ao longo de toda a prova para buscar os fundamentos legais de todas as respostas.

No entanto, por mais que o candidato faça marcação dos códigos e leis esparsas no seu Vade Mecum, é fundamental ter familiaridade com o seu manuseio a fim de que, no momento do certame, a consulta seja fácil e rápida, evitando dificuldades desnecessárias, como encontrar uma súmula.

Dessa forma, para saber buscar a legislação com velocidade, é preciso desenvolver essa afinidade com a sua consulta e a familiaridade com a distribuição das leis e súmulas.

Habitue-se, portanto, a estudar sempre por ele, principalmente no momento de fazer os simulados, e deixe o computador de lado. Além disso, garanta que o seu Vade Mecum esteja atualizado de acordo com a legislação e com súmulas em vigor à época da publicação do edital. Usar o Vade Mecum com leis revogadas é um dos erros que o candidato não pode cometer.

Faça o simulado da 2ª fase da OAB à mão

Ao fazer os simulados, em casa ou no cursinho, faça-os sempre à mão, pois é assim que será na hora da prova. Nesse contexto, até mesmo a escrita precisa ser treinada, principalmente se o candidato não tem o hábito de escrever, mas apenas de digitar. Isso é necessário porque é preciso ter fluidez na escrita e agilidade na redação da peça e das questões.

Além disso, é com o treino que se incorpora regras simples da prova, como o que fazer em caso de rasura (risco simples sobre a palavra incorreta), e não escrever o seu nome (nunca faça isso).

Isso sem falar que é preciso aprender a respeitar as margens, o número de linhas, analisar o espaçamento para começo de cada parágrafo e se habituar a corrigir o texto, sem o uso de um corretor ortográfico.

Para que o treino seja ainda mais eficaz, o ideal é fazer os simulados na folha oficial da prova, aquela que você usará no dia do exame, para que o candidato se acostume com o espaçamento, com o número de linhas, com as margens, enfim, quanto mais se recriar o ambiente da prova, mais simples será colocar as dicas em prática no dia do certame.

Monitore o seu tempo

A gestão do tempo na 2ª fase da OAB é um ponto fundamental para o sucesso no exame. É muito comum o candidato passar tanto tempo fazendo a peça, que precisa resolver as questões discursivas correndo, sem ter tempo de dar a devida atenção a cada uma delas. E por mais que uma boa peça seja imprescindível, ela não garante a aprovação sozinha.

Por isso, mais uma vez, a dica é reproduzir ao máximo o ambiente da prova e isso inclui fazer o simulado no mesmo tempo que se tem para fazer a prova, 5 horas. Ao treinar com o tempo cronometrado, o candidato tem a oportunidade de aprender a gerenciar o tempo de prova para que consiga redigir a peça e todas as questões discursivas no seu devido prazo.

Além disso, o candidato que está habituado a fazer rascunhos precisa incluir no horário do simulado o tempo para passar tudo a limpo, pois é possível que o horário não seja suficiente para redigir duas vezes toda a prova.

É na hora de treino que o candidato precisa analisar se vale a pena ou não fazer um rascunho completo ou apenas destacar os pontos principais da resposta.

Faça simulados completos

Outro erro que pode ser cometido por alguns candidatos é treinar apenas a peça processual. Portanto, não faça isso. Como já dito, a peça processual, sozinha, não é capaz de garantir a aprovação, na medida em que ela vale 5 pontos e são necessários 6 pontos para ser aprovado.

Por isso, faça o simulado sempre completo, com uma peça processual e quatro questões discursivas para que a sua preparação também seja completa.

Dessa forma, quanto mais o candidato fizer o simulado da 2ª fase da OAB, menor a chance de ter surpresas desagradáveis, dúvidas desnecessárias e problemas com o tempo. Afinal, somente a prática leva à perfeição.

Preparado para o Exame da Ordem? Então, aproveite para fazer o download e ler nosso e-book com as peças mais cobradas na 2ª fase da OAB!

Curso preparatório ou estudar por conta própria: qual é a melhor opção?

Qual é a melhor opção: fazer um curso preparatório para a OAB ou estudar por conta própria?

Preparar-se para um processo avaliativo pode ser algo complexo e que demanda planejamento, organização e muito empenho. Seja qual for o tipo de prova a ser feita, a ação básica para que o candidato tenha sucesso é o estudo sistemático, uma atividade que pode não ser das mais fáceis, sobretudo, quando engloba um grande número de conteúdos.

Nessa perspectiva, o que seria mais eficiente: fazer um curso preparatório ou estudar por conta própria?

Para responder a essa pergunta, vamos mostrar as características e consequentes benefícios tanto de estudar sozinho quanto de contar com o auxílio do professor e demais vantagens trazidas durante a realização de um curso preparatório.

Com vistas a exemplificar de modo mais concreto e dar praticidade à apresentação, tomaremos como ponto de partida o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O exame da OAB consiste em um expediente interessante para a ilustração das diferentes vantagens fornecidas pelo estudo autônomo e pelo estudo institucionalmente orientado.

Isso porque o exame da OAB, além de obrigatório para todos os profissionais de direito que pretendem advogar ou prestar um concurso público, é uma avaliação exigente e com níveis de aprovação ainda baixos, sendo, portanto, uma prova importante.

O planejamento do processo de estudo

Antes mesmo de entender o que está envolvido na prática de estudar por conta própria e em um curso preparatório, é imprescindível ter em mente que qualquer processo de estudo demanda preparação intelectual.

A palavra estudar é de origem latina, tendo como significado etimológico originário a ideia do ato de estar ocupado com alguma coisa, ou seja, trata-se de uma ação que requer empenho.

Por se tratar de uma ação, o estudo abrange técnicas, procedimentos, estratégias, etapas e finalidades, sendo uma atividade que possui um ponto de partida, uma trajetória e um ponto de chegada.

Em geral, no estudo, parte-se da meta a ser alcançada, com a identificação do que é preciso saber a partir da verificação do que já se sabe e das exigências específicas do objetivo. Em seguida, são traçados os meios pelos quais essa finalidade será atingida.

Em termos práticos, o candidato ao exame da OAB tem como meta ser aprovado na prova. Para que isso aconteça, é necessária a ação de estudar os conteúdos cobrados no processo avaliativo e acertar o quantitativo de questões exigido pelas disposições e critérios do exame. Isso significa que a prática de estudos será fundamental nesse processo, devendo, pois, ser cuidadosamente organizada.

A organização das atividades de estudo requer que o candidato elabore e execute um planejamento que orientará todo o processo de aquisição de conhecimentos. Nesse planejamento, devem constar essencialmente os meios em que os conteúdos cobrados no exame serão trabalhados, isto é, de forma autônoma, institucionalmente direcionada ou uma combinação de ambas as possibilidades.

Esse planejamento é de suma importância para a obtenção de um desempenho satisfatório no exame da OAB, uma vez que organiza de forma sistemática toda a preparação que precisará ser feita.

Planejar o processo de estudos para o exame otimiza o tempo gasto durante a preparação e elenca as prioridades, fatores que contribuem para que o candidato seja capaz de estudar todo o conteúdo cobrado na prova.

É por meio do planejamento que o bacharel em direito conseguirá identificar quais os conhecimentos poderá adquirir ou aprimorar estudando sozinho e quais aqueles necessitam da mediação de um professor e da organização de um curso preparatório.

Dessa forma, planejar o processo de estudos deve ser o ponto de partida para quem pretende ser aprovado no exame da OAB.


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A habilidade de estudar por conta própria

Estudar sozinho, não contando com o suporte de professores e de outros aparatos que objetivam facilitar a aprendizagem, é uma habilidade necessária para quem está se preparando para o exame da OAB.

Isso acontece porque ao poder dedicar-se aos estudos em qualquer local e horário, o estudante tem a possibilidade de usar o seu tempo de acordo com a disponibilidade que possui e no ritmo de aprendizagem que julgar mais apropriado.

Além disso, em um ambiente tranquilo, silencioso e sem a intervenção de outras pessoas ou a perturbação por barulhos e outras distrações, o estudante tem mais condições cognitivas para se concentrar e manter a atenção no material que está sendo estudado.

O foco individual necessário para os estudos é facilitado quando são postas em prática técnicas e estratégias que privilegiam a aprendizagem por si mesmo.

Estudar por conta própria possui determinadas características, exigindo, por isso, algumas competências do estudante, como autonomia, disciplina, empenho e a posse de um material de qualidade.

Autonomia

O primeiro atributo necessário é a autonomia, ou seja, a capacidade de autogestão por intermédio do uso de meios próprios.

Essa característica é essencial, já que é o estudante quem fará a seleção do conteúdo cobrado pela OAB, separará o material usado na preparação e organizará totalmente a sua rotina de estudos.

Nem sempre o indivíduo dispõe desse perfil autônomo, devendo desenvolvê-lo para aproveitar plenamente o estudo por conta própria. Uma técnica que fomenta o desenvolvimento da autonomia é a montagem de um plano de estudos com um cronograma que especifique os conteúdos e as datas em que serão estudados. O automonitoramento constante da execução do plano é reflexo de uma postura autônoma.

Disciplina

Outro atributo básico para a efetividade do estudo por conta própria é a disciplina, ou seja, a capacidade de se manter focado nas atividades necessárias ao alcance de uma meta. É preciso que o estudante siga à risca o planejamento feito, buscando motivação para esforçar-se continuamente, uma vez que a falta de um ambiente institucionalizado e direcionado à aprendizagem pode constituir um empecilho na manutenção do foco.

Empenho

Além da autonomia e da disciplina, é fundamental que o estudante empenhe-se ao estudar sozinho. Essa dedicação é essencial porque, não estando em contato com um professor que pode tanto mediar quanto estimular a aprendizagem, o candidato precisa de uma dose extra de interesse e aplicação, o que é essencial para a construção e a fixação dos conhecimentos que são cobrados no exame.

Selecionar um material de qualidade

Outro ponto fundamental é a seleção adequada do material de estudo, que deve estar atualizado, ser condizente com a literatura exigida no exame da OAB e ter qualidade acadêmica. Quem estuda de forma autônoma precisa ter especial atenção com relação a esse aspecto, já que a legislação brasileira é muito dinâmica, sofrendo alterações consideráveis em suas mais diversas esferas em um período de tempo relativamente curtos.

O estudante que é capaz de desenvolver de modo eficiente tais características tem grandes chances de se dar bem no exame. Esse potencial sucesso no processo avaliativo é possível porque as condições contextuais oferecidas pelo estudo por conta própria associadas à autonomia, à disciplina, ao empenho e à seleção adequada de material contribuem muito para a fixação dos conteúdos e consequente resolução da prova da OAB.


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Os diferenciais de contar com um curso preparatório

De modo geral, fazer um curso preparatório é vantajoso e pode ser o diferencial do candidato na hora de prestar o exame, já que, como o seu próprio nome sugere, ele prepara a pessoa para um determinado fim.

No entanto, esse investimento só vale a pena se o indivíduo, de fato, aproveitar tal oportunidade, focando-se e empenhando-se nas aulas e demais ferramentas de aprendizagem oferecidas pelo curso escolhido.

Benefícios para quem vai prestar o Exame da OAB

Cursos preparatórios são muito benéficos para quem fará o exame da OAB. Em geral, eles operam a partir de cronogramas de aulas, contam com um corpo docente qualificado, abordam temas e questões referentes às provas anteriores, fornecem material de estudo específico e dão dicas e macetes que ajudam na resolução do exame. Resumindo, são cursos totalmente direcionados para aquele que prestará a prova.

Por se tratar de um processo de ensino e aprendizagem institucionalizado, no qual há a atuação do professor, em um curso preparatório o aluno tende a tirar enorme proveito das aulas, uma vez que elas são ministradas por profissionais competentes e experientes.

Além disso, em razão de ser um ambiente especificamente destinado aos estudos, um curso preparatório pode ajudar na concentração e motivação do estudante.

Outro ponto bastante vantajoso de se fazer um curso preparatório é o direcionamento específico dos estudos para o exame da OAB. Além de abordar de maneira sistemática, organizada e programada os conteúdos cobrados pela prova, é prática comum a resolução — e consequente análise crítica — de questões que compuseram as avaliações de anos anteriores.


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O trabalho com as questões que já caíram anteriormente no exame é fundamental por dois motivos principais:

1) primeiro, porque, com base nos comentários e análises feitas pelo professor, o candidato é capaz de entender de modo mais aprofundado determinados assuntos;

2) em segundo lugar, em razão da familiaridade que a pessoa passa a ter com a prova, conhecendo os tipos de questões, os formatos dos enunciados etc.

Mais um diferencial que deve ser levado em conta na hora de optar por um curso preparatório é o material de estudos oferecido. Tal como acontece com as aulas e a resolução das questões, o material fornecido é direcionado especialmente à realização do próximo exame da OAB, de maneira a ter qualidade, atender aos conteúdos cobrados e estar atualizado.

Além de todas essas razões, existem pessoas que precisam de uma maior orientação para conduzir os seus estudos, o que faz com que um curso preparatório para o exame da OAB caia como uma luva.

Nessa perspectiva, as atividades desenvolvidas no curso direcionam o que o candidato deverá fazer em termos preparatórios para ser capaz de adquirir os conhecimentos necessários e ser aprovado no processo avaliativo.

O estudante que participa de forma ativa de um curso preparatório para o exame da OAB é um forte candidato à aprovação. Isso porque ele recebe os estímulos institucionais adequados à preparação para a prova, principalmente no que se refere às especificidades relativas ao exame, e tem contato com professores experientes o bastante para orientá-lo nessa trajetória.

A capacidade de organizar um cronograma

Passar no exame da OAB exige estudos específicos e orientados, os quais, por sua vez, requerem organização do ponto de vista temporal. Isso porque, na maior parte dos casos, o candidato tem outros afazeres cotidianos além das atividades de preparação para a prova.

Nessa perspectiva, é essencial que o estudante elabore — e consequentemente siga — um cronograma para obter sucesso no exame.

Para organizar um cronograma, o indivíduo deve considerar o tempo que tem disponível aos estudos. Isso demanda que ele identifique suas atividades rotineiras, elenque as prioridades e estabeleça uma ordem para cada uma delas.

A partir dessas ações, o bacharel em direito deve estipular o tempo destinado à preparação para o exame, bem como estabelecer os conteúdos a serem estudados e os seus períodos temporais correspondentes.

O cronograma elaborado precisa considerar tanto o estudo por conta própria, quanto o estudo realizado por meio do curso preparatório, caso se matricule em um. Quando forem feitos os dois tipos de preparação, o estudante precisará identificar quais serão os conteúdos estudados por conta própria, criando um plano de estudos específico para essa finalidade.

Em geral, os cursos preparatórios têm os seus próprios cronogramas, baseados no quantitativo de aulas e nos assuntos a serem abordados. O candidato que optar por fazer um curso preparatório deve associar o cronograma da instituição de ensino ao seu cronograma particular, o que possibilita uma organização mais eficiente das matérias e conteúdos estudados, bem como auxiliará no planejamento do estudante.

A necessidade de tirar dúvidas sobre a matéria

O processo de estudo desenvolvido ao longo da preparação para o exame da OAB é marcado por dúvidas das mais diferentes naturezas, haja vista a complexidade envolvida na área.

Para que haja condições reais de aprovação na prova, é crucial que todas as eventuais dúvidas sejam sanadas, o que não se traduz em uma tarefa das mais fáceis, principalmente ao se considerar a quantidade e a abrangência dos conteúdos cobrados.

Nessa perspectiva, o estudante deve encontrar estratégias para compreender os assuntos que não ficaram suficientemente claros durante as atividades de estudo. Esse é um empreendimento particularmente complicado para quem estuda apenas por conta própria, uma vez que esse candidato deve se apoiar em técnicas individuais, como pesquisa em materiais de estudo, para esclarecer as suas dúvidas.

Por outro lado, o estudante matriculado em um curso preparatório tem o diferencial de poder contar com a ajuda do professor e outros suportes didáticos oferecidos pela instituição.

Dependendo da organização do curso, o candidato tem a chance de dirimir as suas dúvidas durante a aula, em momentos destinados especificamente para esse fim ou pelo contato direto com o docente.

O mais importante é que não restem dúvidas, pois, caso elas persistam, o desempenho bem-sucedido do candidato pode ser comprometido. Assim, recomenda-se fortemente que o estudante não deixe de tirar as suas dúvidas, esclarecendo-as em contextos de credibilidade, os quais compreendem os cursos preparatórios para o exame da OAB.

A importância da dinâmica da sala de aula

As salas de aula — sejam presenciais ou virtuais (no caso, a plataforma virtual de aprendizagem no ensino a distância) — são, por excelência, o local destinado à construção da aprendizagem.

É nesse ambiente que ocorrem as interações entre professores e alunos, são colocadas e resolvidas questões de interesse coletivo e trocadas experiência que contribuem para a construção do conhecimento.

A dinâmica da sala de aula é importante porque exerce influência na manutenção da motivação, atenção, concentração, disciplina e autonomia do estudante. Por estar em contato com pessoas que têm os mesmos objetivos que os seus e ser estimulado pelo professor, o candidato recebe constantes injeções de ânimo que o ajudam a se manter firme ao longo da preparação para o exame.

A própria configuração da sala de aula, com suas regras de funcionamento e distribuição de funções dos participantes, auxilia no estabelecimento e aprimoramento da disciplina do candidato.

Além disso, as atividades desenvolvidas em sala de aula fomentam a atenção, a concentração e a autonomia do candidato, uma vez que instituem certas práticas de aprendizagem, como a leitura e a resolução de exercícios.

A relevância da sala de aula no que se refere à preparação para o exame da OAB a torna não só importante como essencial à aprovação na prova. Dessa maneira, por ser estruturado de modo institucional — mesmo no caso da educação a distância —, um curso preparatório é recomendado também por possibilitar que o aluno esteja imerso nas dinâmicas da sala de aula e usufrua das vantagens que elas proporcionam.

A flexibilidade de estudar por conta própria

As inúmeras demandas do dia a dia fazem da flexibilidade um pré-requisito para a prática eficiente de estudos, condição que não é diferente da de quem está se preparando para fazer o exame da OAB.

Essa característica faz com que estudar por conta própria seja uma estratégia potencialmente eficaz, já que tal modalidade de estudo permite que o candidato organize e planeje a sua rotina.

Estudando por conta própria, aquele que pretende ser aprovado no exame da OAB tem a oportunidade de estabelecer os horários em que se dedicará aos estudos conforme a disponibilidade de tempo que possui.

Isso é importante porque além de possibilitar a preparação para a prova, não interfere no desempenho dos outros afazeres pelos quais o candidato tem responsabilidade.

Essa flexibilidade também dá a chance ao estudante de se dedicar à preparação para a prova nos momentos em que está mental e corporalmente mais apto. Assim, ele pode estudar em momentos em que está menos cansado e com mais condições de se concentrar, o que, consequentemente, levará a um maior aproveitamento.

Curso a distância: a união ideal entre as opções

Estudar somente por conta própria constitui um desafio para quem pretende ser aprovado no exame da OAB. Isso ocorre porque apenas com essa modalidade de estudo o candidato pode ter dificuldades de manter o foco ao longo do processo de aprendizagem.

Além disso, o estudante não tem acesso à sala de aula e nem pode contar com o auxílio especializado do professor para responder às suas dúvidas.

Por outro lado, mesmo havendo uma série de características positivas e benefícios, estudar apenas por meio de um curso preparatório não é garantia de aprovação no exame da OAB. Isso porque é essencial ao estudante, além de assistir às aulas, resolver questões de provas anteriores e dirimir as suas dúvidas sobre diferentes aspectos das matérias, estudar por conta própria.

O ideal é que essas duas possibilidades de estudo sejam associadas, o que possibilita a junção das vantagens típicas de cada uma delas. Uma forma muito eficiente de uni-las é por meio de um curso preparatório para o exame da OAB, oferecido a distância, o qual propicia flexibilidade, autonomia, disciplina, ferramentas didáticas, assim como conhecimentos especializados e direcionados ao estudante.

Um curso preparatório a distância é configurado de forma a contemplar tanto as características do estudo por conta própria quanto as do estudo institucionalizado. Isso se dá porque a sua estrutura envolve a atuação de professores, a interação entre alunos e com os docentes, bem como o ambiente virtual de aprendizagem — que é a sala de aula do ensino a distância —, além de requerer do aluno o desenvolvimento autônomo de atividades.

A demanda do curso preparatório para o exame da OAB pelo estudo por conta própria advém da metodologia de ensino da educação a distância. Essa modalidade educacional exige que o estudante faça as leituras, desenvolva as atividades e resolva os exercícios indicados pelo professor. E isso tudo no lugar e no horário em que o candidato tem disponibilidade, ou seja, com toda a flexibilidade possível.

E se um curso preparatório a distância para o exame da OAB já não contasse com muitas vantagens com relação à flexibilidade, metodologia de aprendizagem e direcionamento dos estudos, ainda há outro enorme benefício: o preço. Por envolver menor infraestrutura, cursos a distâncias tendem a ser mais baratos que cursos oferecidos presencialmente.

Neste post, buscamos mostrar as características e as vantagens tanto de estudar por conta própria quanto de fazer um curso preparatório para o exame da OAB. Como você pôde perceber, ambas as modalidades de estudo têm as suas vantagens, mas não são suficientemente eficazes quando tomadas isoladamente.

Dessa forma, a realização de um curso preparatório para o exame da OAB a distância é a porta de entrada para a aprovação nesse processo avaliativo. Esse tipo de curso é ideal, pois fornece todas as condições necessárias ao estudante para que tenha desempenho satisfatório e comece a trilhar a sua carreira na área de direito!


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Como escrever bem na prova da OAB?

Como escrever bem na prova da OAB?

A maior dificuldade da primeira fase do Exame da Ordem é a imensa quantidade de matérias a ser estudada. Isso demanda um ritmo de estudos intenso e mais amplo, em que nenhum conhecimento será muito aprofundado. Já a segunda fase da prova da OAB apresenta uma dificuldade que, para alguns, é ainda maior: descobrir como escrever bem.

Qualquer profissional jurídico, especialmente aquele da advocacia, escreverá muito em seu trabalho. Por isso, a exigência da prova escrita, principalmente a elaboração de uma peça jurídica, condiz em muito com o que será exigido do futuro advogado.

Além disso, se a primeira fase exige um conhecimento amplo, a segunda fase exige um conhecimento profundo e a habilidade de conseguir transmiti-lo por palavras.

Mas escrever não é um mistério. De fato, juristas e escritores profissionais poderiam concordar em um ponto: escrever bem é muito mais transpiração que inspiração.

Por isso, apresentamos, a seguir, 10 excelentes dicas para escrever bem e maximizar suas chances de sucesso na prova da OAB!

1. Adquira o hábito de escrever

Escrever bem é treino. Então, é preciso treinar. Quem deseja passar na segunda fase da prova da Ordem tem que escrever muito, todos os dias. Então, é importante adquirir o hábito da escrita diária.

Se o tempo for curto, proponha-se a escrever ao menos uma peça por dia. Se sua dedicação for total, faça, no mínimo, três peças. Resolver exercícios de cursos como o Saraiva Aprova ou usar provas antigas da Ordem são uma boa maneira de treinar.

2. Cronometre bem o tempo

Como toda prova, o Exame da Ordem tem horário para começar e acabar. Além da peça, existem também as questões subjetivas a serem respondidas. Ou seja, o tempo é pouco.

Portanto, é essencial ao candidato que cronometre o seu tempo de escrita e melhore sua marca. Isso pode ser um diferencial importante em uma prova em que cada minuto conta.

3. Considere a legibilidade

Em época de tablets, smartphones e notebooks, o hábito da escrita à mão tem sido cada vez mais negligenciado. E a correção da prova da Ordem costuma ser cruel. A legibilidade da escrita é requisito essencial para que a peça e as respostas sejam corrigidas.

O que não for compreensível por uma letra ilegível será tido como errado e cortará pontos. Embora a prática possa ajudar a resolver esse problema, aqui vale apelar até para um curso de caligrafia, se for necessário.

4. Escreva com clareza

A clareza e o encadeamento das ideias são alguns dos critérios que mais valem pontos na peça jurídica. Por isso, é muito importante estruturar o texto antes de começar a escrevê-lo e saber conectar os argumentos usados.

Escrever com clareza é saber transmitir o conteúdo no texto de forma lógica. A estrutura de uma peça jurídica deve ser levada em consideração, ou seja, a exposição da qualificação, pressupostos jurídicos, preliminares, narrativa dos fatos, questões de direito e pedidos pode ajudar na hora de fazer uma linha argumentativa.

5. Leia bastante

Uma das dicas mais frequentes para candidatos da prova da Ordem é encontrar um tempo para relaxar. Ler, além de ser uma excelente forma de relaxamento, ajuda a ampliar o vocabulário, acostumar-se com o uso da língua, construir frases melhores e conectar mais facilmente as ideias.

Para escrever bem, é preciso ser um leitor assíduo. A leitura de qualidade pode vir das mais diversas fontes, como ficção, não-ficção, jornais, revistas, ensaios e, se feita com atenção e prazer, servirá para aumentar o conhecimento do candidato.

Tentar ler ao menos 30 minutos por dia já pode fazer uma enorme diferença na qualidade da escrita.

6. Seja conciso

Embora ampliar o vocabulário com a leitura seja uma excelente forma de garantir melhor preparação para a prova da Ordem, tentar usar de uma vez tudo que leu ou aprendeu pode tornar seu texto prolixo, ou seja, desnecessariamente longo.

Como o Exame da Ordem é uma prova com tempo delimitado, a concisão nas respostas é essencial. Ser conciso é dizer tudo o que deve ser dito, em um tamanho adequado à explicação. Não se deve confundir com resumir ou dar respostas curtas e incompletas.

Trabalhar a concisão ajuda na melhor organização de ideias e do tempo.

7. Questione o próprio texto

Para escrever bem e conseguir alcançar um argumento sólido, uma boa técnica é questionar o próprio texto, contrapondo-o com os argumentos contrários. Esse método exige certa prática, pois é preciso conseguir se distanciar do que escreveu e lê-lo como se fosse de outra pessoa.

Os resultados, no entanto, ajudam a construir um texto mais forte, robusto e capaz de garantir uma boa nota rumo à aprovação.

8. Tome cuidado com os comandos da prova

A prova da Ordem tem comandos muito importantes de serem observados, e a falta de atenção pode custar a aprovação.

Por exemplo, deve-se tomar extremo cuidado para não se identificar no final da peça.

Outro comando que pode custar importantes décimos é que não se pode usar abreviações para se referir a peças processuais (tais como REsp, RO, RE etc).

Leia com atenção os comandos explicativos antes de iniciar a redação. Isso garantirá um texto melhor.

9. Domine o tema

Como já dissemos, a segunda fase da OAB exige um conhecimento mais profundo em uma determinada área jurídica. As provas, portanto, são divididas por temas. Por isso, o estudo para a segunda fase deve ser mais aprofundado e criterioso.

Dominar o tema não só é importante para saber a resposta. Quem conhece sobre o que está escrevendo, escreve melhor e mais rápido. É muito mais fácil escrever sobre o que se sabe.

Ou seja, estudar também é um fator muito relevante para escrever bem.

10. Tenha ajuda de alguém para revisar seus textos

Durante o período de estudos, tenha ajuda de alguém que revise os seus textos, para apontar as falhas e indicar o caminho para melhorias.

Há uma dificuldade muito grande em conseguir avaliar o próprio texto tão logo você termina de escrevê-lo. Isso porque ainda se está muito envolvido com sua formulação, o que faz nossa mente entendê-lo melhor e ignorar erros menores e, muitas vezes, de lógica.

O ideal é o acompanhamento profissional de um curso especializado. Mas a ajuda de amigos que também estão estudando pode ser de grande valia. Tenha ajuda para revisar seus textos diários e também revise textos dos outros. Essa prática poderá garantir uma grande melhoria na escrita.

Resumindo, como escrever bem é apenas uma questão de prática e estudo.

Para garantir melhores resultados, procure também estudar as peças mais cobradas na prova da Ordem. Para isso, não perca tempo e baixe nosso e-book As peças mais cobradas na Segunda Fase da OAB e comece a treinar agora mesmo!

Como saber se estou preparado para a OAB?

Uma dúvida que assola os estudantes que cursam os últimos períodos de Direito é se eles estão realmente prontos para fazer o Exame da Ordem. A pressão dos amigos e familiares, cobranças da faculdade, TCC e falta de tempo para estudar são alguns dos fatores que influenciam a preparação para a OAB.

Como o exame pode ser prestado a partir do 9º período da faculdade, muitos se sentem na obrigação de serem aprovados logo na primeira tentativa, mesmo não estando completamente preparados. Consequentemente, acabam fracassando e isso é refletido na baixa taxa de aprovação na OAB.

Não estamos dizendo que fazer a prova o quanto antes não seja uma boa ideia. Pelo contrário, se você estiver com uma boa base de estudos, tempo para fazer exercícios e contar com a ajuda de um curso preparatório, então vá em frente!e.

Para saber se você está preparado para a OAB, responda aos principais questionamentos listados abaixo! Pronto para começar? Vamos lá!

Você realmente conhece a prova da OAB?

Pode parecer uma pergunta boba, mas, por incrível que pareça, muitos candidatos fazem a prova sem sequer saber quais são as disciplinas cobradas.

Ao se preparar para a OAB, a primeira coisa que deve ser feita é uma análise da estrutura e do funcionamento do exame. Isso inclui: matérias que devem ser priorizadas, duração da prova, número de questões, quantidade mínima de acertos, entre outros.

A maioria dessas informações podem ser obtidas pela leitura do próprio edital. Aqui também temos outro ponto importante, que é saber fazer a análise desse documento. O edital é a peça-chave para compreender a prova da OAB, saber quais são as disciplinas cobradas e as regras para inscrição e realização do exame.

Como você já deve saber, a prova é dividida em duas etapas. Na primeira, é aplicada uma prova objetiva de conhecimentos gerais do Direito e, na segunda, as questões são dissertativas, medindo o conhecimento em uma área específica, escolhida pelo candidato.

Como funciona a 1ª fase?

Considerada por muitos como um teste de resistência, a 1ª fase da OAB consiste em uma prova objetiva com 80 questões de múltipla escolha — cada uma com quatro alternativas —, abrangendo diversas áreas jurídicas.

As questões são formuladas com longos enunciados, o que acaba deixando os candidatos exaustos. Por isso, é importante estar bem descansado e alimentado. São 5 horas de prova e é preciso acertar, pelo menos, 50% — ou seja, 40 questões — para ser aprovado.

As disciplinas cobradas nessa fase são:

  • Ética
  • Filosofia do Direito
  • Direitos Humanos
  • Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Direito Tributário
  • Direito Civil
  • Direito do Trabalho
  • Direito Penal
  • Direito Empresarial
  • Direito Ambiental
  • Direito Internacional
  • Direito do Consumidor
  • Processo Civil
  • Processo do Trabalho
  • Processo Penal

Não existe um padrão que defina exatamente o número de questões em cada uma das disciplinas.

Estatisticamente falando, ética é a disciplina geralmente mais cobrada. O candidato deve dar bastante atenção ao Código de Ética, pois é possível garantir uma boa parte da prova apenas com essa disciplina.

Apesar de o restante das matérias terem um número variado de questões, vale dizer que as que merecem mais atenção são: Direito constitucional, administrativo, civil, penal e direito do trabalho, incluindo, obviamente, as respectivas matérias processuais de cada uma.

A preparação para a OAB deve levar em conta as dificuldades do estudante. Portanto, por mais que seja necessário estudar todas as disciplinas mencionadas, é preciso que você dê atenção especial aos seus pontos fracos, reforçando aquilo que tem mais dificuldade em aprender e revisando o que for mais fácil.

Como funciona a 2ª fase?

Os candidatos aprovados na etapa anterior deverão se preparar para a 2ª fase, que consiste em uma prova discursiva com quatro perguntas e uma peça prática.

Ao contrário da 1ª fase, aqui, o candidato pode escolher uma das seguintes disciplinas:

  • Direito Administrativo
  • Direito Civil
  • Direito Constitucional
  • Direito Empresarial
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Tributário

Tanto as questões quanto a peça prática serão corrigidas de acordo com um espelho de resposta que, posteriormente, será disponibilizado ao candidato.

Cada uma das quatro perguntas tem o valor de 1,25 ponto, e a peça prática vale 5, totalizando 10 pontos. Para conseguir a aprovação, é necessário fazer, no mínimo, 6 pontos.

Como o foco nessa etapa é bem específico, escolha a matéria com a qual você tem mais facilidade. Não caia no erro de escolher aquela que “dizem” ser normalmente mais fácil.

Um fator que atrapalha muito a preparação para a OAB é justamente a indecisão ou a troca constante da área escolhida para a 2ª fase. Se você já prestou o exame antes, não fique se arriscando em disciplinas diferentes. Atenha-se aos seus pontos fortes e estude com afinco para alcançar o sucesso.

Vale lembrar que é permitida a consulta à legislação nessa etapa. Mais um motivo para o candidato estar bem-preparado, com seu Vade Mecum organizado e os tópicos mais importantes na ponta da língua.

Seu cronograma de estudos está em dia?

A maior dificuldade de quem está se preparando para o Exame da Ordem é a organização do tempo. Como grande parte dos candidatos está nos últimos períodos do curso de Direito, é preciso conciliar o estudo das matérias cobradas pela faculdade com o TCC, sem deixar de lado o estágio ou trabalho, não sobrando muito tempo para a OAB.

Diante dessa dificuldade em se organizar, é essencial a criação de um cronograma eficiente que contemple todos os seus afazeres e ainda consiga definir quantas horas estudar por dia e as metas a serem alcançadas.

Tenha em mente que o cronograma não serve apenas como um “roteiro”. De nada adianta organizar os estudos se não houver uma análise da sua curva de aprendizado. É preciso utilizar métodos alternativos que meçam seu desempenho, abrangendo todas as matérias e temas cobrados na OAB, além de definir momentos de descanso e revisão.

Sem esse planejamento, é difícil saber se seus esforços estão tendo resultados. Muitas vezes, os candidatos ficam exaustos de tanto estudar, porém, acabam reprovados, pois não seguiram um bom cronograma e não souberam se preparar da melhor forma.

Entenda que, por “melhor forma”, não estamos querendo dizer que existe uma fórmula mágica de preparação que garanta sua aprovação. Os métodos de estudos são muito pessoais, devendo considerar as dificuldades e facilidades de cada aluno. Daí vem a importância de se compreender o que é o sistema de aprendizagem personalizado e como ele funciona.

Com um bom cronograma em mãos, preparado especialmente para você, é muito mais fácil verificar se você está preparado para a OAB.

Qual é o tempo ideal de estudos?

A quantidade exata de estudo por dia varia de acordo com cada pessoa. Não se trata de uma fórmula exata que deve ser seguida cegamente.

Antes de mais nada, é preciso analisar a quantidade de tempo livre que você tem na semana. Afinal, de nada adianta querer dedicar 5 horas de estudo por dia se não sobram mais que 3 horas depois da faculdade, estágio e outras obrigações.

Seu tempo de estudo deve se adaptar à sua rotina. Por mais que seja necessário se dedicar bastante, não cometa o erro de estabelecer metas impossíveis de serem cumpridas. Caso contrário, você obviamente não conseguirá ficar em dia com seu cronograma.

Importante ressaltar que, diante da enorme quantidade de disciplinas cobradas na OAB, é preciso estudar ao menos duas matérias por dia, conciliando também um momento para revisar e resolver exercícios.

Quem está se preparando para a OAB não pode ter o luxo de tirar os finais de semana para descansar. Você deve aproveitar o tempo livre do sábado e domingo para se dedicar ainda mais. É claro que o descanso também é merecido, mas desde que as metas tenham sido cumpridas.

Por fim, lembre-se de aproveitar os dias com mais tempo livre para estudar as matérias nas quais você tem mais dificuldade e, nos dias mais ocupados, dedique-se àquelas que são mais fáceis e menos prováveis de serem cobradas.

Como medir meu desempenho?

O preparo para a OAB está diretamente relacionado ao seu desempenho nos estudos. Se você não conseguir acompanhar seu cronograma, seja por estar ocupado demais com a faculdade ou por simplesmente não saber qual é a melhor forma de se organizar, são grandes as chances de não ser aprovado.

A melhor maneira de medir seu desempenho e descobrir se você está preparado para a OAB é por meio de exercícios e simulados. Use-os para revisar e treinar as disciplinas ao final de cada dia de estudo. Talvez valha a pena investir em um livro de questões comentadas ou em um curso que ofereça simulados corrigidos por professores.

Se o seu cronograma for eficiente, você vai notar uma melhora constante a cada novo simulado. Essa é justamente a curva de aprendizado mencionada anteriormente. Caso perceba que seu desempenho não está melhorando, então talvez seja hora de modificar seu cronograma e suas estratégias de estudo.

Resolver questões da OAB é uma prática essencial não apenas para medir seu desempenho, mas também para fixar tudo que foi estudado.

Qual é a qualidade do material com o qual você estuda?

Até este ponto, falamos sobre o conhecimento da estrutura da prova e os métodos de organização do estudo, pontos importantíssimos para saber se você está preparado para a OAB. Mas apenas isso não é o suficiente.

Outra questão que deve ser analisada é a qualidade dos materiais usados por você. Muitas vezes, por mais que o candidato tenha disciplina e bons métodos de estudo, esses materiais acabam sendo a causa da reprovação.

Diante de tantos cursos, apostilas e livros para estudar para a OAB que existem no mercado, é evidente que muitos deles não são de confiança. Estudar por meio de um Vade Mecum desatualizado, por exemplo, é perigoso e pode acabar resultando na sua reprovação.

Ao se preparar para a OAB, é preciso escolher os melhores materiais, de preferência aqueles que são referência no mercado. Nada de estudar por resumos encontrados na internet, pois, em muitos casos, eles não estão apenas desatualizados como também possuem informações erradas.

Em relação aos livros de exercícios, verifique se as questões não estão ultrapassadas, se nenhuma delas foi anulada e se o gabarito está correto. Como esses livros contam com uma quantidade enorme de exercícios, é comum que alguns erros passem despercebidos. Por isso, é interessante fazer simulados online em que os professores fazem a correção individual de cada questão, garantindo que não haja erros.

Outro ponto importante a ser tratado aqui é a objetividade dos estudos para a OAB. Não adianta ficar querendo ler doutrinas inteiras se o seu tempo é corrido. Além de não ser necessário, a OAB tem um conteúdo muito bem-delimitado, que pode ser estudado de forma bastante objetiva e centrada.

É preferível contar com resumos bem-preparados e estudar pela própria lei em vez de ficar lendo teorias e mais teorias que dificilmente serão cobradas e servirão apenas para roubar o seu precioso tempo de estudo. Por isso, conte com um bom curso preparatório que poderá guiá-lo da melhor maneira.

Como foi o seu progresso nos simulados da OAB?

A FGV, como qualquer outra banca, tem certos padrões que se repetem constantemente. Dessa forma, todas as provas elaboradas por ela têm certas semelhanças. Ao resolver um simulado da OAB, você estará se acostumando com esses padrões e ainda poderá verificar se seus estudos estão rendendo bons resultados.

A curva de aprendizado, como já mencionamos, é definida por uma melhoria constante nos resultados dos simulados feitos por você. É uma questão lógica: quanto mais você aprende, mais questões conseguirá resolver e, consequentemente, vai obter melhores notas.

Os acertos nas questões refletem uma estatística. Por isso, eles devem estar aumentando progressivamente, enquanto os erros diminuem. Isso significa que você está realmente absorvendo o conteúdo estudado e se acostumando com o estilo das provas.

Se o seu desempenho não está seguindo essa lógica, significa que seus estudos não estão suficientemente fortes, ou seja, você não está bem-preparado para a OAB. Mas não se desespere! Basta investigar quais são os fatores que estão causando esse baixo desempenho e superá-los.

Talvez seja uma questão de adaptar seu cronograma de estudos, mudar suas estratégias e, talvez, procurar por ajuda externa, como um curso preparatório que leva em consideração as dificuldades de cada aluno.

Ao terminar um simulado, é preciso revisar cada uma das questões individualmente. Dessa forma, será possível fixar o conteúdo e ainda compreender quais são seus pontos fracos e fortes.

A partir do momento em que sua média de acertos estiver sempre acima de 50%, você provavelmente já estará preparado para a OAB. É importante, porém, continuar estudando para que essa média aumente ainda mais, garantindo, assim, o sucesso.

Simulados e questões comentadas são a melhor forma de se preparar, pois ajudam na memorização do conteúdo e acostumam o candidato com a estrutura da prova. É um método que abrange praticamente tudo que é necessário para alcançar bons resultados: leitura, prática e revisão.

Existe algum tipo de apoio de um curso preparatório?

Estudar por conta própria é importante, com certeza. Porém, muitas vezes o candidato não conhece as “maldades” do exame e não sabe como se organizar. Para assegurar o melhor rendimento possível nos estudos, é essencial fazer um curso preparatório, de preferência um que leve em consideração as particularidades de cada aluno, reforçando seus pontos fracos e aproveitando os fortes.

Com a ajuda de professores especializados no Exame da Ordem, os candidatos poderão contar com um suporte de qualidade para tirar suas dúvidas e indicar quais são os melhores métodos de estudo. O curso preparatório também aprofunda as matérias mais importantes para a prova e possui resumos e apostilas com as informações mais relevantes.

Hoje em dia, cursos online são a melhor opção para estudantes que não têm tempo para sair de casa e enfrentar o trânsito caótico das cidades. Poder assistir às aulas no seu próprio ritmo, quando e onde quiser, pode ser exatamente o que você precisa para se organizar e estar preparado para o exame.

Além de oferecer uma infinidade de conteúdo, desde aulas até exercícios e resumos, os cursos online também permitem que o aluno entre em contato diretamente com os professores para tirar dúvidas. Bons cursos preparatórios acompanham o progresso dos candidatos e levam em consideração suas deficiências, fazendo o possível para supri-las.

Se você sente que não está preparado o suficiente para a prova da OAB, não hesite em procurar ajuda externa. Um curso preparatório pode ser exatamente o impulso que você precisa para conseguir a tão sonhada aprovação.

Como está o lado emocional?

A preparação para a OAB não depende apenas de estudo, materiais e cursos preparatórios. É preciso, também, trabalhar o lado emocional.

Muitos candidatos são reprovados por conta da ansiedade excessiva, que acaba fazendo com que erros bobos — como passar o gabarito errado para a folha de respostas — sejam cometidos.

É preciso esquecer a cobrança dos familiares, amigos e faculdade por um momento. O estresse e a ansiedade afetam a nossa atenção e, por mais que você tenha estudado e esteja com bons resultados nos simulados, pode acabar não indo bem na prova simplesmente porque não trabalhou seu lado emocional.

Nesse ponto, está a importância de ter bons momentos de descanso, principalmente à noite, na hora de dormir. O cansaço é um dos fatores que mais afeta negativamente o aprendizado e a concentração.

Fazer exercícios físicos é uma ótima forma de manter a mente e o corpo saudáveis, além de diminuir o estresse e permitir boas noites de sono. Portanto, não se esqueça de dedicar uma parte do seu cronograma de estudos para a OAB a esses momentos de relaxamento.

Trabalhar o lado emocional pode exigir tanto esforço quanto os estudos, principalmente nas vésperas da prova. Esses momentos finais não devem ser sobrecarregados com leituras e exigências. Apenas faça a revisão dos pontos mais importantes das matérias — aproveitando as maratonas online — e preocupe-se mais com o descanso.

No dia da prova, tente ficar em paz consigo mesmo. Se você fez tudo que estava ao seu alcance, não há com o que se preocupar. Faça a prova com calma e concentração e não se esqueça de levar algum alimento, pois o estômago vazio também atrapalha seu desempenho.

Afinal, como saber se estou realmente preparado?

A resposta para essa pergunta é muito subjetiva. A única pessoa que pode respondê-la é você.

Com base em tudo que foi mencionado neste post, analise seu desempenho e seu lado emocional para decidir se esse é o momento certo para prestar o exame. Caso chegue à conclusão de que não há tempo para estudar, que a faculdade está muito pesada ou que está preocupado demais com o TCC, então deixe para fazer a OAB mais tarde. O exame se repete três vezes ao ano, portanto, não há pressa.

Fazer a prova sem o preparo necessário é uma perda de tempo e dinheiro. Lembre-se de que a inscrição não é muito barata, o que também é uma questão a ser levada em consideração, afinal, a reprovação na prova da Ordem pode pesar no seu bolso.

Se o dinheiro não for problema, é claro que você pode fazer a prova apenas para se acostumar, ainda que os estudos não estejam em dia. É possível, também, participar do exame como treineiro antes do 9º período da faculdade. Essas são práticas que vão ajudar a acostumá-lo com o estilo da prova.

Não se esqueça de que o preparo não deve se limitar à 1ª fase da OAB — e tudo que foi mencionado aqui também se aplica à 2ª fase. Um erro comum entre os candidatos aprovados na prova objetiva é deixar de estudar para a discursiva. Por conta disso, acabam sendo reprovados.

Para finalizar, não se desespere caso não consiga a aprovação na primeira tentativa. A OAB nada mais é do que um desafio a ser vencido. Se você for reprovado uma, duas ou quantas vezes for, continue tentando. Em algum momento, o sucesso virá. O importante é não desistir!

A preparação para a OAB envolve um conjunto de fatores que devem ser trabalhados concomitantemente. Buscar a ajuda de um curso preparatório é uma das formas de reunir e potencializar todos esses fatores de uma só vez. Acima de tudo, o maior responsável pelo sucesso é você mesmo. Basta ter disciplina e disposição para estudar e continuar tentando!

Agora que você conhece essas dicas, compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude seus amigos a descobrirem se estão preparados para a OAB!

Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Um dos grandes desesperos de qualquer estudante de Direito é o famoso Exame da OAB. E isso não é de se espantar, pois, uma prova cuja média de aprovados está sempre em torno dos 20% é algo que parece realmente assustador à primeira vista.

O candidato, por outro lado, deve ter em mente que a bagagem de conhecimento adquirida no decorrer do curso de Direito nem sempre é suficiente para ser aprovado nesse exame tão temido, pois existe uma grande desproporção entre as avaliações de muitas instituições e o próprio exame.

São tantas as faculdades de Direito existentes no Brasil, que muitas delas sequer possuem o selo de recomendação da OAB. Diante desse cenário, pouquíssimas universidades conseguem realmente preparar o aluno para o Exame da Ordem, e como não é todo mundo que tem a oportunidade de estudar em uma grande instituição, esse desnivelamento acaba sendo prejudicial ao próprio candidato.

Além disso, cada pessoa tem suas próprias dificuldades e maneiras de estudar. E praticamente nenhuma faculdade possui um plano de ensino diferenciado, capaz de focar nas deficiências de conhecimento de seus alunos, pois já possuem rotinas de estudo previamente preparadas, desconsiderando a particularidade de cada um.

Como se já não bastasse a grande pressão para a aprovação na OAB, o aluno do curso de Direito também tem que se preocupar em conseguir seu diploma. Por essas razões, é preciso saber a melhor maneira de se preparar.

Pensando nisso, separamos aqui algumas dúvidas comuns em relação a essa preparação. Continue a leitura do post e descubra como garantir a sua aprovação na OAB, independentemente da sua faculdade!

É possível passar na OAB e garantir o diploma ao mesmo tempo?

É comum imaginar que a aprovação no Exame da Ordem requer uma dedicação exclusiva. Nesses momentos, o candidato normalmente começa a entrar em pânico e se questionar: mas e a faculdade? Eu preciso me formar! Como estudar para conseguir as duas coisas ao mesmo tempo?

Calma! Não é preciso se desesperar. É claro que é possível conseguir a aprovação na OAB e o seu diploma em conjunto — e não é necessário abrir mão de um para conquistar o outro. Até porque, se assim fosse, imagine quantos alunos trancariam a faculdade apenas para prestar o Exame da Ordem!

É claro, porém, que esse sucesso concomitante vai depender de muita dedicação e estudo!

A melhor dica aqui é saber o que estudar. Muitos alunos de Direito se perdem na hora do planejamento, e isso pode ser o diferencial entre o sucesso e a reprovação. Para ajudar, use provas antigas para saber quais são as matérias mais cobradas na OAB e foque nelas.

Em relação à faculdade, privilegie o estudo das matérias em comum com a OAB. Isso não quer dizer que você deve abandonar todas as outras, mas apenas que deve dedicar um pouco mais de atenção às disciplinas que também serão cobradas no exame.

Acima de tudo o que já foi dito aqui, é importante ressaltar que quem está se preparando para o Exame da Ordem não deve deixar os estudos para a última hora. Quanto antes você começar a se preparar, maiores serão as chances de aprovação e menor será o estresse para conseguir conciliar os estudos!

Por fim, não se esqueça de revisar as matérias. Mesmo que a faculdade não seja suficiente para prepará-lo, é inegável que, ao final do curso, você estará cheio de resumos, exercícios e um mínimo de conhecimento sobre os vários temas que serão cobrados na prova da OAB. Portanto, essa é a hora de pegar tudo isso e começar a revisão.

Vale ressaltar aqui que a insegurança é algo muito comum entre os candidatos. Caso você sinta que não está preparado, não hesite em buscar ajuda externa. Existem cursinhos que são voltados especificamente para o Exame da Ordem, com um foco personalizado nos conteúdos em que o aluno tem maior dificuldade.

Qual é o momento ideal para prestar o Exame da Ordem?

Antes de começar este tópico, vale lembrar que, para prestar o Exame da Ordem, o candidato deve estar matriculado nos últimos dois semestres ou no último ano do curso de Direito. Dessa forma, o estudante deve ter em mente que não adianta querer fazer a prova antes desse período — a não ser que seja como treineiro.

Nesse momento, você deve estar pensando nos vários casos em que um estudante que não cumpria esses requisitos conseguiu se inscrever e ser aprovado sem problema algum. Sim, realmente essas exceções existem, e todo mundo já ouviu falar de um caso parecido.

Ao que parece, isso depende da comissão seccional do exame: algumas flexibilizam essa previsão do edital, e outras não. Mas não tome isso como regra! Seria extremamente frustrante conseguir a aprovação na OAB apenas para descobrir que ela não pode ser aproveitada, pois você não cumpriu os requisitos na hora de prestar o exame.

É válido salientar aqui que, de acordo com o próprio edital, mentir na hora de se inscrever pode incorrer no crime de falsidade ideológica. Ou seja: mais um motivo para não se arriscar! O melhor a fazer é ir estudando e esperar o momento certo para realizar o exame.

Tendo isso em mente, voltemos à questão principal: não existe um momento ideal para fazer a prova. Isso varia de pessoa para pessoa. Porém, é bom lembrar que, quanto antes você tentar, melhor. Afinal, caso não consiga ser aprovado na primeira tentativa, ainda terá outras chances antes mesmo de se formar.

Ainda dentro desse questionamento, vale ressaltar que o candidato aprovado no exame só pode requerer sua carteira depois de concluir a faculdade. E, ao contrário do que muitos pensam, não existe um prazo limite para esse requerimento! Caso seja aprovado antes de se formar, você ainda poderá trancar a faculdade, repetir algum semestre ou até mesmo concluir o curso e esperar o tempo que quiser até fazer o requerimento da carteira. O certificado de aprovação na OAB não expira nunca!

Dessa forma, depois de aprovado, você pode ficar tranquilo para terminar seu curso e concluir o TCC. Quando terminar sua graduação, basta ter o seu diploma ou certificado de conclusão de curso em mãos para requerer a tão esperada carteira da OAB.

Faz sentido realizar a prova como treineiro?

No momento da inscrição no exame, o candidato pode escolher fazer a prova como treineiro. Isso significa que, apesar de fazer a mesma prova que todos os outros candidatos, sua nota não será considerada para o ingresso na Ordem.

Então a pergunta é: qual o objetivo de se fazer a prova como treineiro?

Bem, a resposta é simples: isso vai te ajudar a treinar — como o próprio nome diz!

Não há dúvidas de que a resolução de exercícios é uma excelente maneira de estudar. Nesse sentido, realizar a prova da OAB como treineiro é uma das melhores formas de se preparar.

Como a prova é a mesma para todos, você poderá se acostumar com o seu estilo e entender seu formato. Estudar com a ajuda de avaliações anteriores é uma ótima forma de treinar para o verdadeiro momento em que você prestará o exame como candidato.

E o melhor de tudo é que não é preciso estar nos últimos dois semestres da faculdade para realizar a prova como treineiro, já que a nota não é considerada para a aprovação na OAB.

Estudar por conta própria ou contar com um cursinho preparatório?

Baseado em tudo o que foi dito até aqui, é evidente que o estudante de Direito muitas vezes se sente inseguro e despreparado para realizar o Exame da Ordem. E não há vergonha nenhuma nisso! Afinal, vamos ser sinceros: é uma responsabilidade muito grande e que, muitas vezes, é vista como uma obrigação, o que apenas piora a ansiedade.

Essa insegurança, porém, é um obstáculo que se coloca entre você e a aprovação. Por isso, cogitar a ajuda de um cursinho preparatório pode ser uma boa ideia.

Cabe reiterar aqui que as faculdades, por si só, não são capazes de preparar o candidato para essa prova. Seus métodos de ensino poucas vezes são focados no preparo para a OAB, sem contar que raramente levam em consideração as peculiaridades de cada aluno.

Dessa forma, fica muito difícil para o estudante descobrir o que é preciso aprimorar em seus estudos por conta própria. Sem a ajuda de um suporte especializado, você talvez nunca saberá quais são suas fraquezas e em que parte o seu aprendizado deverá ser melhorado.

Cursinhos preparatórios, como o Saraiva Aprova, são especializados em dar total apoio ao candidato, com métodos que identificam suas dificuldades e traçam o melhor caminho de estudos para cada um.

Além disso, a preferência por plataformas online garante uma flexibilidade maior e ajuda a poupar um tempo precioso ao estudante. Afinal, as aulas podem ser assistidas no conforto de seu próprio lar, sem que você precise se preocupar com trânsito e deslocamentos.

Os cursinhos na modalidade de educação a distância (EAD) permitem que o aluno planeje seus próprios horários, o que também ajudará na hora de conciliar os estudos para a OAB com a própria faculdade.

Optar por um cursinho, portanto, garante mais segurança e também maiores chances de ser aprovado.

Como montar um cronograma de estudos para a faculdade e para o Exame da OAB?

Esclarecidas as maiores dúvidas, agora é o momento de criar um método de estudo que permita conseguir a aprovação na OAB e também o diploma na faculdade.

Como já foi dito, nada é alcançado sem dedicação e estudo. É claro que essa não é a tarefa mais fácil do mundo, mas isso também não quer dizer que seja a mais difícil. Com força de vontade, tudo é possível!

Lembre-se de que cada estudante possui suas peculiaridades, portanto, não existe uma fórmula 100% certa de estudos. É preciso que você descubra o que mais se adapta ao seu perfil e, mais uma vez, um cursinho preparatório pode ser essencial nessa tarefa.

Vamos listar aqui alguns passos que podem te ajudar a se organizar nos estudos. Confira!

1. Conheça seus pontos fortes e fracos

O primeiro passo na hora de montar seu cronograma é conhecer a si mesmo. Todo estudante de Direito tem suas matérias favoritas e também as mais odiadas.

É evidente que você terá muito mais facilidade em estudar aquilo de que gosta. Sempre que fazemos algo com prazer, essa atividade se torna muito mais produtiva. Portanto, foque nas suas matérias favoritas!

Por exemplo, se você gosta e tem facilidade em aprender Direito Penal, aproveite e se dedique bastante a isso. Talvez esse seja o diferencial na sua aprovação!

Por outro lado, você também não pode se esquecer daquelas matérias odiadas, principalmente se elas fizerem parte da sua grade curricular atual. Esses são os seus pontos fracos, e a melhor forma de combatê-los é saber reconhecê-los.

A partir do momento em que você já tem consciência das matérias que são mais difíceis, fica muito mais fácil contorná-las. Com a ajuda de um plano diversificado de estudos, você vai conseguir se dedicar a essas matérias sem muito sacrifício.

2. Organize-se por prioridades

Depois de reconhecer suas forças e fraquezas, é hora de se adaptar à faculdade e ao Exame da Ordem.

Primeiramente, observe o edital da OAB e, entre as matérias cobradas ali, destaque aquelas que são suas favoritas. Por fazerem parte do seu ponto forte, são elas que devem receber mais atenção, pois serão essenciais na sua aprovação.

Em segundo lugar, é hora de destacar as matérias em comum com sua grade curricular atual. Como já estão sendo estudadas no semestre, fica muito mais fácil acompanhá-las em tempo real pela faculdade, e você pode, inclusive, tirar dúvidas com seu professor.

Por fim, é hora de dar atenção àquelas disciplinas que lhe causam um certo desgosto. É muito provável que aqui se concentre a maior parte das matérias. Não se assuste, pois isso é normal. Afinal, é de se esperar que você tenha mais matérias odiadas do que adoradas.

A melhor forma de lidar com essas matérias é saber como estudá-las — e isso nos leva ao próximo ponto.

3. Diversifique seus estudos

Ler doutrinas, resumos e leis sobre aquilo que você gosta é muito fácil. Mas tentar fazer isso com matérias que você odeia e tem dificuldade em aprender é outra história. Por isso, é preciso encontrar um meio termo nesse estudo, para que isso não se torne um suplício desnecessário — e a melhor maneira de fazer isso é saber diversificar seus estudos.

E como fazer isso? Bem, é muito simples: varie suas matérias e a forma de estudá-las!

Alterne entre aquilo que você gosta e aquilo que você odeia. Não leia apenas doutrinas, mas faça também exercícios, veja aulas online e leia resumos. Também é muito importante não se esquecer de fazer algumas pausas, afinal, uma mente cansada absorve bem menos conhecimento!

4. Faça esquemas e resumos

Ao longo da sua rotina de estudos, é importante sempre fazer pequenas anotações e resumos. Além de serem táticas que ajudam a fixar a matéria, eles também vão ser muito úteis na hora da revisão.

Não há nada melhor do que não ter que se preocupar em sair procurando por uma parte específica da matéria em doutrinas e leis, pois ela já está resumida e esquematizada em seus cadernos.

5. Resolva exercícios e simulados

Uma das melhores formas de estudar, seja para a OAB, para concursos, ou para a própria faculdade, é por meio de exercícios e simulados! Por isso, de todos os pontos mencionados até aqui, esse talvez seja o mais importante!

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) — responsável pela aplicação do exame — possui uma maneira peculiar de montar suas questões. Ao resolver provas antigas da OAB, você se acostumará com o estilo dessas questões e também fixará conteúdos já estudados.

Não se esqueça, obviamente, de verificar se as questões estão atualizadas e de acordo com a lei vigente. Esse método é muito útil, pois consegue prender a atenção do estudante e exige menos tempo do que a leitura incessante de doutrinas e leis. Dessa forma, o candidato terá tempo para também se dedicar às matérias finais da faculdade.

Mas atenção: não basta apenas pegar as questões e resolvê-las. É preciso também procurar compreender cada uma de suas alternativas, estudando o porquê de elas estarem certas ou erradas. A resolução de exercícios serve como um estudo complementar.

6. Crie mapas mentais

Mapas mentais são formas esquematizadas de memorização por meio da lógica e, como o Direito é um curso em que as matérias costumam ser bem interligadas, a criação de mapas mentais é uma dica perfeita para trabalhar sua memorização.

É possível criar um mapa mental ao dividir uma matéria em tópicos. Por exemplo, no caso do Exame da OAB, você pode usar a lista de matérias que serão cobradas (disposta no próprio edital da prova) para dividir seu mapa em categorias e subcategorias. Isso ajuda na memorização da matéria e também servirá como um guia para os seus estudos.

A criação de mapas mentais muitas vezes é mais eficaz do que outros métodos de memorização que existem por aí!

7. Revise o que já foi estudado

Quando a data da prova se aproxima, é normal ficar um pouco desesperado. Mas não se preocupe! Se você estiver com os estudos em dia e bem-organizados, essa é a hora de apenas revisar tudo o que já foi aprendido.

Não adianta querer ler doutrinas ou estudar a lei na véspera da prova. A ansiedade vai acabar atrapalhando sua concentração, fazendo com que você se confunda. Por isso, foque apenas em revisar a matéria por meio dos seus esquemas e resumos.

8. Mantenha a calma e a concentração

Por fim, e não menos importante, é preciso saber manter a calma. Sim, sabemos que é difícil, mas pense bem: a ansiedade não agrega nada. Muito pelo contrário, ela só atrapalha!

Um pouco de descanso é vantajoso para ajudar a manter a calma e, consequentemente, a concentração durante os estudos. Estressar a mente com muitas informações e pouco descanso acaba sendo prejudicial. Afinal, ninguém é de ferro!

Seguindo essas dicas, ficará bem mais fácil montar seu cronograma de estudos e conseguir conciliar o Exame da OAB com a faculdade.

Há alguma dica para combater o nervosismo?

Eis que surge a pergunta de um milhão de dólares: como combater a ansiedade e o nervosismo? Obviamente, não existe uma resposta certa para essa pergunta. Mas separamos aqui algumas dicas que podem te ajudar.

Antes de mais nada, saiba dosar os estudos com intervalos de descanso. Uma mente cansada não consegue absorver tantas informações, e isso pode acabar sendo um empecilho.

Durante seus intervalos de descanso, aproveite para fazer algo que te agrade: veja um filme, jogue videogame, saia com os amigos, entre outras coisas. O importante é permitir que sua mente se desligue por algum tempo.

Evite estimulantes ao longo da sua jornada rumo à aprovação na OAB. Por mais que você esteja ansioso, não abuse do café ou energéticos, pois eles podem acabar piorando a situação. O ideal é que você descanse caso sinta sono ou cansaço.

As noites devem ser reservadas para dormir! Evitar o sono é prejudicial à saúde e também aos estudos. É durante esse descanso que nossa mente consegue assimilar as informações obtidas e memorizá-las.

Outra dica que também ajuda a combater o nervosismo é a prática de esportes. Sair para uma caminhada, uma pelada com os amigos ou ir para a academia podem ser uma boa ideia. Os exercícios físicos liberam uma descarga de energia que nos causa a sensação de bem-estar, são excelentes para aliviar a mente e também ajudam a ter uma boa noite de sono.

Caso você não seja adepto dos exercícios físicos, a meditação e outros exercícios de relaxamento também podem ser uma boa ideia.

E não se esqueça: não deixe que a insegurança seja um obstáculo para o seu sucesso!

Com todas as dicas mencionadas aqui, você tem tudo para arrasar no Exame da Ordem e ainda conseguir seu diploma na faculdade.

Se você gostou deste post, temos muito mais para você, semanalmente!


O que o Selo da OAB diz sobre as universidades?

O que o Selo da OAB diz sobre as universidades?

Na hora de escolher uma faculdade para cursar Direito, o aluno pode ficar confuso com tantas opções disponíveis no mercado. O curso está disponível na maioria das faculdades do Brasil, mas como saber quais são os melhores? Depois de começar o seu curso, o que fazer se ele não estiver listado entre os melhores? O que é o Selo da OAB? Qual o impacto dele na qualidade do curso?

O Selo da OAB é um dos critérios oficiais de medição da qualidade dos cursos de Direito. Essa acreditação surgiu como uma forma de a entidade controlar e acompanhar a qualidade do ensino jurídico no Brasil e segue alguns critérios objetivos para realizar a avaliação das faculdades.

Para descobrir o que é o Selo da OAB e como funciona a avaliação continue acompanhando este post.

Quais são os critérios para o Selo da OAB?

O Selo OAB Recomenda utiliza critérios objetivos, baseados na participação dos alunos no Exame da Ordem e também no ENADE. As instituições devem ter ao menos 20 alunos participantes em 3 edições do Exame de Ordem Unificado — essa participação tem peso 4 na avaliação. Na edição de 2016, 142 universidades receberam o Selo OAB Recomenda, válido por 3 anos.

Além disso, existe a necessidade de participação de ao menos 20 alunos no Enade — esse quesito tem peso 1. Todas as faculdades que obtiverem conceitos acima de 7, em escala de 0 a 10, recebem o Selo da OAB.

Assim como acontece no Exame da Ordem, no Selo da OAB não existe limite de instituições de ensino aprovadas. Todas as instituições que existem hoje poderiam ser condecoradas na mesma edição, o que vale é o desempenho individual da faculdade.

Conforme já ficou claro pelas edições da avaliação, a tendência é que a cada edição novas faculdades conquistem a aprovação.

O que acontece com as faculdades que não têm o Selo da OAB?

O Selo OAB Recomenda é uma sugestão da Ordem dos Advogados do Brasil para os estudantes e para o mercado. A concessão do selo é uma sugestão de que os alunos daquela instituição atingiram desempenho razoável nas provas do ENADE e no Exame da Ordem.

O Selo da OAB possui credibilidade baseada nos índices utilizados em sua concessão e na reputação da própria OAB, mas não é um critério governamental para avaliação dos cursos de Direito.

A certificação não tem caráter obrigatório e não interfere na autorização da instituição em ministrar o curso. A faculdade que não tem o Selo da OAB provavelmente pretende conquistá-lo para melhorar sua reputação no mercado, mas essa condecoração não interfere na autorização do Ministério da Educação (MEC) para que o curso seja aberto ou mantido.

Por isso, as faculdades que não tem o Selo da OAB não sofrem nenhum tipo de punição e podem continuar a ter cursos de Direito, mesmo que não consigam atingir os critérios da Ordem.

A única entidade que pode determinar o fechamento de um curso de Direito é o MEC, que possui critérios de avaliação próprios, previstos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, que são diferentes daqueles utilizados pela OAB.

O que fazer se minha faculdade não tiver o Selo da OAB?

O Exame da Ordem possui taxas de aprovação baixas com relação à quantidade de inscritos, e o Selo da OAB possui um índice baixo de concessão com relação aos cursos existentes.

Existem grandes chances de um aluno cursar Direito numa faculdade que não possui o Selo da OAB, porque essas instituições ainda são a maioria no cenário nacional. O que o aluno deve fazer se estiver matriculado em uma faculdade que não tem o selo?

O candidato que deseja se preparar bem para o Exame da Ordem, ao descobrir que sua instituição não recebeu o Selo OAB Recomenda, não deve se desesperar. O Selo da OAB é apenas um dos indicadores da qualidade do curso e não exclui o desempenho individual na prova.

Apesar de ter altos índices de reprovação, o Exame da Ordem aprova milhares de candidatos em todas as suas edições. O desempenho individual é o critério final para determinar o sucesso na conquista da aprovação na OAB.

Assim, é importante estudar e se preparar para o Exame da Ordem, visando seu desenvolvimento pessoal, independentemente das estatísticas. Manter o foco, criar um plano de estudos e se preparar adequadamente para o exame aumentam as chances de aprovação mesmo dos alunos de instituições que não possuem o Selo da OAB.

Como se preparar para o Exame da OAB?

Além de confiar na qualidade do curso de Direito, o candidato deve investir no estudo individual e acreditar na própria capacidade. É recomendável buscar um bom curso, que respeite a rotina corrida dos estudantes e garanta flexibilidade no aprendizado. Quanto mais bem-preparado o candidato estiver, maior sua chance de obter uma aprovação no Exame da Ordem.

O candidato deve dedicar uma parte da rotina diária para os estudos, criar um plano de estudos que inclua cursos preparatórios, leituras de doutrina e legislação e resolução de questões. Para utilizar tais estratégias não é necessário ter estudado em nenhuma instituição específica, basta ter interesse e engajamento para conquistar sua aprovação!

Tenha em mente que o Exame da Ordem sempre incluirá, além dos assuntos básicos de cada disciplina, assuntos que estão em voga no meio jurídico. É bastante comum que sejam cobradas legislações novas ou decisões recentes de tribunais, então, manter-se atualizado sobre os assuntos do universo jurídico também é um diferencial.

No momento de se preparar para o Exame da Ordem, esqueça os índices e estatísticas. Os índices são bons indicadores da média, mas o candidato bem-preparado não busca a média, mas a aprovação definitiva para exercício da advocacia.

Não se pode esquecer que a aprovação no Exame da Ordem é apenas uma etapa do início da vida profissional do advogado e que o estudo é permanente nessa profissão.

Agora que você já sabe mais sobre o Selo da OAB, entenda mais sobre a taxa de aprovação na OAB nos últimos anos!

Como funciona a anuidade da OAB?

Como funciona a anuidade da OAB?

A anuidade da OAB é a principal fonte de custeio da ordem e de suas seccionais. A contribuição é cobrada de advogados, estagiários e sociedades de advogados e serve para fornecer fundos às estruturas de assistência, serviços, representação e fiscalização dos advogados.

Mas o que o candidato aprovado deve saber para começar o pagamento de suas anuidades e garantir a manutenção da inscrição após a aprovação no Exame da Ordem? Continue a leitura do post e descubra!

Como é regulamentada a anuidade da OAB?

Mesmo com o exame da OAB unificado e realizado nacionalmente, a organização dos advogados continua a ser realizada em caráter estadual, por meio das seccionais de cada unidade federativa (UF). Nesse caso, cada estado pode deliberar livremente sobre o valor a pagar, a forma de pagamento e as possibilidades de desconto para os seus inscritos.

O Conselho Federal da OAB regulamenta a questão de forma geral, mas cada seccional ajusta os critérios pensando no mercado de trabalho, oportunidades e tendências da região. Todos os estados fornecem descontos ou facilidades para pagamento da anuidade da OAB. Também há iniciativas regionais que tentam evitar reajustes anuais expressivos.

Quais são os valores da anuidade da OAB?

No ano de 2017, o estado com a anuidade de valor básico mais baixo para pagamento à vista em janeiro foi o Maranhão, cobrando R$ 718,59, enquanto o mais caro foi São Paulo, com o valor anual de R$ 997,30. Os valores refletem as diferenças de preços de cada localidade, que possuem mercados diferentes e tabelas de honorários específicas para cada realidade.

Caso o advogado opte pelo pagamento parcelado, perde o desconto para pagamento à vista, mas pode quitar as parcelas ao longo do ano, sem precisar dispor de uma grande soma imediatamente. Cabe ao inscrito verificar qual das opções é mais adequada ao seu orçamento e se planejar para a quitação dos valores.

Jovem advogado recebe desconto na anuidade da OAB?

Para manter a carteira após a inscrição, o jovem advogado deverá pagar a anuidade à vista no mês de janeiro ou parcelada ao longo do ano. É importante que o candidato aprovado no Exame da Ordem se organize para realizar o pagamento da anuidade — o que marcará o início da sua profissão de advogado.

A boa notícia para aqueles que se inscrevem na OAB é que todas as seccionais concedem desconto regressivo para os profissionais recém-habilitados: nos primeiros anos o desconto é maior, diminuindo gradativamente até que o profissional passe ao pagamento de anuidade integral, no sexto ano de profissão.

Os jovens advogados são divididos em classes para pagamento de anuidades. Cada classe representa um percentual de desconto, que geralmente varia entre 40% no primeiro ano, e 10% no último.

Quanto custa a anuidade da OAB para estagiários?

Os estagiários inscritos na OAB podem realizar alguns atos específicos, como carga de processos, além de proporcionar acesso aos benefícios que atingem aos inscritos na OAB como a caixa de assistência, clube de benefícios, participação em eventos com desconto no valor da inscrição e colônia de férias.

Nesse caso, a inscrição traz benefícios para os estagiários e seus contratantes, que costumam ser os responsáveis pelo pagamento da anuidade do profissional em treinamento.

Assim como os jovens advogados, os estagiários também possuem valor de anuidade diferenciado, que geralmente é de 50% do valor de base da anuidade de advogados. Esse valor também pode ser parcelado ou pago com desconto adicional no começo do ano.

Quais são as possibilidades de isenção da anuidade da OAB?

Seguindo recomendações do Conselho Federal, as seccionais têm implantado programas de isenção para os advogados que possuem doenças graves e também para as mulheres advogadas que se tornam mães, as quais recebem isenção no ano seguinte ao nascimento ou à adoção do filho.

Assim como a cobrança da anuidade, os programas de isenção precisam de regulamentação por cada seccional para sua implementação.

Nos casos citados, o advogado deve procurar diretamente sua seccional de inscrição e verificar se preenche os requisitos para a concessão de isenção. O inscrito deve pleitear a concessão da isenção por meio de pedido administrativo, pois o benefício não é automático e depende da análise documental.

Caso possa usufruir do benefício, o interessado deve cumprir as formalidades exigidas por sua seccional, que pode envolver a realização de exames físicos e apresentação de laudos médicos ou outros documentos comprobatórios de sua condição de isento.

Quais são as consequências do não pagamento da anuidade da OAB?

O advogado que deixa de pagar as contribuições à OAB — mesmo após cobrança para fazê-lo — comete infração disciplinar, nos termos do artigo 34, inciso XXIII do Estatuto da OAB. A falta de pagamento de anuidade da OAB pode resultar em procedimento administrativo disciplinar, nos termos do código de ética.

A punição ao advogado inadimplente pode ser de suspensão do exercício profissional em todo o território nacional pelo prazo de 30 dias a 12 meses, até que ele faça o pagamento integral da dívida — inclusive com correção monetária.

A questão da suspensão do exercício profissional é bastante controversa e está sob questionamento perante o STF, mas continua sendo aplicada pelas seccionais da OAB em caso de devedores contumazes. A suspensão se aplica como último recurso após diversas tentativas de acordo e oferta de parcelamento dos valores devidos.

Outras consequências negativas da falta de pagamento das anuidades são o impedimento de atuação perante os convênios com a defensoria pública e a inclusão nos cadastros de devedores, que vem sendo utilizada por algumas seccionais como alternativa para cobrança.

O advogado deve tomar cuidado e evitar a inadimplência e seus efeitos, buscando a negociação de sua dívida o mais rápido possível caso aconteça um imprevisto que o leve à inadimplência.

As seccionais promovem diversas campanhas de regularização ao longo do ano, que podem ser boas oportunidades para regularizar os pagamentos da anuidade da OAB e evitar os riscos da inadimplência.

E você, entendeu como funciona a anuidade da OAB? Então aproveite para compartilhar este post em suas redes sociais e passar o conhecimento adiante!

Entenda a polêmica taxa de inscrição da OAB

Entenda a polêmica taxa de inscrição da OAB

A taxa de inscrição da OAB é uma grande preocupação para os candidatos que se inscrevem no Exame da Ordem, pois o valor é considerado elevado e aumenta anualmente.

Os candidatos devem estar preparados para o pagamento da taxa ou a realização de pedido de isenção dentro dos prazos previstos no edital para garantir sua participação no exame.

Para auxiliar os candidatos na compreensão do edital e de como funciona a cobrança da taxa, selecionamos os aspectos mais importantes sobre a cobrança de inscrição realizada pela OAB. Confira!

Evolução do valor da taxa de inscrição da OAB

Os valores para a inscrição no Exame da Ordem aumentaram significativamente quando a prova passou a ser realizada de forma unificada, em caráter nacional. Antes do primeiro exame nacional, o valor da taxa de inscrição alcançou o valor máximo de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais).

A CESPE/UNB ficou encarregada de organizar o primeiro exame nacional, aumentando o valor da taxa de inscrição para R$ 200,00 (duzentos reais).

Já a Fundação Getúlio Vargas, atual organizadora da prova, assumiu a realização do Exame da Ordem a partir da segunda edição da prova nacional. Para aquela avaliação, a quantidade de inscritos ultrapassou a marca das cem mil pessoas, alcançando 107.028 inscritos, segundo o relatório “Exame de Ordem em Números”, organizado pelo Conselho Federal da OAB e pela FGV.

O caráter nacional da prova e a grande quantidade de inscritos fazem com que a logística do exame seja complexa, justificando o valor da taxa de inscrição e o reajuste anual realizado pela organização do exame.

O histórico de valores das últimas edições é o seguinte:

  • XX Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXI Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXII Exame Unificado: R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais);
  • XXIII Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);
  • XXIV Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais);
  • XXV Exame Unificado: R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais).

Observando-se os valores do passado, a tendência é de que, no ano de 2018, o valor seja novamente reajustado em, pelo menos, vinte reais, com a taxa se aproximando cada vez mais dos trezentos reais.

Isenção de pagamento de taxa de inscrição da OAB

O último edital do Exame da Ordem apresenta os critérios para concessão de isenção de taxa ao candidato de baixa renda que seja amparado pelo Decreto 6.593, de 2 de outubro de 2008.

Para obter isenção da taxa, o candidato deve estar no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Candidatos que não estejam inscritos no CadÚnico não estão aptos a pleitear a concessão de isenção de taxa de inscrição no Exame da Ordem.

Quem deseja se cadastrar no CadÚnico deve buscar as informações diretamente com a prefeitura do município de sua residência, pois as formas de organização das redes de assistência social variam em cada localidade.

Além de estar inscrito no CadÚnico e ser considerado de família de baixa renda nos termos do Decreto 6.135, de 26 de junho de 2007, o candidato deve seguir as seguintes orientações do edital:

  • preencher o requerimento no site da FGV com os mesmos dados cadastrais constantes nos bancos de dados do CadÚnico — alterações cadastrais posteriores podem ser realizadas pelo candidato, mas, em um primeiro momento, o cadastro deve ser exatamente igual ao que consta no CadÚnico;
  • apresentar informações verdadeiras, evitando omissões;
  • cumprir a forma de envio por meio de formulário eletrônico — a FGV não aceita o requerimento de isenção realizado por meios como e-mail, carta ou fax;
  • observar o prazo e os horários constantes no edital.

Para a realização do pedido de concessão de isenção, o candidato deve ficar atento às particularidades do cadastro delimitadas pelo edital a fim de evitar o indeferimento de seu pedido em razão de preenchimento incorreto ou incompleto do requerimento.

Redução do valor da taxa por aproveitamento da primeira fase

A aprovação na primeira fase de um exame anterior pode ser aproveitada pelo candidato, por uma vez, no exame seguinte. Com o reaproveitamento, o candidato fica dispensado de realizar novamente a primeira fase e participa diretamente da segunda fase do exame, pagando um valor reduzido de taxa de inscrição.

A regulamentação da forma de inscrição e valor da taxa é feita por meio de publicação de edital complementar. Os candidatos que realizam o reaproveitamento de nota da primeira fase recebem o desconto de 50% no valor integral da taxa de inscrição.

Também é possível se beneficiar de pedido de isenção de taxa para a realização apenas da segunda fase. Nesse caso, as condições para estar apto ao requerimento de isenção são as mesmas que estão previstas para os beneficiários de isenção de taxa na prova completa.

Forma de pagamento da taxa de inscrição da OAB

O pagamento da inscrição no Exame da OAB é feito pelo candidato por meio de boleto bancário emitido após o preenchimento e envio do formulário de inscrição. A taxa deve ser paga em parcela única com o boleto emitido pela FGV.

O candidato deve estar atento ao prazo de pagamento do boleto bancário, que não pode ser prorrogado. Sempre que possível, é ideal evitar realizar o pagamento no último dia do prazo. Imprevistos podem acontecer, excluindo prematuramente o candidato que não conseguiu pagar a taxa de inscrição da OAB.

Inscrição no Exame da Ordem como investimento

A melhor opção para os candidatos ao Exame da OAB é realizar uma preparação de qualidade, que garanta a aprovação definitiva, evitando a necessidade de participação em diversos exames.

O candidato conta com diversas opções de cursos preparatórios e escolas, podendo optar inclusive por estudar em casa, utilizando recursos online disponíveis em diversos formatos e mídias, de acordo com sua preferência.

Mesmo com o valor elevado da taxa de inscrição, o Exame da Ordem é um bom investimento ao candidato. Ao ser aprovado no exame, o bacharel se torna advogado, podendo exercer o ofício após sua aprovação, recuperando o investimento realizado com a profissão conquistada.

Agora que você aprendeu sobre a taxa de inscrição da OAB, descubra qual o custo financeiro e de oportunidade ao prestar cada exame da ordem: utilize nossa calculadora para obter informações exclusivas!

Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

As duas perguntas mais comuns durante a preparação para 2ª fase da OAB são:

  1. Como fazer a marcação no Vade Mecum?
  2. Qual a peça que vai cair?

A primeira, é mais fácil de responder, porque as regras estão no edital e a FGV fez o favor de ilustrar o que pode (e o que não pode) ser feito no Vade Mecum. Portanto, passamos a responder a segunda pergunta.

Independentemente da disciplina optativa escolhida, a peça que irá cair será qualquer uma que está prevista no conteúdo programático!

“Mas como assim, professor? Esta resposta é muito evasiva!”

Devolvo com outras duas perguntas.

Qual a vantagem de um palpite de última hora?

Se lhe indicar “peça Y” você vai estudar mais ela?

Em caso positivo, todas as outras peças sofrerão com o seu desprezo e que poderá comprometer a sua prova caso a “peça X” seja cobrada. Por isso, a melhor resposta ainda é saber logo no início da preparação para 2ª fase, quais as peças que são mais cobradas.

Veja que é importante passar os estudos pelo maior número de peças, lembrando que as disciplinas têm as suas próprias peças dentre aquelas que são “genéricas”, como alguns recursos e o mandado de segurança, por exemplo. Destacar o estudo e ter mais atenção a um grupo seletivo de peças é mais importante do que olhar nos dias que antecede a prova a determinada peça.

Em razão disso, preparamos um eBook com uma avaliação de todas as provas da 2ª fase em todas as disciplinas, para destacar o que realmente mais cai. No entanto, o objetivo é ilustrar o que deve ter mais atenção e não ignorar todas as outras que nunca caíram ou foram cobradas uma única vez.

Outra sugestão é observar as peças que foram cobradas nas últimas cinco provas para ver se há um padrão ou uma tendência. Você pode acessar este eBook, gratuitamente, e tirar suas próprias conclusões.

Sabemos que muitos professores gostam de fazer previsões para agradar seus alunos, mas criar este “ambiente de expectativas” é mais prejudicial do que benéfico, especialmente às vésperas da prova.

O melhor que o aluno deve fazer é resolver muitas questões dissertativas na última semana (e durante a preparação), bem como praticar peças.  A compreensão do passo a passo das peças é um modo de evitar as “decorebas”, principalmente, em disciplinas que exigem o conhecimento de muitas ações e recursos.

Por tudo isso, preferimos acreditar que a preparação sistemática, séria, programática e de olho no edital é mais importante do que ficar especulando situações, que podem ser não só desgastantes como frustrantes.

Mantenha o rumo dos seus estudos, saiba quais as peças que mais foram cobradas na sua disciplina e excelente prova!


Este artigo foi escrito pelo professor Marcelo Hugo, referência nacional em preparação para a OAB.

Entenda TUDO sobre a 2ª fase da OAB!

A prova da OAB é um desafio a ser vencido por etapas. Se você conseguiu ser aprovado na 1ª fase, muito bem! Esse já é um grande passo, mas ainda não é o momento de descansar. Na verdade, agora é a hora de intensificar os estudos e se preparar para a reta final.

Estudar para a segunda fase da OAB é um desafio tão grande quanto o anterior. Um erro que muitos candidatos cometem é achar que apenas prova objetiva é difícil, deixando de se dedicar à prova discursiva. Consequentemente, sofrem com a reprovação no Exame da Ordem.

Não caia nesse erro! Depois de passar na primeira fase, comece a estudar imediatamente para a segunda. É preciso montar um bom cronograma e compreender a estrutura da prova.

Se você quer saber como funciona a 2ª fase da OAB e descobrir como otimizar seus estudos para essa etapa, confira nossas dicas a seguir!

Como chegar à 2ª fase da OAB?

O Exame da Ordem é bastante conhecido por sua dificuldade. Em todas as suas edições, a média dos aprovados fica sempre em torno dos 20%. A prova objetiva é responsável por grande parte das reprovações. Portanto, não adianta querer entender como é a segunda fase da OAB se você não tiver bagagem suficiente para sequer ser aprovado na primeira.

Como a prova objetiva cobra um rol bem maior de matérias, o preparo do candidato deve começar com muito tempo de antecedência. A criação de um cronograma que contemple quantas disciplinas e horas estudar por dia é essencial para garantir a aprovação nessa etapa.

A FGV, banca responsável pela elaboração do exame, costuma repetir muitos padrões nas questões de múltipla escolha. Daí vem a importância de treinar por meio de exercícios e simulados. Esse método de estudo garante não apenas a fixação da matéria mas também a familiarização com o estilo da prova e aumenta sua capacidade de interpretação das questões.

Os candidatos também devem estar cientes de quais são seus pontos fracos e fortes. Todo mundo tem suas matérias favoritas e aquelas nas quais tem maior dificuldade. Essa noção serve como ponto de partida para planejar os estudos de modo que seus pontos fracos sejam reforçados, enquanto os fortes sejam bem aproveitados.

Um bom curso preparatório faz toda a diferença nesse momento. O Saraiva Aprova conta com um método de ensino personalizado, que leva em conta as dificuldades de cada candidato, traçando o melhor caminho de estudos para ele. As aulas online de curta duração também permitem que você aprenda no seu próprio ritmo, sem tomar muito tempo.

Esse apoio especializado é o que vai garantir sua aprovação na primeira fase, permitindo que já comece com uma grande vantagem nos estudos para a prova discursiva.

Qual é a estrutura da prova?

Enquanto a 1ª fase da OAB é composta por uma prova objetiva com 80 questões fechadas, a 2ª fase conta com quatro questões abertas e uma peça prático-profissional que vão medir os conhecimentos do candidato em uma disciplina específica, escolhida no momento da inscrição.

Por um lado, a matéria a ser estudada vai ser muito mais enxuta. Por outro, você deverá se aprofundar muito mais nela, pois não vai poder “chutar” as respostas, já que são todas discursivas.

Cada uma das quatro questões vale 1,25 ponto e a peça profissional vale 5, somando o total de 10 pontos. Para ser aprovado, o candidato deverá fazer, no mínimo, 6 pontos. Dessa forma, se você zerar a peça prática, será reprovado imediatamente.

A duração da prova, assim como na 1ª fase, é de 5 horas. Os candidatos que não conseguirem terminar a prova a tempo deverão entregá-la no estado em que se encontrar.

As folhas de respostas são separadas de acordo com as questões: 1 folha para cada pergunta e 5 folhas para a peça prática. O candidato também contará com a mesma quantidade de folhas de rascunho, que não serão consideradas para a correção.

Cada folha possui 30 linhas para escrever. Se o candidato extrapolar esse limite, as respostas que estiverem fora das linhas serão desconsideradas no momento da correção.

A peça prático-profissional deverá ser redigida de acordo com as instruções dadas pelo examinador. São diversos modelos que podem ser cobrados, desde petição inicial até mandado de segurança. Para se preparar, o candidato deve estudar quais foram as peças mais cobradas até hoje e ficar muito atento ao enunciado para descobrir exatamente o que está sendo pedido.

O que pode ser levado para consulta?

Na 2ª fase do exame da OAB, o candidato poderá consultar a legislação seca, súmulas, orientações jurisprudenciais, enunciados e precedentes normativos. Logo, ele poderá levar códigos isolados ou um Vade Mecum para o exame, desde que não tenham comentários ou anotações.

É claro que essa é uma enorme vantagem em relação à 1ª fase, porém aqueles que não estiverem preparados podem acabar se confundindo na hora de consultar as leis e, com isso, vão perder um tempo precioso.

Para evitar que a possibilidade de consulta seja um empecilho no dia do exame, é essencial que você saiba escolher seu Vade Mecum para OAB. Afinal, seria horrível abrir seu material no meio da prova apenas para descobrir que ele não contém a legislação que você precisa.

É preciso também ficar atento à edição do seu material de consulta e verificar se ele está atualizado de acordo com a legislação vigente. A OAB gosta de fazer questões que exigem o conhecimento de leis que foram recentemente alteradas e o candidato precisa estar preparado para isso.

Existem no mercado alguns compilados de leis com comentários dos editores e professores. Esse tipo de material é expressamente proibido como meio de consulta. No mesmo sentindo, se o seu Vade Mecumestiver com anotações feitas à lápis ou caneta, não será possível consultá-lo.

Minutos antes da prova, os aplicadores passarão de mesa em mesa, revistando os materiais de cada um. Aquilo que não estiver de acordo com as regras será confiscado e o candidato deverá fazer a prova sem qualquer tipo de consulta.

É claro que algumas anotações podem passar despercebidas durante essa revista. Porém, caso os aplicadores constatem alguma irregularidade no material durante a aplicação da prova, o candidato será eliminado.

Vale ressaltar aqui que, apesar das anotações serem proibidas, é possível fazer remissões simples entre artigos de leis e usar clipes e marcadores para destacar as páginas mais importantes do seu material. O candidato deve usar isso ao seu favor, organizando seu Vade Mecum de forma estratégica.

Quais são as disciplinas cobradas?

Como já mencionamos antes, é o próprio candidato quem escolhe qual será a disciplina da 2ª fase da OAB. Existem sete opções:

  • Direito Administrativo
  • Direito Tributário
  • Direito Constitucional
  • Direito Civil
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Empresarial

Quando o estudante de Direito começa a se preparar para a OAB, ele sempre se depara com alguns comentários de colegas e ex-alunos dizendo que uma disciplina é mais difícil que a outra, ou que ele deve escolher sempre a área mais fácil, pois isso garante a aprovação.

Não dê ouvido a essas bobagens!

Para escolher a disciplina da 2ª fase, você deve levar em consideração as suas aptidões. Não adianta escolher Direito Civil — pensando é a mais fácil — se você nunca gostou dessa matéria. Ao fazer isso, você estará dando um tiro no próprio pé, pois a definição de “fácil” ou “difícil” varia de pessoa para pessoa.

Escolha a disciplina na qual tem mais facilidade. Se você gosta de estudar Direito Constitucional e tem um bom desempenho nessa matéria, então essa deverá ser a sua escolha para a 2ª fase.

Vamos analisar, a seguir, as estatísticas e peculiaridades de cada uma das disciplinas da 2ª fase nos últimos anos, inclusive com as peças mais cobradas em cada uma delas. Mas devemos lembrar aqui que é importante estudar todas as peças que podem cair, afinal, nunca se sabe o que estará dentro da caixinha de surpresas da OAB.

Direito Administrativo

Direito administrativo não é a opção mais escolhida entre os candidatos, porém é a terceira com maior porcentagem de aprovação.

Como a quantidade de matéria dessa disciplina é enorme, você deverá estar muito bem preparado, estudando principalmente a lei de licitações (8.666/96) e a responsabilidade dos agentes públicos.

Levando em consideração o histórico da OAB, direito administrativo, ao lado de direito empresarial, é a disciplina com maior variação das peças cobradas, fazendo com que seja quase impossível verificar um padrão da FGV.

Mandado de segurança e petição inicial (rito ordinário) são as que tiveram maior incidência. Mas as peças de ação popularcontestaçãoação de responsabilidade civil e apelação também já foram cobradas mais de uma vez.

Direito Tributário

É a terceira disciplina menos escolhida e seu índice de aprovação não é muito alto.

Direito tributário é uma matéria que os estudantes ou amam ou odeiam. Logo, se essa for sua escolha para a 2ª fase da OAB, acredito que você esteja dentro da primeira hipótese.

Uma questão importantíssima nessa disciplina é a contagem do prazo decadencial para constituição do crédito tributário, já que o seu termo inicial possui variações de acordo com o tipo de lançamento do tributo.

mandado de segurança com pedido de tutela antecipada é a peça mais cobrada em direito tributário, devendo, portanto, estar na ponta do lápis dos candidatos.

Direito Constitucional

Essa é a segunda disciplina menos escolhida entre os candidatos, perdendo somente para direito empresarial. Por outro lado, é a que conta com maior índice de aprovação, refletindo, talvez, que apenas as pessoas que realmente gostam de direito constitucional fazem essa escolha.

Não precisamos nem falar aqui que o controle de constitucionalidade é conhecimento obrigatório de quem opta por essa área na 2ª fase, certo? Ainda que a peça prático-profissional não seja um remédio constitucional, esse tema com certeza será cobrado em pelo menos uma das questões discursivas.

A peça mais cobrada aqui é a ação direta de constitucionalidade (ADI), e, em segundo lugar, recurso extraordinário.

Direito Civil

Direito civil é uma disciplina com grande variedade de temas e peças que podem ser cobradas. É a terceira disciplina mais escolhida e a segunda com maior número de aprovação.

Como a quantidade de matéria é muito grande, fica difícil definir quais são os seus tópicos mais importantes. O candidato que optar por essa área, deverá estar muito bem familiarizado com a divisão do Código Civil e os temas mais controversos na época em que a prova for realizada.

Ao longo dos anos, já foram cobradas mais de 15 peças diferentes nessa disciplina, porém a que teve maior número de reincidência foi apelação.

Direito Penal

Provavelmente essa é a disciplina mais “queridinha” entre os estudantes de Direito. Não é à toa que é também a mais escolhida na 2ª fase da OAB. Essa estatística, porém, faz com que direito penal seja uma das matérias com maior número de reprovação, perdendo somente para direito empresarial.

Assim como acontece no direito civil, não é possível definir os tópicos mais importantes do direito penal, pois essa é uma disciplina muito ampla. É preciso ficar atento ao contexto da época em que a prova da OAB está sendo aplicada, pois a FGV gosta de cobrar alguns dos temas que estão em alta no momento.

A peça mais cobrada em direito penal também é a apelação.

Direito do Trabalho

Depois de direito penal, direito do trabalho é a disciplina mais escolhida entre os candidatos e, assim como acontece naquele caso, aqui também temos um índice altíssimo de reprovação. Isso é normal, afinal, as disciplinas mais escolhidas vão obviamente liderar o índice de reprovação.

As súmulas e orientações jurisprudenciais são importantíssimas para o direito do trabalho, pois são elas que guiam a compreensão dos artigos da CLT e são cada vez mais cobradas na prova.

O bom de quem escolhe essa área para a segunda fase é que direito do trabalho não conta com uma grande variedade de peças. Contestação é disparadamente a peça mais cobrada, seguida de recurso ordinário e petição inicial.

Direito Empresarial

Para finalizar, direito empresarial é, por incrível que pareça, a disciplina menos escolhida e com maior índice de reprovação. A explicação para isso é que a FGV exagerou na dificuldade dessa área em várias edições seguidas, jogando o índice de reprovação lá para baixo.

Nas últimas edições do exame, direito empresarial voltou a ser uma prova não tão difícil, mas, ainda assim, é uma disciplina escolhida apenas por aqueles que gostam muito do tema.

A variedade de peças cobradas aqui é altíssima, sendo que elas quase nunca se repetem. Portanto, fica difícil estabelecer um padrão. Ao escolher direito empresarial, é preciso estar preparado para qualquer hipótese.

Como deve ser uma boa peça?

A elaboração da peça prático-profissional é o ponto principal da segunda fase da OAB. Afinal, o erro aqui pode acarretar a reprovação do candidato. Por isso, a recomendação é que você comece a prova por ela, usando as folhas de rascunho para fazer apenas um esboço do que será escrito na folha de respostas.

O primeiro passo — e mais importante — é identificar a peça. Para isso, preste muita atenção no caso proposto pelo examinador, pois a resposta estará ali mesmo. Leia com calma, analisando todas as informações, tendo em mente que nada do que está ali é irrelevante.

Depois de identificar qual é a peça, é hora de descobrir o seu rito. Muitas vezes o candidato não dá a devida atenção a algumas informações — os valores mencionados pelo examinador, por exemplo —, e elabora uma peça no rito ordinário, quando deveria ser sumário. É óbvio que, com isso, alguns pontos serão perdidos.

Ao escrever o corpo da peça, deixe bem claro quais são os artigos que fundamentam seus argumentos e seja breve. Não escreva demais, pois quanto mais sucinta for sua peça, menores são as chances de cometer erros bobos e extrapolar o limite de linhas.

A divisão da petição deve se dar da seguinte forma: endereçamento, qualificação das partes, exposição dos fatos, argumentação e fundamentação, pedido, valor e assinatura. O ideal é escrever apenas o básico em cada tópico, lembrando que essa separação deve estar bem definida.

Por fim, não invente nenhuma informação e jamais assine a peça com seu próprio nome, pois qualquer meio de identificação do candidato é causa de reprovação. Escreva apenas advogado ou XXXXX no lugar em que deveria estar sua assinatura.

Quais critérios de correção são utilizados?

Após a realização do exame, a FGV libera um espelho de respostas para que os candidatos saibam especificamente o que deveria ter sido mencionado em cada questão. O espelho também indica como será feita a distribuição dos pontos.

Nas questões subjetivas, os critérios de correção levam em conta o raciocínio jurídico dos examinandos. Logo, não adianta fazer apenas a referência ao artigo legal que justifica sua resposta, pois é a argumentação que será avaliada. Em alguns casos, a questão pode até exigir que você explicite qual é o fundamento legal, mas ainda assim a justificativa lógica é sempre obrigatória.

O mesmo é válido para a peça prático-profissional. O candidato deverá deixar muito claro o seu conhecimento jurídico por meio da sua argumentação. É importante relembrar que, ainda que a fundamentação da peça esteja correta, ela será zerada se o candidato errar sua identificação.

Apesar de não existir critério específico para avaliação do português, nós sabemos que os examinadores tiram pontos a cada erro grotesco cometido pelos candidatos. Dessa forma, você deve tomar cuidado para escrever suas respostas respeitando as regras da língua portuguesa.

As folhas de respostas são separadas na ordem da prova: são 5 folhas para a peça prática e uma folha para cada questão discursiva. Se o candidato transcrever as respostas fora de ordem — por exemplo, responder à questão 1 na folha da questão 2 —, sua nota será zerada.

Como algumas questões são divididas em letras, vale dizer que a ordem de resposta de cada uma também deve ser seguida. Logo, se você escrever a solução da letra B antes da letra A — ainda que tenha usado a folha de resposta correta —, sua nota também pode ser zerada.

Por fim, após a liberação do resultado preliminar, os candidatos têm o direito de recorrer caso entendam que houve erro na elaboração das perguntas ou na correção da prova. Não existe, porém, a possibilidade de recorrer do espelho de respostas. Portanto, para argumentar um erro de correção, você deverá se basear nos padrões desse espelho.

Existem técnicas para se dar bem na 2ª fase?

A única pessoa que pode garantir sua aprovação na 2ª fase da OAB é você mesmo. É claro que existem algumas dicas e técnicas que podem ajudar, mas se você não fizer sua parte, estudando com afinco e levando o exame a sério, não há como garantir o sucesso.

Para se dar bem na prova discursiva, você deve primeiramente focar na peça prático-profissional. Metade dos pontos da prova está concentrada na elaboração dessa peça, portanto, o candidato que não estiver bem preparado vai se dar mal.

Não basta apenas estudar para escrever uma boa peça. É preciso usar provas antigas ou simulados para treinar. Você deve se acostumar a pesquisar no Vade Mecum, ter boa argumentação e respeitar o tempo limite do exame.

É a prática que leva à perfeição, por isso é tão importante ter um roteiro de estudos para a 2ª etapa da OABque contemple a realização de simulados pelo menos uma vez por semana.

Jamais pratique no computador! No dia do exame, você terá apenas caneta, lápis e o Vade Mecum ao seu favor. É preciso que você pratique a sua caligrafia e aprenda a escrever rápido, já que não será possível digitar as respostas. Lembre-se de cronometrar seus simulados para ter noção do tempo que você está gastando para resolver a prova.

Precisamos destacar aqui que, se você acha que sua escrita é um garrancho incompreensível, vai ser necessário caprichar um pouco mais na hora de redigir sua peça. A escrita ilegível é motivo suficiente para que o examinador desconsidere o que está escrito, fazendo com que você perca pontos.

A organização do Vade Mecum também é importantíssima para a 2ª etapa. Use marcadores e clipes com sabedoria para indicar as leis e artigos mais importantes para a disciplina escolhida. A ideia é que, na hora da prova, você consiga encontrar rapidamente aquilo que estiver procurando.

A 2ª fase da OAB não tem um rol de matérias tão amplo quanto a 1ª fase, porém exige um conhecimento muito mais aprofundado sobre a área escolhida pelo candidato. Se você chegou até aqui, não diminua o ritmo dos estudos porque o desafio ainda não acabou. Aproveite o embalo de um bom curso preparatório para intensificar seu aprendizado e garantir o sucesso na carreira jurídica!

Se você quiser saber um pouco mais sobre as estatísticas da segunda fase da OAB, conheça o nosso e-book sobre as peças mais cobradas nos últimos exames!

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