Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Por que a faculdade de Direito não garante a aprovação na OAB?

Um dos grandes desesperos de qualquer estudante de Direito é o famoso Exame da OAB. E isso não é de se espantar, pois, uma prova cuja média de aprovados está sempre em torno dos 20% é algo que parece realmente assustador à primeira vista.

O candidato, por outro lado, deve ter em mente que a bagagem de conhecimento adquirida no decorrer do curso de Direito nem sempre é suficiente para ser aprovado nesse exame tão temido, pois existe uma grande desproporção entre as avaliações de muitas instituições e o próprio exame.

São tantas as faculdades de Direito existentes no Brasil, que muitas delas sequer possuem o selo de recomendação da OAB. Diante desse cenário, pouquíssimas universidades conseguem realmente preparar o aluno para o Exame da Ordem, e como não é todo mundo que tem a oportunidade de estudar em uma grande instituição, esse desnivelamento acaba sendo prejudicial ao próprio candidato.

Além disso, cada pessoa tem suas próprias dificuldades e maneiras de estudar. E praticamente nenhuma faculdade possui um plano de ensino diferenciado, capaz de focar nas deficiências de conhecimento de seus alunos, pois já possuem rotinas de estudo previamente preparadas, desconsiderando a particularidade de cada um.

Como se já não bastasse a grande pressão para a aprovação na OAB, o aluno do curso de Direito também tem que se preocupar em conseguir seu diploma. Por essas razões, é preciso saber a melhor maneira de se preparar.

Pensando nisso, separamos aqui algumas dúvidas comuns em relação a essa preparação. Continue a leitura do post e descubra como garantir a sua aprovação na OAB, independentemente da sua faculdade!

É possível passar na OAB e garantir o diploma ao mesmo tempo?

É comum imaginar que a aprovação no Exame da Ordem requer uma dedicação exclusiva. Nesses momentos, o candidato normalmente começa a entrar em pânico e se questionar: mas e a faculdade? Eu preciso me formar! Como estudar para conseguir as duas coisas ao mesmo tempo?

Calma! Não é preciso se desesperar. É claro que é possível conseguir a aprovação na OAB e o seu diploma em conjunto — e não é necessário abrir mão de um para conquistar o outro. Até porque, se assim fosse, imagine quantos alunos trancariam a faculdade apenas para prestar o Exame da Ordem!

É claro, porém, que esse sucesso concomitante vai depender de muita dedicação e estudo!

A melhor dica aqui é saber o que estudar. Muitos alunos de Direito se perdem na hora do planejamento, e isso pode ser o diferencial entre o sucesso e a reprovação. Para ajudar, use provas antigas para saber quais são as matérias mais cobradas na OAB e foque nelas.

Em relação à faculdade, privilegie o estudo das matérias em comum com a OAB. Isso não quer dizer que você deve abandonar todas as outras, mas apenas que deve dedicar um pouco mais de atenção às disciplinas que também serão cobradas no exame.

Acima de tudo o que já foi dito aqui, é importante ressaltar que quem está se preparando para o Exame da Ordem não deve deixar os estudos para a última hora. Quanto antes você começar a se preparar, maiores serão as chances de aprovação e menor será o estresse para conseguir conciliar os estudos!

Por fim, não se esqueça de revisar as matérias. Mesmo que a faculdade não seja suficiente para prepará-lo, é inegável que, ao final do curso, você estará cheio de resumos, exercícios e um mínimo de conhecimento sobre os vários temas que serão cobrados na prova da OAB. Portanto, essa é a hora de pegar tudo isso e começar a revisão.

Vale ressaltar aqui que a insegurança é algo muito comum entre os candidatos. Caso você sinta que não está preparado, não hesite em buscar ajuda externa. Existem cursinhos que são voltados especificamente para o Exame da Ordem, com um foco personalizado nos conteúdos em que o aluno tem maior dificuldade.

Qual é o momento ideal para prestar o Exame da Ordem?

Antes de começar este tópico, vale lembrar que, para prestar o Exame da Ordem, o candidato deve estar matriculado nos últimos dois semestres ou no último ano do curso de Direito. Dessa forma, o estudante deve ter em mente que não adianta querer fazer a prova antes desse período — a não ser que seja como treineiro.

Nesse momento, você deve estar pensando nos vários casos em que um estudante que não cumpria esses requisitos conseguiu se inscrever e ser aprovado sem problema algum. Sim, realmente essas exceções existem, e todo mundo já ouviu falar de um caso parecido.

Ao que parece, isso depende da comissão seccional do exame: algumas flexibilizam essa previsão do edital, e outras não. Mas não tome isso como regra! Seria extremamente frustrante conseguir a aprovação na OAB apenas para descobrir que ela não pode ser aproveitada, pois você não cumpriu os requisitos na hora de prestar o exame.

É válido salientar aqui que, de acordo com o próprio edital, mentir na hora de se inscrever pode incorrer no crime de falsidade ideológica. Ou seja: mais um motivo para não se arriscar! O melhor a fazer é ir estudando e esperar o momento certo para realizar o exame.

Tendo isso em mente, voltemos à questão principal: não existe um momento ideal para fazer a prova. Isso varia de pessoa para pessoa. Porém, é bom lembrar que, quanto antes você tentar, melhor. Afinal, caso não consiga ser aprovado na primeira tentativa, ainda terá outras chances antes mesmo de se formar.

Ainda dentro desse questionamento, vale ressaltar que o candidato aprovado no exame só pode requerer sua carteira depois de concluir a faculdade. E, ao contrário do que muitos pensam, não existe um prazo limite para esse requerimento! Caso seja aprovado antes de se formar, você ainda poderá trancar a faculdade, repetir algum semestre ou até mesmo concluir o curso e esperar o tempo que quiser até fazer o requerimento da carteira. O certificado de aprovação na OAB não expira nunca!

Dessa forma, depois de aprovado, você pode ficar tranquilo para terminar seu curso e concluir o TCC. Quando terminar sua graduação, basta ter o seu diploma ou certificado de conclusão de curso em mãos para requerer a tão esperada carteira da OAB.

Faz sentido realizar a prova como treineiro?

No momento da inscrição no exame, o candidato pode escolher fazer a prova como treineiro. Isso significa que, apesar de fazer a mesma prova que todos os outros candidatos, sua nota não será considerada para o ingresso na Ordem.

Então a pergunta é: qual o objetivo de se fazer a prova como treineiro?

Bem, a resposta é simples: isso vai te ajudar a treinar — como o próprio nome diz!

Não há dúvidas de que a resolução de exercícios é uma excelente maneira de estudar. Nesse sentido, realizar a prova da OAB como treineiro é uma das melhores formas de se preparar.

Como a prova é a mesma para todos, você poderá se acostumar com o seu estilo e entender seu formato. Estudar com a ajuda de avaliações anteriores é uma ótima forma de treinar para o verdadeiro momento em que você prestará o exame como candidato.

E o melhor de tudo é que não é preciso estar nos últimos dois semestres da faculdade para realizar a prova como treineiro, já que a nota não é considerada para a aprovação na OAB.

Estudar por conta própria ou contar com um cursinho preparatório?

Baseado em tudo o que foi dito até aqui, é evidente que o estudante de Direito muitas vezes se sente inseguro e despreparado para realizar o Exame da Ordem. E não há vergonha nenhuma nisso! Afinal, vamos ser sinceros: é uma responsabilidade muito grande e que, muitas vezes, é vista como uma obrigação, o que apenas piora a ansiedade.

Essa insegurança, porém, é um obstáculo que se coloca entre você e a aprovação. Por isso, cogitar a ajuda de um cursinho preparatório pode ser uma boa ideia.

Cabe reiterar aqui que as faculdades, por si só, não são capazes de preparar o candidato para essa prova. Seus métodos de ensino poucas vezes são focados no preparo para a OAB, sem contar que raramente levam em consideração as peculiaridades de cada aluno.

Dessa forma, fica muito difícil para o estudante descobrir o que é preciso aprimorar em seus estudos por conta própria. Sem a ajuda de um suporte especializado, você talvez nunca saberá quais são suas fraquezas e em que parte o seu aprendizado deverá ser melhorado.

Cursinhos preparatórios, como o Saraiva Aprova, são especializados em dar total apoio ao candidato, com métodos que identificam suas dificuldades e traçam o melhor caminho de estudos para cada um.

Além disso, a preferência por plataformas online garante uma flexibilidade maior e ajuda a poupar um tempo precioso ao estudante. Afinal, as aulas podem ser assistidas no conforto de seu próprio lar, sem que você precise se preocupar com trânsito e deslocamentos.

Os cursinhos na modalidade de educação a distância (EAD) permitem que o aluno planeje seus próprios horários, o que também ajudará na hora de conciliar os estudos para a OAB com a própria faculdade.

Optar por um cursinho, portanto, garante mais segurança e também maiores chances de ser aprovado.

Como montar um cronograma de estudos para a faculdade e para o Exame da OAB?

Esclarecidas as maiores dúvidas, agora é o momento de criar um método de estudo que permita conseguir a aprovação na OAB e também o diploma na faculdade.

Como já foi dito, nada é alcançado sem dedicação e estudo. É claro que essa não é a tarefa mais fácil do mundo, mas isso também não quer dizer que seja a mais difícil. Com força de vontade, tudo é possível!

Lembre-se de que cada estudante possui suas peculiaridades, portanto, não existe uma fórmula 100% certa de estudos. É preciso que você descubra o que mais se adapta ao seu perfil e, mais uma vez, um cursinho preparatório pode ser essencial nessa tarefa.

Vamos listar aqui alguns passos que podem te ajudar a se organizar nos estudos. Confira!

1. Conheça seus pontos fortes e fracos

O primeiro passo na hora de montar seu cronograma é conhecer a si mesmo. Todo estudante de Direito tem suas matérias favoritas e também as mais odiadas.

É evidente que você terá muito mais facilidade em estudar aquilo de que gosta. Sempre que fazemos algo com prazer, essa atividade se torna muito mais produtiva. Portanto, foque nas suas matérias favoritas!

Por exemplo, se você gosta e tem facilidade em aprender Direito Penal, aproveite e se dedique bastante a isso. Talvez esse seja o diferencial na sua aprovação!

Por outro lado, você também não pode se esquecer daquelas matérias odiadas, principalmente se elas fizerem parte da sua grade curricular atual. Esses são os seus pontos fracos, e a melhor forma de combatê-los é saber reconhecê-los.

A partir do momento em que você já tem consciência das matérias que são mais difíceis, fica muito mais fácil contorná-las. Com a ajuda de um plano diversificado de estudos, você vai conseguir se dedicar a essas matérias sem muito sacrifício.

2. Organize-se por prioridades

Depois de reconhecer suas forças e fraquezas, é hora de se adaptar à faculdade e ao Exame da Ordem.

Primeiramente, observe o edital da OAB e, entre as matérias cobradas ali, destaque aquelas que são suas favoritas. Por fazerem parte do seu ponto forte, são elas que devem receber mais atenção, pois serão essenciais na sua aprovação.

Em segundo lugar, é hora de destacar as matérias em comum com sua grade curricular atual. Como já estão sendo estudadas no semestre, fica muito mais fácil acompanhá-las em tempo real pela faculdade, e você pode, inclusive, tirar dúvidas com seu professor.

Por fim, é hora de dar atenção àquelas disciplinas que lhe causam um certo desgosto. É muito provável que aqui se concentre a maior parte das matérias. Não se assuste, pois isso é normal. Afinal, é de se esperar que você tenha mais matérias odiadas do que adoradas.

A melhor forma de lidar com essas matérias é saber como estudá-las — e isso nos leva ao próximo ponto.

3. Diversifique seus estudos

Ler doutrinas, resumos e leis sobre aquilo que você gosta é muito fácil. Mas tentar fazer isso com matérias que você odeia e tem dificuldade em aprender é outra história. Por isso, é preciso encontrar um meio termo nesse estudo, para que isso não se torne um suplício desnecessário — e a melhor maneira de fazer isso é saber diversificar seus estudos.

E como fazer isso? Bem, é muito simples: varie suas matérias e a forma de estudá-las!

Alterne entre aquilo que você gosta e aquilo que você odeia. Não leia apenas doutrinas, mas faça também exercícios, veja aulas online e leia resumos. Também é muito importante não se esquecer de fazer algumas pausas, afinal, uma mente cansada absorve bem menos conhecimento!

4. Faça esquemas e resumos

Ao longo da sua rotina de estudos, é importante sempre fazer pequenas anotações e resumos. Além de serem táticas que ajudam a fixar a matéria, eles também vão ser muito úteis na hora da revisão.

Não há nada melhor do que não ter que se preocupar em sair procurando por uma parte específica da matéria em doutrinas e leis, pois ela já está resumida e esquematizada em seus cadernos.

5. Resolva exercícios e simulados

Uma das melhores formas de estudar, seja para a OAB, para concursos, ou para a própria faculdade, é por meio de exercícios e simulados! Por isso, de todos os pontos mencionados até aqui, esse talvez seja o mais importante!

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) — responsável pela aplicação do exame — possui uma maneira peculiar de montar suas questões. Ao resolver provas antigas da OAB, você se acostumará com o estilo dessas questões e também fixará conteúdos já estudados.

Não se esqueça, obviamente, de verificar se as questões estão atualizadas e de acordo com a lei vigente. Esse método é muito útil, pois consegue prender a atenção do estudante e exige menos tempo do que a leitura incessante de doutrinas e leis. Dessa forma, o candidato terá tempo para também se dedicar às matérias finais da faculdade.

Mas atenção: não basta apenas pegar as questões e resolvê-las. É preciso também procurar compreender cada uma de suas alternativas, estudando o porquê de elas estarem certas ou erradas. A resolução de exercícios serve como um estudo complementar.

6. Crie mapas mentais

Mapas mentais são formas esquematizadas de memorização por meio da lógica e, como o Direito é um curso em que as matérias costumam ser bem interligadas, a criação de mapas mentais é uma dica perfeita para trabalhar sua memorização.

É possível criar um mapa mental ao dividir uma matéria em tópicos. Por exemplo, no caso do Exame da OAB, você pode usar a lista de matérias que serão cobradas (disposta no próprio edital da prova) para dividir seu mapa em categorias e subcategorias. Isso ajuda na memorização da matéria e também servirá como um guia para os seus estudos.

A criação de mapas mentais muitas vezes é mais eficaz do que outros métodos de memorização que existem por aí!

7. Revise o que já foi estudado

Quando a data da prova se aproxima, é normal ficar um pouco desesperado. Mas não se preocupe! Se você estiver com os estudos em dia e bem-organizados, essa é a hora de apenas revisar tudo o que já foi aprendido.

Não adianta querer ler doutrinas ou estudar a lei na véspera da prova. A ansiedade vai acabar atrapalhando sua concentração, fazendo com que você se confunda. Por isso, foque apenas em revisar a matéria por meio dos seus esquemas e resumos.

8. Mantenha a calma e a concentração

Por fim, e não menos importante, é preciso saber manter a calma. Sim, sabemos que é difícil, mas pense bem: a ansiedade não agrega nada. Muito pelo contrário, ela só atrapalha!

Um pouco de descanso é vantajoso para ajudar a manter a calma e, consequentemente, a concentração durante os estudos. Estressar a mente com muitas informações e pouco descanso acaba sendo prejudicial. Afinal, ninguém é de ferro!

Seguindo essas dicas, ficará bem mais fácil montar seu cronograma de estudos e conseguir conciliar o Exame da OAB com a faculdade.

Há alguma dica para combater o nervosismo?

Eis que surge a pergunta de um milhão de dólares: como combater a ansiedade e o nervosismo? Obviamente, não existe uma resposta certa para essa pergunta. Mas separamos aqui algumas dicas que podem te ajudar.

Antes de mais nada, saiba dosar os estudos com intervalos de descanso. Uma mente cansada não consegue absorver tantas informações, e isso pode acabar sendo um empecilho.

Durante seus intervalos de descanso, aproveite para fazer algo que te agrade: veja um filme, jogue videogame, saia com os amigos, entre outras coisas. O importante é permitir que sua mente se desligue por algum tempo.

Evite estimulantes ao longo da sua jornada rumo à aprovação na OAB. Por mais que você esteja ansioso, não abuse do café ou energéticos, pois eles podem acabar piorando a situação. O ideal é que você descanse caso sinta sono ou cansaço.

As noites devem ser reservadas para dormir! Evitar o sono é prejudicial à saúde e também aos estudos. É durante esse descanso que nossa mente consegue assimilar as informações obtidas e memorizá-las.

Outra dica que também ajuda a combater o nervosismo é a prática de esportes. Sair para uma caminhada, uma pelada com os amigos ou ir para a academia podem ser uma boa ideia. Os exercícios físicos liberam uma descarga de energia que nos causa a sensação de bem-estar, são excelentes para aliviar a mente e também ajudam a ter uma boa noite de sono.

Caso você não seja adepto dos exercícios físicos, a meditação e outros exercícios de relaxamento também podem ser uma boa ideia.

E não se esqueça: não deixe que a insegurança seja um obstáculo para o seu sucesso!

Com todas as dicas mencionadas aqui, você tem tudo para arrasar no Exame da Ordem e ainda conseguir seu diploma na faculdade.

Se você gostou deste post, temos muito mais para você, semanalmente!


Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

Qual peça vai cair na 2ª fase da OAB?

As duas perguntas mais comuns durante a preparação para 2ª fase da OAB são:

  1. Como fazer a marcação no Vade Mecum?
  2. Qual a peça que vai cair?

A primeira, é mais fácil de responder, porque as regras estão no edital e a FGV fez o favor de ilustrar o que pode (e o que não pode) ser feito no Vade Mecum. Portanto, passamos a responder a segunda pergunta.

Independentemente da disciplina optativa escolhida, a peça que irá cair será qualquer uma que está prevista no conteúdo programático!

“Mas como assim, professor? Esta resposta é muito evasiva!”

Devolvo com outras duas perguntas.

Qual a vantagem de um palpite de última hora?

Se lhe indicar “peça Y” você vai estudar mais ela?

Em caso positivo, todas as outras peças sofrerão com o seu desprezo e que poderá comprometer a sua prova caso a “peça X” seja cobrada. Por isso, a melhor resposta ainda é saber logo no início da preparação para 2ª fase, quais as peças que são mais cobradas.

Veja que é importante passar os estudos pelo maior número de peças, lembrando que as disciplinas têm as suas próprias peças dentre aquelas que são “genéricas”, como alguns recursos e o mandado de segurança, por exemplo. Destacar o estudo e ter mais atenção a um grupo seletivo de peças é mais importante do que olhar nos dias que antecede a prova a determinada peça.

Em razão disso, preparamos um eBook com uma avaliação de todas as provas da 2ª fase em todas as disciplinas, para destacar o que realmente mais cai. No entanto, o objetivo é ilustrar o que deve ter mais atenção e não ignorar todas as outras que nunca caíram ou foram cobradas uma única vez.

Outra sugestão é observar as peças que foram cobradas nas últimas cinco provas para ver se há um padrão ou uma tendência. Você pode acessar este eBook, gratuitamente, e tirar suas próprias conclusões.

Sabemos que muitos professores gostam de fazer previsões para agradar seus alunos, mas criar este “ambiente de expectativas” é mais prejudicial do que benéfico, especialmente às vésperas da prova.

O melhor que o aluno deve fazer é resolver muitas questões dissertativas na última semana (e durante a preparação), bem como praticar peças.  A compreensão do passo a passo das peças é um modo de evitar as “decorebas”, principalmente, em disciplinas que exigem o conhecimento de muitas ações e recursos.

Por tudo isso, preferimos acreditar que a preparação sistemática, séria, programática e de olho no edital é mais importante do que ficar especulando situações, que podem ser não só desgastantes como frustrantes.

Mantenha o rumo dos seus estudos, saiba quais as peças que mais foram cobradas na sua disciplina e excelente prova!


Este artigo foi escrito pelo professor Marcelo Hugo, referência nacional em preparação para a OAB.

Como se preparar para fazer um simulado da OAB?

O exame da Ordem é uma das provas mais importantes da trajetória de um advogado. E para ser aprovado, o bacharel em Direito deve se preparar desde os primeiros períodos da faculdade. Uma das formas de estudar para a prova é por meio da resolução de simulados.

Quer saber como fazer um simulado da OAB e garantir a sua aprovação no exame? Leia este post até o fim e confira!

A importância de se fazer um simulado da OAB

Realizar um simulado da OAB é como ensaiar para uma grande apresentação. Você vai resolver questões como se estivesse realmente fazendo a prova, no mesmo prazo e nas mesmas condições.

Assim, poderá conhecer o estilo das questões que geralmente são cobradas, treinar o tempo necessário para responder cada uma delas e saber quais as perguntas que você deverá se dedicar mais para resolver.

Além disso, durante o simulado, você será capaz de prever alguns imprevistos que poderiam ocorrer na hora do exame.

A fome e a sede, por exemplo, são fatores que costumam interferir no raciocínio dos candidatos. Dessa forma, durante a resolução do simulado, você pode descobrir qual a quantidade de lanche e água que você deve levar no dia da prova, por exemplo.

No caso da segunda etapa, o manuseio do Vade Mecum e as marcações autorizadas são pontos importantes a serem verificados antes da prova.

Com o simulado, você poderá desenvolver seu próprio método de consulta e terá a oportunidade de avaliar se o que foi marcado vai contribuir, de fato, para a resolução das questões.

Considerando a importância de se fazer um simulado da prova da OAB, listamos e explicamos abaixo o que você deve fazer antes e durante a simulação. Confira!

Principais técnicas para se preparar

1. Reserve um espaço

Durante a prova da OAB, você resolverá a prova em uma sala fechada. Dito isso, se você fizer o simulado próximo a outras pessoas ou em uma sala cheia de gente, por exemplo, não conseguirá prever como será o dia da prova.

Pensando nisso, é ideal que você separe um espaço na sua casa ou em uma biblioteca para fazer o simulado.

2. Isole-se

Na hora do exame da Ordem, você não poderá ter nenhum tipo de comunicação com os demais candidatos. Por esse motivo, o isolamento durante os simulados é essencial.

Nesse sentido, além de reservar um espaço para resolver a prova, você deverá desligar o celular e ficar o mais longe possível de distrações.

Isolado, você conseguirá se concentrar muito mais na prova, e o resultado também será mais fiel à realidade!

3. Marque o tempo da prova

O exame da Ordem tem um prazo determinado para sua realização: 5 horas. Portanto, ao fazer o simulado, é indispensável que você marque o tempo previsto no edital.

Ao fazer isso, você terá a chance de avaliar se está realmente preparado para resolver todas as questões e preencher a folha de respostas nesse período de tempo. Assim, você poderá ajustar seus métodos de resolução e gerenciar melhor seu tempo — se preciso!

4. Fique atento ao material permitido

Diferentemente da segunda etapa da prova da OAB, na primeira não é permitida a consulta ao Vade Mecum. Então, nada de levar o livro para resolver as questões da prova objetiva!

No entanto, o candidato deve levar caneta de tinta azul ou preta, para preencher a folha de respostas.

Fique atento também para o material que você está autorizado a levar para a segunda fase. O Vade Mecum escolhido não pode ser comentado, anotado ou comparado.

Jurisprudências, anotações pessoais, xerox de material, impressos da internet, informativos de Tribunais, doutrina e dicionários também estão proibidos.

No simulado, tenha em mente todos os materiais que poderão — ou não — ser levados para evitar surpresas na hora da prova.

5. Prepare o seu Vade Mecum

Se você quiser fazer um simulado da segunda fase do exame da Ordem, é imprescindível preparar o seu Vade Mecum.

A utilização de canetas coloridas, clipes, grifos, post-its, separadores, entre outros marcadores, é autorizada pelo edital. O candidato está autorizado, ainda, a fazer remissão a artigos ou a leis no texto do livro.

Por essa razão, não deixe de fazer marcações e remissões no seu livro, de forma que o ajude a responder às questões.

Depois de resolver o simulado com o Vade Mecum marcado, você poderá avaliar se as marcações realmente fizeram a diferença no resultado e até mesmo alterar suas estratégias antes do exame.

6. Mantenha um lanche por perto

Conforme mencionamos acima, a fome e a sede são grandes complicadores do exame da Ordem. Por isso, é indicado que os candidatos levem consigo um lanche e uma garrafa de água.

Para que o seu simulado da OAB fique ainda mais fiel à realidade, mantenha o lanche e a água por perto ao resolver as questões.

Assim, você saberá o que e quando comer, bem como controlar a quantidade de água ingerida.

Como analisar a nota no simulado

A primeira vantagem de resolver um simulado da OAB é testar os seus conhecimentos. A partir do resultado, você poderá avaliar quais são as áreas que precisam ser mais estudadas antes da prova.

O resultado revelará, ainda, se você está preparado para responder todas as questões no prazo previsto no edital. Logo, terá a oportunidade de trabalhar melhor a agilidade do seu pensamento e equilibrar o tempo para refletir a respeito de cada pergunta.

Além disso, ao simular a resolução da prova, você terá a capacidade de criar o seu próprio método para responder às questões.

Alguns candidatos, por exemplo, acreditam que alcançam um melhor resultado se resolverem primeiramente as questões das matérias com as quais têm mais facilidade ou conhecimento.

Há outras pessoas, no entanto, que preferem se dedicar às áreas que têm mais dificuldade, porque sabem que precisarão de mais tempo para pensar a respeito delas.

Desse modo, é importante que você saiba o que melhor se adapta ao seu estilo. Resolva mais de um simulado e utilize, em cada um deles, vários métodos. A prática lhe dará mais segurança para escolher a sua própria estratégia de resposta.

E, no caso da segunda etapa, o simulado também é indispensável. Como essa fase é dissertativa e conta com a elaboração de uma peça processual, o bacharel deve estar preparado para escrever muito!

Com a tecnologia atual, a maioria dos estudantes faz anotações em notebooks e perdeu o costume de escrever em cadernos. Por isso, é preciso treinar essa habilidade para não perder muito tempo durante a prova.

Por fim, a resolução de simulados contribui também para a preparação emocional do candidato. Muitas vezes, as pessoas têm conhecimento e estudaram muito as matérias da prova, mas não conseguem ser aprovadas.

Isso acontece porque o nervosismo e a ansiedade podem abalar a sua capacidade de raciocínio. Portanto, com o treino e a simulação, você se sentirá cada vez mais seguro dos seus conhecimentos e fará uma prova muito melhor.

Resolver exercícios e simulados é um ótimo método para avaliar os seus conhecimentos e treinar para o dia da prova!

Agora que você já sabe a importância de se fazer um simulado da OAB e como fazê-lo, é hora de colocar em prática tudo o que você aprendeu neste post! Faça o simulado gratuito da Saraiva Aprova e se prepare para a 1ª fase do exame da Ordem!

Calendário OAB 2018: O que fazer a partir de agora?

Calendário OAB 2018: O que fazer a partir de agora?

No último dia 2 de janeiro, o Conselho Federal da OAB publicou o calendário oficial do Exame de Ordem para 2018. Nossas previsões (feitas em meados de agosto) acabaram se confirmando com a publicação oficial.

Essa previsão, através de um calendário extraoficial, serviu para que muita gente já se organizasse de como e quando iniciaria seus estudos para este ano. Com as datas confirmadasagora não há mais dúvidas sobre a preparação. É hora de agir. 

Mas o que fazer a partir de agora?

Nós temos 4 pontos para orientar você nessa caminhada. 

1. Saiba quando poderá fazer as provas

Essa é uma das perguntas mais frequentes em relação à divulgação das datas. Agora, a OAB avalia apenas o fechamento do semestre. Assim, baseado nas informações de 2017, quem irá fazer os XXV e XXVI Exames precisará estar matriculado no 9º ou 10º semestre até o dia 30 de junho (último dia do 1º semestre). Já quem irá prestar o XXVII Exame, precisará cumprir esta regra até o dia 31 de dezembro (último dia do 2º semestre).

2. Selecione um bom material didático

Superada a questão anterior, o negócio é reunir o material que será utilizado para preparação para o Exame. Deixe de lado cadernos e apostilas, porque a “parada” agora é muito séria!

Ter em mãos um vade mecum bem atualizado é conditio sine qua non para estudar o texto da lei, já que a maioria das respostas na 1ª fase estão em nosso emaranhado legislativo.

Livros doutrinários também são indispensáveis, desde que sejam especializados para OAB. Neste mercado, há o OAB Esquematizado® do professor Pedro Lenza e toda a equipe de professores da plataforma Saraiva Aprova.

Livros só de questões comentadas também complementam a preparação, bem como aqueles que trabalham o emocional e tudo o que envolva os estudos, como técnicas, métodos, etc. Indicamos o livro Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos da Editora Saraiva.


Saiba quais os melhores livros ao estudar para a OAB.


3. Escolha um curso preparatório

Para quem irá estudar através de um curso preparatório, avalie bem as condições, qualidades e diferenciais das suas opções. Não preciso repetir que o barato pode sair caro, especialmente, quando se trata gastar tempo com esforços e resultados frustrados.

Veja o tempo que o preparatório oferece para estudar (duração de acesso), quantas vezes pode visualizar o conteúdo (o número de acessos), a equipe de professores (especialmente, se tem ou não publicações, experiência e titulação), a tecnologia empregada na plataforma, a qualidade das gravações, atualização de conteúdo e os diferenciais (como oferecer ajuda de coach, blog, tempo de duração de cada aula, simulados, questões, material didático, seguro para eventual reprovação, etc.).


Saiba como escolher o curso preparatório da OAB ideal para você.


4. Defina seu próximos passos

Abrir a última prova aplicada, a XXIV Exame, e resolvê-la. Caso você tenha realizado, repita ela, observando os erros e acertos. O engenheiro que constrói uma estrada precisa antes verificar o terreno onde ela ficará. Para estudar é a mesma coisa: conhecer os desafios, as dificuldades e facilidades. Investir nas dificuldades e manter as facilidades é a ordem! Se o resultado lhe mostrar, por exemplo, que Direito Constitucional os acertos foram baixos, esta disciplina precisará estar no quadrante das preocupações e é dele que você partirá os estudos.

Criar um cronograma para a OAB também é essencial. Sem organização, não terá como agir de forma a estabelecer metas. Assim, programe-se até o dia da prova, com uma agenda possível semanal. E caso você falhe algum dos seus compromissos com os estudos, não deixe para trás: inclua na próxima semana.

Se você tiver dúvidas que o diagnóstico sobre as disciplinas não condiz com a sua verdade, faça mais outra prova e tire suas conclusões. Importante é fazer uma autoanálise das suas condições antes de começar os estudos, descobrir as fragilidades faz parte do processo de aprendizado.


Esse texto foi escrito pelo professor e coach da Saraiva Aprova, Marcelo Hugo da Rocha

A prova da OAB é difícil? Aprenda a se preparar melhor!

A prova da OAB é difícil? Aprenda a se preparar melhor!

Muitos candidatos do Exame da Ordem se fazem a pergunta: a prova da OAB é difícil? A resposta não poderia deixar de ser outra: com certeza, é bem difícil. Isso, no entanto, não quer dizer que seja impossível, para o candidato bem preparado e ponderado.

Primeiramente, é preciso considerar que a prova da OAB tem caráter eliminatório, não classificatório. Ou seja, basta alcançar a nota de corte para ser aprovado, não havendo um número limitado de vagas.

Por ter o caráter eliminatório, a única competição que o candidato tem é consigo mesmo. Para conseguir se superar e alcançar a sonhada aprovação, é preciso dedicação, disciplina e esforço.

Para facilitar um pouco, separamos algumas dicas práticas para que você aprenda como se preparar melhor para a prova da OAB. Confira!

Leia o edital

Para se preparar para o Exame da Ordem, a primeira providência é ler atentamente o edital. Ele contém todas as informações necessárias para se orientar sobre os procedimentos burocráticos e sobre o conteúdo das provas.

Ou seja, é no edital que estão definidos: o período e valor de inscrição, data das provas, matérias a serem cobradas, regras para a realização do exame, documentos exigidos etc.

Uma boa preparação para a prova da OAB também exige conhecimento do edital.

Planeje seus estudos

Munido das informações constantes no edital, é imprescindível planejar os estudos. Para tanto, considere quanto tempo há até a data da prova, a extensão do conteúdo a ser estudado e quantas horas por dia pode dispor para estudar.

Existem diversos métodos de estudo que podem ser utilizados para conseguir cumprir a carga de matéria. Cabe escolher aquele que mais tem relação com as próprias capacidades e limitações, a fim de otimizar o aprendizado.

Lembre-se de investir mais tempo nas suas principais dificuldades, sem se esquecer de repassar o conteúdo com o qual tem mais familiaridade.

Faça um curso preparatório

Com as provas cada vez mais exigentes, é importante procurar um curso preparatório que ofereça qualidade e comodidade.

Um curso preparatório pode auxiliar na sistematização dos estudos, ajudar a ter foco nos assuntos com maior probabilidade de cair na prova da OAB, facilitar a adequação a uma rotina de aprendizado e munir com melhores ferramentas para a realização do Exame da Ordem.

Além dessas vantagens, fazer um curso preparatório traz também para você o sentimento de segurança de que estudou e fez todo o possível para garantir a sua melhor performance na prova.

Domine as principais temáticas

O conteúdo da primeira fase da OAB é muito extenso, visto que caem praticamente todas as disciplinas vistas durante a graduação. Por sua vez, o conteúdo da segunda fase é mais aprofundado, por se tratar de uma prova prático-profissional, em que será cobrada uma só área jurídica escolhida pelo candidato.

Assim sendo, é impossível as provas cobrirem todo o conteúdo existente. Há algumas temáticas mais recorrentes que outras, além de assuntos de discussões e debates jurídicos atuais que podem ser selecionados pelos examinadores.

Para se preparar melhor para a prova da OAB, deve-se dominar as principais temáticas cobradas nos exames.

Se seguiu a dica anterior, essa é uma dica fácil, pois os cursos preparatórios já focam no ensino desses assuntos.

Aprenda a controlar o nervosismo

O maior inimigo que um candidato pode ter na prova da OAB é ele mesmo. Muitos, mesmo com todo o preparo em termos de estudos, resumos, revisões e aulas, acabam não obtendo a aprovação imediata por questões emocionais. Ou seja, por não conseguirem controlar o próprio nervosismo ou ansiedade.

Para não cair nessa armadilha, tenha calma e paciência consigo mesmo. Cada pessoa tem seu tempo de aprendizado e desenvolvimento de suas capacidades.

Existem dicas práticas do que pode ser feito para lidar com o nervosismo: exercícios físicos, pausas para descanso, meditação, alimentação saudável e boa convivência social são algumas delas.

Procure encontrar o que funciona para si mesmo, para poder manter a calma antes, durante e também depois da realização do Exame da Ordem.

Resolva provas antigas

Há alguns anos, a prova da OAB é elaborada e aplicada pela FGV. Essas provas, embora apresentem níveis variados de dificuldade, seguem um padrão de conteúdo.

Um dos melhores exercícios para a sua preparação é resolver provas antigas aplicadas pela banca examinadora atual. Isso propicia uma revisão de conteúdo, maior familiaridade com a prova em si e aumenta a confiança à medida que percebe-se o avanço.

Resolver provas antigas não se limita apenas às provas objetivas da primeira fase, mas também utilizar as questões discursivas e peças da prova prático-profissional.

Elabore peças processuais

Para passar na segunda fase e conquistar a sonhada carteira de advogado da OAB, é essencial conseguir elaborar uma peça processual razoável. Não há outra forma de fazer isso senão por treino.

Existem muitas provas antigas e simulados de peças para elaboração. O ideal é elaborar ao menos três peças por dia entre a primeira e a segunda fase, mas nem sempre isso é possível.

Veja as peças que mais são solicitadas nos exames da especialidade escolhida e comece por elas. Faça o esforço de elaborar ao menos uma por dia e treine o máximo possível.

Crie estratégias para o dia da prova

O dia da prova é um dia de tensão. Relaxar é quase impossível, mesmo para as pessoas mais tranquilas. Entretanto, ainda assim é necessário pensar em estratégias para melhorar o desempenho.

Essas estratégias vão desde ir ao banheiro ou beber água nos momentos mais tensos para acalmar a mente até a escolha da forma como resolverá a prova. Muitos começam por matérias específicas, outros procuram começar pelo mais fácil. Ainda há aqueles que preferem iniciar pelo que mais tem dificuldade.

A decisão sobre qual estratégia aplicar é pessoal, por isso, escolha aquela que pode alavancar seu desempenho. Se tiver dúvidas, testá-las em simulados pode ser uma ótima ideia para descobrir qual é a melhor para você.

Os exames da OAB não são provas fáceis. Em uma prova considerada menos difícil, o índice de aprovação raramente ultrapassa 25%. Logo, preparar-se é uma palavra de ordem!

Conclusão: a prova da OAB é difícil. Quer saber se está preparado para ela? Então faça nosso simulado e veja como está seu desempenho!

Livro recomendado: Desperte seu Poder da Aprovação!

Livro recomendado: Desperte seu Poder da Aprovação!

Se você está se preparando para a OAB, deve ter visto diversas recomendações de livros por aí. Sem dúvida, eles são fundamentais para uma preparação sólida.

Hoje, nosso professor e coach, Marcelo Hugo da Rocha, nos conta sobre sua mais recente obra, que orienta concurseiros e examinandos da OAB na jornada rumo à aprovação. Confira:

Desperte seu Poder da Aprovação, por Marcelo Hugo da Rocha.

Há quem diga que não nasceu para passar em provas de concursos e Exame da OAB, porque não consegue compreender as reprovações que vieram antes de alcançar o sucesso. Precipitadamente, desistem e responsabilizam tudo e a todos pela falta de “sorte”, exceto eles mesmos.

De fato, ser aprovado não é fácil. Mas quem disse que a vida seria? Algumas coisas levam mais tempo do que as outras para acontecerem por inúmeras razões. No entanto, negar que existam chances de aprovação em provas e exames é totalmente injusto, não só consigo mesmo como também com todos aqueles que apostam na superação.

Eu estava cansado de enxergar esta injustiça. Desde quando assumi, em 2005, a vocação de ajudar outros a serem aprovados, reuni toda a minha experiência com os mais diversos tipos de alunos e leitores, bem como de situações e casos, numa obra que posso afirmar como sendo o primeiro livro de autoajuda jurídico do país. Chama-se “Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos” (Editora Saraiva, 2017, 307 páginas).

Conclui, com anos de estudo, que a melhor de todas as notícias para os estudantes e acadêmicos é que todos têm o Poder da Aprovação! A questão está em como despertá-lo.

Tenho uma frase que gosto de repetir, como um mantra:

“alguns passam antes, outros, depois, mas todo mundo passa.”

Toda a teoria baseia-se em dois pontos cruciais para alcançar um equilíbrio durante a preparação: a parte pedagógica e a parte psicológica.

A parte pedagógica

A primeira parte trata, justamente, com o que a maioria se preocupa: os estudos. Como se sabe, estudar não é sinônimo de leitura e não basta mais sentar na cadeira e aprender. O verbo se tornou bem mais complexo do que na época dos meus pais quando se tornaram concurseiros há décadas.

Hoje, é preciso aprender como aprender. É disso que tratamos na primeira parte no livro: métodos, técnicas de estudos, quando e como começar ou recomeçá-los, as disciplinas objeto de OAB e concursos, planejamento, dicas e receitas, cronograma regressivo por cada momento do processo de aprendizado, semana da prova, véspera da prova, dia da prova, etc.

A parte psicológica

Conforme está no livro, não tem como viver com um corpo são, mas sem uma mente sã. Em outras palavras, a parte psicológica é essencial para que todo o estudo não seja construído como um castelo de cartas. Sabe os brancos? A desconcentração e distração? Todas as pressões, internas e externas? O medo do fracasso? Estas e tantas outras questões são abordadas com o objetivo de blindar a mente e construir um castelo fortificado com pedras para que o conteúdo fique na corrente sanguínea e não apenas na epiderme, fácil de esquecer.

O livro atende também a caminhada na graduação de Direito, especialmente, porque busca a autorreflexão sobre ela para que ao final tudo faça sentido. Sabemos que o acadêmico, na sua grande maioria, escolhe o Direito porque “abre portas”, mas muitos chegam próximos da formatura com quase todas ainda fechadas. Não adianta iniciar a trajetória sem carregar junto a “chave”, a sua inteligência e seu propósito. Gerar perguntas poderosas para reflexão é um dos objetivos da obra, mas também com muitas respostas às encruzilhadas da caminhada preparatória.

O Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos já é um sucesso de vendas, esgotado em várias livrarias. Quer saber mais sobre ele e onde encontrá-lo?

Acesse o site: www.poderdaaprovacao.com.br e comece a despertar seu Poder da Aprovação!

Plano de estudo personalizado para a OAB: vale a pena apostar?

Plano de estudo personalizado para a OAB: vale a pena apostar?

Ter um cronograma de estudos personalizado para a OAB é um excelente investimento e pode ser o diferencial para conquistar a tão sonhada aprovação na OAB.

Isso ocorre não só pelas características específicas dessa prova, mas principalmente pelas diferenças existentes entre os candidatos.

Ficou curioso? Então, continue a leitura e entenda por que você deve trilhar seu próprio caminho quando o assunto é passar de vez no Exame da Ordem!

Por que o modelo tradicional pode ser um problema?

O principal problema do modelo tradicional é a ideia de que todos os candidatos são iguais, ou seja, de dar tratamento uniforme aos postulantes à advocacia. É como se um médico fizesse seus diagnósticos em grupos de pessoas, em vez de ouvir e analisar os sintomas caso a caso.

A consequência desse plano de estudo é uma alocação inadequada de tempo, energia e dinheiro do estudante. Confira alguns pontos em que isso é mais sensível:

1. Nível de preparo

Ao observar as características dos candidatos da OAB, é fácil notar os diferentes níveis de preparação em cada uma das disciplinas. Um simples simulado indicaria que alguns estão melhores em “X”, e outros em “Y”.

Com efeito, quando todos os estudantes são submetidos ao mesmo plano de estudo, a tendência é que as pessoas deixem de lado matérias em que apresentam dificuldades e revejam pontos em que já são eficientes.

Imagine, por exemplo, que você tem 20 horas para estudar. Se você encontra dificuldades em Direito Civil e sabe tudo de Direito Penal, o melhor é focar naquela matéria e apenas revisar alguns desta última, não é mesmo?

Contudo, se um curso oferecer aulas padronizadas, a tendência é que cada matéria receba 10 horas de conteúdo. Logo, você continuará tão bom quanto sempre foi em Penal e terá apenas uma ligeira melhora em Civil, quando poderia, de fato, suprir essa deficiência.

Sendo assim, um simples ajuste para que o estudo se adapte às suas necessidades pode ser o diferencial para a aprovação.

2. Falta de flexibilidade

Um segundo ponto importante é o fato da vida dos candidatos não estar organizada de maneira uniforme. Alguns cursam o último ano de faculdade, outros trabalham e estudam e um terceiro grupo está 100% focado no Exame da Ordem, só para citar alguns exemplos.

Sendo assim, é evidente que um plano de estudo padronizado trará consequências indesejáveis.

Ora, aqueles com menos tempo disponível precisam focar em pontos mais essenciais, ao passo que os demais podem buscar acertos em matérias com uma chance menor de cair na prova. Logo, o tratamento igualitário, nesse caso, não é proveitoso para nenhum dos dois.

3. Ritmo de estudo

Para finalizar, é importante compreender também que as pessoas têm diferentes ritmos de estudo e aprendizado, seja em razão de um talento natural para certas matérias ou, até mesmo, da afinidade com o conteúdo.

Tal fato se reflete principalmente na concentração durante o estudo de cada disciplina. Quando assistimos uma aula que nos interessa naturalmente, mantemos o foco por mais tempo, ao passo que um assunto chato logo nos tira a atenção.

Por outro lado, é igualmente natural que o aprendizado seja mais rápido em algumas matérias do que em outras. Inclusive, todo mundo tem aquelas disciplinas em que se sente mais confiante.

Por isso, o plano de estudo precisa dar conta dessas diferenças e se ajustar ao ritmo de estudo para um melhor resultado em cada matéria.

Quais são as vantagens do estudo personalizado?

Ao contar com um plano de estudo personalizado, a tendência é que o candidato esteja em uma posição de vantagem em relação aos demais. Veja alguns benefícios desse modelo de preparação:

1. Aumentar o número de acertos

O Exame da Ordem mescla questões fáceis, médias e difíceis, distribuindo as perguntas em pequenos grupos para cada matéria.

Com efeito, aquele que já acertaria muitas questões de uma disciplina tem uma margem pequena de evolução, enquanto o estudante que avança em seus pontos fracos imediatamente adquire os pontos das questões mais simples.

Por exemplo, se o candidato “A” acertar 5 das questões de Direito Constitucional e 2 das de Direito Civil, o espaço para evolução na primeira matéria é de 2 pontos, ao passo que na segunda é de 5 pontos, considerando a média de 7 questões que caem na prova.

Sendo assim, a tendência é que um estudo personalizado torne o desempenho mais eficiente, dando uma quantidade segura de pontos em cada disciplina. Afinal, ele permite o foco justamente nos pontos de dificuldade em que existe maior espaço para o crescimento.

2. Evitar o retrabalho

Quando todos estudam de forma padronizada, inevitavelmente alguns membros do grupo repetirão tarefas, lendo ou assistindo aulas sobre o mesmo assunto diversas vezes.

Esse retrabalho é diferente de uma revisão de conteúdo eficiente, uma vez que as tarefas relacionadas a memorização partem de textos resumidos, em geral, anotações realizadas pelo aluno.

Por isso, personalizar o estudo significa abrir espaço para o aprendizado de novas matérias e evitar uma carga de trabalho pouco produtiva.

3. Tornar o desempenho mais uniforme

O Exame da Ordem exige um desempenho uniforme, ou seja, a capacidade de pontuar razoavelmente bem em muitas disciplinas.

Isso ocorre porque o número de questões por matéria é relativamente baixo: com exceção de Ética Profissional, nenhum assunto é cobrado em mais de 7 perguntas.

Logo, invariavelmente, o candidato tem de pontuar nas disciplinas em que ele tem dificuldades de compreensão.

Sendo assim, como esse é o foco do estudo personalizado, fica evidente a sua contribuição para realização de uma prova mais segura.

4. Estudar em horários mais flexíveis

Por fim, vale ressaltar a flexibilidade de um plano de estudo personalizado. Nele, a quantidade de tarefas realizadas pode ser compatibilizada com o tempo disponível em cada dia.

Isso permite que mesmo aqueles com dificuldades de conciliar o estudo com as tarefas cotidianas façam uma preparação adequada e aumentem suas chances de passar de vez no Exame da Ordem.

Como elaborar um plano de estudo personalizado?

Agora que você já entende a importância do plano de estudo personalizado, é hora de aprender algumas diretrizes para elaborar um projeto adequado as suas características. Confira:

1. Avalie seu nível de preparo atual

Antes de definir o que será estudado, você precisa ter uma ideia clara sobre quais são os seus pontos fortes e vulnerabilidades.

Para isso, além da autoavaliação, o ideal é realizar simulados de instituições de ensino reconhecidas e provas de exames anteriores.

Vale ressaltar que essa tarefa será mais fácil se você contar com o auxílio de um curso preparatório, uma vez que eles próprios desenvolvem ferramentas de avaliação de desempenho.

2. Defina objetivos e metas

Com uma boa avaliação em mãos, é hora de pensar o quanto será investido em cada matéria, ou seja, seus objetivos e metas.

Os objetivos dizem respeito aonde você quer chegar em relação a cada conteúdo, e as metas aos pequenos passos para atingir esse fim.

Nesse sentido, o ideal é contar com pequenas tarefas diárias, como ler um certo número de tópicos, assistir uma aula, realizar “X” exercícios etc.

3. Obtenha o material adequado

Com um mapa traçado, chega a hora de buscar um material de estudo que se ajuste aos objetivos propostos.

Nesse sentido, a opção por um curso preparatório deve privilegiar as instituições de ensino cuja estrutura permita o estudo personalizado.

Por exemplo, se as aulas online forem muito longas, você terá dificuldades em encontrar aquele ponto exato em que há dificuldades de entendimento.

Igualmente, os livros e resumos precisam indicar claramente os temas com ilustrações, índices numerados etc., — além, é claro, de serem objetivos na abordagem da matéria.

4. Distribua as tarefas

Por fim, você deve distribuir as tarefas (leituras, aulas, revisões, exercícios etc.) nos seus horários disponíveis. O que será mais simples em um curso preparatório online, em vez de outras opções com horários predeterminados.

De todo modo, é importante entender que essas dicas são apenas as linhas gerais de como elaborar um plano de estudo personalizado.

Para obter um modelo mais aprofundado e eficiente, faça o download do nosso kit Roteiro e Planejador de Estudos para OAB e fique mais próximo da sua conquista!

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Como passar na OAB? 5 estratégias para garantir a aprovação na OAB em 2018

Como passar na OAB? 5 estratégias para garantir a aprovação na OAB em 2018

Estudar para a OAB não é uma tarefa fácil. A matéria é grande, são muitas disciplinas e é difícil encontrar o foco e não perder o ânimo.

Nós, do Saraiva Aprova, conversamos diariamente com bacharéis e estudantes de direito que estão na luta pela carteira da OAB e vemos os erros que vários deles cometem no momento da preparação. Além disso, conhecemos de perto as estratégias usadas por quem foi por um bom caminho e garantiu a aprovação.

Mas não queremos guardar esse conhecimento todo pra gente! Queremos compartilhar com você cinco estratégias infalíveis para dar aquele gás e otimizar a rotina de estudos.

Originalmente, esse conteúdo foi transmitido ao vivo para milhares de pessoas que se inscreveram em nosso webinário. Se você não estava no ao vivo (e perdeu várias surpresas!) não se preocupe, compilamos o conteúdo neste post.

Pronto para conhecer as 5 dicas infalíveis (e ter ainda uma dica bônus) para passar na OAB em 2018? Então leia até o final 🙂

Dica 1: Aposte em materiais de qualidade, atualizados e especializados em OAB

Em um primeiro momento, você pode achar essa dica boba ou até óbvia, mas vamos te explicar porque ela é fundamental!

Você sabe muito bem que temos constantes atualizações, melhorias e mudanças na legislação brasileira. É um processo contínuo. Recentemente, por exemplo, tivemos a reforma trabalhista.

Imagine se você baixa um guia qualquer na internet, faz download de uma apostila de questões ou resumos sem conferir a procedência e, depois de algum tempo, percebe que o conteúdo não estava atualizado? Quanto tempo de estudo você perdeu com algo que foi jogado fora?

Aposte suas fichas em quem tem nome no mercado. Confira sempre de onde aquele material está vindo. É de alguma empresa/pessoa que tem confiança e credibilidade para falar daquele tema?

Não fazemos aqui uma crítica aos materiais gratuitos. Nós, do Saraiva Aprova, temos vários materiais gratuitos para OAB para download e fazemos questão de disponibilizar um conteúdo de excelência para qualquer pessoa que baixar nossos materiais. Tem muita coisa boa por aí. Mas certifique-se de conhecer a qualidade de quem preparou aquele conteúdo e esteja sempre atento à data de publicação.

Nesta dicas temos também outro ponto de atenção: hoje existem no mercado autores, editoras e plataformas que conhecem o estilo de prova da  OAB, estão no mercado há anos e sabem qual a melhor forma de passar determinado conhecimento.

Deixe de lado apostilas ou cadernos mais generalistas, eles não fazem mais sentido para o que estamos enfrentando com a prova da OAB. Você precisa ter ao seu lado um material específico para a OAB. Para garantir a aprovação e otimizar seus estudos, você precisa de um material pensado para a sua realidade, que fale especificamente em OAB.

O OAB Esquematizado, do professor Pedro Lenza, por exemplo, é um livro de resumos e questões 100% voltado para OAB. Ele tem as dicas que você precisa enquanto oabeiro.

Para resumir de forma bem lúdica o que falamos até agora, aqui vai um exemplo: pense você vai para as Olimpíadas de Tokyo competir na equipe de vôlei. Quem você chamaria para te treinar: um técnico, um preparador físico de judô, ou um de vôlei?

Obviamente você escolherá o treinador de vôlei. Isso porque ele conseguirá te treinar de forma específica, ele conhece a sua realidade e sabe as regras do jogo. Então se prepare para OAB com um material específico para OAB 🙂


Leia mais: Quais são os melhores livros para estudar para a OAB?


Dica 2: Treine treine e treine

Acabamos de dar o exemplo do atleta de vôlei. Guarde ele na cabeça, porque vamos usar ele muito por aqui.

O atleta que quer ser ser campeão nas Olimpíadas treina. Isso é óbvio para todo mundo, certo?

Porém, ele não treina de qualquer jeito. Ele precisa saber no que ele é bom e no que é ruim e precisa melhorar. Por exemplo: ele assiste a um vídeo de um jogo anterior e analisa: quantos saques eu acertei e errei? Quantas cortadas foram boas? Quantas defesas eu perdi?

Levando para o universo da OAB, você precisa saber no que é bom e no que é ruim para conseguir melhorar. Para isso existem os simulados para OAB (que você pode fazer de forma gratuita clicando aqui).

Aqui um ponto de atenção: você não deve fazer um simulado como se fosse apenas mais um exercício. Você faz o simulado como se fosse o dia da prova: separa 5 horas na agenda, deixa os lanchinhos do lado da mesa, faz a prova com muita seriedade e não para por nada (ou seja, nada de fazer simulado com TV ligada, com celular do lado).

Isso porque você precisa conhecer como é a sua reação na hora do jogo. Aprender a controlar o tempo de prova, a manter a cabeça concentrada durante longos períodos.

Após o simulado, você faz uma análise crítica, disciplina por disciplina e agrupa as matérias em dois grupos: satisfatórias e insatisfatórias. No primeiro estão aquelas que, no mínimo, você fez 50% de acertos. O resto, na segunda.

Isso já é um começo para ter um panorama geral do contexto que você se encontra.

Com estas informações, você saberá onde investir mais tempo estudando.

Depois de saber no que você é bom e no que você não é, é hora de treinar muito!

Faça muitos exercícios, o máximo que você puder (lembrando da dica 1: confira se eles estão atualizados). E o mais importante: veja a resolução para descobrir onde exatamente você errou.

Dica 3: Siga um cronograma rigoroso de estudos

É muito difícil estudar, ter a disciplina, se comprometer, e focar. Por isso, colocar metas e ter um cronograma diário de estudos é essencial para atingir seus objetivos.

Mas fazer o seu cronograma também não é uma tarefa fácil, por isso, aqui vão algumas dicas (você também pode se aprofundar sobre esse tema em nosso canal no YouTube, clicando aqui):

1) Faça o cronograma baseado na análise de resultados do seu simulado

As disciplinas com resultados insatisfatórios (aquelas que tiveram menos de 50% de acerto) devem ser priorizadas. Mas há ainda um detalhe dentro deste grupo: há diferentes perspectivas. Provavelmente, haverá disciplinas que nenhuma questão foi acertada e outras, “quase” estariam em outro grupo. Assim, dentro deste grupo, ainda é possível fazer uma escala: as disciplinas urgentíssimas e as urgentes.

2) Quantas horas estudar por dia para OAB?

A primeira coisa é saber que quantidade não é qualidade. Se você não consegue estudar durante 3, 4, 5 horas, aproveite o tempo que você tem e estude bem. Nosso cérebro fica cansado, então longas maratonas sem intervalos, não são o indicado.
Mas não existe um horário específico e padrão para todo mundo. Porém, uma coisa é certa: estudar menos de uma hora por dia não é o ideal. Uma hora passa muito rápido e será difícil acompanhar todas as matérias.

Se você não tem tempo, tem uma rotina apertada, estude um pouco mais no ônibus, durante os horários de almoço. Assista á uma aula curta, leia algum resumo, responda poucas questões sempre que puder. 

3) Evite começar a estudar quando você já está exausto

Nada de estudar antes de dormir, ou após a janta (vai falar que não dá aquela lombeira?). Estude por 50 minutos, por exemplo, e beba uma água, vá ao banheiro, e volte. Grife essa parte: volte! Nada de comer um biscoito durante 50 minutos, ou ver só um pedaçinho da novela. É intervalo curto, 3 minutinhos.

4) Estude mais de uma disciplina por dia

 Na OAB temos 17 disciplinas. Se você estuda uma por dia, você demora 17 dias para voltar na disciplina que você estudou. Isso é ruim para a memorização.

Se você estuda 2 disciplinas por dia, você estudará 14 por semana. Perceba que faltam 3 para a conta fechar. O que aconselhamos é deixar ECA, Código do Consumidor e Ética para estudar com uma frequência menor, preferencialmente nas últimas semanas antes da prova. Isso porque são disciplinas com uma matéria muito curtinha, simples e repetitiva. Com pouco tempo você consegue ficar craque.


Leia mais: Kit gratuito para montar um planejamento eficaz


Dica 4: Construa um ambiente de estudos tranquilo

Todos nós temos uma rotina apertada. Alguns moram com os pais, têm filhos pequenos, dividem apartamento com os amigos. Por isso, é compreensível que encontrar um momento de paz para estudar não seja uma tarefa fácil.

Porém, estudar em um ambiente calmo, bem iluminado, fresco, em uma cadeira confortável e sem distrações faz total diferença.

Quanto mais confortável e concentrando você estiver, mais você rende e aprende. Por isso, avise ao pessoal em casa, escolha um horário onde o movimento é mais tranquilo e esqueça seu celular. Deixe dentro do armário, para não sofrer tentação!

Se na sua casa for impossível, vá até uma biblioteca pública, para a casa de um amigo ou para faculdade. O importante é estar em um ambiente tranquilo e sem interrupções.

Dica 5: Resuma tudo!

Aposto que seu Vade Mecum e seus livros de direito são todos grifados, cheio de post-its e marcações, certo?

Mas apenas marcar as partes mais importantes não é o suficiente. Você precisa verificar, para além de exercícios, se determinado conteúdo foi fixado na sua cabeça. Para isso, nada melhor do que os resumos e esquemas.

Aqui vai um ponto de atenção: você deve fazer os resumos após terminar as leituras e exercícios, e não durante. Isso porque o resumo serve justamente para ver o que você aprendeu. Se você o faz enquanto lê, você não está avaliando se aquele conteúdo foi gravado por você.


Leia mais: 5 resumos com temas importantes para a 1ª fase da OAB


Dica EXTRA: Fortaleça seu psicológico e confie em você

É muito triste este fato, mas infelizmente todos os dias vemos pessoas desesperançosas, que não confiam em si mesmas, desmotivadas e sem nenhuma perspectiva.

Não seja essa pessoa. Você é inteligente, capaz e merecedor da carteira da OAB. Aja como tal! Nada de reclamar pelos cantos, inventar desculpas e murmurar.

Não existe competidor na OAB. Ninguém é melhor que você. Você não compete com ninguém. A aprovação na OAB Só depende de você. Do seu foco, da sua dedicação. Não existe milagre.  Você tem que acreditar que merece a carteirinha e que vai consegui-la.

O professor e coach do Saraiva Aprova, Marcelo Hugo, lançou um livro espetacular chamado O Poder da Aprovação. Nele o professor fala sobre os 4 momentos da preparação para OAB e como aliar pedagogia à psicologia e garantir a aprovação! Super recomendamos a leitura.

Esperamos que você tenha gostado das dicas e, principalmente, que você siga esses passos. Temos a certeza que a aprovação é certa: basta confiar em você mesmo e focar nos estudos.


Aprofunde sua leitura: As 18 estratégias infalíveis de estudos para a OAB.


E aí? Gostou de alguma dica? Já coloca alguma delas em prática?

Deixe a gente saber nos comentários 🙂

Direito do Trabalho: como estudar para a segunda fase da OAB?

Existem muitos motivos para escolher o Direito do Trabalho como área jurídica para a prova da segunda fase da OAB. Por exemplo: a afinidade com a matéria, prática na área por estágio, menor número de peças possíveis etc.

Isso, entretanto, não significa que seja necessário menos estudo e dedicação. A prova de Direito do Trabalho é complexa, com muitas nuances que devem ser observadas, tanto no conteúdo quanto na forma.

Por isso, é muito importante aproveitar as dicas que daremos a seguir, sobre como estudar para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. Confira!

Otimize a gestão de tempo

Esse é um conselho para qualquer prova da segunda fase da OAB. Tempo é um recurso escasso e precisa ser bem manejado, a fim de conseguir fazer a peça e as questões da melhor maneira possível.

O treino é essencial. Para isso, o ideal é fazer, pelo menos, 3 peças por dia, assim como responder questões discursivas de provas passadas, cronometrando o tempo e tentando melhorar a marca.

As técnicas de gestão de tempo para prova são diversas. É importante escolher aquela que sirva melhor para si. Separar um tempo máximo para cada questão, iniciar pelas mais fáceis, fazer primeiro a peça são alguns exemplos de estratégias de gestão de tempo que podem ser adotadas.

Esteja atualizado com as mudanças legislativas

Reforma Trabalhista foi aprovada no segundo semestre de 2017, assim como a nova lei da terceirização. Esses dois temas são controversos, fontes de muitas discussões e, portanto, usados em questões e peças.

As mudanças legislativas têm sido muito cobradas nas provas de Direito do Trabalho, assim como as discussões que as cercam. Para estudar para a segunda fase da OAB, o ideal é manter-se atualizado sobre as discussões mais atuais.

Conheça a jurisprudência

Além da legislação, é muito relevante, para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho, conhecer a jurisprudência do TST (Tribunal Superior do Trabalho), em especial os entendimentos sumulados e as OJ (Orientações Jurisprudenciais).

A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) data da década de 40. Isso significa que, com o avançar do tempo e da tecnologia, muitos artigos tiveram sua interpretação alterada, expandida, restringida ou modificada.

As súmulas e as OJ caem com frequência nas provas e são muito usadas nas peças. Conhecê-las é primordial para obter sucesso na aprovação!

Diferencie as peças

Um dos principais motivos da escolha pela área de Direito do Trabalho é o número reduzido de peças. Isso não significa, no entanto, que sejam iguais.

Fazer a peça errada na prova é um erro fatal. Por isso, é importante saber identificar qual a peça que deverá realizar. Ou seja, é necessário ter extrema atenção aos comandos da peça, para identificar com exatidão o que está sendo pedido.

As principais peças do Direito do Trabalho são:

  • Reclamação Trabalhista
  • Contestação
  • Réplica
  • Embargos de Declaração
  • Recurso Ordinário
  • Contrarrazões ao Recurso Ordinário
  • Agravo de Instrumento
  • Recurso de Revista
  • Contrarrazões ao Recurso de Revista

Saiba os principais temas

Como dito, o Direito do Trabalho lida com diversos temas, alguns mais cobrados do que outros. Atualmente, está em grande destaque o tema da Reforma Trabalhista e da terceirização, que poderão ser abordados nas peças ou nas questões.

Além disso, existem diversos outros assuntos que são usualmente abordados e devem ser alvo de estudo intensivo.

Jornada de trabalho

O limite da jornada de trabalho tem, como regra, 8 horas diárias e 44 horas semanais, mas existem exceções para categorias específicas. Além disso, dentro dessa temática, cabe ainda os intervalos inter e intrajornada, as escalas de trabalho e as horas extras.

Relação de emprego

A configuração e o reconhecimento de vínculo empregatício, os requisitos para sua existência, a importância da assinatura da CTPS são algumas das questões mais comuns sobre relação de emprego. Esse é um assunto muito abordado nas provas da segunda fase de Direito do Trabalho.

Salário e remuneração

Outro tema muito comum é sobre o salário e também as demais remunerações que fazem parte do numerário. Deve-se ter especial atenção às parcelas acessórias, como FGTS, auxílios alimentação, adicionais de insalubridade, periculosidade, transferência etc.

Desvio e acúmulo de função

O desvio e acúmulo de função são dois assuntos cobrados com regularidade na segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. Ocorrem quando um trabalhador é contratado para determinado cargo e acaba realizando outro ou mesmo acumulando trabalho de outra função.

Terceirização

Um dos temas de maior discussão e repercussão da atualidade, é comum que a terceirização seja cobrada no Exame da Ordem tanto nas questões quanto nas peças. Por esse motivo, acompanhar as recentes modificações e entendimentos é de extrema importância para os candidatos.

Escreva corretamente

Claro que escrever corretamente é importante para qualquer prova, mas, considerando as provas da OAB, é mais que fundamental. Isso acontece porque não basta usar correta e claramente a língua portuguesa, mas também dominar o vocabulário jurídico, termos técnicos e nomenclatura adequada.

Isso inclui a titulação das peças e das categorias, e também a não utilização de abreviações ou nomes informais. A escrita correta — mais que ortográfica, morfológica e sintática — é técnica e precisa.

Verifique os detalhes

Por fim, é imprescindível ter atenção especial aos detalhes e aos comandos da prova. Isso inclui citar corretamente os dispositivos legais, súmulas e OJ, ter certeza da fundamentação utilizada, desenvolver o raciocínio de forma lógica e ter cuidado com o posicionamento adotado.

Também deve-se atentar a não assinar ou se identificar na peça, utilizar a estrutura formal na confecção desta, tomar cuidado com o endereçamento, qualificação e pressupostos.

Para tudo isso, é preciso treino e aprendizado durante os estudos. Cabe ao candidato tomar as precauções necessárias para conseguir realizar a prova dentro do tempo hábil e não errar coisas simples. Lembrando que, para as provas da OAB, cada décimo conta muito.

Existem muitas maneiras de estudar para a segunda fase da OAB em Direito do Trabalho. O ideal é encontrar a fórmula que funcione para si mesmo, utilizá-la com disciplina e perseverança. O sucesso e a conquista estão logo ali.

Se você precisa de mais ajuda sobre como estudar para a segunda fase da OAB, baixe nosso Raio-X da segunda fase! Nele você vai encontrar quais são as peças mais cobradas para saber como priorizar nos estudos.

Eu não passei na OAB. O que devo fazer?

Você já deve ter lido ou escutado muitos incentivos para não deixar de acreditar no sonho da aprovação no Exame da OAB, especialmente depois de uma reprovação. É comum a tentativa de melhorar o ânimo do próximo quando este acabou de passar por um fracasso, seja profissional ou na vida. Frases inspiradoras surgem quase que automaticamente, como a publicidade nos “descobre” logo depois de examinar um determinado produto: só ele vai aparecer por um bom período em nosso campo de visão.

Será que alguém está também observando nossos fracassos? Claro que sim! O pior desta exposição não são os conselhos inúteis, mas o certo “conforto” que outros que estão na mesma situação tentam passar. De algum modo, se não consegui, é “melhor” que outro também não consiga para eu não ser o único fracassado. Não é assim que funciona? Esconder os erros ou querer dividir com outros é tentar evitar uma etapa importante do processo de superação, qual seja, a autoavaliação. Sem encontrar as razões corretas de uma reprovação é ignorar que logo ali ela poderá se repetir.

Portanto, tudo é um grande aprendizado. Muitas pessoas me perguntam se há um “lado positivo” de uma reprovação. A resposta é sempre sim! Não tenho dúvidas sobre isso, porque o tempo acaba ensinando “à força” as lições que deveriam ter sido compreendidas ao tempo da derrota. Não que a prova da OAB (ou qualquer outro desafio) precise se tornar um obstáculo eterno para ensinar algo a alguém, o fato é que a urgência é relativa, o que pode ser urgente para um, pode ter outro valor para aquele que desiste logo na primeira frustração.

Você somente será aprovado se já resolveu suas “pendências” com a reprovação anterior (ou anteriores), caso contrário, o Universo vai lhe devolver, novamente, mais uma chance de superação pessoal, porque ao final o objetivo não é “passar ou não passar”, mas sim, de conquistar a si mesmo. O Exame de Ordem é apenas uma prova na sua vida, pois não tenho dúvidas que você já enfrentou muitas delas até este momento e que perderam importância com o tempo, mas o que ficou é o “acumulável”, ou seja, a formação da capacidade de enfrentar desafios e superá-los mesmo depois de diversas derrotas.

Portanto, a próxima prova do domingo deve ser encarada como mais uma e não a última refeição antes de passar pelo corredor da morte. Alivie a sua própria pressão, porque imagino que muitos outros já estejam pressionando pela aprovação. Então, para que piorar? Na hora da prova, o que você estudou precisa estar contigo; o que não estudou, deixe que a sorte faça o seu serviço. Criar preocupações ou gerar uma ansiedade difícil de controlar farão que os seus estudos se escondam de você quando mais precisar deles. Blinde a sua mente com pensamentos positivos, descarregando suas crenças limitantes.

Por fim, as portas existem para serem abertas ou permanecerem trancadas. Se a porta do Exame da OAB continua trancada para você, provavelmente, você não avaliou a chave que está nas suas mãos ou não encontrou ela ainda ou mesmo está tentando abrir a porta errada. Ela pode ser aberta na força? Acredito que sim, mas leva mais tempo de qualquer outra alternativa anterior. A escolha é sua!