Como será o futuro do profissional de Direito no Brasil?

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Com um mercado de trabalho cada vez mais acirrado, os profissionais têm de buscar soluções para estar na linha de frente das mudanças de cenário. Na área jurídica isso não é diferente. Por isso, você que estuda ou trabalha nessa área precisa entender o futuro do Direito no Brasil para obter sucesso no mercado.

Ter visão empreendedora e possuir competências administrativas, por exemplo, são exigências cada vez mais essenciais para se tornar competitivo e ser um perfil desejado pelas diversas instituições.

Quer saber como encarar os principais desafios do futuro e se preparar para enfrentá-los desde já? Neste post, a gente vai mostrar como será o panorama para os profissionais de Direito em nosso país. Acompanhe!

Grande concorrência

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou, no final de 2016, que seu cadastro nacional de profissionais chegou ao recorde de 1 milhão de pessoas exercendo o Direito no Brasil.

Esse grande número é resultado de uma forte expansão do mercado de ensino que pôde ser vislumbrada na década passada. Para se ter um ideia, em 2001, o Ministério da Educação (MEC) reconhecia a existência de 505 cursos de Direito. Em 2014, esse número saltou para 1.284 faculdades credenciadas.

O ritmo de expansão da formação de advogados continua acelerado no país. Afinal, a advocacia continua sendo uma dos principais escolhas para quem busca ingressar numa universidade.

Nas últimas edições do Enem, por exemplo, o curso de Direito esteve sempre entre as cinco profissões mais requeridas no Sisu.

Essa demanda perene faz com que possamos projetar que, no futuro, o advogado continuará atuando em um mercado com uma grande concorrência.

Por esse motivo, ele deve buscar se preparar para diferenciar-se e destacar-se, investindo, por exemplo, em cursos de pós-graduação.

Tendência pela especialização

Uma das marcas da sociedade contemporânea é a complexificação de seus trabalhos e a consequente necessidade de especialização de suas atividades.

No caso do Direito, novas áreas surgiram nos últimos anos e contam ainda com poucos profissionais capacitados para cobrir sua demanda. Pesquisar por esses novos segmentos pode te ajudar a escolher matérias eletivas e a se preparar por meio de cursos extracurriculares.

Busque, por exemplo, identificar áreas como Direito do Entretenimento, Direito das Novas Tecnologias de Informação, Direito Desportivo, Direito Ambiental, entre várias outras.

Todas essas novas frentes constituem aquilo que os especialistas nomeiam como os “novos direitos”. Isso porque os seus temas ainda não encontraram lugar nas grades curriculares tradicionais e, para se adaptar, você deve buscar formação em cursos de extensão, mestrados e doutorados.

Esses novos direitos estarão com as portas abertas para os advogados capazes de acompanhar as tendências e construir cenários favoráveis nesse futuro cada vez mais especializado.

Tendo em vista a falta de profissionais especializados, quem chegar no mercado preparado possuirá uma enorme vantagem em relação ao currículo dos concorrentes.

Consequências da digitalização

Outra mudança significativa que será observada com um peso cada vez mais relevante no futuro é a digitalização e a possibilidade de expansão do tempo e do espaço.

Isso causará impactos, por exemplo, na reinvenção do trabalho de equipes de Direito. Atualmente, o trabalho do advogado está circunscrito pelos próprios limites estabelecidos pelas barreiras geográficas. O exercício do Direito ainda se dá de maneira bastante solitária nos escritores e unidades jurisdicionais.

Entretanto, com as novas ferramentas de comunicação, podemos vislumbrar o aparecimento de escritórios móveis, que contarão com uma equipe em diferentes pontos do país trabalhando numa mesma causa e em regime de tempo real, 24 horas por dia.

A possibilidade de videoconferências, por exemplo, já está modificando as condições de defesa e acusação.

Nesse cenário, o advogado tem de buscar dominar as ferramentas digitais bem como se preocupar com aspectos da comunicação verbal e gestual permitidos pelas novas tecnologias.

Necessidade de atuação global

Outra tendência bastante forte para o futuro é a da flexibilização das barreiras e da revisão dos limites entre os diversos países do mundo.

Assim, se hoje podemos constatar que a atuação dos profissionais de Direito se dá, em sua grande maioria, dentro dos limites nacionais, é necessário pensar o surgimento de problemas que apontam para conflitos jurídicos transnacionais.

Desse modo, o advogado do futuro deverá ser capaz de atuar de forma coletiva em diversas instâncias e em escala internacional.

Afinal, é possível perceber uma demanda crescente para que temas como meio ambiente, desastres naturais, direitos humanos, saúde e ciência sejam pensados de forma cada vez mais global e coletiva.

Pense, por exemplo, em equipes de Direito trabalhando em escritórios espalhados por vários pontos do mundo, buscando soluções conjuntas para problemas extremamente complexos e com grandes impactos para milhões de pessoas.

Apelo transdisciplinar

Dados do presente indicam um aspecto que será prioritário para o bom exercício do Direito: a questão da transdisciplinaridade.

Isso visto que será cada vez mais exigido dos profissionais de Direito serem capaz de transitar por outras áreas que, atualmente, são vistas somente como tangenciais.

Sendo assim, é desejável, por exemplo, que o advogado da área de Direito Societário saiba ler e interpretar com clareza um balanço para poder discutir em igualdade de condições com o responsável por sua elaboração.

De maneira similar, do profissional dedicado ao Direito Administrativo será exigida a competência de abordar temas financeiros com o economista e avaliar as taxas de retorno de determinados projetos.

Consequentemente, um profissional incapaz de atuar em conexão com outras disciplinas terá sérios problemas para se manter competitivo no mercado de trabalho do futuro.

Outras tendências relevantes

Além dos aspectos que já destacamos, outras características também modificarão substancialmente o cenário de atuação do profissional de Direito.

Questões como a tecnologia inteligente no cotidiano processual, a necessidade da negociação como um instrumento do Direito e a ênfase na prevenção de conflitos são apenas alguns exemplos a serem enfrentados em um cotidiano bem próximo.

Como pudemos perceber, o futuro reserva grandes transformações. Muitas delas talvez ainda demorem a ocorrer, outras certamente já estão em curso. Por isso, você deve estar consciente da necessidade de enfrentar esses desafios para o exercício do Direito no Brasil e no mundo!

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