Estudar sozinho ou em grupo: eis a questão!

– Professor, tenho grande dificuldade de estudar sozinha, me desconcentro fácil porque me falta motivação ou apoio. Na faculdade, buscava a atenção de um grupo de colegas e trocávamos muita informação entre nós. Parece que evolui muito mais do que simplesmente ficar à frente do computador ou lendo sozinha. Tudo isso faz sentido para você?

Não é a primeira vez que recebo este tipo de pergunta e, certamente, não será a última. Ao menos, será a primeira vez que escrevo – publicamente – sobre como lidar com isso. Se você ainda tiver dúvida, fico à disposição para um contato através de e-mail ou pelas redes sociais em privado.

Estudar é um ato solitário?

Para a grande maioria sim. A verdade é que quando iniciamos nossa vida escolar, ainda muito crianças, recebemos apoio dos nossos pais com as lições de casa. Geralmente, o tema de casa é até para ser dividido com os pais, como forma de inclusão na rotina escolar dos filhos. Portanto, aprendemos a estudar não só com os nossos coleguinhas como também com a família por perto. Assim, sentir solidão ao estudar não pode ser considerado como uma doença ou preguiça, em razão das premissas anteriores.

A leitura é si também não é um ato solitário, porque da mesma forma aprendemos primeiro a ouvir para depois aprender a ler. Os pediatras incentivam os pais a lerem para seus filhos, já que servirão de exemplo e prospectarão a curiosidade desde cedo. Se os audiolivros (ou os livros falados) já fazem sucesso para muitos, há uma nova onda que deverá democratizar mais esta experiência segundo especialistas do setor. Veja que aqueles que almoçam sozinhos, mesmo em locais públicos, estão com fones de ouvido como sinal de companhia. Ouvir rádio ou deixar a televisão ligada enquanto exerce alguma tarefa também corresponde ao mesmo desejo de se sentir “acompanhado”.

Portanto, se você tem dificuldades de ler sozinho (a), ouvir é o melhor remédio. Você pode mesmo gravar textos de resumos ou mesmo baixar a legislação no site do Planalto ou escutar podcasts com conteúdo apropriado para os seus estudos. Assistir a vídeoaulas, por outro lado, exige atenção e caso tenha mais gente assistindo ao mesmo tempo pode haver dispersão. Lembre-se que em sala de aula qualquer desvio de olhar pode interromper sua concentração, portanto, se é atenção que está faltando para assistir a vídeoaulas, utilize fones de ouvido.

 

Grupos de estudos são para mim?

O maior problema dos grupos de estudos é bastante relativo, ou seja, ele pode não existir. Explico melhor. Numa sala de aula, como você sabe, há diversos tipos de alunos em níveis de aprendizado heterogêneo. Assim, muitas perguntas podem ser totalmente infantis para você, mas para quem pergunta há uma dúvida a ser respondida. Perde tempo e interrompe a explanação. Mesmo num grupo pequeno de estudos pode ocorrer o mesmo. Portanto, para evitar que os estudos sejam arrastados ou descompromissados, os integrantes do grupo devem estar conectados com os mesmos objetivos.

Claro que haverá desníveis, mas faz parte do processo de auto-aprendizado: explicar e solucionar a dúvida do colega. O importante é que a dedicação deve ser a mesma, com metas e organização dos encontros. Estudar previamente para debater entre os colegas é uma opção que alavanca muito a aprendizagem. Evitar conversas paralelas e sobre assuntos que não fazem parte da reunião tem que ser regra cumprida à risca. Somente nos momentos de descanso é que temas amenos podem ser levados aos participantes.

Sendo assim, quem acha que estes grupos é uma forma de “terceirizar” os estudos, está muito enganado. Aprende-se juntos, mas é essencial fazer o tema de casa, qual seja, estudar por conta para levar o essencial ou o mínimo para compartilhar com os colegas. Desse modo, é possível que o grupo seja levado muito à sério e devolva ótimos resultados. É comum que todos os integrantes de um grupo sejam aprovados na mesma oportunidade. Por esta razão, faz total sentido a pergunta da leitora que iniciei o texto.

Para finalizar, é importante fazer uma autorreflexão sobre seu comportamento diante da realidade do aprendizado. Se você tem dúvidas do que é melhor, experimente! Há tantas formas de estudar que a leitura e as videoaulas, mesmo que sejam as mais populares, são apenas mais umas dentro das possibilidades.

O que você julga como sucesso na sua vida de estudante?

Tenho reparado como professor na graduação, especialmente, ao final de
cada bimestre e semestre, dependendo da aplicação das provas, que a alegria do aluno está vinculada a duas situações: notas positivas e frequência dentro do mínimo.

Em outras palavras, sucesso é ser aprovado nas provas e com presença suficiente para passar para próxima etapa como aluno.

O sucesso maior, considerando estas premissas, é alcançar o canudo em
menor tempo possível. Vamos supor, então, que oferecessem o curso de Direito, porém com um ano a menos, porém com o mesmo número de parcelas a pagar. Quem não aceitaria esta proposta “vantajosa”?

A resposta indica que o propósito não é o aprendizado, mas o diploma.
Estas conclusões fazem parte do que chamo de a “viagem na solitária”.
Solitária, nós já vimos no cinema, é uma prisão sem janelas. E o curso da graduação é o caminho a ser percorrido, portanto, a viagem. Não importa para o aluno, na sua maioria, o que enxergar pela janela, a experiência, mas respeitar o tempo com o conteúdo dentro da cela fechada até alcançar o destino final, o diploma.

Em outras palavras, o estudante tem deixado de lado a experiência do
aprendizado, porque o seu foco é horizontalizado, como uma linha morta do aparelho de batimentos cardíacos… É importante ter foco? Com certeza, mas sentir a experiência e aproveitar tudo o que a formação acadêmica oferece é a oportunidade de o estudante alcançar o legítimo sucesso.

Quem se mantém interessado no trajeto, não precisa ficar preocupado com as notas nem com a folha de presenças, até porque estar em sala de aula pode ser apenas o corpo, já que a mente pode estar viajando a milhares de quilômetros dali.

Estar comprometido com o aprendizado reflete em notas altas bem como no desejo de participar em sala para aprender.

Insisto que o “fim” não é o sucesso nas notas nem na garantia da presença
mínima, mas no aprendizado em si. Tudo o mais será consequência da sua atitude, no engajamento com os estudos, em aprender matérias novas, discuti-las e refletir na prática. Se o seu conceito de estudar é “decorar”, a fixação do conteúdo será breve, passível ao esquecimento. Estudar “para a prova” tem este efeito: a breve lembrança.

Agora, estudar “para a vida” traz outras nuances e a fixação do conteúdo será bem intensa, porque o interesse se perpetuará com a curiosidade de saber mais sobre o tema como também observar a atualização do mesmo.
Por fim, se você ainda não entendeu o recado, esqueça as notas e a
frequência.

O que importa é você aprender e se aprendeu mesmo, tudo o resto fará sentido sem qualquer outro esforço além do querer o verdadeiro sucesso: o aprendizado.

A interdisciplinaridade do Exame da OAB é tendência?

As últimas provas da OAB, o XXIII, XXIV e XXV Exame Unificado, têm surpreendido toda a comunidade jurídica, especialmente, os examinandos. Não só pela redução de questões de Ética, mas também pela interdisciplinaridade. Em outras palavras, onde começa e termina cada disciplina se tornou mais um obstáculo para os acadêmicos.

Claro que a maioria reclamou, porque o mapa da prova da OAB sempre ajudou a posicionar o roteiro da realização das questões.

Este roteiro seguia deste modo: fazer primeiro as questões de Ética e depois as disciplinas com maior preparo, deixando ao final aquelas que a “sorte” poderia ser melhor utilizada. Com as provas atuais encontramos questões espalhadas, porque dividem conteúdo de mais de uma disciplina ou matéria. 

A interdisciplinaridade é tendência para as próximas provas?

Acredito que sim. Se até agora nunca dividiram as disciplinas pelos seus referidos títulos como acontece nas provas de concursos públicos, com esta mudança bastante evidente não há mais volta em período tão curto.

É importante dizer que interdisciplinaridade na prova da OAB não é algo exclusivo com as disciplinas cobradas no exame, como Penal e Eca. No Exame XXIII, por exemplo, alem das 17 disciplinas cobradas aconteceu interdisciplinaridade com previdenciário e eleitoral. A primeira dentro de direito do trabalho e a segunda em constitucional. Com a nova matriz curricular dos cursos de Direito aprovada, corre solto o boato que estas duas serão incluídas no Exame de Ordem. Nesta prova, foi o “cartão de visita” delas.

E agora,  muda o jeito de estudar?

Na essência, não. Os livros e os cursos são disciplinares. A interdisciplinaridade acontece quando as “disciplinas conversam entre si”. Quando a gente estuda, possivelmente, irá estudar duas vezes. P.ex. responsabilidade civil do Estado. Esta matéria aparece tanto em direito civil como em administrativo. O que importa compreender é que nenhuma disciplina é uma ilha isolada no oceano jurídico. Há muitos institutos que são compartilhados. A ideia, portanto, é de coesão.

O que prejudica mais é o possível “atalho” da aprovação que o roteiro trazia. Não só isso, mas o que muitos professores implicam em afirmar: estudar apenas um determinado número de disciplinas, desde que relevantes para prova em razão do número de questões. Eu já era contra, agora, não vai mais ser possível escolher, porque a cobrança é interdisciplinar. O número de questões comumente cobrados é provisório e também relativo, pois será possível encontrar em futuras provas matérias preponderantes que transitam entre as disciplinas, suficientemente, para alterar o mapa do exame.

Por fim, para os professores, a mudança é mais drástica, pois deverá estar atento a matérias de outras disciplinas e que podem ser cobradas na sua. O aluno ganhará com esta percepção docente.

Onde encontro conteúdo interdisciplinar?

Na última Maratona OAB do Saraiva Aprova já abordamos as dicas interdisciplinares durante a transmissão.

Alguns livros especializados no Exame da Ordem, como é o caso do OAB Esquematizado, também já abordam o conteúdo de forma interdisciplinar.

Abaixo estão alguns artigos aqui do nosso blog que contém a abordagem de duas disciplinas em um mesmo conteúdo, confira:

E você, o que pensa sobre a interdisciplinaridade na 1ª fase da OAB? Deixe abaixo seus comentários!

 

Devo estudar para 2ª fase da OAB mesmo com 38 ou 39 acertos?

A principal dúvida de quem não aprova com 38 ou 39 acertos é se deve estudar (ou não) para 2ª fase da OAB. Já não conto mais quem acertou 37, porque o histórico da FGV é ruim para anular questões, imagina três questões e o examinando deverá ter errado todas elas. Assim, a ideia é responder à pergunta acima com todas as razões e possibilidades possíveis, ok?

Primeiramente, o histórico de anulações da FGV como organizadora do Exame da OAB não é nada bom. Essa é a notícia ruim. Entenda que as bancas detestam anular, porque nestes casos “confessam” que a prova não estava perfeita e perfeição vale novos contratos de organização bem como a própria renovação com as instituições. De algum modo é como nós: quem gosta de errar, ou o pior, admitir seus erros? Poucos, muito poucos.

Assim, não adianta gastar energia negativa contra a FGV e todas as outras bancas de provas que você ainda irá realizar um dia. Há injustiças? Com certeza, quem disse que não existiriam? Portanto, concentre-se ao que deve ser focado: reiniciar os estudos para 1ª fase da OAB ou iniciar a preparação para a última batalha, a 2ª fase? Meu pai sempre me disse que “estudos não se perdem”. É verdade, complemento: “nem a experiência”. Tudo o que você irá estudar para 2ª fase será usado um dia. Só que este dia pode ser logo ou se prolongar para outra data. O que vai depender sobre a fixação do conteúdo é como você irá estudar.

Quem “estuda, assim, estudando”, provavelmente, vai viver na dúvida se aprendeu ou não o que estudou. É disso que estou falando: é preciso estudar de verdade, em todos os seus aspectos. Assim, não vai ficar apenas na epiderme, na superfície da pele, mas entrar na corrente sanguínea! Estes estudos você nunca mais esquecerá se manter saudável sua atualização. Portanto, perder o que aprende nestas condições jamais!

Assim, optar pela preparação para 2ª fase mesmo que não tenha sido aprovado por uma ou duas questões faz parte das escolhas que precisamos realizar ainda na vida.

Tenho certeza, como escrevi logo atrás, que caso não sejam anuladas as questões que precisa, sua preparação não vai afundar como o Titanic, no máximo estacionar com um pouco de água a bordo, porque a frustração é inevitável.

Tempo é dinheiro? Sim, mas depende de como você irá gastá-lo. Se está sobrando até o dia da publicação do resultado definitivo (quando simultaneamente sai o famoso comunicado de anulação ou não), porque não “gastar” tempo estudando? Se está escasso o dinheiro, quem sabe você não investe o seu tempo em livros, material essencial para aprovação? Geralmente, entre o prazo da publicação do resultado definitivo e a data da prova da 2ª fase, no mínimo, 30 dias serão úteis. Em caso aprovação tardia, valerá a pena comprar um curso? Claro! Lembro que num passado não muito distante, 30 dias era o único prazo para estudar para 2ª fase e a lista de aprovados não é diferente de agora.

Tenha certeza que qualquer que seja o seu investimento, livros ou cursos, além do tempo, nenhum deles será perdido, especialmente, a experiência de ter iniciado a preparação para 2ª fase. Se não ocorrer a aprovação da 1ª fase, na próxima você não perderá mais tempo com a dúvida e fará logo os 50% necessários. Sendo assim, o que você já estudou para 2ª fase ajudará a pavimentar a sua nova caminhada. Por outro lado, se você não acredita em milagres em se tratando de FGV e OAB, é hora de investir num preparatório de 1ª fase para que na próxima prova seja desnecessário ler textos como este.

Espero que tenham gostado desse texto, pessoal! Deixem suas dúvidas nos comentários 🙂

Tensão pré-prova: Como controlar a ansiedade antes da OAB?

Olá pessoal! Sejam bem-vindos à mais um episódios do Saraiva Pod, nosso podcast sobre OAB!

No nosso segundo programa, convidamos o professor Marcelo Hugo, coach nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre como combater a ansiedade antes do Exame da OAB. Aperte o play 🙂

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição ?

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo e o nosso tema de hoje vai ser algo que ele chama de TPP: a tensão pré-prova. Pensamos que a vontade de passar no exame gera uma ansiedade, consequentemente, essa pressão, não é, professor?

Marcelo Hugo: Não, é verdade. Essa ideia do TPP tem uma origem. O que seria a TPM? Então nós…

SA: Então você se inspirou nas mulheres para falar sobre TPP?

MH: Exatamente! Eu pensei nas mulheres. Pensei na minha esposa, enfim. E a questão do TPM já virou folclore. E é verdade. Apesar de ser folclore, enfim, esse tipo de coisa é verdade. Existe sintomas tanto emocionais como sintomas psicossomáticos, aquelas sensações de dor de cabeça, o reflexo que o corpo recebe em relação a esses sintomas emocionais. A tensão pré-prova nada mais é do que realmente sentirmos um sintoma emocional, que a prova está chegando, a questão do medo. A questão da ansiedade, e isso gera realmente reflexos no corpo, palpitação, tudo.

P: Até aquele branco na prova também.

MH: Exato. O branco nada mais é do que realmente um reflexo disso. O nervosismo. O nervosismo acaba deixando a pessoa cega. Eu vou dizer que nem é um branco, ela fica cega, totalmente cega, ela faz um corte de conexão do link entre o teu software aí da tua cabeça e a tua mão. Então ela perde. No momento vou marcar as cruzinhas assim, “ué, isso aqui eu já estudei, mas onde está isso.” Ela fica tão nervosa que ela está lendo grego, romano e não sabe. Só que, enfim, isso tudo, claro que vem dessa tensão pré-prova, que já vem de uma, duas semanas a pessoa já vem sentindo isso.

SA: Os sintomas surgem mesmo quando estiver aí mais ou menos na terceira semana que antecede a prova?

MH: É. E aí vai começar a crescer, crescer, crescer e para muitas pessoas fica insuportável. Já vi pessoas que estavam bem preparadas, no dia da prova não foram.

SA: Aproveitando que já falamos que isso acontece mesmo e vai aumentando, de que forma que você acha que o aluno pode controlar essas sensações? Sabemos que você não é psicólogo, mas que tem muitas dicas boas aí para nos dar.

MH: Estudamos bastante, não é? Um pouco de psicologia faz parte de tudo isso. A questão é o seguinte, é aceitar. Primeira coisa, nós precisamos aceitar. É normal ficarmos nervosos? Sim. Qualquer pessoa fica. É normal diante de um desafio, diante de uma prova, de um jogo importante no campeonato. Não é? Em um evento esportivo, enfim, todo mundo. Até mesmo um pedido de casamento gera um nervosismo, vai que a noiva, futura noiva diga não, não é? Então isso…

SA: Tem uns absurdos, né?

MH: Claro, claro. Precisamos aceitar que isso faz parte de nós, que é normal ficar ansioso, nervoso, enfim, ter medo. O medo da probabilidade de ser reprovado. Mas aonde está a diferença? É aceitar, saber que isso vai acontecer, mas que eu preciso equilibrar isso, que eu preciso ficar mais tranquilo diante do fato. O fato é: a prova já está pronta, a prova já está escrita, as questões já foram escolhidas, seja a primeira fase, seja a segunda fase da OAB, ela já está pronta a prova. O nervosismo, a ansiedade de forma exagerada não vai mudar a realidade, a prova vai estar lá para você realizar e enfrentar ela. Durante a caminhada você tem que estar sempre, “ó, a prova está pronta, eu não posso mudar isso. Eu vou é estudar.”

SA: É. É nesse ponto que eu já ia falar para você. O aluno vai se sentir um pouquinho… vai sentir essa ansiedade por conta da insegurança de ter muito conteúdo, enfim, por N situações. Mas de ter muito conteúdo, de talvez não conseguir estudar tudo, mas temos aí o conteúdo do Saraiva Aprova, que é separado por disciplinas, é um conteúdo muito rico, o formato do conteúdo também é diferenciado, os simulados também levam o aluno para que ele se sinta mais seguro e mais preparado, se autoavalie para saber como que é o desenvolvimento dele. Você acha que isso tudo em grande parte ajuda o aluno mesmo?

MH: Olha, não tenho dúvidas. Por quê? A Saraiva Aprova foi um preparatório pensado em auxiliar as dificuldades, e manter a qualidade da preparação naquilo que a pessoa já está bem atualizada dentro do conteúdo. Quem entra, quem é o nosso aluno Saraiva Aprova, sabe que o Saraiva Aprova, que o sistema, a tecnologia empregada no preparatório, não vai deixar o aluno na mão, ela vai identificar as fraquezas. Às vezes o aluno nem sabe quais são as dificuldades, ele vai ficar sabendo com a Saraiva Aprova.

Ele pode ficar tranquilo que a Saraiva Aprova vai ser um tutor, é praticamente um tutor. Ele vai acompanhar desde o início da preparação até o fim e vai trabalhar naquelas dificuldades, vai dar uma maior atenção nas dificuldades, e naquilo que o aluno está indo bem, ele não vai exigir tanto tempo dele em relação aos assuntos que ele está indo bem, que está resolvendo questões, que só vem e recebe acertos e tal. O aluno, dentro do Saraiva Aprova, ele já até é um anti-stress, porque ele vai ficar… ele sabe de antemão…

SA: Aliviado, não é?

MH: Aliviado durante a preparação porque a Saraiva Aprova vai identificar todas as dificuldades e vai vencer essas dificuldades junto com o seu aluno.

SA: Você acha que essa sensação, essa pressão é igual tanto para a primeira fase como para a segunda fase da OAB? Será que a tensão aumenta?

MH: Olha, acho que talvez as sensações sejam fortes, mas elas são um pouquinho diferentes. Enquanto na primeira fase estamos lutando lá contra 17 inimigos, vamos dizer assim, e sabemos que a primeira fase é mais difícil, não é? Em razão dessa quantidade de disciplinas, a pessoa não está bem preparada, enfim. A primeira fase é mais difícil e os números não mentem. Mas quando a pessoa passa da primeira fase, ela vai para a segunda. Claro, ela vai motivada, que ela passou numa prova mais difícil, mas em vez de ficar relaxada, que vai enfrentar uma prova mais fácil, ela, por outro lado, ela começa a enxergar tipo, “eu preciso passar. Agora que eu fui para a segunda fase eu preciso passar nessa fase. É a última batalha.”

SA: E todo mundo em volta já tem essa expectativa.

MH: Exatamente.

SA: Passou para a segunda, ela tem que passar.

MH: “Agora eu tenho que passar no mal ou do bem.” Acaba gerando isso uma maior pressão até, apesar de ter lá 45 dias para estudar uma única disciplina e a sua referência processual, acaba mesmo é gerando uma tensão nisso, porque a pessoa assim, “bom, eu preciso passar. Já que eu passei no mais difícil, o mais fácil eu preciso garantir.” É que nem futebol. Eu vejo um time muito forte jogando com outro time muito forte, ele vai muito bem preparado. Ele passou daquele time forte e vai enfrentar depois um time mais fraco, às vezes o time mais forte é surpreendido porque entrou de salto alto, achou que ia ser mais fácil, daí se preparou menor, enfim. Isso é uma questão, inclusive, psicológica a ser enfrentada.

SA: Tem que manter, na verdade, o ritmo de estudo.

MH: Com certeza.

SA: Na verdade, a motivação. Porque o ritmo de estudo talvez diminua um pouco porque é só uma disciplina que você faz na segunda fase. Mas acho que essa expectativa interior, não é?

MH: Sim.

SA: Que acaba sendo o nosso próprio inimigo.

MH: Com certeza, com certeza.

SA: E aí qual é o impacto que você acha que pode ter na vida desse aluno, que mesmo com todas essas dicas que estamos dando a eles, ainda vivem em meio a essa tensão?

MH: Olha, o impacto disso vemos nos memes. Os memes já são suficientes, “não passou ainda na OAB?”, enfim. A famosa prima mais nova que foi aprovada na OAB. Isso, claro, tem um reflexo na vida da pessoa. O exame de ordem realmente é um peso, é um monstro para muitos outros, um bicho de sete cabeças que precisa ser vencido. Isso, claro, tem um reflexo em geral. Por isso que eu sempre digo assim, se você está me ouvindo aí, está no oitavo semestre, sétimo, e está chegando próximo do último ano, aproveite e faça a prova da OAB no último ano, porque no último ano temos diversos outros compromissos e que vamos equilibrar daí a pressão da OAB com os outros compromissos. Os outros compromissos quais são? Começar a escolher o tema do TCC, fazer o TCC, a banca do TCC, as provas finais para não atrasar a formatura, a festa da formatura e todos os outros eventos que envolvem a formatura. Tudo isso acaba gerando assim, um filtro em relação ao peso do exame de ordem. E aí a pessoa vai bem mais tranquila fazer a prova da OAB. Se passou, não passou tanto faz, porque ela tinha outros compromissos, as desculpas realmente são reais e não são desculpas imaginárias. Que tem gente que não passa na OAB e coloca a culpa na FGV, coloca a culpa na própria OAB, que eu chamo de desculpas imaginárias.  As desculpas reais mesmo são daquele que está no último ano e que tem outros compromissos mais importantes que o exame de ordem. É claro que exame de ordem afeta a realidade de todo mundo.

SA: Entendi. Com base em tudo isso que estamos falando, acabamos observando que os alunos ficam mais apegados às chances de ser reprovado que de aprovado e aí, de novo, gerando essa sensação de que está correndo contra o tempo e vai gerando mais ansiedade e aí pensa, “ai, e se eu não passar? E se eu estiver estudando pouco?”. Existe alguma forma aí de bloquear esses pensamentos?

MH: Sim, com certeza. É óbvio que qualquer evento, por exemplo, no exame de ordem você pode reprovar ou aprovar. É 50% de chance. Tem que estar preparado, “não, eu vou para um algo que eu possa perder”, ok, aceita isso, não há outro sentimento. Mas como eu posso saber se eu estou estudando pouco ou não? Resolvendo questões. No momento que eu estou resolvendo questões e as respostas, os resultados dessas resoluções de questões, seja questões de livro, seja simulados, enfim, e eu estou indo bem, estou tendo uma média de acertos acima do que eu preciso, que é 50%, é claro que isso me motiva e está me demonstrando que eu estou no caminho certo. Está me mostrando, “pô, eu estou fazendo 60% de acerto, 65. A maioria das disciplinas estou gabaritando. Eu sei que uma ou outra eu não estou indo muito bem”. Se eu conseguir identificar todos os problemas e erros e eu consigo resolver durante a preparação, é claro que eu vou motivado porque eu sei que eu estava muito bem indo resolvendo provas anteriores. Não vai ter nenhuma invenção no próximo exame que eu vou fazer. Isso me dá uma garantia pelo menos. Não é nem falsa garantia, mas é uma garantia preliminar que as coisas estão indo bem e que certamente no dia da prova vai ser mais as outras questões que eu vou resolver, e que agora sim vai estar valendo, mas nenhuma diferença. É só uma diferença que você vai sair da sua casa, onde resolve as questões, ou qualquer outro local, do seu curso, e vai para uma escola, enfim, onde vai ser feito a prova da OAB. Se levar dessa forma de “eu vou lá cumprir mais a minha missão, que eu já estou cumprindo de forma muito correta, resolvendo muito bem, os resultados…”, perfeito, não precisa ficar realmente tenso na pré-prova, com uma ansiedade gigante, enfim. Acho que resolvendo questões, estudando mais, resolvendo os erros e os problemas não há o que sofrer tanto em véspera de prova.

Mas aceite, que certamente você vai estar nervoso, vai estar ansioso, mas vai estar de forma tranquila, natural do que tem que ser.

SA: Então é encarar com simplicidade e continuar estudando muito?

Marcelo Hugo: Exato!

Espero que tenham gostado de mais um episódio do nosso Saraiva Pod! Para escutar o outro episódio, em que tratamos sobre Organização do tempo de estudos para a OAB, clique aqui!  Lembrando que os alunos do Saraiva Aprova têm um conteúdo exclusivo sobre esse tema na plataforma.


O sprint final da preparação para Exame da OAB

Uma maratona tem 42 km (e 195 metros) de extensão, a distância que percorreu o soldado ateniense Fidípides, segundo reza a lenda grega, entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para anunciar a vitória do seu exército sobre os persas. Não é um percurso para qualquer um, portanto, não só a preparação deve ser planejada como também a execução. É inevitável comparar uma maratona com os estudos para OAB ou concursos: treino, concentração e a corrida em si são etapas necessárias para chegar ao final.

Lembre que uma maratona não começa quando é dado o sinal, mas muito tempo antes com treinos e corridas simuladas. Uma preparação para o Exame de Ordem é a mesma coisa. Precisa resolver muitas questões antes, estudar, ler e conhecer o conteúdo que cai na prova. Porém, toda esta sequencia deve respeitar regras e a própria capacidade do atleta ou do estudante.

Assim, maratonistas experientes e vitoriosos acumulam fôlego e energia durante a corrida para intensificar nos últimos quilômetros do percurso. Dentro da nossa preparação, são os últimos dez dias ou a última semana antes da prova.

Ocorre que muitos entram num ritmo intensivo e rigoroso cedo demais, logo após a largada. O que acontece? Antes do meio da prova já cansaram, perderam foco, interesse e atitude para chegar à data do exame com a preparação em dia. Não esperaram o sprint final, ou seja, aquele momento crucial de aceleração progressiva até a linha de chegada e que acontece nos últimos quilômetros. Nos estudos, como referido antes, ocorre nos últimos dias.

Desse modo, invista em maior carga horária de estudos, de leitura, de resolução de questões e aulas nas semanas antes da prova.

Se o destino é o concurso público, foque nas disciplinas com maior peso na prova ou se o peso é igual, reforce aquelas que geram dúvidas sobre seu desempenho. Caso seja OAB, invista em Ética, a rainha das disciplinas, porque gabaritando ela pode pavimentar a sua aprovação. Também em CDC e ECA, pois as chances de gabaritar são maiores e acompanham Ética no pódio de maior aproveitamento segundo a FGV.

Estou acostumado a ler “dicas” que o examinando deve “não fazer” nada na véspera da prova, curtir a vida para ficar relaxado para enfrentá-la com todas as forças no dia seguinte. Pergunto: com toda a responsabilidade do dia da prova, será que é, humanamente, possível esquecê-la e viver em paz 24 horas antes? Neste caso, a teoria e a prática são avenidas que nunca se cruzam.

Véspera de prova é dia de concentração e não de dispersão. Sendo assim, mantenha seu pique e sua corrida, porque não é o momento de terminá-la caminhando.

Assim, no sábado, porque não fazer mais uma leitura do Estatuto da OAB, resolver mais questões de Ética para ter a certeza que no domingo você gabarite a disciplina? Talvez não seja o momento para assistir a revisões ou os conhecidos “aulões” de véspera, a não ser que você já esteja saturado de tanta leitura e a matéria esteja pronta ou também a ansiedade é tão grande que pode ser uma forma de “descarregar” suas emoções. Como em toda maratona, a concentração faz parte da vida do maratonista, seja na véspera, seja instantes antes da largada da corrida.

E o dia da prova, a sua corrida, também tem que ser planejada, começando por Ética e pautando as disciplinas que você tem maior conhecimento ou se sente à vontade de responder. Lembre que em cinco horas seu corpo irá acusar muitos momentos de extremo cansaço, atrapalhando o raciocínio também. Por esta razão, deixe para o final aquilo que você acredita que a sorte poderá ajudar de alguma forma.

Outra dica valiosa é nunca mude uma alternativa depois de marcada no caderno, provavelmente, você irá errar. E se houver dúvida entre duas, deixe para o final, quem sabe o seu Anjo da Guarda assopre a resposta.

Se o pódio está tão próximo, é agora que tudo fará sentido. Aposte nas suas forças e busque superar todas as suas pressões, aceitando-as. Elas não desaparecerão da noite para o dia, por isso, acomode elas fora dos seus pensamentos e use a parte que importa: o que está armazenado durante toda esta maratona. A vitória está com você e ninguém poderá tirá-la, pois o único concorrente nesta maratona é você mesmo!

Conta pra gente: como vai ser a sua preparação nessa reta final?

Desconfio que não fixo conteúdo quando estudo: porquê?

O grande mal da humanidade é a falta de concentração. Não sou eu que digo, mas os pesquisadores das mais diversas áreas. Faço também as minhas pesquisas, especialmente, quando estou diante de um público em palestras dentro de faculdades e em eventos jurídicos. Pergunto: quem sofre da falta de concentração? Mais de 80% levanta a mão. Há muitas razões que justificam este resultado.

A minha pergunta do título utiliza, propositalmente, o “desconfio”. Sabe porquê? É fato: antes de começar a estudar a pessoa já se condiciona a acreditar que nem todo o conteúdo será entendido, muito menos fixado. Ou seja, antes mesmo de realizar a leitura ou assistir a uma videoaula, o aluno sabota-se. Ele sofre por antecipação.

Há crenças populares como “quando mais estudo, menos eu sei”.

Dentro das minhas pesquisas junto aos alunos de Direito, especificamente, a constatação é mais exata do que 1+1: quando mais próximo do fim do curso na faculdade, menos o acadêmico se sente preparado, ou seja, menos ele sabe. Aquela confiança inicial, de primeiro semestre, dissipa-se durante os demais anos até a formatura. Eu mesmo passei por este processo de “desaprendizado”.

Este é um dos motivos que levam muitos bacharéis a se matricular imediatamente numa especialização, esperando aprender o que acreditam não ter aprendido nos últimos cinco anos. No meu caso, me matriculei num curso de extensão.

Confirma-se esta sentença quando ouvimos de alunos formados que aprenderam mais numa única aula do preparatório para o Exame da Ordem, por exemplo, do que um semestre na faculdade. Sabe porquê? Ele está 100% focado na aula em si do cursinho, enquanto na faculdade havia outras preocupações menos nobres, a “chamada” e a “nota” da prova.

O aprendizado acaba se perdendo na “burocracia” da conclusão do curso de Direito. O que desejo encarar é que as desculpas não podem ser terceirizadas, leia-se, a “culpa é sempre do mordomo”, ou seja, a faculdade.

Tenho que tratar deste tema, faculdade, tendo em vista que ela cria raízes do modo de estudar e pensar, e este modo é levado para se preparar para a prova da OAB e de concursos. Então, tudo que foi de ruim “lá trás” acaba afetando justo o momento que você tem vontade de estudar. Você já se perguntou porque seus melhores colegas na faculdade foram aprovados de primeira na OAB e, logo após, em concursos públicos dos mais concorridos? Não, não eram mais inteligentes que você, mas porque tinham o mindset correto ou formaram um de forma positiva durante a faculdade.

Aprenderam com ela o jeito de estudar, pesquisar e a assistir às aulas.
Novamente, nossas pesquisas apontam que os alunos de preparatórios que acabam deixando de assistir às aulas com o passar do tempo também tiveram o mesmo modus operandi durante a graduação: pegavam a chamada e saíam, ou se dispersavam com o smartphone ou tinham a cabeça distante das aulas ministradas. Portanto, o problema, a raiz dele está na formação. Estes alunos sofrem muito com a falta de concentração porque criaram este “ambiente” confuso na sua mente. A ordem é “estudar”, mas o hábito internalizado está preso a uma rotina desleixada que é interrompida por um mero espirro de alguém há 100 metros ou por uma formiguinha subindo na parede.

Se você está lendo este texto e ainda está na faculdade, mude o seu mindset (sua atitude mental) enquanto há tempo para ter uma curva ascendente de estudos. Caso você já tenha sido afetado pela rotina indesejável de quase todo acadêmico, minha sugestão é parar tudo e refletir entre duas escolhas: continuar do modo que você acredita esteja certo (mas cadê os resultados?) ou varrer tudo que está errado (e você sabe o que é, basta se perguntar) e começar uma nova caminhada.

O primeiro passo é blindar a sua mente com pensamentos negativos que de você não aprenderá tudo o que estudar.

Lembre-se que estudar para uma prova objetiva é diferente do que apresentar um seminário ou trabalho à frente dos colegas. Este raciocínio é importante para evitar cobranças quando fazemos autoquestionamentos da matéria que estudamos há algum tempo e as respostas não surgem. Você somente saberá se fixou o conteúdo resolvendo questões objetivas, por isso que elas são fundamentais para o desenvolvimento da preparação. Então não comece se boicotando quando abre o livro ou dá o play na videoaula.

Tenha toda a atenção do mundo, como fossem as instruções emergenciais para salvar o mundo! Nas primeiras vezes, haverá até um certo nervosismo, depois, você estudará como o herói ou heroína, realmente, responsável em salvar a todos nós e, principalmente, a você!

Espero que tenha gostado deste artigo. Temos um post aqui no blog sobre a falta de concentração nos estudos que também pode te ajudar, acesse 🙂

Organização do Tempo: como melhorar seus estudos para a OAB

Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao podcast do Saraiva Aprova. Nele daremos dicas incríveis para você, que está se preparando para a OAB.

No nosso primeiro programa, convidamos o professor Marcelo Hugo,coaching nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre a organização do tempo nos estudos. Para escutar, basta apertar o play!

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição 🙂

Marcelo: Olá a todos. É um grande prazer aqui estar com vocês compartilhando um pouco mais de conhecimento que sempre é bom, e falar sobre produtividade, sobre tempo, organização, enfim, sempre é muito importante para quem está aí se preparando para Exame de Ordem.

Saraiva Aprova: O que percebemos, professor, é que muitos alunos se queixam sobre a falta de tempo para estudar. Muitos deles são estudantes, estão fazendo estágio, terminando o TCC e ainda tem que se preocupar com a prova da OAB. E qual que é a orientação que você daria para esse aluno para que ele consiga se organizar mesmo com pouco tempo?

Marcelo: A primeira coisa é parar de dar desculpas. ((risos)) Porque desculpas encontramos aos montes e de graça. Tempo, sempre vai faltar tempo. Hoje é muito mais importante que dinheiro. Mas conseguimos encontrar tempo sim, basta parar para pensar e ver que uma semana tem 168 horas, pessoal, 168 horas. Será que não conseguimos colocar pelo menos quatro horas de dedicação para o Exame de Ordem em um dia? Pare e reflita que essas quatro horas não precisam ser seguidas, elas podem ser divididas durante o dia ou de manhã ou de noite ou no intervalo, ou no deslocamento, na condução pública, enfim. Oportunidades têm para estudar, você precisa simplesmente parar e olhar a sua agenda e encontrar esses pontos para acrescentar essas quatro horas, que eu acredito seja um tempo bem razoável para ser aprovado na OAB.

Saraiva Aprova: Para esse o aluno que já quer se programar, quer se preparar para a prova e que tem em torno de três meses para estudar. Qual que é a dica, o que você pode compartilhar que considera muito importante para ele traçar esse plano de estudos inicial?

Marcelo: Três meses é um bom tempo para estudar para a OAB, 90 dias a 100 dias é um tempo muito bom. Claro que não são 100 dias apenas para estudar meia hora por dia, mas trabalhando nesse conceito de quatro horas, três horas e meia, enfim, é um tempo bastante razoável. E uma das primeiras coisas é: elimine as suas crenças limitantes. E uma delas diz o seguinte: eu estudo uma disciplina por dia e ponto final. Não é assim, não vai funcionar esse planejamento. O planejamento vitorioso, vencedor e que vai trazer a aprovação tem que partir do seguinte: eu preciso manter todas as minhas semanas atualizadas, se eu estudar uma disciplina por dia, são 17 disciplinas, eu nunca vou manter atualizado as disciplinas semanalmente. Se são 17, se eu começar por direito civil em uma segunda-feira, depois de mais de 15 dias eu vou retomar o assunto. E a nossa mente, ela não é como o Netflix que damos um pause e depois ele volta automaticamente para o conteúdo que paramos. A ideia é o seguinte: vamos estudar no mínimo duas disciplinas durante os sete dias da semana. Sim, sábado e domingo é dia de estudo. Por quê? Temos que fazer diversas concessões, mas eu digo, é momentâneo, e lembro bem, carteira da OAB é para sempre. Vamos estudar a partir de duas disciplinas por dia, duas disciplinas, no final de semana podemos ampliar essas disciplinas para três ou quatro e aí fechamos a nossa conta com 17 disciplinas.

Saraiva Aprova: Professor, falando um pouquinho no seu livro, que também tem muito a ver do que estamos falando aqui. Tem algumas partes dele que você intitulou como “preparação, aquela rima que rima com aprovação”. Qual que é o momento que você considera ideal para o aluno já iniciar a sua preparação para o Exame da Ordem?

Marcelo: Esse livro Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos, publicado recentemente pela Editora Saraiva Jur, traz um conceito de preparação adequada baseada em dois pilares que são: a preparação psicológica e a preparação pedagógica.

Dentro dos conceitos da preparação pedagógica, que é o verbo estudar, tão diferente de 30-40 anos atrás, hoje vivemos cheios de distrações, perdemos muito tempo com bobagens. Hoje, para começarmos a nos preparar, quem ainda está na faculdade, não precisa começar no primeiro semestre, podemos começar do meio do curso para frente. E como a OAB nos permite que se faça a prova no último ano, eu sugiro que a atenção seja redobrada a partir do sétimo semestre. Sétimo semestre é um bom período que ainda não estamos muito preocupados com o TCC, não estamos preocupados com a festa dos 100 dias, dos 500 dias, do teste da (toga), da formatura, enfim. No sétimo semestre, oitavo, já é um bom momento para preocupação, começar a verificar o tipo de prova que é o Exame de Ordem, verificar material para o Exame de Ordem, verificar o curso preparatório enfim, gerar essa atenção para o Exame de Ordem. Lembrando muito bem, que a faculdade não é um grande curso preparatório de cinco anos, a sua faculdade é a sua formação acadêmica, a sua consciência jurídica. Preparação para Exame de Ordem é estratégia, um curso preparatório é feito justamente para isso, para ser aprovado em determinado momento. O curso em geral em toda graduação não é para ser um preparatório. É bem importante deixar claro em razão disso.

Saraiva Aprova: E você comentou, professor, sobre já no primeiro ano começar a se preparar e ficar preocupado com a prova da OAB. Mas, vale lembrar que, no primeiro ano, ele não vai ter aprendido basicamente nada, não é?

Marcelo: É. Até temos história de pessoas que foram aprovadas no Exame de Ordem no primeiro ano da faculdade.

Saraiva Aprova: Poxa!

Marcelo: E aí perguntaram para essa pessoa o que tinha acontecido, e essa pessoa disse, “olha, eu simplesmente estudei as últimas provas, olhei as questões e estudei especificamente para o Exame de Ordem.” Isso que é importante. Na graduação, – eu sou professor da graduação -, nós já temos alguma orientação de que os nossos alunos, nos testes precisam resolver questões de Exame de Ordem, toda faculdade tem interesse que seus alunos sejam aprovados no Exame de Ordem, mas não necessariamente que a faculdade tem que dar a trilha para ser aprovado. Por isso que tem plataformas especializadas, como o Saraiva Aprova.

SA: Entendi. Então retiro o que eu disse. ((risos)) E já para finalizar o nosso bate-papo, se você pode compartilhar um pouquinho mais de dicas de como os estudantes conseguem ter alta performance nos estudos dentro do tempo que eles têm disponível.

Marcelo: Com certeza. Eu comparo muito à ida ao médico. Vamos ao médico quando estamos preocupados e o médico vai dizer o quê? “Vamos fazer um raio-X.” Nós precisamos também fazer um raio-x do que é o Exame de Ordem. Para eu fazer um raio-x e ter um diagnóstico e o médico me receitar, eu preciso saber quais são os meus problemas, nós focamos nos problemas. Eu faço a última prova e verifico quais são as disciplinas que são problema para mim. Vou descobrir lá, sei lá, direito administrativo, processo penal, geralmente disciplinas de direito público são disciplinas difíceis. E se eu descobrir quais disciplinas me atrapalham, estão me atrapalhando, são as minhas dores, eu posso ter um diagnóstico disso e buscar um remédio, uma medicação. Qual é a medicação? Preciso de mais tempo para estudar as disciplinas enfermas.

SA: Entendi. Muito obrigada pela participação, professor. Para os alunos do Saraiva Aprova, existe um conteúdo exclusivo na plataforma desse assunto. E até a próxima.

Preciso me preocupar com a ambientação dos meus estudos?

Primeiramente, é importante destacar que esta pergunta vem se tornando ultimamente bastante popular entre os examinandos e concurseiros, porque antigamente se preocupar com o ambiente de estudos não era tão comum.

Há alguns anos, ao tempo dos cursos presenciais, seguia-se à risca do que se fazia em sala de aula e depois em casa: bastava uma cadeira e mesa. Pode-se dizer que todo quarto, além da cama e de um armário, tinha uma escrivaninha. Creio que esta palavra esteja em desuso, porque os projetos atuais de muitos arquitetos não fazem mais parte do contexto de um dormitório de criança ou juvenil.

Claro que com o advento da internet, especialmente, do wifi, qualquer lugar é lugar para estudar e aprender. Os cursos online democratizaram não só o aprendizado como também todos os outros cômodos da casa. Voltando para a arquitetura, os novos apartamentos não trazem mais “gabinetes” (ou escritórios), muito menos o web space, que era um lugar onde ficava o computador com internet, geralmente, uma escrivaninha com cadeira.

De tudo isso, se facilitou o acesso ao aprendizado, também os alunos perderam uma referência de local de estudos. Por isso, pensar em “ambiente” era a última coisa que os estudantes perguntavam, porque qualquer lugar seria apto a aprender: cama, rede, sala, cozinha, sacada, pátio, etc. Ocorre que a virtude da independência de cabos e do modo de assistir a vídeoaulas (tablets, smartphones, notebook,…) trouxe também a distração. E ela é fatal para o aprendizado.

Assim, a pergunta sobre como fazer um ambiente saudável para estudar voltou à moda. Veja que inclusive surgiu um paradoxo com ela. Muitos empreendedores perceberam a dificuldade da ambientação correta e criaram salas com cabines de estudos. O estudante paga por horas ou diárias e passa o tempo que for necessário nelas. Para quem nunca viu como são, é praticamente o que eram as cabines de lan houses, numa época bastante remota que a internet rápida ou a cabo era para poucos.

Então a resposta para pergunta é: sim!

E como fazer um ambiente saudável para os estudos? É voltar ao passado. Cadeira e mesa resolverão grande parte do problema, mas com algumas observações. A cadeira não pode ser muito confortável a ponto de adormecer os pensamentos. Deve, antes de tudo, ser anatômica. E a mesa precisa estar organizada, apenas com o essencial em cima dela para evitar distrações. Fotografias estão proibidas, como também objetos que trazem lembranças, porque “lembrar é viajar no tempo”. Tudo o que tirar a sua atenção deve ser repelido.

Se for assistir a vídeoaulas, o ambiente precisa estar dedicado a isso. Por que será que no cinema apagam as luzes antes de começar o filme? Para concentrar-se no que interessa: a projeção. Então, evite um local muito claro, apenas o mínimo para fazer anotações, consultar o código ou livros.

Se é o momento da leitura, prefira luzes de abajures para trazer luminosidade focada sobre as páginas de livros. Observe, ainda, a questão sonora do local. Se barulhos lhe incomodam, é melhor procurar bloqueá-los. Há fones que ajudam nesta tarefa, os tais “abafadores de ruídos”, aqueles que os operários utilizam em obras, por exemplo. Para videoaulas, utilize fones.

Cuidado ao estudar próximo de janelas, não que você cairá delas, mas trazem uma oportunidade incrível de distração. Mantenha fechadas, por isso, não importa se o seu lugar de estudos tem ou não janelas. A ambientação também pede uma temperatura agradável ou se o sono pesar, prefere-se que o lugar esteja mais frio do que o necessário, o que mantém vigilante os sentidos. E tratando-se de “janelas”, é importante durante as videoaulas fechar todas elas e as abas do navegador para evitar que os alertas virtuais lhe tirem a atenção.

Por fim, alimentação e descansos também são assuntos dentro da temática da ambientação. Comida leve e muita água servem para manter ativo todo o seu sistema corporal, especialmente, o cérebro funcionando bem. Claro, não esqueça da máxima: “Foco, Força, Fé e Café”. Estimulantes naturais são altamente recomendados! Mas ninguém é de ferro, portanto, pausas são necessárias entre os estudos. A cada hora ou duas horas, uma pausa limitada de 10 minutos, o suficiente para levantar e se alongar.

Viu como a ambientação correta é poderosa para a aprovação? Escreva seu comentário a abaixo e conte pra gente: como é o seu ambiente de estudos?

Você sofre por falta de concentração na hora de estudar? Então precisa ler isso!

Hoje eu queria conversar com você sobre um problema pelo qual todos os candidatos ao Exame de Ordem passam, em especial quando a prova vai se aproximando: a falta de concentração.

Segundo o Dr. Google, concentração é o ato ou processo ou efeito de concentrar-se. E concentrar-se? “Fazer convergir ou convergir para um centro ou um ponto”.

Segundo os cientistas contemporâneos, um dos maiores males da humanidade é a (falta de) concentração para realizar qualquer tipo de tarefa, inclusive, estudar. Portanto, não se sinta só, porque tem lá fora bilhões de pessoas que têm grandes dificuldades de focalizar determinada atividade.

Também não posso dizer que não sofro deste mal, porque diante de algumas tarefas me distraio de forma desnecessária. Peraí, que enquanto escrevo este texto enxerguei uma formiga em cima do meu mouse… [duas horas depois]. Oi, voltei. E a formiga? Que formiga? Ah, sim, não quis matá-la, peguei ela e levei a um belo jardim do condomínio. Só que está um dia bonito e fiquei admirando quantas janelas têm o meu prédio.

Daí resolvi contá-las e estava no meio quando enxerguei um helicóptero bem próximo. Voltei a minha atenção para as janelas, mas não lembrava onde tinha parado. De repente, uma fome absurda e voltei para casa, especificamente, para cozinha e preparei aquele lanche que nunca tinha feito na vida.

E de volta para o computador, para finalizar este texto, lembrei que não tinha lido todos os emails da manhã e fui resolver esta pequena tarefa antes de voltar para falta de concentração… Se você se identifica com estas pequenas “fugas”, este texto é para você [e para mim]!

Vamos combinar: “sentar & estudar” não está fácil nos dias de hoje. Na época dos nossos pais, especialmente, quando não tinham inventado a Internet nem celulares, o máximo de dispersão era a geladeira e a televisão. Hoje, tudo é motivo para perder o “fio da meada” ou o rumo da conversa.

Procrastinar é um verbo tão feio como desistir. E a falta de concentração acaba nos levando a procrastinar nossas metas ou compromissos. Se hoje tenho cinco horas para estudar, não tenho dúvidas que o valor líquido do que entrou pelos seus olhos ou ouvidos não será mais do que três horas.

Dispersar é a ordem do momento! Ocorre que você se dispersa com informações ou atividade inúteis, justamente, quando precisa estar concentrado. Abrir o celular é o primeiro gole de quem é alcoólatra, ou seja, precisa ser evitado a QUALQUER custo.

Lá está um universo que você gostaria de vivenciar, onde você só posta fotos de alegria, divide tais momentos com textos de inspiração ou busca asilo virtual dos seus problemas reais. É uma janela que deve permanecer fechada durante sua reclusão nos estudos.

Técnicas para manter a concentração nos estudos

Abaixo listamos algumas dicas incríveis para manter 100% do foco nos estudos para a OAB e acabar com o mal da falta de concentração. Confira!

Faça um teste “BOBO”

Mesmo que você não ache que precisa de “tanto assim”, faço um desafio. Pegue uma caneta e um papel. Antes de começar a estudar, coloque ao seu lado. Anote o horário de início dos estudos. A cada fuga de pensamentos ou distrações que não seja sobre o que você está lendo ou assistindo a videoaulas, escreva “BOBO” ou “BOBA”. Ao final, anote o horário de fim dos estudos e conte quantas vezes você se autoelogiou.

A boa notícia é que este exercício será importante para diminuir as escapadas, porque ao mínimo de achar que vai desligar a atenção, você irá lembrar de que? BOBO ou BOBA. Vai dar um sorrisinho, mesmo que seja na sua imaginação, e retornar imediatamente aos estudos. Se funciona? Comprovado cientificamente pelo INEA-MHR, Instituto de Estudos Avançados Marcelo Hugo da Rocha.

Cuide bem do seu bunker

Precisamos falar de reclusão, ao invés de concentração. É mais restrito, pesado, que não permite distrações. Não é reclusão de presídio, porque lá entra de tudo, mas de estar fechado e com comprometimento absoluto. Legitimamente, uma solitária. Imagine-se assim. Num ambiente de segurança máxima, sem qualquer chance de fuga mental.

Pense no seu local de estudos como um bunker. Quanto mais tempo você ficar no seu bunker, menos irá se distrair com as atividades que ocorrem fora dele. E quanto mais “agradável” seu bunker for, mais produtivo você fica. E mais preparado pra “guerra” da OAB. Vamos a algumas dicas que podem te auxiliar na sua reclusão.

Em um primeiro momento pode parecer bobeira, mas o ambiente de estudos faz total diferença na concentração que você precisa pra passar na OAB. Um local bem iluminado, sem distrações e com conforto é importante  para que as suas horas de estudos não pareçam algo impossível. Temos um conteúdo com dicas práticas para te ajudar a construir um ambiente de estudos ideal no qual você encontra dicas aprofundadas. Mas acho que vale a pena te adiantar algumas coisas.

Cuide bastante da iluminação do seu quarto.  Busque estudar com luz indireta, ou seja, apenas a iluminação necessária do que você precisa. Se o quarto estiver totalmente claro, você pode se distrair com detalhes como a pintura da parede ou rachaduras.

Som e temperatura podem parecer meros temas de conforto, mas também devem ser preocupação. É difícil se concentrar com barulho, ou numa temperatura ambiente desconfortável. Tenha aquecedores e ventiladores por perto, e cuide da vedação acústica do seu bunker. Quanto mais silencioso, melhor.

Tenha uma estratégia de horários

Outra dica importante é regular o seu horário. Vamos incluir durante a sua preparação, horários predeterminados de “banhos de sol”. Você nunca assistiu a filmes americanos de prisões? Mesmo quem está na solitária sai por 30 minutos todo dia para “respirar”, mesmo que tome um banho de chuva ou de neve se o clima estiver assim.

Para nós, a cada 1 hora de leitura (ou videoaula), 5 a 10 minutos de banho de sol. Permita-se, ao menos, alcançar a janela mais próxima e olhar para o horizonte. Mexer no celular? Somente se estiver esperando uma resposta muito importante, tipo se o seu crush aceitou ou não o pedido de namoro ou se foram sorteados os números que você jogou na Mega Sena.

Algumas pessoas têm usado a chamada técnica “pomodoro”, que intercala períodos fixos de estudo com intervalos – de tempo também fixo – de descanso, como uma forma de recompensar o seu cérebro pelo trabalho duro. Já existem até aplicativos para isso! Por exemplo: você estuda quarenta minutos, e descansa dez. Quando acabar o descanso, volta a estudar quarenta minutos, e assim por diante.

O intervalo é tão importante que até as escolas e cursos têm se adaptado. Você já reparou que as videoaulas estão cada vez mais curtas? Não o conteúdo em si, mas os vídeos. Quando os cursos online começaram, era a própria reprodução das aulas presenciais, ou seja, de um período inteiro (manhã ou noite). Hoje, normalmente, virou “regra” os 30 minutos cada bloco.

No Saraiva Aprova optamos por aulas com um máximo de 20 minutos. A razão é óbvia! Não, as cadeiras não estão menos confortáveis, mas que ninguém mais tem paciência de ficar assistindo vídeos longos. É melhor ajustá-los não apenas pelo fracionamento, mas sintetizar ou entregar o que o espectador procura ou deseja assistir.

Ouça uma música

Para algumas pessoas, ouvir música é uma excelente técnica de estudos – outras entendem que atrapalha a concentração. Se te atrapalha, use como modo de relaxar, antes de começar os estudos.

Mas se você gosta de ouvir um som para aumentar a concentração, recomendamos músicas em outros idiomas, ou meramente instrumentais, que assim o risco de você se distrair é pequeno!

Discipline sua atenção

Não vai adiantar nada ter todas as condições objetivas de estudo se você não se disciplinar pessoalmente. A hora de estudar não pode ser desviada para outras atividades.  Lembra daquela música do Legião Urbana, que diz “liberdade é disciplina”? Pensa assim: quando mais você se disciplinar e mantiver o foco nas horas de estudo, mais vai aproveitar sem neuras ou preocupações as horas de estudo.

Pra manter sua atenção, você precisa fechar as abas do navegador e ficar longe do celular. Deixe seus amigos e familiares avisados que, naquelas horas do seu dia, não serão capazes de fazer contato. Também deixe as redes sociais pra mais tarde. É hora de foco e concentração, que a OAB está logo ali.

Evite também assistir a videoaulas com muitas abas ou janelas abertas, literalmente, porque, inexplicavelmente, todas elas têm um interesse muito maior do que uma aula de controle de constitucionalidade ou títulos de crédito.

Outras dicas menores são: não comece a ler com fome ou com um elefante na barriga, muito menos deitados ou acomodados num sofá para depois não me perguntar por que “a leitura dá sono”. Busque estudar com luz indireta, ou seja, apenas a iluminação necessária do que você precisa. Se o quarto estiver totalmente claro, é provável que seus olhos não se contentem apenas com a legislação aberta, certamente, você contará todas as rachaduras e defeitos na pintura.

Por fim, este assunto não tem fim. Veja que há outras razões de falta de concentração, como a ansiedade e as pressões (internas e externas). Tratamos aqui somente das “fugas materiais”; as ditas “psicológicas” num próximo artigo… peraí, vi outra formiga!