Devo estudar para 2ª fase da OAB mesmo com 38 ou 39 acertos?

A principal dúvida de quem não aprova com 38 ou 39 acertos é se deve estudar (ou não) para 2ª fase da OAB. Já não conto mais quem acertou 37, porque o histórico da FGV é ruim para anular questões, imagina três questões e o examinando deverá ter errado todas elas. Assim, a ideia é responder à pergunta acima com todas as razões e possibilidades possíveis, ok?

Primeiramente, o histórico de anulações da FGV como organizadora do Exame da OAB não é nada bom. Essa é a notícia ruim. Entenda que as bancas detestam anular, porque nestes casos “confessam” que a prova não estava perfeita e perfeição vale novos contratos de organização bem como a própria renovação com as instituições. De algum modo é como nós: quem gosta de errar, ou o pior, admitir seus erros? Poucos, muito poucos.

Assim, não adianta gastar energia negativa contra a FGV e todas as outras bancas de provas que você ainda irá realizar um dia. Há injustiças? Com certeza, quem disse que não existiriam? Portanto, concentre-se ao que deve ser focado: reiniciar os estudos para 1ª fase da OAB ou iniciar a preparação para a última batalha, a 2ª fase? Meu pai sempre me disse que “estudos não se perdem”. É verdade, complemento: “nem a experiência”. Tudo o que você irá estudar para 2ª fase será usado um dia. Só que este dia pode ser logo ou se prolongar para outra data. O que vai depender sobre a fixação do conteúdo é como você irá estudar.

Quem “estuda, assim, estudando”, provavelmente, vai viver na dúvida se aprendeu ou não o que estudou. É disso que estou falando: é preciso estudar de verdade, em todos os seus aspectos. Assim, não vai ficar apenas na epiderme, na superfície da pele, mas entrar na corrente sanguínea! Estes estudos você nunca mais esquecerá se manter saudável sua atualização. Portanto, perder o que aprende nestas condições jamais!

Assim, optar pela preparação para 2ª fase mesmo que não tenha sido aprovado por uma ou duas questões faz parte das escolhas que precisamos realizar ainda na vida.

Tenho certeza, como escrevi logo atrás, que caso não sejam anuladas as questões que precisa, sua preparação não vai afundar como o Titanic, no máximo estacionar com um pouco de água a bordo, porque a frustração é inevitável.

Tempo é dinheiro? Sim, mas depende de como você irá gastá-lo. Se está sobrando até o dia da publicação do resultado definitivo (quando simultaneamente sai o famoso comunicado de anulação ou não), porque não “gastar” tempo estudando? Se está escasso o dinheiro, quem sabe você não investe o seu tempo em livros, material essencial para aprovação? Geralmente, entre o prazo da publicação do resultado definitivo e a data da prova da 2ª fase, no mínimo, 30 dias serão úteis. Em caso aprovação tardia, valerá a pena comprar um curso? Claro! Lembro que num passado não muito distante, 30 dias era o único prazo para estudar para 2ª fase e a lista de aprovados não é diferente de agora.

Tenha certeza que qualquer que seja o seu investimento, livros ou cursos, além do tempo, nenhum deles será perdido, especialmente, a experiência de ter iniciado a preparação para 2ª fase. Se não ocorrer a aprovação da 1ª fase, na próxima você não perderá mais tempo com a dúvida e fará logo os 50% necessários. Sendo assim, o que você já estudou para 2ª fase ajudará a pavimentar a sua nova caminhada. Por outro lado, se você não acredita em milagres em se tratando de FGV e OAB, é hora de investir num preparatório de 1ª fase para que na próxima prova seja desnecessário ler textos como este.

Espero que tenham gostado desse texto, pessoal! Deixem suas dúvidas nos comentários 🙂

Tensão pré-prova: Como controlar a ansiedade antes da OAB?

Olá pessoal! Sejam bem-vindos à mais um episódios do Saraiva Pod, nosso podcast sobre OAB!

No nosso segundo programa, convidamos o professor Marcelo Hugo, coach nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre como combater a ansiedade antes do Exame da OAB. Aperte o play 🙂

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição ?

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo e o nosso tema de hoje vai ser algo que ele chama de TPP: a tensão pré-prova. Pensamos que a vontade de passar no exame gera uma ansiedade, consequentemente, essa pressão, não é, professor?

Marcelo Hugo: Não, é verdade. Essa ideia do TPP tem uma origem. O que seria a TPM? Então nós…

SA: Então você se inspirou nas mulheres para falar sobre TPP?

MH: Exatamente! Eu pensei nas mulheres. Pensei na minha esposa, enfim. E a questão do TPM já virou folclore. E é verdade. Apesar de ser folclore, enfim, esse tipo de coisa é verdade. Existe sintomas tanto emocionais como sintomas psicossomáticos, aquelas sensações de dor de cabeça, o reflexo que o corpo recebe em relação a esses sintomas emocionais. A tensão pré-prova nada mais é do que realmente sentirmos um sintoma emocional, que a prova está chegando, a questão do medo. A questão da ansiedade, e isso gera realmente reflexos no corpo, palpitação, tudo.

P: Até aquele branco na prova também.

MH: Exato. O branco nada mais é do que realmente um reflexo disso. O nervosismo. O nervosismo acaba deixando a pessoa cega. Eu vou dizer que nem é um branco, ela fica cega, totalmente cega, ela faz um corte de conexão do link entre o teu software aí da tua cabeça e a tua mão. Então ela perde. No momento vou marcar as cruzinhas assim, “ué, isso aqui eu já estudei, mas onde está isso.” Ela fica tão nervosa que ela está lendo grego, romano e não sabe. Só que, enfim, isso tudo, claro que vem dessa tensão pré-prova, que já vem de uma, duas semanas a pessoa já vem sentindo isso.

SA: Os sintomas surgem mesmo quando estiver aí mais ou menos na terceira semana que antecede a prova?

MH: É. E aí vai começar a crescer, crescer, crescer e para muitas pessoas fica insuportável. Já vi pessoas que estavam bem preparadas, no dia da prova não foram.

SA: Aproveitando que já falamos que isso acontece mesmo e vai aumentando, de que forma que você acha que o aluno pode controlar essas sensações? Sabemos que você não é psicólogo, mas que tem muitas dicas boas aí para nos dar.

MH: Estudamos bastante, não é? Um pouco de psicologia faz parte de tudo isso. A questão é o seguinte, é aceitar. Primeira coisa, nós precisamos aceitar. É normal ficarmos nervosos? Sim. Qualquer pessoa fica. É normal diante de um desafio, diante de uma prova, de um jogo importante no campeonato. Não é? Em um evento esportivo, enfim, todo mundo. Até mesmo um pedido de casamento gera um nervosismo, vai que a noiva, futura noiva diga não, não é? Então isso…

SA: Tem uns absurdos, né?

MH: Claro, claro. Precisamos aceitar que isso faz parte de nós, que é normal ficar ansioso, nervoso, enfim, ter medo. O medo da probabilidade de ser reprovado. Mas aonde está a diferença? É aceitar, saber que isso vai acontecer, mas que eu preciso equilibrar isso, que eu preciso ficar mais tranquilo diante do fato. O fato é: a prova já está pronta, a prova já está escrita, as questões já foram escolhidas, seja a primeira fase, seja a segunda fase da OAB, ela já está pronta a prova. O nervosismo, a ansiedade de forma exagerada não vai mudar a realidade, a prova vai estar lá para você realizar e enfrentar ela. Durante a caminhada você tem que estar sempre, “ó, a prova está pronta, eu não posso mudar isso. Eu vou é estudar.”

SA: É. É nesse ponto que eu já ia falar para você. O aluno vai se sentir um pouquinho… vai sentir essa ansiedade por conta da insegurança de ter muito conteúdo, enfim, por N situações. Mas de ter muito conteúdo, de talvez não conseguir estudar tudo, mas temos aí o conteúdo do Saraiva Aprova, que é separado por disciplinas, é um conteúdo muito rico, o formato do conteúdo também é diferenciado, os simulados também levam o aluno para que ele se sinta mais seguro e mais preparado, se autoavalie para saber como que é o desenvolvimento dele. Você acha que isso tudo em grande parte ajuda o aluno mesmo?

MH: Olha, não tenho dúvidas. Por quê? A Saraiva Aprova foi um preparatório pensado em auxiliar as dificuldades, e manter a qualidade da preparação naquilo que a pessoa já está bem atualizada dentro do conteúdo. Quem entra, quem é o nosso aluno Saraiva Aprova, sabe que o Saraiva Aprova, que o sistema, a tecnologia empregada no preparatório, não vai deixar o aluno na mão, ela vai identificar as fraquezas. Às vezes o aluno nem sabe quais são as dificuldades, ele vai ficar sabendo com a Saraiva Aprova.

Ele pode ficar tranquilo que a Saraiva Aprova vai ser um tutor, é praticamente um tutor. Ele vai acompanhar desde o início da preparação até o fim e vai trabalhar naquelas dificuldades, vai dar uma maior atenção nas dificuldades, e naquilo que o aluno está indo bem, ele não vai exigir tanto tempo dele em relação aos assuntos que ele está indo bem, que está resolvendo questões, que só vem e recebe acertos e tal. O aluno, dentro do Saraiva Aprova, ele já até é um anti-stress, porque ele vai ficar… ele sabe de antemão…

SA: Aliviado, não é?

MH: Aliviado durante a preparação porque a Saraiva Aprova vai identificar todas as dificuldades e vai vencer essas dificuldades junto com o seu aluno.

SA: Você acha que essa sensação, essa pressão é igual tanto para a primeira fase como para a segunda fase da OAB? Será que a tensão aumenta?

MH: Olha, acho que talvez as sensações sejam fortes, mas elas são um pouquinho diferentes. Enquanto na primeira fase estamos lutando lá contra 17 inimigos, vamos dizer assim, e sabemos que a primeira fase é mais difícil, não é? Em razão dessa quantidade de disciplinas, a pessoa não está bem preparada, enfim. A primeira fase é mais difícil e os números não mentem. Mas quando a pessoa passa da primeira fase, ela vai para a segunda. Claro, ela vai motivada, que ela passou numa prova mais difícil, mas em vez de ficar relaxada, que vai enfrentar uma prova mais fácil, ela, por outro lado, ela começa a enxergar tipo, “eu preciso passar. Agora que eu fui para a segunda fase eu preciso passar nessa fase. É a última batalha.”

SA: E todo mundo em volta já tem essa expectativa.

MH: Exatamente.

SA: Passou para a segunda, ela tem que passar.

MH: “Agora eu tenho que passar no mal ou do bem.” Acaba gerando isso uma maior pressão até, apesar de ter lá 45 dias para estudar uma única disciplina e a sua referência processual, acaba mesmo é gerando uma tensão nisso, porque a pessoa assim, “bom, eu preciso passar. Já que eu passei no mais difícil, o mais fácil eu preciso garantir.” É que nem futebol. Eu vejo um time muito forte jogando com outro time muito forte, ele vai muito bem preparado. Ele passou daquele time forte e vai enfrentar depois um time mais fraco, às vezes o time mais forte é surpreendido porque entrou de salto alto, achou que ia ser mais fácil, daí se preparou menor, enfim. Isso é uma questão, inclusive, psicológica a ser enfrentada.

SA: Tem que manter, na verdade, o ritmo de estudo.

MH: Com certeza.

SA: Na verdade, a motivação. Porque o ritmo de estudo talvez diminua um pouco porque é só uma disciplina que você faz na segunda fase. Mas acho que essa expectativa interior, não é?

MH: Sim.

SA: Que acaba sendo o nosso próprio inimigo.

MH: Com certeza, com certeza.

SA: E aí qual é o impacto que você acha que pode ter na vida desse aluno, que mesmo com todas essas dicas que estamos dando a eles, ainda vivem em meio a essa tensão?

MH: Olha, o impacto disso vemos nos memes. Os memes já são suficientes, “não passou ainda na OAB?”, enfim. A famosa prima mais nova que foi aprovada na OAB. Isso, claro, tem um reflexo na vida da pessoa. O exame de ordem realmente é um peso, é um monstro para muitos outros, um bicho de sete cabeças que precisa ser vencido. Isso, claro, tem um reflexo em geral. Por isso que eu sempre digo assim, se você está me ouvindo aí, está no oitavo semestre, sétimo, e está chegando próximo do último ano, aproveite e faça a prova da OAB no último ano, porque no último ano temos diversos outros compromissos e que vamos equilibrar daí a pressão da OAB com os outros compromissos. Os outros compromissos quais são? Começar a escolher o tema do TCC, fazer o TCC, a banca do TCC, as provas finais para não atrasar a formatura, a festa da formatura e todos os outros eventos que envolvem a formatura. Tudo isso acaba gerando assim, um filtro em relação ao peso do exame de ordem. E aí a pessoa vai bem mais tranquila fazer a prova da OAB. Se passou, não passou tanto faz, porque ela tinha outros compromissos, as desculpas realmente são reais e não são desculpas imaginárias. Que tem gente que não passa na OAB e coloca a culpa na FGV, coloca a culpa na própria OAB, que eu chamo de desculpas imaginárias.  As desculpas reais mesmo são daquele que está no último ano e que tem outros compromissos mais importantes que o exame de ordem. É claro que exame de ordem afeta a realidade de todo mundo.

SA: Entendi. Com base em tudo isso que estamos falando, acabamos observando que os alunos ficam mais apegados às chances de ser reprovado que de aprovado e aí, de novo, gerando essa sensação de que está correndo contra o tempo e vai gerando mais ansiedade e aí pensa, “ai, e se eu não passar? E se eu estiver estudando pouco?”. Existe alguma forma aí de bloquear esses pensamentos?

MH: Sim, com certeza. É óbvio que qualquer evento, por exemplo, no exame de ordem você pode reprovar ou aprovar. É 50% de chance. Tem que estar preparado, “não, eu vou para um algo que eu possa perder”, ok, aceita isso, não há outro sentimento. Mas como eu posso saber se eu estou estudando pouco ou não? Resolvendo questões. No momento que eu estou resolvendo questões e as respostas, os resultados dessas resoluções de questões, seja questões de livro, seja simulados, enfim, e eu estou indo bem, estou tendo uma média de acertos acima do que eu preciso, que é 50%, é claro que isso me motiva e está me demonstrando que eu estou no caminho certo. Está me mostrando, “pô, eu estou fazendo 60% de acerto, 65. A maioria das disciplinas estou gabaritando. Eu sei que uma ou outra eu não estou indo muito bem”. Se eu conseguir identificar todos os problemas e erros e eu consigo resolver durante a preparação, é claro que eu vou motivado porque eu sei que eu estava muito bem indo resolvendo provas anteriores. Não vai ter nenhuma invenção no próximo exame que eu vou fazer. Isso me dá uma garantia pelo menos. Não é nem falsa garantia, mas é uma garantia preliminar que as coisas estão indo bem e que certamente no dia da prova vai ser mais as outras questões que eu vou resolver, e que agora sim vai estar valendo, mas nenhuma diferença. É só uma diferença que você vai sair da sua casa, onde resolve as questões, ou qualquer outro local, do seu curso, e vai para uma escola, enfim, onde vai ser feito a prova da OAB. Se levar dessa forma de “eu vou lá cumprir mais a minha missão, que eu já estou cumprindo de forma muito correta, resolvendo muito bem, os resultados…”, perfeito, não precisa ficar realmente tenso na pré-prova, com uma ansiedade gigante, enfim. Acho que resolvendo questões, estudando mais, resolvendo os erros e os problemas não há o que sofrer tanto em véspera de prova.

Mas aceite, que certamente você vai estar nervoso, vai estar ansioso, mas vai estar de forma tranquila, natural do que tem que ser.

SA: Então é encarar com simplicidade e continuar estudando muito?

Marcelo Hugo: Exato!

Espero que tenham gostado de mais um episódio do nosso Saraiva Pod! Para escutar o outro episódio, em que tratamos sobre Organização do tempo de estudos para a OAB, clique aqui!  Lembrando que os alunos do Saraiva Aprova têm um conteúdo exclusivo sobre esse tema na plataforma.


O sprint final da preparação para Exame da OAB

Uma maratona tem 42 km (e 195 metros) de extensão, a distância que percorreu o soldado ateniense Fidípides, segundo reza a lenda grega, entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para anunciar a vitória do seu exército sobre os persas. Não é um percurso para qualquer um, portanto, não só a preparação deve ser planejada como também a execução. É inevitável comparar uma maratona com os estudos para OAB ou concursos: treino, concentração e a corrida em si são etapas necessárias para chegar ao final.

Lembre que uma maratona não começa quando é dado o sinal, mas muito tempo antes com treinos e corridas simuladas. Uma preparação para o Exame de Ordem é a mesma coisa. Precisa resolver muitas questões antes, estudar, ler e conhecer o conteúdo que cai na prova. Porém, toda esta sequencia deve respeitar regras e a própria capacidade do atleta ou do estudante.

Assim, maratonistas experientes e vitoriosos acumulam fôlego e energia durante a corrida para intensificar nos últimos quilômetros do percurso. Dentro da nossa preparação, são os últimos dez dias ou a última semana antes da prova.

Ocorre que muitos entram num ritmo intensivo e rigoroso cedo demais, logo após a largada. O que acontece? Antes do meio da prova já cansaram, perderam foco, interesse e atitude para chegar à data do exame com a preparação em dia. Não esperaram o sprint final, ou seja, aquele momento crucial de aceleração progressiva até a linha de chegada e que acontece nos últimos quilômetros. Nos estudos, como referido antes, ocorre nos últimos dias.

Desse modo, invista em maior carga horária de estudos, de leitura, de resolução de questões e aulas nas semanas antes da prova.

Se o destino é o concurso público, foque nas disciplinas com maior peso na prova ou se o peso é igual, reforce aquelas que geram dúvidas sobre seu desempenho. Caso seja OAB, invista em Ética, a rainha das disciplinas, porque gabaritando ela pode pavimentar a sua aprovação. Também em CDC e ECA, pois as chances de gabaritar são maiores e acompanham Ética no pódio de maior aproveitamento segundo a FGV.

Estou acostumado a ler “dicas” que o examinando deve “não fazer” nada na véspera da prova, curtir a vida para ficar relaxado para enfrentá-la com todas as forças no dia seguinte. Pergunto: com toda a responsabilidade do dia da prova, será que é, humanamente, possível esquecê-la e viver em paz 24 horas antes? Neste caso, a teoria e a prática são avenidas que nunca se cruzam.

Véspera de prova é dia de concentração e não de dispersão. Sendo assim, mantenha seu pique e sua corrida, porque não é o momento de terminá-la caminhando.

Assim, no sábado, porque não fazer mais uma leitura do Estatuto da OAB, resolver mais questões de Ética para ter a certeza que no domingo você gabarite a disciplina? Talvez não seja o momento para assistir a revisões ou os conhecidos “aulões” de véspera, a não ser que você já esteja saturado de tanta leitura e a matéria esteja pronta ou também a ansiedade é tão grande que pode ser uma forma de “descarregar” suas emoções. Como em toda maratona, a concentração faz parte da vida do maratonista, seja na véspera, seja instantes antes da largada da corrida.

E o dia da prova, a sua corrida, também tem que ser planejada, começando por Ética e pautando as disciplinas que você tem maior conhecimento ou se sente à vontade de responder. Lembre que em cinco horas seu corpo irá acusar muitos momentos de extremo cansaço, atrapalhando o raciocínio também. Por esta razão, deixe para o final aquilo que você acredita que a sorte poderá ajudar de alguma forma.

Outra dica valiosa é nunca mude uma alternativa depois de marcada no caderno, provavelmente, você irá errar. E se houver dúvida entre duas, deixe para o final, quem sabe o seu Anjo da Guarda assopre a resposta.

Se o pódio está tão próximo, é agora que tudo fará sentido. Aposte nas suas forças e busque superar todas as suas pressões, aceitando-as. Elas não desaparecerão da noite para o dia, por isso, acomode elas fora dos seus pensamentos e use a parte que importa: o que está armazenado durante toda esta maratona. A vitória está com você e ninguém poderá tirá-la, pois o único concorrente nesta maratona é você mesmo!

Conta pra gente: como vai ser a sua preparação nessa reta final?

Desconfio que não fixo conteúdo quando estudo: porquê?

O grande mal da humanidade é a falta de concentração. Não sou eu que digo, mas os pesquisadores das mais diversas áreas. Faço também as minhas pesquisas, especialmente, quando estou diante de um público em palestras dentro de faculdades e em eventos jurídicos. Pergunto: quem sofre da falta de concentração? Mais de 80% levanta a mão. Há muitas razões que justificam este resultado.

A minha pergunta do título utiliza, propositalmente, o “desconfio”. Sabe porquê? É fato: antes de começar a estudar a pessoa já se condiciona a acreditar que nem todo o conteúdo será entendido, muito menos fixado. Ou seja, antes mesmo de realizar a leitura ou assistir a uma videoaula, o aluno sabota-se. Ele sofre por antecipação.

Há crenças populares como “quando mais estudo, menos eu sei”.

Dentro das minhas pesquisas junto aos alunos de Direito, especificamente, a constatação é mais exata do que 1+1: quando mais próximo do fim do curso na faculdade, menos o acadêmico se sente preparado, ou seja, menos ele sabe. Aquela confiança inicial, de primeiro semestre, dissipa-se durante os demais anos até a formatura. Eu mesmo passei por este processo de “desaprendizado”.

Este é um dos motivos que levam muitos bacharéis a se matricular imediatamente numa especialização, esperando aprender o que acreditam não ter aprendido nos últimos cinco anos. No meu caso, me matriculei num curso de extensão.

Confirma-se esta sentença quando ouvimos de alunos formados que aprenderam mais numa única aula do preparatório para o Exame da Ordem, por exemplo, do que um semestre na faculdade. Sabe porquê? Ele está 100% focado na aula em si do cursinho, enquanto na faculdade havia outras preocupações menos nobres, a “chamada” e a “nota” da prova.

O aprendizado acaba se perdendo na “burocracia” da conclusão do curso de Direito. O que desejo encarar é que as desculpas não podem ser terceirizadas, leia-se, a “culpa é sempre do mordomo”, ou seja, a faculdade.

Tenho que tratar deste tema, faculdade, tendo em vista que ela cria raízes do modo de estudar e pensar, e este modo é levado para se preparar para a prova da OAB e de concursos. Então, tudo que foi de ruim “lá trás” acaba afetando justo o momento que você tem vontade de estudar. Você já se perguntou porque seus melhores colegas na faculdade foram aprovados de primeira na OAB e, logo após, em concursos públicos dos mais concorridos? Não, não eram mais inteligentes que você, mas porque tinham o mindset correto ou formaram um de forma positiva durante a faculdade.

Aprenderam com ela o jeito de estudar, pesquisar e a assistir às aulas.
Novamente, nossas pesquisas apontam que os alunos de preparatórios que acabam deixando de assistir às aulas com o passar do tempo também tiveram o mesmo modus operandi durante a graduação: pegavam a chamada e saíam, ou se dispersavam com o smartphone ou tinham a cabeça distante das aulas ministradas. Portanto, o problema, a raiz dele está na formação. Estes alunos sofrem muito com a falta de concentração porque criaram este “ambiente” confuso na sua mente. A ordem é “estudar”, mas o hábito internalizado está preso a uma rotina desleixada que é interrompida por um mero espirro de alguém há 100 metros ou por uma formiguinha subindo na parede.

Se você está lendo este texto e ainda está na faculdade, mude o seu mindset (sua atitude mental) enquanto há tempo para ter uma curva ascendente de estudos. Caso você já tenha sido afetado pela rotina indesejável de quase todo acadêmico, minha sugestão é parar tudo e refletir entre duas escolhas: continuar do modo que você acredita esteja certo (mas cadê os resultados?) ou varrer tudo que está errado (e você sabe o que é, basta se perguntar) e começar uma nova caminhada.

O primeiro passo é blindar a sua mente com pensamentos negativos que de você não aprenderá tudo o que estudar.

Lembre-se que estudar para uma prova objetiva é diferente do que apresentar um seminário ou trabalho à frente dos colegas. Este raciocínio é importante para evitar cobranças quando fazemos autoquestionamentos da matéria que estudamos há algum tempo e as respostas não surgem. Você somente saberá se fixou o conteúdo resolvendo questões objetivas, por isso que elas são fundamentais para o desenvolvimento da preparação. Então não comece se boicotando quando abre o livro ou dá o play na videoaula.

Tenha toda a atenção do mundo, como fossem as instruções emergenciais para salvar o mundo! Nas primeiras vezes, haverá até um certo nervosismo, depois, você estudará como o herói ou heroína, realmente, responsável em salvar a todos nós e, principalmente, a você!

Espero que tenha gostado deste artigo. Temos um post aqui no blog sobre a falta de concentração nos estudos que também pode te ajudar, acesse 🙂

Saraiva Aprova explica: Habeas Corpus coletivo para presas grávidas

Falamos com a profª Maíra Zapater, de Direitos Humanos, e com o prof. Christiano Gonzaga, de Processo Penal, sobre decisão recente do STF

No dia 20 de fevereiro o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que todas as mulheres grávidas ou mães de crianças, presas em caráter preventivo,possam voltar para casa e cumpram prisão domiciliar, salvo casos excepcionais A decisão é uma resposta a um pedido do Coletivo de Advogados de Direitos Humanos (CADHu) em parceria com a Defensoria Pública da União.

Para entender bem quais pontos da legislação estão em jogo neste caso conversamos com a profª Maíra Zapater, de Direitos Humanos, e com o prof. Christiano Gonzaga, de Processo Penal, ambos do corpo docente do Saraiva Aprova.

A visão dos Direitos Humanos

Saraiva Aprova: Poderia explicar melhor no que consiste a decisão?

Maíra Zapater: O Supremo Tribunal Federal julgou o habeas corpus coletivo 143641, impetrado pelo Coletivo de Advogados de Direitos Humanos (CADHu) em parceria com a Defensoria Pública da União. O STF concedeu a ordem e determinou que todas as mulheres, grávidas ou mães de crianças de até 12 anos, que estivessem presas preventivamente pudessem permanecer em prisão domiciliar. O CADHu ingressou com o pedido em 2016, após Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Rio de Janeiro, obter o direito à prisão domiciliar para poder permanecer junto de seus filhos. O habeas corpus foi pedido coletivamente, para que pudesse garantir o direito das milhares de mulheres na mesma situação, porém sem o mesmo acesso à Justiça que teve Adriana Ancelmo.

SA: Quem são os principais impactados pela medida?

MZ: Em primeiro lugar, as mulheres que terão as prisões preventivas decretadas em seu desfavor revogadas – vale ressaltar que elas estão presas preventivamente, ou seja, não foram condenadas e estão aguardando julgamento, ou seja, se condenadas ao final do processo, retornarão para a prisão. Não se trata de uma absolvição, nem muito menos algum tipo de “perdão” do crime de que são acusadas. Aliás, a prisão domiciliar tem regras restritivas e não se confunde com a liberdade provisória. Não haverá o encerramento dos seus processos criminais.

Mas sem dúvida o grande impacto se dá na vida de dos filhos destas mulheres: a Constituição Federal determina que nenhuma pena poderá ultrapassar a pessoa do condenado. Então além da violação de vários direitos – como o direito à saúde e à existência digna, como não poderia ser diferente no ambiente insalubre das prisões brasileiras – a manutenção dessas mulheres no cárcere com seus bebês e filhos pequenos implicava encarcerar crianças. O direito à convivência familiar inclui o direito destas crianças de conviverem e serem cuidadas por suas mães.

SA: Quais são os principais pontos de destaque com relação a essa decisão?

MZ: Do ponto de vista jurídico, é muito importante destacar que esta decisão do Supremo determina tão somente que se aplique a lei: em 2016, o Marco Legal da 1ª Infância (Lei 13.257/2016), que estabelece políticas públicas para crianças de zero a seis  anos, alterou várias leis brasileiras, dentre as quais o Código de Processo Penal, fazendo constar, expressamente, dentre os casos em que o juiz pode conceder a prisão domiciliar, a hipótese de mulheres grávidas ou com filhos de até doze anos. Embora a lei esteja em vigor há quase dois anos, vinha sendo reiteradamente descumprida por juízes de todo o país. Esse habeas corpus possibilita corrigir esta injustiça.

SA: Qual a legislação relacionada e as dicas que você recomenda para quem está estudando esse tema, em Direitos Humanos?

MZ: Esse caso é excelente para pensarmos a importância da interdisciplinaridade. Em Direitos Humanos, há relação com a Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e com a Convenção dos Direitos da Criança (ONU), além das Regras de Bangkok (também do âmbito da ONU), que trata das regras mínimas para tratamento de mulheres em privação de liberdade. O Brasil é signatário dos três tratados.

Também há relação direta com o Direito da Criança e do Adolescente, por se fundamentar no Marco Legal da 1ª Infância.

Há, ainda, pontos relevantes sobre Direito Processual Penal no que diz respeito à possibilidade de habeas corpus coletivos e às hipóteses de prisão domiciliar no artigo 318 do Código de Processo Penal. Trata também de princípios constitucionais do Direito Penal, como a proibição de penas cruéis e degradantes e da intranscendência da pena.

Ou seja: é um caso muito rico para estudo, além de ser um marco histórico dos Direitos Humanos no Brasil.

A visão do Processo Penal

Saraiva Aprova: Poderia explicar melhor no que consiste a decisão, do ponto de vista penal?

Christiano Gonzaga: O HC concedido pelo STF tem por fundamento o artigo 580 (CPP), que permite a extensão dos efeitos de uma decisão a todas as pessoas que se encontram na mesma situação, ou seja, neste caso, mulheres grávidas, bem como aquelas  que tenham filhos até 12 anos incompletos e estejam presas provisoriamente.

SA: Quem são os principais impactados pela medida?

CG: As pessoas impactadas são as mulheres grávidas e as que tenham filhos com até doze anos incompletos, na esteira da nova disposição do artigo 318, IV e V, CPP.

SA: Quais são os principais pontos de destaque com relação a essa decisão?

CG: O STF, ao conceder essa decisão, baseou-se nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e na humanidade das penas, conforme trecho da decisão aqui destacado: “confinar mulheres grávidas em estabelecimentos prisionais precários, subtraindo-lhes o acesso a programas de saúde pré-natais, assistência regular no parto e pós-parto, e ainda privando as crianças de condições adequadas a seu desenvolvimento, constitui tratamento desumano, cruel e degradante”.

SA: Qual a legislação relacionada e as dicas que você recomenda para quem está estudando esse tema, em Processo Penal?

CG: Tendo em vista essa decisão inédita, é de bom tom que nossos alunos e alunas do curso Saraiva Aprova fiquem atentos aos artigos de Processo Penal citados no acórdão, quais sejam, art. 318, IV e V, e 580.

 

E aí, conseguiu compreender um pouco mais sobre esse assunto? Deixe seus comentários abaixo!

Organização do Tempo: como melhorar seus estudos para a OAB

Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao podcast do Saraiva Aprova. Nele daremos dicas incríveis para você, que está se preparando para a OAB.

No nosso primeiro programa, convidamos o professor Marcelo Hugo,coaching nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre a organização do tempo nos estudos. Para escutar, basta apertar o play!

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição 🙂

Marcelo: Olá a todos. É um grande prazer aqui estar com vocês compartilhando um pouco mais de conhecimento que sempre é bom, e falar sobre produtividade, sobre tempo, organização, enfim, sempre é muito importante para quem está aí se preparando para Exame de Ordem.

Saraiva Aprova: O que percebemos, professor, é que muitos alunos se queixam sobre a falta de tempo para estudar. Muitos deles são estudantes, estão fazendo estágio, terminando o TCC e ainda tem que se preocupar com a prova da OAB. E qual que é a orientação que você daria para esse aluno para que ele consiga se organizar mesmo com pouco tempo?

Marcelo: A primeira coisa é parar de dar desculpas. ((risos)) Porque desculpas encontramos aos montes e de graça. Tempo, sempre vai faltar tempo. Hoje é muito mais importante que dinheiro. Mas conseguimos encontrar tempo sim, basta parar para pensar e ver que uma semana tem 168 horas, pessoal, 168 horas. Será que não conseguimos colocar pelo menos quatro horas de dedicação para o Exame de Ordem em um dia? Pare e reflita que essas quatro horas não precisam ser seguidas, elas podem ser divididas durante o dia ou de manhã ou de noite ou no intervalo, ou no deslocamento, na condução pública, enfim. Oportunidades têm para estudar, você precisa simplesmente parar e olhar a sua agenda e encontrar esses pontos para acrescentar essas quatro horas, que eu acredito seja um tempo bem razoável para ser aprovado na OAB.

Saraiva Aprova: Para esse o aluno que já quer se programar, quer se preparar para a prova e que tem em torno de três meses para estudar. Qual que é a dica, o que você pode compartilhar que considera muito importante para ele traçar esse plano de estudos inicial?

Marcelo: Três meses é um bom tempo para estudar para a OAB, 90 dias a 100 dias é um tempo muito bom. Claro que não são 100 dias apenas para estudar meia hora por dia, mas trabalhando nesse conceito de quatro horas, três horas e meia, enfim, é um tempo bastante razoável. E uma das primeiras coisas é: elimine as suas crenças limitantes. E uma delas diz o seguinte: eu estudo uma disciplina por dia e ponto final. Não é assim, não vai funcionar esse planejamento. O planejamento vitorioso, vencedor e que vai trazer a aprovação tem que partir do seguinte: eu preciso manter todas as minhas semanas atualizadas, se eu estudar uma disciplina por dia, são 17 disciplinas, eu nunca vou manter atualizado as disciplinas semanalmente. Se são 17, se eu começar por direito civil em uma segunda-feira, depois de mais de 15 dias eu vou retomar o assunto. E a nossa mente, ela não é como o Netflix que damos um pause e depois ele volta automaticamente para o conteúdo que paramos. A ideia é o seguinte: vamos estudar no mínimo duas disciplinas durante os sete dias da semana. Sim, sábado e domingo é dia de estudo. Por quê? Temos que fazer diversas concessões, mas eu digo, é momentâneo, e lembro bem, carteira da OAB é para sempre. Vamos estudar a partir de duas disciplinas por dia, duas disciplinas, no final de semana podemos ampliar essas disciplinas para três ou quatro e aí fechamos a nossa conta com 17 disciplinas.

Saraiva Aprova: Professor, falando um pouquinho no seu livro, que também tem muito a ver do que estamos falando aqui. Tem algumas partes dele que você intitulou como “preparação, aquela rima que rima com aprovação”. Qual que é o momento que você considera ideal para o aluno já iniciar a sua preparação para o Exame da Ordem?

Marcelo: Esse livro Poder da Aprovação: Coaching + Mentoring para OAB e Concursos, publicado recentemente pela Editora Saraiva Jur, traz um conceito de preparação adequada baseada em dois pilares que são: a preparação psicológica e a preparação pedagógica.

Dentro dos conceitos da preparação pedagógica, que é o verbo estudar, tão diferente de 30-40 anos atrás, hoje vivemos cheios de distrações, perdemos muito tempo com bobagens. Hoje, para começarmos a nos preparar, quem ainda está na faculdade, não precisa começar no primeiro semestre, podemos começar do meio do curso para frente. E como a OAB nos permite que se faça a prova no último ano, eu sugiro que a atenção seja redobrada a partir do sétimo semestre. Sétimo semestre é um bom período que ainda não estamos muito preocupados com o TCC, não estamos preocupados com a festa dos 100 dias, dos 500 dias, do teste da (toga), da formatura, enfim. No sétimo semestre, oitavo, já é um bom momento para preocupação, começar a verificar o tipo de prova que é o Exame de Ordem, verificar material para o Exame de Ordem, verificar o curso preparatório enfim, gerar essa atenção para o Exame de Ordem. Lembrando muito bem, que a faculdade não é um grande curso preparatório de cinco anos, a sua faculdade é a sua formação acadêmica, a sua consciência jurídica. Preparação para Exame de Ordem é estratégia, um curso preparatório é feito justamente para isso, para ser aprovado em determinado momento. O curso em geral em toda graduação não é para ser um preparatório. É bem importante deixar claro em razão disso.

Saraiva Aprova: E você comentou, professor, sobre já no primeiro ano começar a se preparar e ficar preocupado com a prova da OAB. Mas, vale lembrar que, no primeiro ano, ele não vai ter aprendido basicamente nada, não é?

Marcelo: É. Até temos história de pessoas que foram aprovadas no Exame de Ordem no primeiro ano da faculdade.

Saraiva Aprova: Poxa!

Marcelo: E aí perguntaram para essa pessoa o que tinha acontecido, e essa pessoa disse, “olha, eu simplesmente estudei as últimas provas, olhei as questões e estudei especificamente para o Exame de Ordem.” Isso que é importante. Na graduação, – eu sou professor da graduação -, nós já temos alguma orientação de que os nossos alunos, nos testes precisam resolver questões de Exame de Ordem, toda faculdade tem interesse que seus alunos sejam aprovados no Exame de Ordem, mas não necessariamente que a faculdade tem que dar a trilha para ser aprovado. Por isso que tem plataformas especializadas, como o Saraiva Aprova.

SA: Entendi. Então retiro o que eu disse. ((risos)) E já para finalizar o nosso bate-papo, se você pode compartilhar um pouquinho mais de dicas de como os estudantes conseguem ter alta performance nos estudos dentro do tempo que eles têm disponível.

Marcelo: Com certeza. Eu comparo muito à ida ao médico. Vamos ao médico quando estamos preocupados e o médico vai dizer o quê? “Vamos fazer um raio-X.” Nós precisamos também fazer um raio-x do que é o Exame de Ordem. Para eu fazer um raio-x e ter um diagnóstico e o médico me receitar, eu preciso saber quais são os meus problemas, nós focamos nos problemas. Eu faço a última prova e verifico quais são as disciplinas que são problema para mim. Vou descobrir lá, sei lá, direito administrativo, processo penal, geralmente disciplinas de direito público são disciplinas difíceis. E se eu descobrir quais disciplinas me atrapalham, estão me atrapalhando, são as minhas dores, eu posso ter um diagnóstico disso e buscar um remédio, uma medicação. Qual é a medicação? Preciso de mais tempo para estudar as disciplinas enfermas.

SA: Entendi. Muito obrigada pela participação, professor. Para os alunos do Saraiva Aprova, existe um conteúdo exclusivo na plataforma desse assunto. E até a próxima.

Kelsen na OAB: o que você precisa saber?

Kelsen já esteve na OAB? A pergunta é ambígua porque a resposta, além de afirmativa, impõe duas considerações.

A primeira refere-se ao fato de que a banca da FGV, no XVII Exame da Ordem, cobrou uma questão sobre Hans Kelsen a respeito da interpretação jurídica em sua obra Teoria Pura do Direito. Portanto, é razoável dizer que Kelsen já esteve na prova da OAB.

A segunda, talvez menos conhecida, é que Hans Kelsen esteve de fato no Instituto da Ordem do Advogados, no Rio de Janeiro, onde proferiu palestra sobre “A responsabilidade individual e coletiva do Estado no Direito Internacional”. Como se sabe, o regulamento inaugural da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi aprovado no ano de 1931. Então, é acertado afirmar que Kelsen já esteve na OAB, a saber, na instituição da Ordem dos Advogados.

Hans Kelsen visitou o brasil em 1949 e sua palestra na Ordem dos Advogados foi realizada em 31 de agosto daquele ano. Na época, ela já era considerado um renomado jurista, conhecido internacionalmente. No início da década de 1930, foi um dos responsáveis pela elaboração da Constituição da Áustria. A sua obra mais propalada e conhecida do público geral, Teoria Pura do Direito, fez dele referência emblemática do Positivismo Jurídico do século XX.

Depois de passar pela Argentina e Uruguai, Kelsen desembarcou no Rio de Janeiro no dia 25 de agosto de 1949 para uma série de palestras na capital do país. O excelente artigo “A visita de Hans Kelsen ao Rio de Janeiro (1949), do professor Gustavo Silveira Siqueira, da UERJ, reaviva os detalhes da estada do ilustre jurista no Brasil.

Nas palavras de Lilia Schwarcz, em 1949, o “Brasil andava mais democrático, o mundo, no entanto, estava mais maniqueísta, intolerante e polarizado” (SCHWARCZ, 2015, p. 397). Com o fim da Segunda Guerra, a geopolítica redesenhava rapidamente o cenário mundial e criava o enredo que projetaria as relações internacionais nas décadas seguintes, sob o frágil tabuleiro da guerra fria. A democracia, mesmo com a derrocada dos regimes autoritários, era artigo raro no mundo. Aqui no Brasil, a redemocratização ocorria a passos lentos e a presidência de Dutra, iniciada em 1945, não deixava de ser arbitrária em política e desastrada em economia (SCHWARCZ, 2015, p. 398).

Em entrevista concedida ao Diário de Notícias, de 31 de agosto de 1949, Kelsen foi questionado se o Direito teria sofrido profundas alterações ao acompanhar as transformações do mundo moderno. Na sua resposta, registrada pelo jornal, ele afirmou: “No século passado, os princípios do sistema democrático eram praticamente aceitos, se não executados por todos os povos do mundo, não sendo posto em dúvida sua superioridade. No século em que vivemos, entretanto, a democracia tem sido desafiada à luta e posta em dúvida sua excelência. Esta luta é que se tem traduzido nas alterações sofridas pelo Direito Constitucional, sendo as principais o estabelecimento, no mundo civilizado, de formas de Governo autócratas, ditaturas de um só partido, como o fascismo, o nazismo e o comunismo” (SIQUEIRA, 2017, p. 168).

Na ocasião, circulou também matéria jornalista ilustrando o tom crítico que alguns juristas já dirigiam à Kelsen. O Diário carioca “O Foro”, por exemplo, havia trazido à tona as palavras de Pedro Calmon, professor de Direito Constitucional da Faculdade Nacional de Direito. O professor afirmava que a democracia deveria ser considerada como uma flor. E na sequência do texto, em menção à Kelsen, emendou: “Ali estava [Kelsen], talvez pagando os seus pecados de excesso de pureza. Tão perfeita, tão equilibrada, tão exata saíra de suas mãos a constituição da Áustria, que não pudera resistir às impurezas do mundo. E assim da mesma forma que os teóricos de Weimar haviam gerado a besta nazista, e Losada produzia Franco, Hans Kelsen, paradoxalmente abria margem ao Ancheluss. Sim, pois sendo a democracia uma flor, a sua delicadeza desprotegida não pudera resistir à violência dos ventos que então sopravam nos esfacelados jardins europeus” (SIQUEIRA, 2017, p. 165, 166).

Hans Kelsen, seguramente, deveria visitar novamente a OAB, digo, a prova da OAB. É um autor que ocupa lugar destacado na reflexão jurídica e que soube, com maestria intelectual, reposicionar o Positivismo Jurídico no século XX em patamar bem diferente daquele praticado no século XIX. Em que pesem as críticas dirigidas ao seu pensamento, elas não diminuem a importância e a influência de suas obras, sobretudo na atual quadra da história, em que o Brasil anda mais democrático, porém, com arbitrariedades políticas e crise econômica. E o mundo, ao que parece, está ainda mais maniqueísta, intolerante e polarizado.

Se 1949 parece espelhar o nosso tempo, Kelsen continua sendo nosso contemporâneo. Merece, sim, estar na OAB novamente.

 

Referências bibliográficas

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. 1ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

SIQUEIRA, Gustavo Silveira. A visita de Hans Kelsen ao Rio de Janeiro (1949). In: Revista Culturas Jurídicas, Vol. 4, Número 7, jan/abr. 2017, pp. 158-188.

Preciso me preocupar com a ambientação dos meus estudos?

Primeiramente, é importante destacar que esta pergunta vem se tornando ultimamente bastante popular entre os examinandos e concurseiros, porque antigamente se preocupar com o ambiente de estudos não era tão comum.

Há alguns anos, ao tempo dos cursos presenciais, seguia-se à risca do que se fazia em sala de aula e depois em casa: bastava uma cadeira e mesa. Pode-se dizer que todo quarto, além da cama e de um armário, tinha uma escrivaninha. Creio que esta palavra esteja em desuso, porque os projetos atuais de muitos arquitetos não fazem mais parte do contexto de um dormitório de criança ou juvenil.

Claro que com o advento da internet, especialmente, do wifi, qualquer lugar é lugar para estudar e aprender. Os cursos online democratizaram não só o aprendizado como também todos os outros cômodos da casa. Voltando para a arquitetura, os novos apartamentos não trazem mais “gabinetes” (ou escritórios), muito menos o web space, que era um lugar onde ficava o computador com internet, geralmente, uma escrivaninha com cadeira.

De tudo isso, se facilitou o acesso ao aprendizado, também os alunos perderam uma referência de local de estudos. Por isso, pensar em “ambiente” era a última coisa que os estudantes perguntavam, porque qualquer lugar seria apto a aprender: cama, rede, sala, cozinha, sacada, pátio, etc. Ocorre que a virtude da independência de cabos e do modo de assistir a vídeoaulas (tablets, smartphones, notebook,…) trouxe também a distração. E ela é fatal para o aprendizado.

Assim, a pergunta sobre como fazer um ambiente saudável para estudar voltou à moda. Veja que inclusive surgiu um paradoxo com ela. Muitos empreendedores perceberam a dificuldade da ambientação correta e criaram salas com cabines de estudos. O estudante paga por horas ou diárias e passa o tempo que for necessário nelas. Para quem nunca viu como são, é praticamente o que eram as cabines de lan houses, numa época bastante remota que a internet rápida ou a cabo era para poucos.

Então a resposta para pergunta é: sim!

E como fazer um ambiente saudável para os estudos? É voltar ao passado. Cadeira e mesa resolverão grande parte do problema, mas com algumas observações. A cadeira não pode ser muito confortável a ponto de adormecer os pensamentos. Deve, antes de tudo, ser anatômica. E a mesa precisa estar organizada, apenas com o essencial em cima dela para evitar distrações. Fotografias estão proibidas, como também objetos que trazem lembranças, porque “lembrar é viajar no tempo”. Tudo o que tirar a sua atenção deve ser repelido.

Se for assistir a vídeoaulas, o ambiente precisa estar dedicado a isso. Por que será que no cinema apagam as luzes antes de começar o filme? Para concentrar-se no que interessa: a projeção. Então, evite um local muito claro, apenas o mínimo para fazer anotações, consultar o código ou livros.

Se é o momento da leitura, prefira luzes de abajures para trazer luminosidade focada sobre as páginas de livros. Observe, ainda, a questão sonora do local. Se barulhos lhe incomodam, é melhor procurar bloqueá-los. Há fones que ajudam nesta tarefa, os tais “abafadores de ruídos”, aqueles que os operários utilizam em obras, por exemplo. Para videoaulas, utilize fones.

Cuidado ao estudar próximo de janelas, não que você cairá delas, mas trazem uma oportunidade incrível de distração. Mantenha fechadas, por isso, não importa se o seu lugar de estudos tem ou não janelas. A ambientação também pede uma temperatura agradável ou se o sono pesar, prefere-se que o lugar esteja mais frio do que o necessário, o que mantém vigilante os sentidos. E tratando-se de “janelas”, é importante durante as videoaulas fechar todas elas e as abas do navegador para evitar que os alertas virtuais lhe tirem a atenção.

Por fim, alimentação e descansos também são assuntos dentro da temática da ambientação. Comida leve e muita água servem para manter ativo todo o seu sistema corporal, especialmente, o cérebro funcionando bem. Claro, não esqueça da máxima: “Foco, Força, Fé e Café”. Estimulantes naturais são altamente recomendados! Mas ninguém é de ferro, portanto, pausas são necessárias entre os estudos. A cada hora ou duas horas, uma pausa limitada de 10 minutos, o suficiente para levantar e se alongar.

Viu como a ambientação correta é poderosa para a aprovação? Escreva seu comentário a abaixo e conte pra gente: como é o seu ambiente de estudos?

Você sofre por falta de concentração na hora de estudar? Então precisa ler isso!

Hoje eu queria conversar com você sobre um problema pelo qual todos os candidatos ao Exame de Ordem passam, em especial quando a prova vai se aproximando: a falta de concentração.

Segundo o Dr. Google, concentração é o ato ou processo ou efeito de concentrar-se. E concentrar-se? “Fazer convergir ou convergir para um centro ou um ponto”.

Segundo os cientistas contemporâneos, um dos maiores males da humanidade é a (falta de) concentração para realizar qualquer tipo de tarefa, inclusive, estudar. Portanto, não se sinta só, porque tem lá fora bilhões de pessoas que têm grandes dificuldades de focalizar determinada atividade.

Também não posso dizer que não sofro deste mal, porque diante de algumas tarefas me distraio de forma desnecessária. Peraí, que enquanto escrevo este texto enxerguei uma formiga em cima do meu mouse… [duas horas depois]. Oi, voltei. E a formiga? Que formiga? Ah, sim, não quis matá-la, peguei ela e levei a um belo jardim do condomínio. Só que está um dia bonito e fiquei admirando quantas janelas têm o meu prédio.

Daí resolvi contá-las e estava no meio quando enxerguei um helicóptero bem próximo. Voltei a minha atenção para as janelas, mas não lembrava onde tinha parado. De repente, uma fome absurda e voltei para casa, especificamente, para cozinha e preparei aquele lanche que nunca tinha feito na vida.

E de volta para o computador, para finalizar este texto, lembrei que não tinha lido todos os emails da manhã e fui resolver esta pequena tarefa antes de voltar para falta de concentração… Se você se identifica com estas pequenas “fugas”, este texto é para você [e para mim]!

Vamos combinar: “sentar & estudar” não está fácil nos dias de hoje. Na época dos nossos pais, especialmente, quando não tinham inventado a Internet nem celulares, o máximo de dispersão era a geladeira e a televisão. Hoje, tudo é motivo para perder o “fio da meada” ou o rumo da conversa.

Procrastinar é um verbo tão feio como desistir. E a falta de concentração acaba nos levando a procrastinar nossas metas ou compromissos. Se hoje tenho cinco horas para estudar, não tenho dúvidas que o valor líquido do que entrou pelos seus olhos ou ouvidos não será mais do que três horas.

Dispersar é a ordem do momento! Ocorre que você se dispersa com informações ou atividade inúteis, justamente, quando precisa estar concentrado. Abrir o celular é o primeiro gole de quem é alcoólatra, ou seja, precisa ser evitado a QUALQUER custo.

Lá está um universo que você gostaria de vivenciar, onde você só posta fotos de alegria, divide tais momentos com textos de inspiração ou busca asilo virtual dos seus problemas reais. É uma janela que deve permanecer fechada durante sua reclusão nos estudos.

Técnicas para manter a concentração nos estudos

Abaixo listamos algumas dicas incríveis para manter 100% do foco nos estudos para a OAB e acabar com o mal da falta de concentração. Confira!

Faça um teste “BOBO”

Mesmo que você não ache que precisa de “tanto assim”, faço um desafio. Pegue uma caneta e um papel. Antes de começar a estudar, coloque ao seu lado. Anote o horário de início dos estudos. A cada fuga de pensamentos ou distrações que não seja sobre o que você está lendo ou assistindo a videoaulas, escreva “BOBO” ou “BOBA”. Ao final, anote o horário de fim dos estudos e conte quantas vezes você se autoelogiou.

A boa notícia é que este exercício será importante para diminuir as escapadas, porque ao mínimo de achar que vai desligar a atenção, você irá lembrar de que? BOBO ou BOBA. Vai dar um sorrisinho, mesmo que seja na sua imaginação, e retornar imediatamente aos estudos. Se funciona? Comprovado cientificamente pelo INEA-MHR, Instituto de Estudos Avançados Marcelo Hugo da Rocha.

Cuide bem do seu bunker

Precisamos falar de reclusão, ao invés de concentração. É mais restrito, pesado, que não permite distrações. Não é reclusão de presídio, porque lá entra de tudo, mas de estar fechado e com comprometimento absoluto. Legitimamente, uma solitária. Imagine-se assim. Num ambiente de segurança máxima, sem qualquer chance de fuga mental.

Pense no seu local de estudos como um bunker. Quanto mais tempo você ficar no seu bunker, menos irá se distrair com as atividades que ocorrem fora dele. E quanto mais “agradável” seu bunker for, mais produtivo você fica. E mais preparado pra “guerra” da OAB. Vamos a algumas dicas que podem te auxiliar na sua reclusão.

Em um primeiro momento pode parecer bobeira, mas o ambiente de estudos faz total diferença na concentração que você precisa pra passar na OAB. Um local bem iluminado, sem distrações e com conforto é importante  para que as suas horas de estudos não pareçam algo impossível. Temos um conteúdo com dicas práticas para te ajudar a construir um ambiente de estudos ideal no qual você encontra dicas aprofundadas. Mas acho que vale a pena te adiantar algumas coisas.

Cuide bastante da iluminação do seu quarto.  Busque estudar com luz indireta, ou seja, apenas a iluminação necessária do que você precisa. Se o quarto estiver totalmente claro, você pode se distrair com detalhes como a pintura da parede ou rachaduras.

Som e temperatura podem parecer meros temas de conforto, mas também devem ser preocupação. É difícil se concentrar com barulho, ou numa temperatura ambiente desconfortável. Tenha aquecedores e ventiladores por perto, e cuide da vedação acústica do seu bunker. Quanto mais silencioso, melhor.

Tenha uma estratégia de horários

Outra dica importante é regular o seu horário. Vamos incluir durante a sua preparação, horários predeterminados de “banhos de sol”. Você nunca assistiu a filmes americanos de prisões? Mesmo quem está na solitária sai por 30 minutos todo dia para “respirar”, mesmo que tome um banho de chuva ou de neve se o clima estiver assim.

Para nós, a cada 1 hora de leitura (ou videoaula), 5 a 10 minutos de banho de sol. Permita-se, ao menos, alcançar a janela mais próxima e olhar para o horizonte. Mexer no celular? Somente se estiver esperando uma resposta muito importante, tipo se o seu crush aceitou ou não o pedido de namoro ou se foram sorteados os números que você jogou na Mega Sena.

Algumas pessoas têm usado a chamada técnica “pomodoro”, que intercala períodos fixos de estudo com intervalos – de tempo também fixo – de descanso, como uma forma de recompensar o seu cérebro pelo trabalho duro. Já existem até aplicativos para isso! Por exemplo: você estuda quarenta minutos, e descansa dez. Quando acabar o descanso, volta a estudar quarenta minutos, e assim por diante.

O intervalo é tão importante que até as escolas e cursos têm se adaptado. Você já reparou que as videoaulas estão cada vez mais curtas? Não o conteúdo em si, mas os vídeos. Quando os cursos online começaram, era a própria reprodução das aulas presenciais, ou seja, de um período inteiro (manhã ou noite). Hoje, normalmente, virou “regra” os 30 minutos cada bloco.

No Saraiva Aprova optamos por aulas com um máximo de 20 minutos. A razão é óbvia! Não, as cadeiras não estão menos confortáveis, mas que ninguém mais tem paciência de ficar assistindo vídeos longos. É melhor ajustá-los não apenas pelo fracionamento, mas sintetizar ou entregar o que o espectador procura ou deseja assistir.

Ouça uma música

Para algumas pessoas, ouvir música é uma excelente técnica de estudos – outras entendem que atrapalha a concentração. Se te atrapalha, use como modo de relaxar, antes de começar os estudos.

Mas se você gosta de ouvir um som para aumentar a concentração, recomendamos músicas em outros idiomas, ou meramente instrumentais, que assim o risco de você se distrair é pequeno!

Discipline sua atenção

Não vai adiantar nada ter todas as condições objetivas de estudo se você não se disciplinar pessoalmente. A hora de estudar não pode ser desviada para outras atividades.  Lembra daquela música do Legião Urbana, que diz “liberdade é disciplina”? Pensa assim: quando mais você se disciplinar e mantiver o foco nas horas de estudo, mais vai aproveitar sem neuras ou preocupações as horas de estudo.

Pra manter sua atenção, você precisa fechar as abas do navegador e ficar longe do celular. Deixe seus amigos e familiares avisados que, naquelas horas do seu dia, não serão capazes de fazer contato. Também deixe as redes sociais pra mais tarde. É hora de foco e concentração, que a OAB está logo ali.

Evite também assistir a videoaulas com muitas abas ou janelas abertas, literalmente, porque, inexplicavelmente, todas elas têm um interesse muito maior do que uma aula de controle de constitucionalidade ou títulos de crédito.

Outras dicas menores são: não comece a ler com fome ou com um elefante na barriga, muito menos deitados ou acomodados num sofá para depois não me perguntar por que “a leitura dá sono”. Busque estudar com luz indireta, ou seja, apenas a iluminação necessária do que você precisa. Se o quarto estiver totalmente claro, é provável que seus olhos não se contentem apenas com a legislação aberta, certamente, você contará todas as rachaduras e defeitos na pintura.

Por fim, este assunto não tem fim. Veja que há outras razões de falta de concentração, como a ansiedade e as pressões (internas e externas). Tratamos aqui somente das “fugas materiais”; as ditas “psicológicas” num próximo artigo… peraí, vi outra formiga!

7 coisas que você deve observar ao escolher um curso preparatório para OAB

Muita gente me pergunta: Professor, qual é o melhor curso preparatório para OAB?

Mas antes de chegar nesse questionamento, você deveria, primeiro, se perguntar:  o que preciso observar para escolher um curso preparatório para OAB

Assim, selecionei 7 coisas que não podem faltar na sua escolha. Elas serão decisivas para que o seu investimento não seja “mais um” ou que se perca numa reprovação. Então, siga este roteiro e sua aprovação estará mais próxima do que imagina. Boa leitura!

 

  • Quantas vezes é permitido acessar cada aula

 

Quando tratamos de “acesso”, estamos singularizando a questão de assistir, propriamente, as videoaulas, caso seja um curso online. Assim, antes de comprar um curso verifique quantas vezes é possível assistir à aula.

Se é importante? Com certeza! Um dos pontos negativos da aula presencial é se perder nos pensamentos e, consequentemente, não prestar a atenção em determinada explicação do professor. Como rever isso? Não tem como. Perdeu, perdeu. Outros perdem de forma diferente: anotando tudo.

Se o professor fala muito depressa, fica difícil acompanhar. Se o professor não tem dicção boa, perde-se novamente. Assim, é bastante comum o desejo de assistir aquela aula mais de uma vez, principalmente, retornar à aula que traz conteúdo que foi subestimado e as questões erradas trouxeram este diagnóstico. Portanto, prefira cursos que têm acesso ilimitado às videoaulas, já que você investiu, as “aulas são suas”, não é? É como os programas de streaming: você assiste quantas vezes quiser porque a mensalidade já está paga.

 

  • Prazo para acessar o curso preparatório

 

O ideal para estudar para Exame da OAB são entre 6 e 3 meses antes da prova, pelo menos. Ocorre que muitos cursos são oferecidos em menor tempo. 

Assim, prefiro cursos que oferecem maior prazo para assistir e que não terminem justamente no dia da prova. Ademais, o preparatório também pode servir para ajudar nos últimos semestres na própria faculdade, onde é um período conturbado em razão das provas finais, do TCC, das últimas festas com os colegas e da cerimônia tão aguardada de colação de grau.

Portanto, o curso servirá muito bem para complementar seus estudos caso ele tenha um prazo além de 3 meses. Cursos semestrais são os ideais.

 

  • Material Didático

 

Nada de ficar copiando tudo o que professor afirma na aula ou fazendo print screen da tela em razão dos slides. Um bom curso precisa entregar o material do professor, que ele teve o trabalho de preparar para a aula. Não só os slides, mas trazer o conteúdo das aulas. É bem verdade que não substitui, mas ajuda como auxílio até para acompanhar as explicações.

Além do conteúdo, o material precisa ser condizente, ou seja, possível de ser consultado. Assim, não basta ele ser despejado num arquivo PDF, sem diagramação, com português sofrível ou mesmo com erros de digitação. Como a videoaula, ele precisa ser bem cuidado e produzido para ajudar o aluno. E claro, precisa ser atualizado, essencialmente.

Ademais, há cursos que entregam livros aos seus alunos e isso pode ser relevante na escolha, uma vez que o preço de obras especializadas exige um bom investimento. Se estiver no pacote, melhor!

 

  • Seleção de professores

 

É muito difícil dizer este ou aquele professor é o melhor do país. É uma opinião bastante restrita e particular, porque ninguém conhece todos os nomes envolvidos com determinada disciplina. Claro, há professores experientes e outros iniciantes, até porque todo mundo um dia deve começar. Porém, observe o preço que você irá pagar, pois, certamente, ele envolve o “custo” de um professor de renome, visto que estes são disputados pelos melhores cursos. Então, antes de investir, procure se informar mais sobre o corpo docente.

A formação acadêmica também é relevante, não que um doutor, necessariamente, ministrará uma aula melhor do que um especialista, mas ela influencia no domínio da matéria e na construção de uma personalidade de um jurista.

A experiência em cursos anteriores e na graduação também é outro ponto relevante, visto que a didática é o que transparece de imediato para depois surgir o domínio do conteúdo. Professores que têm publicações destinadas ao Exame da OAB também reflete conhecimento “de causa”, além de gerar muito prestígio e segurança no mercado. Cada vez mais, as grandes editoras selecionam somente os melhores autores.

 

  • Atualização do Curso para 1ª fase da OAB

 

Os cursos online para OAB vieram para ficar. Foi uma evolução dos cursos telepresenciais, que ao seu tempo, também representaram o progresso da educação presencial. Ocorre que a tecnologia facilitou muito a gravação e compartilhamento de conteúdo. Praticamente, basta uma câmera de vídeo, um microfone sem fio e um quadro para realizar a mágica da democratização do ensino. Ocorre, como em qualquer mercado, que há muitos produtos de qualidade duvidosa, não só na embalagem, como também no conteúdo.

Assim, especialmente, no Direito, onde há uma profusão de leis, exigindo uma atenção cuidadosa com a atualização de conteúdo, deve-se observar este “detalhe”. Portanto, nada mais popular do que “o barato pode sair caro”. E porque é barato? Na maioria dos casos, são gravações antigas, sem acompanhamento ou à revelia do próprio professor.

Desse modo, fique atento e busque preparatórios que estão sempre atualizando o conteúdo, as gravações, enfim, que demonstre esta preocupação.

 

  • Ambiente do Aluno

 

Num curso presencial, o aluno exige que as cadeiras sejam confortáveis, tenha boa iluminação e estrutura. Além disso, que tenha fácil acesso. O aluno tem toda a razão. Num curso online para OAB não é diferente: o aluno tem que exigir um ambiente agradável e amigável. Não pode ser complicado ou de difícil acesso. As ferramentas devem ser claras e o conteúdo pronto para ser visto. O material didático também precisa estar disponível e organizado em razão das videoaulas.

Desse modo, como muitos alunos vão conhecer um curso presencial antes de fechar o investimento, busque encontrar tutoriais ou pequenas amostras de como é de fato o curso online. Neste caso, a simplicidade tem forte apelo dos alunos: precisa ser intuitivo. E ao contrário do que poderia ser, quanto mais simples maior investimento é necessário para tornar o ambiente amigável ao aluno.

 

  • Investimento

 

Como referido anteriormente, a internet democratizou o ensino, permitindo o alcance da educação para lugares que nunca teriam chance de ter aulas com professores de renome ou conteúdo de qualidade. O fato é que o mercado também trouxe muitas oportunidades para empreendedores e uma invasão de cursos ocorreu. Os preços são os mais diversos e as razões seguem a mesma lógica. Por isso, este é o último elemento a ser analisado para escolher o curso diante de todos os anteriores.

Se você conseguir reunir os seis anteriores ou a grande maioria deles, será possível comparar os valores. A comparação é justa quando as opções oferecem os mesmos benefícios, caso contrário, não fará sentido comparar o que não é comparável. Então, se o preço é difícil de negociar, melhor é considerar as formas de pagamento e o parcelamento sem juros.

 

Este é um roteiro seguro de como escolher o seu próximo preparatório. Como a concorrência é aguerrida, prefira quem ofereça maiores condições e benefícios.

Espero que tenham gostado do conteúdo! Agora, se você realmente quer saber qual curso eu indico para a 1ª fase da OAB, clique aqui 🙂