Carteira da OAB: é possível fazer carreira no Direito sem uma?

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A necessidade de o bacharel em Direito ter a carteira da OAB para atuar como advogado ou estagiário é de conhecimento comum. Defende a entidade de classe — a Ordem dos Advogados do Brasil —, que a exigência se justifica a fim de manter a qualidade na prestação dos serviços de advocacia, representando também um mecanismo garantidor da valorização da classe, pois a tendência natural, quando se tem uma oferta grande de determinado item, é que ele sofra depreciação.

O tema é polêmico e gera inúmeras dúvidas, principalmente pelo alto índice de reprovação. Por isso, elaboramos um post esclarecendo alguns questionamentos comuns e reforçando os benefícios que essa certificação trará para a sua vida profissional. Confira!

Por que é importante prestar o Exame da Ordem?

Especialmente no cenário atual, em meio a tantos cursos de Direito espalhados pelo país, o Exame da Ordem é encarado como o método apto a barrar aqueles que não se dedicaram o suficiente durante a graduação.

Mas o problema está no fato de a avaliação ser um tanto severa, que cobra mais a capacidade de memorização do que o raciocínio e, não raras as vezes, dificulta a vida de pessoas capacitadas.

Sabemos que advogar não é a única opção para quem se forma na área, porém ser aprovado na prova da OAB mantém o leque de oportunidades mais aberto.

Às vezes, o sonho de muita gente é ser efetivado em um cargo público, mas conquistar essa meta pode demorar anos. E como fica a situação de quem precisa trabalhar para o seu sustento? Quando se tem a carteira da Ordem, é possível dedicar parte do seu dia à advocacia e estudar em outro período, por exemplo.

Dentre os diversos motivos, vale muito a pena encerrar esse ciclo da maneira natural: depois de passar um bom período investindo tempo e dinheiro na faculdade, a aprovação é a primeira porta para ingressar no mercado de trabalho.

Além disso, vai que seus objetivos mudem no futuro e você desperte o desejo de ser advogado. Então, é melhor ficar livre dessa etapa o quanto antes!

A dificuldade de montar o próprio escritório impede o jovem advogado de atuar?

Não. Independentemente de qual seja a carreira, todo começo exige a superação de obstáculos, principalmente no caso dos profissionais liberais, que precisam investir em uma estrutura para atender seus clientes. Contudo, a falta de um escritório não impede o advogado de trabalhar.

Nesse contexto, existem algumas ações para ajudar os principiantes a conquistar uma fonte de renda:

Busca por emprego nos escritórios de advocacia

Há escritórios em que a demanda é grande, por isso eles precisam contratar os serviços de colaboradores habilitados para o andamento dos trabalhos. Nesse caso, a carteira da OAB é indispensável.

Parceria com outros recém-formados

Reunir dois ou mais advogados em quem você confia, organizar-se em um espaço e dividir as despesas também não é uma má ideia. Assim, você conseguirá manter sua independência com um baixo custo de manutenção.

Trabalho como correspondente jurídico

O advogado correspondente é aquele que representa escritórios de outra localidade em diligências como cópia de processos, protocolos, despacho com o juiz, participação em audiências etc. Essas são tarefas relativamente simples, mas que proporcionam experiências únicas e pagamentos satisfatórios.

Uso de espaços de coworking

Nova tendência no mercado de trabalho, os coworkings são escritórios coletivos que reúnem profissionais autônomos de diversas áreas. Nesse conceito colaborativo, toda a estrutura necessária é disponibilizada, e os interessados pagam pela hora utilizada. Uma ótima alternativa para quem está começando.

Quem tem foco em concursos deve se preocupar com a certificação?

Sim. É verdade que boa parte dos concursos públicos não exigem que o candidato seja advogado, inclusive é comum que a inscrição da OAB seja cancelada para exercerem o cargo efetivo.

Por outro lado, também há concursos para os quais não só a condição de advogado é requisito. Além disso, o profissional deve ter cumprido, pelo menos, 3 anos de atividades jurídicas.

Como mencionamos, a consequência da escolha de não fazer o Exame da Ordem é a restrição das oportunidades de atuação.

O fato de ter a sua carteira não é garantia de sucesso, mas, diante da alta competitividade do mercado, quanto mais opções a pessoa tiver, maiores as chances de encontrar um segmento no qual consiga prosperar.

Qual o melhor momento para tirar a carteira da OAB?

O quanto antes o estudante ou bacharel em Direito passar por essa etapa, melhor. Lembrando que acadêmicos do último ano do curso, ou seja, aqueles matriculados no 8º ou 9º período, já dispõem da prerrogativa de se submeterem ao exame.

A ideia é aproveitar as matérias frescas na cabeça e o ritmo de estudo. Com a certificação garantida, haverá maior tranquilidade para construir o seu networking.

Como funciona a prova?

Quem planeja prestar o Exame da OAB precisa ter em mente que a prova é realizada em duas fases:

  • Primeira fase: são 80 questões objetivas sobre quase todas as matérias do curso. Para ser aprovado, o candidato deve obter a pontuação mínima de 50% (cinquenta por cento), ou seja, ele deve acertar metade da prova.
  • Segunda fase: aqueles que obtiveram êxito na primeira fase passarão pela avaliação subjetiva na área escolhida, que consiste na elaboração de uma peça prática, somada a 4 questões discursivas. Aqui, a nota de corte é de 6 pontos em um total de 10, e os reprovados têm uma chance de repescagem.

O que fazer em caso de reprovação na primeira tentativa?

Primeiramente, é de fundamental importância não desistir ou deixar que a pressão atrapalhe a continuidade dos seus estudos. A vitória nessa prova não é impossível, mas infelizmente muitas pessoas acabam tropeçando nas primeiras tentativas.

No entanto, a reprovação não é motivo para desespero, pois o exame acontece 3 vezes ao ano. Logo, encare o fracasso como experiência e trabalhe os pontos que prejudicaram a sua performance na prova. Certamente você sairá mais forte de tal situação.

A obrigação da carteira da OAB pode significar a forma encontrada para manter a valorização da classe, porém nem sempre seleciona os profissionais mais qualificados. Existem vários outros fatores que podem atrapalhar na hora da prova, a exemplo do nervosismo. Assim, o mais importante é jamais desistir, pois o sucesso certamente virá com persistência e dedicação!

Gostou das nossas dicas? Elas foram importantes para guiá-lo nesse momento delicado da sua carreira? Então, aproveite para compartilhar este post nas suas redes sociais!

2 comentários em “Carteira da OAB: é possível fazer carreira no Direito sem uma?”

  1. Ótimas dicas que nos orienta rumo a conquista da carreira jurídica, seja ela grande ou pequena, mas que nos possibilita a fazer parte deste mundo jurídico, contribuindo para o fortalecimento da classe e o crescimento jurídico educacional no País.

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