Carreiras no Direito: Advocacia no Setor Privado

carreiras no direito: advocacia no setor privado

Carreiras no Direito: Advocacia no Setor Privado

Olá pessoal!

Estou aqui pra escrever um pouquinho sobre minha atuação no Direito, pensando em ajudar aqueles que ainda estão em dúvida na escolha de seus caminhos a partir da prática!

Na verdade, não posso dizer que escolhi apenas uma área de atuação, pois desde minha formação optei por aliar o conhecimento à prática, me preparando para ser professora, pesquisadora e advogada.

Direito Civil: Professora Carla Carvalho

Acho que minha paixão por cada uma das minhas atividades é tão grande que posso fazer um post sobre cada! Aliás, é isso que decidi fazer: dividir meu texto em dois, falando de um lado da minha atuação mais prática, como advogada, e de outro da minha atuação acadêmica, como professora e pesquisadora.

Neste primeiro post decidi falar da minha atuação como advogada, no setor privado.

Confesso que quando entrei na faculdade nem passava pela minha cabeça advogar! Queria mesmo estudar, seguir carreira acadêmica, e quem sabe fazer um concurso público. Até que lá pelo sexto período apareceu uma oportunidade de estágio num escritório de advocacia de um professor, e resolvi dar uma chance pro negócio!

Ah, destino é impressionante né?

Com pouco tempo de estágio já havia mudado toda a minha preconcepção sobre a advocacia. Vi que aquela atividade é muito gostosa, desafiante, e me permite criar teses e persuadir, bem o que mais gosto na academia! Então, que fique minha primeira dica:

não diga que não gosta de um campo de atuação no Direito sem antes ter experimentado um pouquinho da prática profissional!

Por mais que a opção dos concursos públicos seja hipertentadora, pra quem tem vocação, a advocacia é prazerosa e pode trazer uma carreira promissora.

Bom, mas a ideia não era falar de como escolhi a advocacia, mas sim do que faço na advocacia, não é?

Atualmente, sou sócia de um escritório especializado em direito na área da saúde e defesa profissional, mas já trabalhei em outros escritórios e até de forma autônoma! Isso é algo interessante da advocacia. Num primeiro momento, você pode começar sem ter uma estrutura muito elaborada, trabalhando de casa e atendendo seus clientes em salas que funcionam como escritório compartilhado (coworking) ou mesmo nas salas de atendimento disponibilizadas pela OAB. As primeiras causas vem por indicação de amigos e parentes, e devagar se constrói nome e clientela. Pode também pleitear uma vaga em escritório de terceiros, quando toda a estrutura já chega pronta, e você recebe sua remuneração, fixa ou variável.

O dia a dia da advocacia não é o glamour mostrado nos filmes americanos, em torno de audiências solenes e atuações teatrais. Muito do que fazemos é tarefa burocrática, de ir às secretarias e cartórios na justiça, carregar processos, tirar cópias, pedir autorizações, etc. Mas tudo compensa quando vem a atividade do advogado propriamente dita: é extremamente recompensador pegar um caso novo, especialmente aqueles mais desafiadores, e se debruçar na análise, fazendo pesquisa na doutrina e na jurisprudência, de modo a construir uma tese jurídica apta a convencer o julgador. Advogar implica também lidar com pessoas, escutar as queixas e apresentar propostas de soluções adaptadas a cada caso. Estabelecer debates com outros advogados, servidores públicos e julgadores também é muito gratificante.

Além disso, o advogado pode atuar no contencioso ou no consultivo, ou em ambos, é claro, como eu particularmente escolhi. Quem atua no contencioso lida diariamente com o processo na justiça ou órgãos julgadores, o conflito, buscando fazer prevalecer o interesse do cliente. No consultivo também pensamos no interesse do cliente, mas com um foco mais opinativo, orientando suas condutas e contratos para que tudo seja feito de forma ética e legítima, evitando muitas vezes processos judiciais.

Atuar em áreas novas, como o direito digital ou mesmo o direito médico, que foi o que escolhi, pode ser bem interessante, pois o espaço fica mais aberto pros novos talentos! Mas mesmo nas áreas tradicionais há um contingente de demandas inesgotável, então trabalho é o que não nos falta!

No começo a advocacia pode não ser fácil, especialmente no que se refere à remuneração, que pode variar entre meses de fartura e outros de escassez de demandas. Uma dica é fazer um planejamento das atividades, calculando os custos fixos e dividindo as receitas, com a formação de reservas para compensar momentos de procura aquém do esperado.

Uma coisa eu posso dizer:

quem faz o que gosta, e corre atrás de aprender e se atualizar constantemente, vai se sobressair mais cedo ou mais tarde!

Procurando mais dicas sobre carreiras no direito? Confira também o texto do Professor Luiz Dellore sobre Advocacia Pública Estatal.

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