As falsas crenças do Exame da OAB

Com o “poder” da internet, qualquer um pode se tornar da noite para o dia “o” ou “a” sabichona de qualquer assunto. Todo mundo tem uma opinião ou alguma experiência que lhe torna a “especialista” em determinado tema. Com o Exame de Ordem não seria diferente. Há uma profusão de informações e dicas de como se preparar para prova da OAB. A premissa é: “se serviu para mim, porque não serviria para outra pessoa?”.

Ocorre que a experiência é quem oferece os melhores resultados, pois não existe uma fórmula mágica que nasceu pronta. Quanto mais tempo é testada, melhores são seus feedbacks e mais fácil se torna fazer ajustes para acertar um padrão que seja benéfico a grande maioria dos acadêmicos. Leio com muito temor, por exemplo, aqueles que indicam determinadas matérias para serem somente elas estudadas, descartando diversas outras sem considerar as características do próprio aluno. Assim, é falsa a crença que estudar apenas as disciplinas com maior incidência na prova da OAB levará a aprovação em todas as situações. Ignorar direito do consumidor e Estatuto da Criança e do Adolescente por cada uma ter apenas duas questões cada na prova é um erro grave, visto que são disciplinas com grande probabilidade de gabaritá-las. E não sou quem diz, mas a própria FGV!

As três disciplinas com maior êxito entre todos os examinandos são Ética, CDC e ECA. É um paradoxo, porque Ética é a “rainha das disciplinas”, com 8 questões na prova; já as outras duas, com a menor incidência.

Outra falsa crença é quanto mais tempo de horas de estudos por dia, melhor. Quantidade não é qualidade. Veja bem, você sabe que passar uma manhã ou noite na faculdade cansa muito, não é? Multiplique por dois o tempo e terá uma breve noção do que o cansaço e o stress podem ser bem piores. Por isso que não acredito num “turno” de oito horas de estudos com aprendizado em 100%.

“Tudo que é em excesso é prejudicial”, tenho certeza que você já ouviu, inclusive para os estudos. Há uma equação ideal? Depende, porque é variável. Estamos acostumados a estudar durante um turno desde quando entramos no colégio, ou seja, cerca de quatro horas. Mesmo assim, há o recreio, as aulas de educação física, como forma de motivação para enfrentar a rotina. É possível encarar maior tempo e com sucesso? Com certeza, mas alguns estão mais propensos a cansar mais rápido do que outros, prejudicando não só a concentração como a fixação do conteúdo. Posso ficar oito horas na frente de livros? Sim, mas quanto deste tempo, realmente, será aproveitado?

O ideal seria intercalar o seu tempo com métodos distintos. Por exemplo, assistir às videoaulas num turno e fazer leituras ou resolver questões em outro, mas não de forma contínua, em sequência. Mas nem sempre o “ideal” está disponível e tem que ajustar os horários conforme permite a sua agenda. Caso as opções sejam escassas, permita-se a intervalos razoáveis para descanso e alimentação, mas respeite os limites. É importante você condicionar os horários através de um bom planejamento com um cronograma que não seja difícil de cumprir.

Também é falsa a crença de que estudar uma disciplina por dia gera maior rendimento. Veja que o Exame da OAB tem 17 disciplinas. Caso seja sua intenção colocar uma por dia, vamos supor que começará os estudos numa segunda-feira com direito civil, somente depois de duas semanas você retomará onde parou. Será que ela estará ainda atualizada ou “quente” na sua memória? Assim, estabelecemos um plano com duas disciplinas por dia, exceto Ética, ECA e CDC e que você já sabe a razão. Ilustrando novamente, segundas você terá não só civil como processo civil. Desse modo, toda a semana terá 14 disciplinas atualizadas, de domingo a domingo.

E as três disciplinas fora deste plano? Deixaremos para última semana, próximo da prova, para gabaritá-las, juntamente, com os outros dias propícios para complementar alguma disciplina e intensificar a resolução de questões ou simulados.

Temos um artigo muito bacana aqui no blog que trata justamente desse assunto. Para acessá-lo, clique aqui.

Outra falsa crença é que “qualquer um” passa na OAB. Negativo! Somente aqueles que estão bem preparados para esta prova, tanto na parte dos estudos como na parte mental. Tenho a convicção que o maior empecilho ainda são as barreiras mentais, como pressões, ansiedades e todos os problemas psicossomáticos resultantes de um desequilíbrio emocional. Não basta ter lido toda a biblioteca caso fosse possível e necessário, mas precisa estar blindado à carga negativa que traz a “exigência” da aprovação na OAB, seja por pressões externas, seja por pressão interna. O Exame de Ordem não avalia “competências”, outra crença falsa, mas tão somente uma preparação direcionada a acertar 50% na 1ª fase e 60% na 2ª fase.

Se todos podem ser aprovados na OAB? Sim, desde que estejam “completos” para a missão! Para tanto, entre outros itens, sempre indicamos livros atualizados e especializados para Exame de Ordem, preparatórios que reúnam uma seleção dedicada e experiente em OAB, e que atendam seus alunos como fossem únicos, a resolução de centenas e milhares de questões de provas anteriores, simulados, e o exercício para uma cabeça sã, consciente do desafio e dos problemas que podem atrapalhar os estudos e no dia da prova.

A autorreflexão é essencial para o autoconhecimento. Identificar os gatilhos mentais que possam bloquear seu aprendizado é meio caminho andado para aprovação.

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