A interdisciplinaridade do Exame da OAB é tendência?

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As últimas provas da OAB, o XXIII, XXIV e XXV Exame Unificado, têm surpreendido toda a comunidade jurídica, especialmente, os examinandos. Não só pela redução de questões de Ética, mas também pela interdisciplinaridade. Em outras palavras, onde começa e termina cada disciplina se tornou mais um obstáculo para os acadêmicos.

Claro que a maioria reclamou, porque o mapa da prova da OAB sempre ajudou a posicionar o roteiro da realização das questões.

Este roteiro seguia deste modo: fazer primeiro as questões de Ética e depois as disciplinas com maior preparo, deixando ao final aquelas que a “sorte” poderia ser melhor utilizada. Com as provas atuais encontramos questões espalhadas, porque dividem conteúdo de mais de uma disciplina ou matéria. 

A interdisciplinaridade é tendência para as próximas provas?

Acredito que sim. Se até agora nunca dividiram as disciplinas pelos seus referidos títulos como acontece nas provas de concursos públicos, com esta mudança bastante evidente não há mais volta em período tão curto.

É importante dizer que interdisciplinaridade na prova da OAB não é algo exclusivo com as disciplinas cobradas no exame, como Penal e Eca. No Exame XXIII, por exemplo, alem das 17 disciplinas cobradas aconteceu interdisciplinaridade com previdenciário e eleitoral. A primeira dentro de direito do trabalho e a segunda em constitucional. Com a nova matriz curricular dos cursos de Direito aprovada, corre solto o boato que estas duas serão incluídas no Exame de Ordem. Nesta prova, foi o “cartão de visita” delas.

E agora,  muda o jeito de estudar?

Na essência, não. Os livros e os cursos são disciplinares. A interdisciplinaridade acontece quando as “disciplinas conversam entre si”. Quando a gente estuda, possivelmente, irá estudar duas vezes. P.ex. responsabilidade civil do Estado. Esta matéria aparece tanto em direito civil como em administrativo. O que importa compreender é que nenhuma disciplina é uma ilha isolada no oceano jurídico. Há muitos institutos que são compartilhados. A ideia, portanto, é de coesão.

O que prejudica mais é o possível “atalho” da aprovação que o roteiro trazia. Não só isso, mas o que muitos professores implicam em afirmar: estudar apenas um determinado número de disciplinas, desde que relevantes para prova em razão do número de questões. Eu já era contra, agora, não vai mais ser possível escolher, porque a cobrança é interdisciplinar. O número de questões comumente cobrados é provisório e também relativo, pois será possível encontrar em futuras provas matérias preponderantes que transitam entre as disciplinas, suficientemente, para alterar o mapa do exame.

Por fim, para os professores, a mudança é mais drástica, pois deverá estar atento a matérias de outras disciplinas e que podem ser cobradas na sua. O aluno ganhará com esta percepção docente.

Onde encontro conteúdo interdisciplinar?

Na última Maratona OAB do Saraiva Aprova já abordamos as dicas interdisciplinares durante a transmissão.

Alguns livros especializados no Exame da Ordem, como é o caso do OAB Esquematizado, também já abordam o conteúdo de forma interdisciplinar.

Abaixo estão alguns artigos aqui do nosso blog que contém a abordagem de duas disciplinas em um mesmo conteúdo, confira:

E você, o que pensa sobre a interdisciplinaridade na 1ª fase da OAB? Deixe abaixo seus comentários!

 

1 comentário em “A interdisciplinaridade do Exame da OAB é tendência?”

  1. Na verdade, não dificulta tanto, visto que, como foi dito, é estudar duas vezes. O detalhe será estudar minunciosamente, sabendo dividir na mente, o que se destaca como por exemplo, ao ler, constitucional, perceber que há disciplinas de adm. e tributário.

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