Entenda como funciona a repescagem para a OAB

A prova da OAB é um marco na carreira de todo advogado. É com a aprovação no Exame que os bacharéis em Direito são autorizados a exercer a profissão. Composta de 2 fases, a prova permite que o candidato reprovado na segunda fase faça novamente essa etapa, sem passar pela primeira. É a chamada “repescagem” para a OAB.

Se você não conhecia essa possibilidade ou quer saber mais detalhes sobre o assunto, leia este post até o fim e confira!

O que é a repescagem para a OAB?

A repescagem para a OAB, também chamada de reaproveitamento da prova, começou a ser permitida a partir de 2013. A primeira vez que a repescagem ocorreu foi no XIII Exame da Ordem, aplicado em fevereiro de 2014. Antes disso, quem havia sido reprovado na segunda etapa deveria passar novamente pela primeira etapa no próximo Exame.

Com a adoção da repescagem no Exame da Ordem, o candidato que foi aprovado na prova objetiva, mas reprovado na discursiva, terá a oportunidade de fazer novamente a última fase, sem passar pela primeira. Assim, o bacharel poderá pular a etapa na qual ele foi aprovado e fazer somente a prova da segunda etapa.

Cabe ressaltar que o reaproveitamento da prova da OAB só pode ser usado uma vez pelo candidato. Então, se ele for novamente reprovado na segunda etapa, terá de fazer as provas das duas etapas da próxima vez.

Além disso, é interessante mencionar também que, para usufruir desse benefício, o candidato deverá ter feito a prova discursiva. Por isso, quem foi aprovado na prova objetiva, mas não compareceu à prova da 2ª fase, não poderá pedir reaproveitamento.

Para realizar a inscrição com repescagem, o candidato deverá acessar o site da prova da OAB e fazer todo o procedimento normalmente, como se estivesse se inscrevendo pela primeira vez.

O pedido de reaproveitamento da primeira etapa é feito nesse momento, por meio de um formulário específico. Lembrando que, para esse caso, a inscrição só pode ser feita online, em um período determinado previamente no edital.

Se o pedido de repescagem for homologado pela OAB, o candidato poderá fazer a prova da 2ª etapa no Conselho Seccional da OAB do estado em que se formou ou no estado sede de seu domicílio eleitoral.

Quais são as perspectivas de aprovação?

O candidato que utiliza a repescagem para a OAB tem mais vantagens em relação aos outros candidatos. Como a segunda fase é concentrada em uma área específica do Direito, os seus estudos são muito mais focados. É que, ao contrário da primeira fase, em que são cobradas questões de todo o curso, a segunda é dedicada unicamente à área escolhida pelo candidato.

Ademais, o estudante que se preparou para o Exame de Ordem desde a primeira tentativa está muito mais preparado do que aquele que vai começar a estudar agora. Ele já conhece toda a estrutura da prova da segunda etapa e sabe qual tipo de questão é mais cobrado.

Além de saber como funciona a avaliação, reconhece também os seus pontos fortes e os fracos. A dica, aqui, é analisar a correção da banca do Exame e verificar como ela é feita e quais foram os seus erros. Diante das questões que errou, conseguirá traçar um plano de estudos que foque nas suas principais dificuldades.

O candidato, então, dedicará seu tempo para melhorar os temas da matéria que ele ainda não conseguiu assimilar muito bem.

Para se preparar, outra dica é refazer a prova na qual foi reprovado antes de iniciar novamente os estudos. A prática é válida porque, muitas vezes, os candidatos erram detalhes por pura falta de atenção ou nervosismo. Se, em casa, a nota foi melhor, pode ser que o psicológico deva ser trabalhado pelo candidato.

Mas, se o problema está na peça processual que é cobrada na segunda etapa, praticar é o melhor caminho. O candidato pode estabelecer uma meta de elaborar, pelo menos, duas peças por dia, antes da prova.

Para tanto, ele poderá refazer as peças solicitadas nos Exames anteriores e procurar casos concretos, na internet ou em revistas especializadas em Direito, para simular as propostas que são cobradas na prova.

O importante é ter foco no resultado e não desistir em nenhum momento. Se o candidato foi para a repescagem, ele está praticamente com a carteirinha da OAB na mão. Por esse motivo, é essencial que ele não desista e dedique todos os seus esforços à aprovação.

É verdade que eu posso mudar de disciplina?

Sim, é verdade! Na segunda etapa, o candidato que optar pelo reaproveitamento para a OAB poderá escolher uma nova área do Direito. Para quem não sabe, são seis opções de disciplinas oferecidas aos candidatos: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Penal, Direito Empresarial, Direito do Trabalho e Direito Tributário.

Nesse sentido, aquele que, inicialmente, optou pela segunda etapa em Direito Civil, por exemplo, poderá alterar a área jurídica para Direito Penal, sem qualquer restrição.

Vale lembrar que essa alteração deve ser feita no momento da solicitação da repescagem para o Exame da Ordem. Se passar esse prazo, a área jurídica continua sendo a da primeira tentativa do candidato.

Além de poder tentar de novo, essa é mais uma possibilidade de aprovação na prova prático-profissional. Isso acontece porque o bacharel pode ter percebido, na primeira tentativa, que não tem tanto conhecimento na área que escolheu ou que tem mais afinidade com alguma outra área.

Como fica o pagamento?

O benefício proporcionado pela repescagem na OAB não é só a economia de tempo e de estudos. A economia também é sentida no bolso, já que, nessa modalidade, o candidato não precisará pagar o valor integral da taxa de inscrição. Para aproveitar a nota da primeira etapa, ele deverá arcar apenas com 50% do valor pago para se inscrever.

É como se a taxa de inscrição do Exame da Ordem fosse dividida entre as suas duas fases. Metade para pagar a prova objetiva e a outra metade para a prova discursiva. Logo, o bacharel que passou na primeira fase não precisará pagar novamente por ela. Ele pagará só o valor correspondente à segunda fase, na qual ainda precisa obter a aprovação.

Viu como o reaproveitamento é uma oportunidade incrível para garantir de vez a sua aprovação na prova da OAB? Com um estudo focado na área jurídica escolhida e nos aspectos que precisam ser melhorados pelo candidato, o sucesso é certo!

E você, vai usar a repescagem para a OAB? Já tentou aproveitar a nota da 1ª fase? Compartilhe as suas experiências nos comentários do post, tire todas as suas dúvidas e ajude outros candidatos a obter suas aprovações!

Saiu o resultado da Segunda fase do Exame XXII da OAB!

Saiu o Resultado!

Hoje, dia 20/06, o Resultado da Segunda fase do XXII Exame da OAB foi publicado no site da oab. Para acessar os resultados, escolha abaixo o seu estado e faça o download da lista:

Acre - Clique aqui

Alagoas - Clique aqui

Amazonas - Clique aqui

Amapá -  Clique aqui

Bahia - Clique aqui

Ceará - Clique aqui

Distrito Federal - Clique aqui

Espírito Santo - Clique aqui

Goiás - Clique aqui

Maranhão - Clique aqui

Minas Gerais - Clique aqui

Mato Grosso do Sul - Clique aqui

Mato Grosso - Clique aqui

Pará - Clique aqui

Paraíba - Clique aqui

Pernambuco - Clique aqui

Piauí - Clique aqui

Paraná - Clique aqui

Rio de Janeiro - Clique aqui

Rio Grande do Norte - Clique aqui

Rondônia - Clique aqui

Roraima - Clique aqui

Rio Grande do Sul - Clique aqui

Santa Catarina - Clique aqui

Sergipe - Clique aqui

São Paulo - Clique aqui

Tocantins - Clique aqui

Foi aprovado?

Parabéns! Você acabou de vencer mais uma etapa e se tornou um advogado! Estamos muito felizes por você e desejamos muita sorte nessa sua nova caminhada. Torcemos para que muitas portas sejam abertas com essa aprovação!

fotos de artifício no ceu

Quer saber quais são os próximos passos? Leia os posts dos nossos professores sobre carreira!

  1. Carreiras no Direito: Advocacia Pública Estatal
  2. Carreiras no direito: Advogando na área internacional
  3. Carreiras no Direito: Advocacia no Setor Privado

 Não foi dessa vez?

Para você que não foi aprovado, não se desanime! Existe uma luz no fim do túnel!

imagem luz no fim do túnel

A OAB te oferece a oportunidade de aproveitar o seu rendimento da primeira fase  no próximo exame. O edital de reaproveitamento  Os procedimentos para requerer o reaproveitamento do resultado de aprovação na 1ª fase do XXIII Exame de Ordem Unificado serão dispostos em edital complementar após a divulgação do Edital para o exame XXIV.

Nosso Prof. Marcelo Hugo costuma dizer que “Todos são aprovados; uns antes e outros depois.”. Nós acreditamos em você e acreditamos que a sua hora chegará.

Continue seus estudos e mantenha o foco. Leia nossos posts sobre a segunda fase e bote para quebrar na repescagem!

  1. As peças mais cobradas na 2ª fase da OAB 
  2. Confira 5 dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB!
  3. E agora? Qual disciplina devo escolher na 2ª fase da OAB?

Compartilhe seu resultado nos comentários abaixo! 🙂

Qual disciplina irei escolher para 2ª fase da OAB?

E agora? Qual disciplina devo escolher na 2ª fase da OAB?

A principal pergunta que surge durante a inscrição do Exame de Ordem é “qual disciplina irei optar para realizar a 2ª fase”. Não há outra dúvida tão cruel como esta. Pior quando ela já se arrasta antes da publicação do edital e você está longe da solução.

O mais engraçado que esta dúvida não deveria acontecer só quando o estudante de Direito torna-se examinando e nem deveria ser respondida por alguém que desconhece por completo o histórico acadêmico nem profissional dele.

Sim, se eu não sei a resposta, porque outro deveria saber?

É que escolher uma das sete opções que OAB oferece é tão pessoal como escolher o próximo amor da sua vida! Somente no caso de seus amigos ou amigas escolherem a nova paixão é permitido também que eles ou outras pessoas confiáveis possam apontar qual a disciplina a ser optada.

Sendo assim, o critério de escolha não deve seguir qual a “disciplina mais fácil”, porque tem menos peças, por exemplo. Você deve rever o seu histórico na faculdade e suas experiências profissionais (ou de estágio), pois refletirão na sua formação acadêmica e facilitarão na hora da prova. Talvez julguem processo do trabalho algo simples, até porque ele foi concebido para ser assim, mas o direito material requer um estudo que vai além da remuneração, de suas parcelas e respectivos reflexos.

Professor Marcelo Hugo

Mestre e Especialista em Direito pela PUCRS.

Coach pelo IBC  – Instituto Brasileiro de Coaching.

Mentor pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Coordenador das coleções Passe na OAB e Passe em Concursos pela Editora Saraiva.

“Devo escolher a disciplina mais fácil!” Será?

A disciplina de trabalho tornou-se lenda de ser a “mais fácil” até a OAB reconhecer que “atalhos” para aprovação não seriam bem-vindos. Assim, com toda a legitimidade que lhe compete, começou a “endurecer” com aqueles que buscavam uma aprovação “casual” com provas mais difíceis e correção mais severa. Atualmente, é uma das disciplinas que mais “reprovam” na 2ª fase, apesar de ser uma das mais queridas pelos acadêmicos.

Então um movimento surgiu a partir de dicas de novos advogados que optaram por tributário e logo havia mais tributaristas do que Códigos Tributários Nacionais disponíveis no mercado. Mais rapidamente do que aconteceu com trabalho, a OAB empregou a mesma “cartilha” e os índices de aprovação para aquela disciplina despencaram também. Portanto, estas “ondas” migratórias disciplinares viraram “marolas” e pouco se percebe nos dias atuais.

Assim, ao que parece, atualmente, a escolha da “mais fácil” não é mais o primeiro requisito a ser levado em conta. O examinando está avaliando melhor as opções também em razão das  suas convicções próprias, com base na experiência e no vínculo com a disciplina. Os professores também têm grande influência neste momento, apesar dos evidentes interesses que podem estar envolvidos na indicação, como venderem livros ou cursos. Portanto, veja com reservas aquele “marketing agressivo” de professores querendo que você “compre” a ideia deles. Paute os prós e os contras.

De qualquer sorte, a preocupação não pode recair tão somente nas peças profissionais, seja pelo grau de dificuldade, seja pelo seu número. Veja bem, sem argumentação consistente (leia-se a parte “material”) sua peça será vazia para FGV.


Você pode avaliar melhor este quesito com o nosso guia das peças práticas que já caíram no exame, clique aqui.


Além disso, não basta decorar modelos práticos, a prova tem outras quatro questões a serem resolvidas junto com a peça e que exigem conhecimento amplo e aprofundado de direito processual e material.

Se houver dúvida na hora de optar, ela tem que ser “sincera”, ou seja, a reflexão precisa pautar o que realmente importa: seu passado e futuro com as candidatas à escolha. Observar o passado é verificar suas notas na faculdade, seu engajamento até então e a experiência que lhe traz nos dias de hoje. Você pode incluir também seus sentimentos, pois entre as opções pode ter um amor platônico a ser assumido no futuro. Lembre que você terá mais de 40 dias estudando a mesma disciplina, esta projeção para o futuro deve ser considerada, porque se não gosto de penal, p.ex., como ficarei estudando somente ela durante tanto tempo?

Portanto, em primeiro lugar, afaste ou elimine aquelas que de modo algum você gostaria de estudar para a 2ª Fase. Das disciplinas clássicas, a opção mais difícil é  penal e mesmo assim, é a campeã das escolhas segundo a FGV.  Não há preconceito atrás desta afirmativa mesmo que as páginas policiais sejam a sua escola prática. Entendo que é uma opção de perfil, em razão do seu universo próprio e, portanto, deve ser paixão à primeira vista e não um simples “crush”. Em outras palavras, quem está decidido por penal não pensa nunca numa segunda opção e não deve considerada como tal.

E, em segundo lugar, verifique entre as finalistas as provas anteriores. Observe os padrões de respostas e tire suas conclusões se você teria condições legítimas em estudar aqueles assuntos cobrados. Veja que o ângulo da escolha ou o filtro deverá estar vinculado ao fator pessoal com as disciplinas e não o contrário. Por fim, observe o gráfico abaixo, ele poderá ser decisivo para avalizar sua escolha.

Distribuição de inscritos e aproveitamento médio por área na 2ª fase (%):

Inscritos por disciplina na segunda fase da oab


Veja também: 5 dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB


E aí? Conta pra gente qual foi sua escolha nos comentários abaixo!

5 dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB

Confira 9 dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB!

Passar no Exame da Ordem pode ser uma tarefa estressante, pois não basta que o candidato demonstre ter domínio médio sobre todas as disciplinas estudadas ao longo dos cinco anos do curso de Direito. Ele deve provar ainda que conhece a fundo o que pode vir a ser a sua área de atuação no futuro.

Além de resolver diversas questões objetivas na primeira fase do exame, o candidato ainda precisa escrever uma peça processual e solucionar algumas questões dissertativas na segunda etapa. Porém, como escolher a disciplina certa para essa fase da OAB? O que deve ser levado em consideração?

Para responder a essas perguntas e ajudar a garantir sua aprovação, selecionamos 9 dicas essenciais de como definir qual é a melhor matéria para a segunda etapa do Exame da Ordem. Acompanhe!

O Exame da Ordem

Antes de conhecer as dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase, saiba como o Exame da OAB é estruturado.

Primeira etapa

A primeira fase do Exame da Ordem consiste na aplicação de uma prova objetiva com oitenta questões sobre áreas estudadas durante a formação do bacharel. Todas elas têm o mesmo peso e valem um ponto. O candidato deve acertar pelo menos metade da prova para seguir para a próxima fase.

A divisão das questões entre as disciplinas segue, geralmente, a seguinte ordem.

[Imagem do post original]

Segunda etapa

Na segunda etapa, o candidato realizará uma prova discursiva que conta com uma peça prático-processual do cotidiano da advocacia e mais quatro questões abertas.

Como essa é uma etapa com foco muito mais definido, é preciso escolher uma entre as sete disciplinas disponíveis ainda no ato da inscrição. São elas:

  • Direito Administrativo;
  • Direito Civil;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Empresarial;
  • Direito Penal;
  • Direito do Trabalho;
  • Direito Tributário.

A segunda prova vale dez pontos: cinco para a redação da peça prático-profissional e outros cinco pontos diluídos entre as questões discursivas que trazem situações-problema exemplificativas da vida do operador do Direito.

Para a realização da segunda fase do certame, é permitida a consulta à legislação seca, sem comentários ou anotações. Nessa etapa, são cobradas leis e súmulas atualizadas, lançadas até a data de publicação do edital da prova. É aprovado quem obtiver pontuação igual ou superior a seis.

É importante saber que, caso o candidato seja classificado na primeira etapa do certame e não consiga pontuação suficiente na segunda, ele não será aprovado. Porém, é possível aproveitar o resultado obtido para o próximo Exame da Ordem, caso em que será realizada apenas a prova dissertativa, sem necessidade de repetir a primeira fase.

Vale ressaltar que vários candidatos alcançam a pontuação necessária na segunda etapa do certame apenas quando pedem que sua prova seja reexaminada. Nesse caso, há a necessidade de apontar que a correção foi equivocada ou demasiadamente rigorosa, e que as argumentações do candidato correspondem àquelas constantes no espelho de respostas da prova.

Dicas para escolher a disciplina certa na segunda fase da OAB

O candidato deve optar pela disciplina logo ao realizar sua inscrição, motivo pelo qual já deve pensar bem para tomar uma decisão consciente, antes mesmo de saber se de fato realizará a prova prático-profissional. É essa escolha que determinará o caminho a ser seguido na busca pela aprovação: se ele for tortuoso, será mais difícil alcançar os seus objetivos.

Por isso, uma escolha certa pode fazer toda a diferença para que o bacharel se transforme em um advogado com registro na OAB. Algumas atitudes são comuns a todo candidato que consegue a aprovação, entretanto, no momento de optar por uma disciplina, veja o que deve ser feito para garantir sucesso!

1. Saiba que não existe uma disciplina mais fácil que a outra

Se você está se preparando para o Exame da Ordem, provavelmente já deve ter se deparado com colegas ou ex-candidatos que insistem em afirmar que uma disciplina é sempre mais fácil na segunda etapa, ou que uma área exige muito mais dos candidatos do que as outras.

Antes de qualquer coisa, precisamos desmistificar esses boatos para que você não caia no erro de escolher a disciplina da segunda fase da OAB pensando apenas no quanto ela pode ser “mais fácil” ou “menos difícil”.

É claro que, realmente, algumas disciplinas geram mais aprovações, enquanto outras possuem um índice maior de reprovação. Mas isso pode ser facilmente explicado por uma análise estatística da quantidade de candidatos inscritos em cada opção.

Se uma disciplina — por exemplo, Direito Constitucional — tem pouquíssimos inscritos, é de se esperar que o seu índice de aprovação seja maior, afinal, aqueles que a escolheram provavelmente tem muito mais familiaridade com a área.

Já outras disciplinas que contam com uma quantidade massiva de candidatos — como Direito Penal e do Trabalho — normalmente possuem um alto índice de reprovação, que apenas reflete a média geral do Exame.

Portanto, esqueça essa ideia de que existe uma área mais fácil que a outra. Para escolher a disciplina certa para a OAB, é preciso considerar as habilidades e interesses subjetivos de cada candidato, e não um critério objetivo.

2. Leve em consideração sua familiaridade com o assunto

Durante os anos da graduação, você certamente se deparou com matérias preferidas e assuntos com os quais teve maior facilidade de aprendizado. Fazer uma autoanálise e compreender quais são essas disciplinas é essencial para uma escolha consciente. A familiaridade pode ser de grande ajuda na realização de uma boa prova!

Escolher uma disciplina que não é do seu interesse, iludindo-se ao pensar que ela é mais fácil ou “menos complicada” que as outras, pode ser um grande equívoco, que acabará acarretando sua reprovação. Afinal, é muito mais agradável resolver uma prova que aborde temas que são do seu interesse do que se deparar com questões que não são familiares.

3. Escolha a área na qual pretende atuar no futuro

Apesar de essa dica ser um complemento à anterior, escolher a disciplina da segunda fase da OAB pensando na sua área de atuação no futuro vai além de simplesmente aumentar suas chances de sucesso. Afinal, essa também é uma forma de já se preparar para situações que vai encarar no futuro.

A própria prova serve como um treinamento para questões que os candidatos deverão resolver durante a sua atuação profissional como advogados. É uma forma de verificar se eles estão realmente aptos a exercer esse ofício tão essencial à aplicação do Direito.

Ou seja, como o Exame da Ordem pretende antecipar situações que o advogado passará a vivenciar em seu dia a dia, vale apostar naquela área com a qual você não apenas possui afinidade intelectual mas também em que você efetivamente pretende trabalhar.

4. Opte pela disciplina cujo sistema processual você domina

Não é nenhuma surpresa dizer que, no Direito, existem diversos sistemas processuais diferentes, como o penal, civil ou trabalhista. Ainda que todos eles tenham alguns elementos em comum, o que mais nos interessa são as suas peculiaridades.

Durante os estudos jurídicos, é comum que alguns estudantes tenham mais facilidade com um sistema processual do que com outros, e isso é de extrema importância na escolha da área para a segunda fase da OAB.

Escolher uma disciplina cujo sistema processual você domina pode ser um fator determinante na sua aprovação. Ainda mais porque, muitas vezes, a prova cobra questões que exigem um conhecimento minucioso do assunto, como contagem de prazo ou tipos de recursos processuais cabíveis em cada caso.

5. Analise o seu histórico acadêmico

Se você ainda não sabe qual é a área do Direito em que pretende atuar no futuro, muito menos quais são as matérias com as quais possui mais afinidade, não se preocupe! Ainda é possível escolher a disciplina certa para a segunda fase do exame baseando-se no seu histórico acadêmico.

Para isso, basta analisar a sua nota média em cada disciplina e verificar em quais delas você se saiu melhor. Por exemplo, se você tem um alto rendimento em Direito Penal, enquanto suas notas em Direito do Trabalho não estão tão boas assim, é de se esperar que você tenha mais facilidade com a primeira disciplina do que com a segunda.

Suas chances de aprovação são bem maiores se você escolher a disciplina em que possui um bom rendimento na faculdade. Afinal, se você costuma tirar boas notas nessa área, isso provavelmente vai ser refletido na sua prova.

6. Considere sua facilidade em se aprofundar nas questões

Uma importante atitude é analisar a sua capacidade de retenção de informação quanto às matérias elencadas como possíveis escolhas para a segunda fase do exame. Por mais que uma disciplina seja do seu interesse, é muito comum sentir dificuldade em memorizar os assuntos relacionados a ela.

Por exemplo, pode ser que você seja apaixonado por Direito Constitucional, e até pense em trabalhar nessa área no futuro. Porém, devido a diferentes razões, você tem muito mais facilidade em estudar Direito Penal, ainda que essa não seja a área do seu interesse para o futuro. Nesse cenário, a segunda opção é a escolha certa para a segunda fase do Exame da Ordem, mesmo não sendo a sua favorita.

Não basta fazer essa escolha pensando apenas nos seus gostos. É preciso também observar o quanto você tem facilidade em compreender o conteúdo da matéria, e isso muitas vezes está vinculado a fatores externos, como a habilidade dos professores em transmitir o conhecimento nas salas de aula, ou até mesmo a didática dos livros utilizados por você.

Como a segunda etapa certamente exigirá um estudo maior na área escolhida, é primordial que você tenha facilidade de se aprofundar nas  questões e, por isso, sua capacidade de retenção de conteúdo deve ser levada em consideração.

7. Considere sua vivência nas disciplinas oferecidas

A vivência deve ser um fator importante no momento de escolher a disciplina certa na segunda etapa: quanto mais o candidato tiver experiência, melhor ele entenderá os processos da área e maior será seu domínio sobre a prática do assunto.

Se você já fez estágio em um escritório de advocacia ou em um órgão público, é muito provável que tenha adquirido bastante conhecimento sobre a área em que atuou. Afinal, quando aplicamos a teoria na prática, somos capazes de ampliar exponencialmente o nosso aprendizado.

Diante disso, é interessante escolher uma disciplina com a qual você já tenha obtido alguma vivência profissional. Os casos vivenciados podem ser parecidos com os apresentados na segunda fase, oferecendo uma excelente base para que você responda corretamente às questões e elabore a peça processual com perfeição.

8. Esteja atento ao índice de aprovação nos últimos anos

A OAB constantemente libera dados e estatísticas referentes a seus exames, como número de aprovados em cada uma das fases, aprovados em cada disciplina e até mesmo reprovados em repescagem. Saber quais matérias têm maior índice de aprovação pode influenciar sua tomada de decisão, confirmando palpites e impressões iniciais.

É essencial relembrar que, ainda assim, não há matéria mais fácil do que a outra: todas elas serão cobradas em um mesmo grau de dificuldade dentro de sua própria área, com questões equilibradas e pertinentes. A ideia de que algumas disciplinas aprovam mais do que outras não passa de um mito. Os índices devem ser um mero guia para orientar uma decisão racional.

Ou seja, para escolher a disciplina certa, você deve considerar principalmente os aspectos subjetivos mencionados anteriormente. Caso ainda esteja em dúvida entre duas disciplinas diferentes, a análise estatística do exame pode ser útil para finalmente escolher aquela que tem maiores chances de aprovação.

9. Prefira não mudar de área em novas tentativas

É mais comum do que se imagina um candidato ser aprovado na primeira fase e reprovado na segunda, motivo pelo qual vai para a repescagem, aproveitando o resultado da primeira etapa no próximo Exame da Ordem a ser realizado.

Nesse caso, o mais indicado é que o candidato mantenha a opção de disciplina escolhida no exame anterior. Afinal, ele já terá maior domínio sobre o assunto e não terá que começar mais uma vez do zero.

Além disso, é possível analisar quais foram seus erros e acertos, direcionando os estudos justamente para os pontos em que teve desempenho mais fraco na prova. Por já ter passado pelo exame uma vez, o candidato já sabe como funciona e, assim, tem uma noção do que o espera na segunda tentativa.

Com essas dicas, fica muito mais fácil escolher a disciplina certa para a segunda etapa da OAB. Lembre-se principalmente de que essa decisão deve se basear sobretudo em critérios subjetivos, e não em um senso comum!

Se você gostou deste post e quiser ficar por dentro de outras dicas que vão ajudá-lo a alcançar a tão sonhada aprovação na OAB, aproveite para assinar a nossa newsletter e receber todas as novidades do blog diretamente por e-mail!

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Considerações gerais sobre a 2ª fase do XXII Exame da OAB

2ª fase do XXII Exame da OAB: Considerações gerais sobre a prova

Então, finalmente, tivemos a aplicação da 2ª fase do XXII Exame da OAB no último domingo de maio. Nossa primeira impressão é dos alunos que saíram da prova. Como já estamos acostumados com este momento, é possível eleger alguns tipos de reações. Senão, vejamos:

Professor Marcelo Hugo

O aluno que sai em choque

Lembre que são 5 horas de prova, então, realmente, o teste é duro e de resistência. Assim, não significa que ele não passou, mas porque lutou bravamente contra seus demônios e os da prova. Ele parece ter saído de um episódio de “Walking Dead”, ou seja, zumbificado.

O aluno que sai com um sorrisinho no rosto

Tenha certeza, é aquele que tem certeza ou forte inclinação de acreditar que acertou a peça. E as questões dissertativas? Não importa, para ele acertar a peça é o primeiro passo para ser aprovado.

O aluno que sai apoiado ou carregado por outros

Não tenho dúvidas: acabou de fazer a prova de Direito Empresarial.

O aluno que sai bastante falante e receptivo

A carga de adrenalina é tão forte durante a prova que ele sai em estado elétrico, energizado. Certamente, irá dormir a partir de segunda-feira.

Não foi diferente no XXII Exame. Sobre o que foi dito depois da prova, inclusive pelas redes sociais, em todas as disciplinas, as peças estavam dentro do esperado. Ou seja, foram todas praticadas em algum momento, seja por livros, seja por preparatórios. Quanto ao nível de dificuldade, não há o que discordar:

SEMPRE é muito difícil; SEMPRE é muito cansativa.

Com a divulgação dos cadernos de provas e padrões de resposta pela FGV de todas as disciplinas, ficou mais fácil avaliar o certame em si. Veja que fizemos uma pesquisa sobre todas as disciplinas e peças que caíram até então e montamos um E-BOOK com a incidência delas em provas da FGV.


Você pode baixar gratuitamente, clicando aqui.


No XXII Exame quase todas as peças que foram objeto de prova já tinham sido cobradas em exames anteriores. O objetivo do nosso E-BOOK era esse: oferecer conhecimento ao aluno e incentivar a dar atenção especial àquelas peças que foram cobradas mais vezes pela banca.

Sendo assim, alcançamos nossos objetivos.

Em Penal caiu “apelação”, a peça mais assídua na disciplina. Em Tributário, “embargos à execução”, a 3ª mais presente. Em Civil, “agravo de instrumento”, uma do pódio das mais requisitadas. Da mesma com Administrativo, porque caiu “apelação” (já cobrada em outras duas oportunidades) e Trabalho, com “reclamatória”.

A peça de Empresarial, “ação de dissolução parcial” (ou resolução de sociedade em relação a um sócio) já tinha sido cobrada há dez exames anteriores, será que a banca fez uma “homenagem” a ela? A única disciplina que teve uma peça INÉDITA foi Constitucional: “mandado de injunção coletivo”. Realmente, nunca tinha caído, mas é uma peça poderia ser cobrada, até porque tem uma lei recente que trata dela (Lei 13.300 de 2016) e qualquer banca que se preze, tem alta preferência em legislação nova.

Sobre as questões dissertativas, em geral, estavam dentro de um padrão esperado em relação aos temas. Quem estudou pela coleção Completaço Passe na OAB 2ª Fase pela Editora Saraiva, publicada em 2017 e que já se tornou um grande bestseller, não teve maiores dificuldades, porque todos os modelos de peças estavam previstos, bem como os assuntos das questões dissertativas comentadas e classificadas por temas.


Saiba mais, clicando aqui.


Por fim, reuni as principais dúvidas que surgiram pós-exame sobre possíveis identificações nas provas, confira!

» Professor, risquei uma palavra e escrevi outra acima desta, isso caracteriza identificação de peça? Não, não caracteriza!

» Professor, coloquei o rito dentro de parênteses, vai zerar? Não, não vai zerar!

» Professor, estava respondendo as questões, e sem querer a caneta escorregou e acabou riscando de leve a lateral, riscou uma parte do número que indica a linha, e a margem ao lado. Isso pode ser considerado identificação? Não, não pode. É comum, portanto, não identifica.

» Professor, errar a autoridade impetrada em mandado de injunção coletivo zera a prova? Não, não zera, é um dos erros apenas e não deverá ser considerada tal pontuação.

» Professor, escrever uma palavra acima da riscada, zera? Não, não zera!

» Professor, não pulei as linhas necessárias, zera? Não, não zera!

» Professor, faltou espaço na pela e não fiz o fechamento (local e data, advogado, oab). Tem perigo de eliminação ou só desconta pontos? Só “desconta” pontos (na verdade, não alcança a pontuação).

» Professor, escrevi a resposta de uma questão na folha errada, passei um traço e escrevi abaixo a resposta correta, posso ser desclassificada? Todo mundo faz traços, portanto, não identifica.

» Professor, a peça de Tributário foi embargos à execução fiscal. No meu nervosismo, fundamentei corretamente, mas escrevi apenas Embargos à Execução. Posso zerar? Não, não pode! A banca já considerou ambas as respostas.

» Professor, em tributário, fiz toda a minha peça com fundamentação em “embargos a execução”, mas na hora de escrever lá, eu coloquei “embargos a declaração” (errei a palavra!). Cabe recurso? Cabe recurso, mas não enxergo muitas possibilidades de êxito, mas recorra!

» Professor, se eu coloquei um “tracinho” em vez de “três pontinhos…” no endereçamento da peça é identificação? Dá causa para zerar? Não zera, porque não é identificação.

» Professor, errei a peça, me dei conta e fiz um “x” em toda a página, e comecei de novo, é identificação? Não, não é!

Bruno Klippel

Bônus! Comentários sobre a prova de Direito do Trabalho

Olá amigos, tudo bem?

Como foram na prova de ontem? Espero que tenham acertado a peça, que é o principal, bem como as questões discursivas.

Em uma análise prévia, feita com base na prova e no gabarito preliminar da FGV, podemos dizer que, em suma, a prova foi de dificuldade mediana, principalmente em virtude da peça, que estava extensa, o que acabou sendo compensado pelas questões discursivas, que estavam mais fáceis do que os últimos exames.

A peça, uma petição inicial, estava mais extensa que o habitual, o que obviamente traz um aspecto negativo e um positivo. Apesar de pouco tempo para redação da peça, o fato de termos vários pedidos faz com que a FGV divida o valor da peça em tópicos com pontuação pequena (0,4 ou 0,5), o que é favorável, pois o esquecimento ou equívoco faz com que o aluno perca pontuação inferior.

Vejam que a FGV não pontuou tudo o que poderia, como por exemplo, o pedido de justiça gratuita, que não consta no gabarito e o pedido de condenação ao pagamento de horas extras em virtude do desrespeito ao intervalo interjornada, que não era de 11h de sexta-feira para sábado.

Os demais pedidos/temas são típicos de direito do trabalho, com menção a súmulas bem conhecidas, tais como: estabilidade do dirigente sindical, adicional noturno, salário in natura, horas extras por descumprimento do tempo residual à disposição (variação de 5 minutos na entrada e na saída) e salário substituição.

Os pontos da peça que seriam mais complicados de serem verificadas, não por serem difíceis, mas por não serem tão comuns, seriam a condenação ao pagamento de mais uma cota do salário família, bem como a devolução do desconto de um dia em que houve a doação de sangue.

Em relação às questões discursivas, a primeiro trata de tema simples, já mais batido, que é a inexistência de estabilidade quando o registro da candidatura ocorre no aviso prévio. A segunda trata do jus postulandi da Súmula 425 do TST, que não se aplica na ação rescisória. A terceira, que era a mais simples, trata da interposição de recurso de revista para demonstrar a impossibilidade de cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade. A última questão trata dos efeitos da greve e do lockout em relação ao contrato de trabalho. Em relação ao lockout, acredito que a FGV trará no gabarito final a menção ao art. 17 da L. 7783/89, além do art. 722, §3º da CLT que já consta no gabarito preliminar.

Agora é descansar e aguardar. Como já disse, uma peça longa possui as suas vantagens, pois o esquecimento de um item não retira muitos pontos, o que permitirá a você conseguir os 6 (seis) pontos necessários para a aprovação.

Um abraço.

Prof. Bruno Klippel

Vitória/ES

www.brunoklippel.com.br

Roteiro seguro para a prova da 2ª Fase da OAB

Roteiro de Estudos Seguro para a 2ª fase da OAB

Como também temos para a 1ª Fase, a 2ª Fase, por suas peculiaridades, exige um roteiro seguro próprio para o dia da prova. Antes da redução de uma questão com o Provimento n. 144/2011, o único discurso na véspera da prova era: “cuidem do tempo”. Como se sabe, “time is Money”, ou seja, sua importância é inegável dentro e fora da prova da OAB.

Assim, fazer uma peça e cinco questões discursivas em cinco horas mais parecia um quadro de programa televisivo “se vira nos trinta” ou um desafio de reality show. Muita gente bem preparada não era aprovada porque deixava uma ou duas questões completamente em branco por falta de tempo. Quando tinha ainda a opção de usar livros doutrinários, o quadro era pior, porque eram tantos que o examinando se perdia na consulta.

Professor Marcelo Hugo

A mudança foi positiva, é claro, no entanto, o relógio ainda não perdoa a falta de planejamento para resolver a prova. Portanto, o tempo não deixou de ser importante, mas hoje divide a atenção com o risco de identificar a prova, com material de consulta permitido, com a ordem da resposta das questões, com o limite de linhas, etc. Observe que a FGV exige para a 1ª Fase a antecedência mínima de uma hora para o comparecimento ao local designado para a prova. Já para a realização da prova prático-profissional, é de uma hora e trinta minutos pela necessidade de vistoria do material de consulta. Respeite esta determinação, saindo mais cedo do que na fase anterior para evitar problemas desnecessários que atrapalharão sua concentração.

Novamente, ao chegar ao local da prova, dirija-se de imediato para sala de aula para enfrentar todos os trâmites burocráticos e se “climatizar” ao evento. O caderno da prova já indica sua primeira leitura: a questão problema da peça profissional. Até este momento, você sonhou diversas com a peça e buscou saber com videntes qual seria a “bendita”. Portanto, é quase um momento mágico como desembrulhar um presente.


Leia também: 6 dicas para se preparar para a prova aberta da OAB


Evite que este momento se torne muito contemplativo, busque revelar [mentalmente] o mais rápido possível o que se trata. Evite também que se crie uma tensão caso a resposta não seja imediata. Lembre: ainda tem mais quatro questões para serem descobertas. Assim, revelada ou não a peça, investigue o restante da prova para que numa leitura breve identifique os temas (não as respostas).

Este contato inicial serve como um panorama geral do exame, como fosse um primeiro encontro com alguém que você conhecia apenas na internet. O próximo será para valer! É a partir deste contato que todo o tempo servirá para que as respostas saiam do plano mental para o caderno de textos definitivos.

E o caderno de rascunho?

Junto com o caderno de textos definitivos, e que ficará com os fiscais no término da prova, você receberá um caderno de rascunho. Muitos já devem ter dito que é “pecado mortal” rascunhar a peça, porque não haverá tempo para “passar a limpo” no caderno definitivo. É verdade indiscutível, mas servirá para quê, então? Souvenir do exame da OAB?

É nele que você fará os apontamentos necessários sobre questões discursivas ou mesmo rabiscará as linhas gerais da estrutura da peça como um breve ensaio da futura ópera a ser executada. Nada mais do que isso. Importa observar que muitos, após escrever a primeira página do caderno definitivo, percebem que erraram a peça e fazem um grande “x”, recomeçando já na próxima página. Quem se encaixa no perfil de “afoitos” ou de “indecisos” é melhor expor suas dúvidas na página de rascunho.

Ao terminar a peça, retorne às questões sem tirar os olhos  dos ponteiros, pois esse momento é crucial para avaliar uma média que cada questão  consumirá em minutos. É possível que o tempo não seja o desejado, muito menos suficiente para gabaritar as questões. Se sobrarem duas horas, trinta minutos para cada questão será o tempo médio.

Como as questões têm pesos iguais, inicie por aquelas que você já identificou a resposta na leitura inicial ou que está próxima para decifrar a solução. Deixe para o final o que você não percebeu o tema ou a dificuldade é muito grande. É importante estabelecer que uma questão deixada em branco nunca  será objeto de recursos. Sendo assim, com um mínimo de fundamentação ou tão próxima do padrão de respostas, centésimos poderão ser angariados em sede recursal.

A divisão do tempo da 2ª fase pode observar duas opções que dependerão da dificuldade da peça.

  • Peça: 2,5 horas e Questões: 2,5 horas
  • Peça: 3 horas e Questões: 2 horas

Peças mais cobradas na 2ª fase da OAB

Outro dos “obstáculos” e que está ausente na 1ª Fase é a consulta na prova. São inegáveis seus benefícios ao examinando para redigir sua peça e pesquisar para suas questões. Porém, se mal manipulado, poderá se tornar um grande transtorno entre centenas de páginas de vade mecum e milhares de dispositivos legais.

O uso somente será adequado se o código ou vade mecum tiver sido bastante manuseado, destacado com canetas marca-texto e os marcadores laterais de páginas, tudo dentro dos limites permitidos pelos editais. Ou o “guerreiro” se sentiria seguro ao enfrentar o inimigo com a única e nova arma na mão sem nunca tê-la experimentado antes?

Não esqueça também:

JAMAIS identifique o caderno de textos definitivo, o único documento válido para a avaliação da prova prático-profissional, conforme se explicou anteriormente.  Leia bem as instruções da capa do caderno e observe os locais permitidos para assinatura…

Todo o planejamento só será completo e eficaz se  você seguir à risca até o último minuto do projeto. “Time is Money”, portanto, não jogue fora a sua aprovação por falta de um roteiro seguro no dia da prova!

Peças mais cobradas na 2ª Fase da OAB

Após superar o primeiro desafio em busca da carteirinha da OAB e conquistar a aprovação na 1ª fase, é hora de arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa, ou melhor, nos livros e aulas!

Depois de escolher entre as 7 disciplinas disponíveis para a 2ª fase (Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito do Trabalho, Direito Empresarial, Direito Penal ou Direito Tributário), a pergunta que nós e nossos professores mais ouvimos é:

O que vocês acham que vai cair na prova?!

Para te ajudar a responder essa pergunta, fizemos uma pesquisa semelhante à realizada para descobrir os conteúdos mais cobrados na 1ª fase da OAB, em cada disciplina, até hoje!

Para já darmos uma palhinha do que descobrimos, que tal falar sobre as duas peças mais cobradas em cada uma das duas disciplinas mais escolhidas na 2ª Fase da OAB?

Você tem ideia de quais são essas disciplinas?

Acertou quem disse Direito Penal e Direito do Trabalho!

As duas peças mais cobradas em Penal

Sabemos que a prática do Direito Penal é uma das mais árduas na advocacia. Isso porque o direito de ir e vir de uma pessoa poderá estar literalmente nas suas mãos!

Todo o cuidado será pouco para você, futuro advogado criminalista, na hora de redigir as peças de defesa dos seus clientes.

Sempre bom lembrar você deverá ter zelo independentemente da peça que irá redigir!

Nada melhor do que colocar em prática esse zelo já na 2ª Fase do Exame da OAB, quando você poderá analisar casos semelhantes aos que ocorrem durante a vida profissional e analisar qual seria melhor solução processual.

Estude a estrutura da Queixa-Crime, do Recurso Ordinário Constitucional e até mesmo da uma Petição de Relaxamento de Prisão! Todas essas peças já foram cobradas pela FGV, bem como diversas outras.

No entanto, dê uma atenção especial às Alegações Finais por Memoriais e, sobretudo, ao Recurso de Apelação.

Essas peças foram as mais cobradas em penal nos Exames da Ordem!

Ainda tem dúvidas disso? Pois vamos aos números:

  • O Recurso de Apelação foi cobrado nos Exames IV, V, VII, XII, XIII, XVIII e XXII, totalizando SETE aparições na 2ª Fase.
  • As Alegações Finais por Memoriais foram cobradas nos Exames IX, XIV, XVII, XX, XXIII, totalizando CINCO aparições da 2ª Fase.

Lembre-se de que isso não é uma regra absoluta, apenas mostra uma tendência de cobrança da FGV que irá te auxiliar durante os estudos.

Portanto, não deixe de lado as demais peças, muito menos o direito material cobrado nas questões discursivas!

As duas peças mais cobradas em Trabalho

Outra disciplina que possui a grande preferência entre os examinandos é Direito do Trabalho.

Se engana quem acha que basta saber redigir uma Reclamação Trabalhista para ser aprovado na 2ª Fase da OAB. Embora essa peça tenha sido cobrada quatro vezes e, portanto, terá grande importância nos seus estudos, a FGV possui outros dois crushes.

Consegue adivinhar quais?

Acertou quem disse Recurso Ordinário e a Contestação, as duas peças prático-profissionais mais cobradas em Trabalho!

Vamos aos números novamente?

  • O Recurso Ordinário foi cobrado nos Exames III, VII, IX, XV, XVI, XXI e XXIV, totalizando SETE aparições da 2ª Fase da OAB.
  • A Contestação foi cobrada nos Exames II, IV, V, VI, VIII, XI, XVII, XVIII e XXIII, totalizando NOVE aparições na 2ª Fase da OAB.

Nunca é tarde para relembrar a importância de estudar as demais peças e o direito material para as questões discursivas.

Muitas vezes aquele pontinho pontinho essencial para a aprovação estará justamente no resto da matéria. Portanto, estude TUDO. Sabemos que você é capaz 😉

Tem preferência por outras matérias para a 2ª Fase da OAB? Não se preocupe!

Graças ao levantamento do professor Marcelo Hugo, preparamos um ebook gratuito para você utilizar para se organizar e priorizar os estudos! Nele estão contabilizadas todas as peças cobradas em cada disciplina da 2ª Fase. Confira a nota do professor sobre o material, e faça o download do ebook ao final da página:

Pesquisar é uma “arte” que todo cientista deve ter consciência que faz parte do seu acervo profissional. Já o resultado da pesquisa serve aos mais diversos propósitos, dependendo do ponto de vista e da utilidade do colecionador de artes. Assim, ao pesquisar todos os Exames Unificados da OAB para ter uma ideia das peças profissionais que já foram objeto de questionamento, busquei não só simplificar algumas perguntas como também avalizar algumas convicções que eu tinha a respeito da 2ª fase da OAB.

Entenda que, de modo algum, desejo que você, colecionador da arte, utilize os resultados para direcionar seus estudos a determinadas peças profissionais, pois seria um erro desprezar outras opções por uma ciência que não é tão exata, que é o “humor da banca”.
Assim, perguntas como “qual a peça que mais cai” ou “o que devo prestar atenção” ou “preciso de uma dica para 2ª fase”, podem ser respondidas com os dados a seguir. Assim, posso adiantar algumas conclusões minhas:

» Todas as peças que já caíram devem ser objeto de estudos;
» Todas as outras peças que não caíram devem ser objeto de estudos também;
» Todas as peças que caíram mais de uma vez devem ter maior atenção nos
estudos;
» As peças que estão no “TOP 3” (e os empates) em cada disciplina,
destacadas, precisam urgentemente da sua atenção.

E porque tratar só das peças profissionais?

Ora, qual é a sua maior preocupação na 2ª fase da OAB? Entendo a sua maior preocupação, porque a maioria não teve oportunidade de fazer estágio profissional e qualquer erro numa peça zera e as questões dissertativas, mesmo que gabaritadas, não servirão para nada. Errar o nomen iuris ou a fundamentação é o pesadelo de 10 a cada 10 examinandos na 2ª fase da OAB.

Portanto, o tema peças profissionais é caro demais para ser ignorado. E como estudá-las? Sinteticamente, evite decorar tudo. Aprenda o passo a passo de cada uma. No caso de ações, quase todas seguem o mesmo roteiro com suas peculiaridades legais. Você irá reparar também que os recursos são os campeões gerais de preferência na soma de todas as disciplinas.

Assim, o sistema recursal precisa estar no topo dos seus estudos. Utilize-se de um bom e atualizado VADE MECUM, fazendo as marcações precisas (e não exageradas) em suas folhas. Não há um limite de cores de marca-texto, mas sugerimos no máximo duas para evitar qualquer tipo de suspeita.

Professor Marcelo Hugo

Prof. Marcelo Hugo da Rocha
Mestre em Direito (PUCRS). Professor do módulo de coaching da plataforma Saraiva Aprova. Professor no Centro
Universitário CNEC – UNICNEC. Coordenador, autor e coautor de mais de 50 obras publicadas pela Editora Saraiva.
Leader coach (IBC). Editor do blog Passe na OAB. Advogado.

Peças mais cobradas no exame da oab