Termos jurídicos: 27 expressões que você precisa reconhecer!

O juridiquês é um termo utilizado para ironizar o uso excessivo de jargões jurídicos no âmbito do Direito. Esse neologismo não surgiu por acaso: o formalismo excessivo na argumentação faz parte do cotidiano de qualquer advogado.

Portanto, fique esperto! Desde o início da sua graduação,até o momento da sua aprovação no Exame da OAB, você deverá se atentar aos termos jurídicos utilizados no dia a dia dos profissionais da área.

Já temos algumas dicas que irão te ajudar a se familiarizar com o juridiquês. Está curioso?

Vamos lá!

História do Direito

A necessidade de conhecer as origens do nosso Direito, suas bases de formação e explicações de institutos atuais, é o que fomenta o estudo da História do Direito, disciplina que é ofertada, em regra, no começo do curso.

Dito isso, é facilmente perceptível qual é a principal fonte histórica do direito nos países ocidentais.

Tem alguma ideia de qual é essa fonte?

Bem, se você disse Direito Romano, você acertou!

Essa constatação fica nítida quando nos deparamos com o vocabulário utilizado no meio jurídico. Sim, o juridiquês possui fortes influências do Direito Romano, pois diversas expressões ainda são utilizadas no latim.

Isso demonstra que, embora a organização e regulação da nossa sociedade tenha mudado bastante, algumas tradições se mantiveram no tempo.

A origem da maioria dos termos jurídicos

Como já dito, a maior fonte dos vocábulos jurídicos é o Direito Romano e, consequentemente, se originam do latim, língua que surgiu na região do Lácio, próxima a Roma Antiga.

A palavra “Direito” é oriunda do latim directus, “em linha reta”, sendo aplicável no sentido de seguir corretamente o conjunto de leis e normas vigentes em uma sociedade.

Do latim jus, “lei, direito legal”, surgiram inúmeras derivações, como “justiça”, oriunda do latim justitia, que significa “direito, equidade, administração da lei”, junção de justus, “correto, justo”, com jus.

Seguindo a mesma lógica, temos as palavras jurisprudência e julgamento. A primeira palavra vem do latim jurisprudentia, “a ciência da lei” – jus mais prudentia, “conhecimento, previsão”. A segunda, por sua vez, vem do latim judicare, “julgar”, composta por jus mais dicere, “dizer, falar”. .

A lista não termina por aí! Há também outras palavras que derivam da junção do termo jus com outras expressões latinas, como juiz, judicial, judicante…

Com esses exemplos, fica fácil compreender a origem de diversas palavras que integram o famoso juridiquês. Para complicar ainda mais, muitas delas ainda são utilizadas em latim, sem a conversão para a língua portuguesa.

No entanto, não se preocupe!

Para te ajudar, preparamos uma lista com 27 palavras/expressões e seus significados para que você já fique ambientado com os jargões jurídicos 😉

Preparado(a)? Vamos juntos conhecer nosso glossário! Primeiramente, vamos recorrer ao latim para, depois, desvendarmos o significado de termos da língua portuguesa que integram o juridiquês.

Glossário

Expressões em latim

1- Data venia: expressão latina que significa “com a devida licença”, uma maneira respeitosa de iniciar uma argumentação para contrariar a opinião de uma pessoa. É oriunda da junção do termo dare, “dar”, e venia, “licença/permissão”.

2- Venire contra factum proprium: significa a vedação de comportamento contraditório, como forma de preservar a boa-fé objetiva.

3- A quo: expressão utilizada para se referir ao Juízo de origem, ou ao Juiz ou Tribunal que proferiu uma decisão que está sendo recorrida, ou ao termo inicial de um prazo.

4- Ad quem: expressão que é utilizada para se referir ao Juiz ou Tribunal para o qual um processo está sendo encaminhada, ou para um Juiz ou Tribunal que julgará um recurso, ou ao termo final de um prazo.

5- Bis in idem: do latim bis, “repetição”, e in idem, “sobre o mesmo”. No Direito, a expressão é utilizada para caracterizar a repetição de uma sanção sobre um mesmo fato.

6- Inaudita altera pars: quando um ato jurídico é realizado sem que a outra parte seja consultada.

7- In re ipsa: dano presumido, que prescinde de comprovação.

8- In dubio pro reo: implica dizer que, havendo dúvida por parte do juiz, ele deverá absolver o réu.

9-Iter criminis: caminho percorrido pelo autor até a execução do crime.

10- Juris tantum: presunção de veracidade de algum fato que admite prova em contrário.

11- Juris et de jure: presunção que não admite prova em contrário.

12- Lato sensu: em sentido amplo de uma palavra/expressão.

13- Stricto sensu: sentido restrito de uma palavra/expressão.

14- Pacto sunt servanda: os pactos/contratos devem ser respeitados.

Expressões em português

15- Acórdão: decisão final proferida por um tribunal superior em julgamento colegiado.

16- Memorial: são as alegações finais apresentadas pelas partes no processo, objetivando convencer o julgador.

17- Fazer carga: quando o representante legal de uma das partes retira o processo do órgão judicial para praticar um ato ou requerer o que for de direito.

18- Impetrar: solicitar alguma providência judicial, normalmente utilizada quando do ajuizamento de alguma ação, ou interposição de algum recurso.

19- Peça judicial: termo utilizado para indicar determinadas manifestações processuais, como petição inicial, contestação e recursos.

20- Trânsito em julgado: expressão utilizada para designar uma decisão ou acórdão que não pode mais ser recorrido.

21- Réu: palavra que serve para fazer referência à pessoa que é chamada para responder uma ação no polo passivo.

22- Exordial: termo utilizado para fazer referência à peça (petição) inicial de um processo.

23- Alçada: limite de competência de um juízo ou tribunal para conhecer ou julgar demandas, conforme o valor da ação.

24- Decisão interlocutória: decisão por meio da qual o juiz resolve uma questão incidental da ação.

25- Despacho: ato praticado pelo juiz para dar andamento ao processo, que não diz respeito ao mérito da causa.

26- Preparo: é o adiantamento das despesas decorrentes do processamento de um recurso.

27- Deserção: forma de sancionar a parte recorrente que não realiza o preparo recursal

E aí, gostou das nossas dicas de termos jurídicos?

Esperamos que você tenha dado mais um importante passo para obtenção de seu certificado de fluência em juridiquês 😛

Fique ligado nas novidades do nosso Blog, temos certeza de que isso irá te ajudar a compreender melhor as expressões mais utilizadas no universo jurídico!

Como funciona a prova da OAB? Veja pontos importantes sobre o exame

Ser aprovado no Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e conseguir a tão sonhada carteira de advogado é o sonho de todos que estudam Direito. Essa tarefa, porém, não é nada fácil. Com índices altíssimos de reprovação, o famoso Exame da Ordem assusta até mesmo os mais experientes.

Se você está se preparando para esse momento decisivo da sua carreira jurídica, é preciso saber como funciona a prova da OAB. Afinal, de nada adianta ser um excelente estudante, com as melhores notas do curso, se você não souber como é a estrutura da prova e qual a melhor forma de resolvê-la.

Ressaltar a importância desse conhecimento estrutural pode até parecer bobagem, mas, na verdade, é um diferencial para conquistar a aprovação. Muitos candidatos sequer leem o edital do exame. A falta de compromisso e seriedade de alguns fica evidente diante do alto índice de reprovação dos últimos anos.

Para montar uma estratégia de estudos eficiente, é preciso, antes de mais nada, compreender o funcionamento da prova: número de questões, matérias mais cobradas, duração e as diferenças entre a 1ª e a 2ª fase.

O candidato que lê o edital, faz exercícios e já sabe o que esperar da prova está muito à frente daqueles que sequer sabem quem é a organizadora do exame. Pensando nisso, reunimos aqui um compilado de informações e dicas de estudo valiosas para a sua aprovação.

Se você quiser saber mais detalhes sobre a estrutura e organização da prova da OAB, continue a leitura deste post!

Por que fazer o Exame da Ordem?

O exercício da advocacia exige a aprovação na prova da OAB. Até mesmo porque, sem ela, o bacharel em Direito não consegue realizar seu registro e obter sua carteira. Por conseguinte, não poderá exercer a profissão de advogado.

Se você pensa em seguir a carreira jurídica trabalhando em escritórios de advocacia, a carteira da OAB é imprescindível. Uma sólida carreira no Direito só pode ser conquistada mediante a aprovação no Exame da Ordem.

É claro que existem outras alternativas para aqueles que não desejam seguir essa carreira, como concursos públicos. Mas, mesmo que você queira trilhar a vida de concurseiro, nunca se sabe o que o aguarda no futuro.

Pode ser que você deseje (ou precise) trabalhar em um escritório de advocacia em determinado momento da vida. Ou, ainda no caso dos concursos públicos, o ingresso na magistratura ou no Ministério Público exige pelo menos três anos de atividade jurídica como advogado. Ou seja, caso você queira ser promotor ou juiz, a carteira da OAB também é imprescindível!

Em todo caso, o ideal é garantir a aprovação no Exame da Ordem o quanto antes. Com o passar do tempo, as matérias vão sendo esquecidas e as leis se modificam. Caso você decida fazer o exame em algum outro momento no futuro, é muito provável que esteja bem menos preparado do que ao sair da faculdade.

Uma vez aprovado no Exame da Ordem, você poderá requerer a carteira quando quiser. Essa aprovação não expira com o tempo. É por isso que, ainda que você não pense em seguir a carreira de advogado, vale a pena estudar e garantir sua aprovação.

Caso não queira ficar pagando a anuidade do registro, basta que você cancele sua inscrição. Para requerer sua carteira novamente no futuro, não será necessário prestar um novo exame.

Quais são as informações mais relevantes sobre a prova?

O Exame da Ordem é realizado três vezes por ano. Os editais normalmente são publicados nos meses de janeiro, maio e setembro. No início de cada ano, a OAB costuma liberar um cronograma informando a data em que o edital será liberado e a previsão de quando serão as provas.

O estudante de Direito deve ficar atento a essas datas para se programar com antecedência. Deixar para estudar em cima da hora não é uma opção! Ainda que o edital não tenha sido publicado, tome como base as informações do último exame realizado. Faça um cronograma de estudos e não perca tempo.

Vale ressaltar aqui a importância da leitura do edital. Essa é uma peça-chave para compreender como funciona a prova da OAB. O edital é o documento que contém todas as informações sobre as provas, recursos, datas e critérios de correção.

Muitos estudantes não dão a devida atenção a esse documento e acabam perdendo informações relevantes. Além disso, guiar-se por ele também é uma excelente forma de organizar seus estudos.

A prova da OAB é dividida em duas fases, aplicadas em datas diferentes. Cada uma possui suas peculiaridades, que serão analisadas mais à frente. As provas têm duração de cinco horas. Para ser aprovado na 1ª fase, é preciso acertar pelo menos 50% da prova (40 questões). Já na 2ª fase, que tem o valor de 10 pontos, é preciso fazer, no mínimo, 6 pontos.

O candidato deve ficar atento ao período de inscrição para não dar bobeira e deixar de fazer a prova por ter perdido o prazo limite. Feita a inscrição, as informações sobre o local em que a prova será realizada e as demais instruções sobre o exame serão recebidas posteriormente.

É importante lembrar que, para se inscrever, o candidato já deve estar formado ou matriculado nos últimos dois semestres ou último ano do curso de Direito. Prestar informações falsas no momento da inscrição pode invalidar a aprovação e ainda incidir em crime de falsidade ideológica.

Quem formula e aplica a prova da OAB?

Atualmente, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) é a instituição responsável pelo Exame da OAB.

Fundada na década de 40, a FGV é uma instituição de ensino que tem como objetivo principal a formação de profissionais qualificados para as áreas de gestão pública e administração de empresas. Com o passar do tempo, a fundação cresceu e passou a investir em programas de pesquisa e projetos para o setor público.

Hoje, a FGV é uma das bancas mais respeitadas do país e responsável pela elaboração de diversos concursos públicos. Também é a organizadora da prova da OAB desde 2010, pouco tempo depois da unificação nacional do exame.

Nos concursos públicos, a FGV é conhecida por manter um padrão de questões de múltipla escolha com 5 alternativas. Na OAB, porém, esse modelo é diferente: cada questão tem apenas 4 alternativas, em que, geralmente, uma está correta e todas as outras incorretas.

Os enunciados das questões elaboradas pela FGV são longos e cansativos — o que pode ser um teste de paciência e atenção ao candidato. A banca também é conhecida por não ter um padrão exato de complexidade: enquanto algumas questões podem ser muito difíceis, outras podem ser bem fáceis.

Como qualquer outra instituição responsável pela elaboração de provas, a FGV possui certos padrões que acabam se repetindo. Diante disso, a melhor forma de se preparar é por meio da resolução de exercícios e simulados de provas anteriores.

Como cada fase funciona?

Para entender exatamente como funciona a prova da OAB, é preciso analisar detalhadamente cada uma de suas etapas. Agora que já tratamos dos pontos mais básicos, é hora de olhar a fundo as peculiaridades da 1ª e da 2ª fase do exame.

Como funciona a 1ª fase da OAB

Como já foi mencionado, a 1ª fase do exame da OAB abrange uma prova de caráter eliminatório composta por 80 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas diferentes.

O candidato deve marcar a alternativa correta (ou a incorreta, dependendo do enunciado) e, para ser aprovado, é preciso acertar pelo menos 50% da prova, ou seja, 40 questões.

É preciso ficar de olho no edital para saber quais serão as matérias cobradas. Um dos seus anexos traz todo o conteúdo programático da prova. A 1ª etapa abrange as disciplinas obrigatórias do curso de Direito e algumas outras matérias definidas pela própria OAB. São elas:

  • Ética
  • Filosofia do Direito
  • Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Direitos Humanos
  • Direito Ambiental
  • Direito Tributário
  • Direito Constitucional
  • Direito Administrativo
  • Direito Internacional
  • Direito do Consumidor
  • Direito Civil
  • Direito Empresarial
  • Processo Civil
  • Direito do Trabalho
  • Processo do Trabalho
  • Direito Penal
  • Processo Penal

A quantidade de questões destinadas a cada matéria varia de prova para prova. O edital, porém, dispõe uma porcentagem mínima que será reservada ao Estatuto da Advocacia e da OAB, Código de Ética, Filosofia do Direito e Direitos Humanos.

Para se preparar para a 1ª fase, você deve se guiar pelas informações do edital, separando seus pontos fracos dos fortes. Foque naquilo em que você tem facilidade e reforce as matérias que considera mais difíceis.

Procure por livros de questões comentadas e resolva provas passadas. A melhor forma de estudar é, sem sombra de dúvida, por meio de exercícios.

A prova da 1ª fase tem duração de 5 horas. Como as questões da FGV possuem grandes enunciados que são, muitas vezes, de difícil compreensão, o exame acaba se tornando um teste de resistência. Fazer simulados ou prestar o exame como treineiro também pode ser uma boa ideia para se acostumar com esse ritmo.

Vale lembrar que, nessa 1ª etapa, não é permitido qualquer tipo de consulta à legislação ou doutrinas. No dia da prova, é preciso chegar com 1 hora de antecedência e será permitido levar somente o documento de identidade e caneta esferográfica azul ou preta.

Como funciona a 2ª fase da OAB

Caso o candidato seja aprovado na 1ª fase, ele passará, então, para a próxima etapa do exame, que será realizada em outra data. A 2ª fase é composta por uma redação de peça profissional e quatro questões dissertativas, em que o candidato terá que resolver as situações-problema propostas pelo examinador.

Ao contrário da 1ª fase, aqui é possível escolher a disciplina de sua preferência. Logo, no momento da sua inscrição, você poderá optar por uma das seguintes áreas:

  • Direito Administrativo
  • Direito Civil
  • Direito Constitucional
  • Direito Empresarial
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Tributário

É evidente que, ao escolher uma dessas matérias, ela também abrange o Direito Processual correspondente. Por exemplo: ao escolher Direito Civil, você também estará escolhendo o Direito Processual Civil.

A prova possui um valor de 10 pontos, sendo dividida da seguinte forma: 5 pontos para a redação da peça profissional e 1,25 ponto para cada uma das questões dissertativas. Como pode se observar, cada décimo é de extrema importância nessa fase. Para ser aprovado, o candidato precisa de, no mínimo, 6 pontos.

A correção da prova será feita de acordo com um espelho elaborado pelo examinador. Dessa forma, o candidato poderá verificar exatamente quais foram os critérios de avaliação. O espelho de resposta indica quais são os tópicos que devem ser mencionados pelo examinando na questão e quantos pontos vale cada tópico.

Caso se verifique algum equívoco na correção, o candidato poderá interpor um recurso para fazer a revisão da sua resposta. Os prazos e formalidades dos recursos estão dispostos em um tópico específico do edital.

A prova da 2ª fase também tem a duração de 5 horas e, ao contrário da etapa anterior, será permitida a consulta a legislação, súmulas, orientações jurisprudenciais, enunciados e precedentes normativos, desde que não haja nenhuma anotação ou comentário.

Caso você seja reprovado na 2ª fase, não se desespere! Existe ainda o procedimento de repescagem para o próximo exame. Desde 2013, a OAB permite que o candidato que foi aprovado somente na 1ª fase, porém reprovado na seguinte, já pule direto para a 2ª fase no próximo exame. Dessa forma, como não será necessário repetir a 1ª etapa, você poderá concentrar os estudos inteiramente na prova discursiva.

Qual o tempo de duração da prova?

Como mencionado, o tempo de duração de cada fase da prova é de 5 horas cada. Isso sem contar que o ideal é reservar os 30 minutos finais para transcrever todas as questões para a folha de respostas e ainda deixar um tempo para descansar, comer e ir ao banheiro.

É importante perceber que apesar de parecer que 5 horas são suficientes para resolver todas as questões, o tempo também pode ser seu maior inimigo na hora da prova.

São 80 questões na primeira fase, então o candidato terá um pouco mais de 3 minutos para resolver cada questão objetiva. São 3 minutos para ler, entender, interpretar e encontrar a resposta correta.

Na segunda fase nós temos a elaboração da peça processual e mais quatro questões discursivas (e estas muitas vezes possuem letras a, b e c). Então o candidato possui aproximadamente 1 hora para cada questão, sem contar que nessa etapa ainda tem o tempo para elaboração de rascunho e para passar a limpo.

Sendo assim, é importante aproveitar todo o tempo disponível e focar nas questões que você já sabe ou que tem mais facilidade. Se não souber alguma questão, pule. Se você leu e não encontrou a resposta correta de uma vez, o ideal passar para a próxima e deixar as questões que você ficou em
dúvida por último. É melhor resolver todas as questões que você tem facilidade primeiro, assim você ficará mais tranquilo e já irá garantir alguns pontos logo no começo da prova.

Na prova objetiva o ideal é resolver pelas matérias que você já possui maior afinidade, pois você estará mais descansado e preparado para resolvê-las. Já na prova discursiva, é importante avaliar o peso de cada uma das questões: já que a peça processual vale muito mais, talvez seja melhor priorizá-la e assegurar uma pontuação mais elevada.

Quais matérias são mais cobradas?

O edital do exame não dispõe expressamente sobre a quantidade de questões de cada matéria. Mas, se levarmos em conta a estrutura das diversas provas anteriores, é possível fazer uma estatística de quais são as disciplinas mais cobradas.

Ética, por exemplo, foi a matéria com mais questões nos últimos Exames da OAB. Pode-se esperar que cerca de 10 perguntas da prova sejam destinadas a essa disciplina. Portanto, o candidato que focar seus estudos no Código de Ética e Disciplina da OAB terá uma boa porcentagem da prova já garantida!

Em segundo lugar, não há uma matéria fixa. Direito constitucional, administrativo civil, empresarial, penal e trabalhista, junto com as respectivas matérias processuais, costumam cair bastante na prova.

Cada uma das áreas citadas tende a ter entre cinco e oito questões por prova. É evidente que o candidato deve dividir muito bem seus estudos, de forma a abranger todas essas disciplinas, pois o peso de cada uma é importantíssimo para sua aprovação.

Se você tem mais facilidade em alguma das áreas mencionadas acima, o ideal é que as questões sobre elas sejam resolvidas em primeiro lugar no dia da prova. Dessa forma, você terá mais chances de garantir sua aprovação caso o tempo se encurte e não seja possível resolver todas as questões.

Por fim, Direito do consumidor, ambiental, tributário, internacional, filosofia do Direito, estatuto da criança e do adolescente e Direitos humanos são as matérias menos cobradas. Em muitas provas, algumas dessas disciplinas tiveram apenas uma ou duas questões.

O candidato, porém, não pode negligenciar nenhuma matéria. Qualquer ponto extra pode ser um diferencial entre a aprovação e a reprovação. É claro que as disciplinas que tendem a ser mais cobradas devem ser priorizadas. É importante também dedicar uma parte do seu cronograma para estudar as matérias nas quais você tem mais dificuldade.

Em relação à 2ª prova, atenção! Não cometa o erro de escolher a área que costuma ter um índice menor de reprovação! Por mais que algumas matérias pareçam ser mais fáceis que outras, você deve escolher aquela para a qual tem mais aptidão.

Pensar apenas na dificuldade da prova pode ser a causa da sua reprovação, pois o fácil é algo subjetivo. Para você, a matéria mais fácil vai ser aquela que mais lhe agrada!

As questões da OAB podem ser anuladas?

As provas da OAB são organizadas com muito cuidado, passando por diversos processos de revisão. Mesmo assim, é claro que alguns erros podem ser cometidos durante sua elaboração. Apesar de ser algo raro, a resposta à pergunta deste tópico é: sim, as questões podem ser anuladas.

Caso haja algum equívoco na elaboração da prova objetiva (1ª fase), existem duas possibilidades:

  • No caso de mero erro de gabarito (por exemplo: a resposta correta é a letra A, porém o gabarito preliminar considerou a letra C), haverá apenas a sua retificação. Dessa forma, quem acertou a questão vai receber o ponto. O próprio edital prevê que o gabarito preliminar corresponde apenas a uma expectativa de resposta, podendo ser alterado a qualquer tempo.
  • Já nos erros insanáveis, a questão será anulada e sua pontuação será atribuída a todos os candidatos, até mesmo àqueles que não interpuserem recurso. Cabe ressaltar que a pontuação não será novamente atribuída ao candidato que já havia computado o acerto no gabarito preliminar.

A anulação das questões da prova dissertativa (2ª fase) segue a mesma lógica: nas situações em que o erro seja de elaboração, todos os candidatos que realizaram a prova na mesma área em que a questão foi anulada terão a pontuação atribuída, independentemente da interposição de recurso.

Já no caso de erro de correção, a pontuação será atribuída somente àquele que interpôs o recurso requerendo a revisão. Cabe lembrar aqui que o erro de correção na 2ª fase não é causa de anulação, e sim de revisão.

Os recursos, como se vê, é o meio adequado para requerer tanto a revisão como a anulação das questões da OAB.

Ainda que as questões anuladas atribuam pontos para todos os candidatos, não conte com isso para a sua aprovação! A pessoa que faz apenas 38 ou 39 pontos na prova objetiva e espera a anulação de uma ou duas questões para conseguir passar para a 2ª fase está correndo um grande risco. Em muitos exames, não houve sequer uma questão anulada. Como foi dito no início deste tópico, a anulação é algo raro, é a exceção!

Existe uma fórmula para passar na OAB?

Agora que você já sabe como funciona a prova da OAB, a grande questão é saber como ser aprovado. Seria ótimo se existisse alguma fórmula mágica para conseguir essa aprovação e colocar as mãos na tão sonhada carteira de advogado — mas ela não existe! Apesar disso, temos aqui algumas dicas que ajudam a progredir nessa jornada.

Antes de mais nada, é preciso entender que a aprovação na OAB não será alcançada sem esforço e persistência do candidato. É preciso estudar e ter disciplina. Os índices de reprovação estão aí para mostrar que aqueles que não levam o exame a sério não são bem-sucedidos.

Como já mencionamos muitas vezes, a melhor estratégia para conseguir passar na OAB é criar um cronograma de estudo consistente, que consiga abranger todas as matérias, medindo a importância de cada uma de acordo com as dificuldades do estudante.

É preciso estudar todos os dias, mas sem deixar que isso prejudique o seu descanso. Saber como se organizar é essencial. É preciso separar os momentos de lazer dos estudos. Uma mente cansada não consegue processar e memorizar aquilo que foi estudado.

A preparação para o Exame da Ordem também não deve se concentrar apenas na leitura de leis e doutrinas. Fazer exercícios é essencial, além de ser um dos melhores métodos de aprendizado e memorização. Dedique um momento do seu dia apenas para resolver provas antigas e questões comentadas da OAB.

A melhor maneira de conquistar sua aprovação, porém, é por meio de um cursinho preparatório, já que nem toda faculdade consegue preparar seus alunos para o grande desafio da OAB.

É importante fazer um curso preparatório para a OAB?

O curso preparatório é um ótimo método de estudo para o Exame da Ordem.
Muitas vezes a rotina de faculdade, trabalho e outras responsabilidades pode deixar você cansado e desmotivado para estudar sozinho ao chegar em casa.

Ler um livro a noite, depois de um dia longo, não é a melhor opção para uma rotina de estudos. Estudar sem um cronograma ou sem um foco também são outros fatores que influenciam para nos distanciar da tão sonhada aprovação. Por isso é tão importante ter o suporte de uma instituição de ensino boa, renomada e preparada para te ajudar a estudar da melhor maneira possível.

É importante que o candidato avalie quais são os professores do curso, quais as opções o curso oferece (só videoaulas ou só materiais escritos?), e qual a quantidade de alunos aprovados no Exame após a finalização do curso.

O Saraiva Aprova, por exemplo, oferece excelentes materiais de estudo, elaborados por professores extremamente qualificados, além de aulas online de curta duração e um acompanhamento que leva em consideração as peculiaridades de cada aluno.

O fato de poder assistir às aulas no conforto do seu lar permite que você tenha mais tempo para se dedicar aos estudos. Afinal, não será preciso lidar com o tempo de deslocamento no trânsito, e você poderá revê-las quando quiser, adaptando tudo ao seu ritmo.

Além disso, o Saraiva Aprova também oferece acesso a materiais em PDF e livros editados pelos próprios professores, que vão complementar seu aprendizado, garantindo o sucesso!

A partir do momento que você compreende como funciona a prova da OAB, a
jornada em busca da aprovação se torna bem mais tranquila. Por mais que esse exame pareça assustador à primeira vista, você perceberá que não há com o que se preocupar, desde que esteja preparado!

Ao seguir nossas dicas e contar com a ajuda de um bom cursinho, sua aprovação estará garantida. Então aproveite esse momento de incentivo e baixe o nosso kit Roteiro e Planejador de Estudos para começar a se preparar hoje mesmo!


7 técnicas de resolução de provas para você aplicar na OAB

É claro que não dá para garantir a aprovação no Exame da Ordem sem muitas horas de estudo. Fazer um bom curso preparatório e treinar ao máximo as matérias dos anos anteriores são algumas das estratégias que não podem ficar de fora do cronograma de qualquer candidato.

No entanto, mesmo se preparando muito, às vezes o nervosismo e a falta de concentração podem levar o concorrente a perder pontos valiosos. Além disso, por se tratar de um conteúdo extenso, é normal ter mais facilidade em algumas disciplinas e precisar de mais esforço para resolver outras questões.

Por isso, além de se preparar bastante, é interessante contar com técnicas de resolução de provas para garantir a aprovação. Ficou interessado? Continue a leitura e confira algumas estratégias!

1. Priorize as questões mais fáceis

As questões de uma avaliação não precisam ser resolvidas na sequência em que são apresentadas. Pelo contrário: o ideal é que o candidato se dedique primeiramente àquelas que considera mais fácil e só depois passe aos assuntos em que tem mais dificuldade.

Essa técnica é importante para evitar que, na etapa final da prova, o cansaço mental comprometa a resolução de questões que seriam facilmente resolvidas pelo candidato em uma situação normal. Além disso, a estratégia ajuda a manter o equilíbrio emocional, já que a sensação de não dominar o conteúdo logo no início do tempo disponível pode comprometer o andamento de todo o teste.

2. Faça marcações no caderno de provas

Ao resolver algumas questões, é comum ficarmos em dúvida entre duas ou três alternativas. Para esses casos, a sugestão é fazer uma marcação ao lado do número da questão que gerou incerteza, indicando se você não tem ideia da resposta, se está em dúvida ou outra situação que julgar relevante.

Você pode colocar uma interrogação quando não souber a resposta e usar setas para indicar as alternativas que acredita que podem ser a resposta correta. Quando você tiver certeza da resposta, basta colocar um OK ao lado da questão e ficar tranquilo. Feito isso, o recomendado é seguir em frente e não ficar preso na questão. Agindo assim, é possível economizar minutos valiosos.

Ao terminar de responder todas as questões que domina, volte em cada uma assinalada como dúvida e dedique o tempo de forma otimizada a cada uma delas, sempre priorizando as que geraram incerteza, em detrimento das que são totalmente incógnitas para você.

3. Destaque palavras importantes

É comum cada enunciado apresentar um comando que direciona a resolução da questão. Quem nunca marcou a alternativa errada pensando que a questão pedia para assinalar a resposta correta, por exemplo?

A dica, então, é destacar a palavra mais importante do enunciado, que pode ser: correta, incorreta, certa, errada, verdadeiro, falso, salvo, exceto, entre outras.

Esse detalhe faz toda a diferença principalmente quando já se passaram algumas horas da prova e o cansaço começa a aparecer. Nesses momentos, o candidato pode se distrair e perder a concentração, o que pode ser reduzido ao se destacar o que realmente mais importante em cada situação.

4. Fique atento a termos generalizadores

O graduado em Direito sabe que, na maioria dos casos, existem exceções para as regras. Por isso, é fundamental ficar atento às alternativas com termos que indicam generalizações, como “sempre”, “jamais”, “nunca”, “todos”, entre outros.

Uma situação emblemática do uso dessas palavras aparece em questões sobre a pena de morte no Brasil. Isso porque muitos candidatos acreditam que em nenhum caso essa pena é tolerada, enquanto há uma exceção: em situações de guerra declarada, a Constituição Brasileira prevê essa punição (inciso 47 do artigo 5º).

Se estiver em dúvida entre uma alternativa que apresenta uma dessas palavras e outra em que isso não acontece, a chance desta última ser a correta é grande.

5. Observe a alternativa mais detalhada

Ao ficar em dúvida entre duas alternativas, uma dica é dar preferência àquela cujo texto é mais explicativo.Isso porque a tendência é que a opção correta seja mais completa que as demais, já que a ausência de determinados termos pode implicar o sentido do conteúdo exposto.

Também é fundamental estar atento a trechos que podem invalidar uma alternativa. Em geral, eles aparecem deslocados na frase e oferecem informações contrárias ao disposto na lei.

6. Não se esqueça da folha de respostas

Um erro comum dos candidatos é se dedicar demais à revisão das alternativas assinaladas e gastar todo o tempo final tentando resolver as questões que não sabem ou que geraram dúvida. Mas é muito importante contabilizar o tempo necessário para passar as respostas para o gabarito com tranquilidade.

É possível adotar diferentes estratégias, como marcar tudo de uma vez ao final da prova ou assinalar as que você sabe a resposta e deixar as demais para os minutos finais.

Ao fazer simulados, procure utilizar as duas estratégias para perceber qual funciona melhor para você.

7. Contabilize o número de cada alternativa marcada

Esta técnica somente deve ser utilizada quando, esgotados todos os recursos anteriores, o candidato continua sem ter noção de qual é a resposta a ser marcada. Além disso, o ideal é conferir se esse recurso costuma ser adotado nas provas da banca organizadora da prova da OAB.

Se for esse o caso, ao final da prova, faça um balanço do número de vezes que cada alternativa foi marcada. Em uma prova com 80 questões, por exemplo, observe se alguma das alternativas não foi marcada nenhuma vez ou se aparece em quantidade muito reduzida. Assim, você pode privilegiá-la, esperando que haja uniformidade entre esse número.

Todo mundo sabe que não dá para fazer o Exame da Ordem contando com a sorte, não é mesmo? Muita dedicação e preparo são fundamentais para obter a provação e também para se preparar para o mercado profissional. No entanto, se o nervosismo aparecer ou se você se vir obrigado a enfrentar o famoso “branco”, recorra a essas técnicas e confie em seu potencial!

Gostou de conhecer essas técnicas e quer continuar se preparando? Então, aproveite para baixar nosso guia com os conteúdos mais cobrados na OAB!

Comentário 2ª fase Exame XXV: Direito do Trabalho

Hoje, dia 10 de junho de 2018, foi realizada a prova da 2ª fase do Exame XXV da OAB. Marcada pela polêmica da adiamento da prova, em função da greve dos caminhoneiros, a prova aconteceu sem muitos problemas e seguiu o padrão já conhecido.

Nosso professor de Direito do Trabalho, Bruno Klippel, comentou a peça processual cobrada bem como todas as quatro questões cobradas na prova. Leia os comentários abaixo e confira o espelho da prova 🙂

Comentários gerais

A prova do XXV Exame de Ordem mostrou-se adequada, razoável, com um bom nível de cobrança. Não tivemos surpresas em relação aos tópicos cobrados, tanto em relação à peça quanto as questões, já que seguiram o padrão da FGV. Pode-se até dizer que a prova estava mais fácil que as anteriores, que trouxeram peças processuais muito extensas.

As questões discursivas traziam pontos da reforma trabalhistas, o que já era esperado, mas dentro daquilo que está explícito na Lei 13.467/17.

Em suma, considero uma prova honesto, com um nível de dificuldade razoável para o exame da OAB.

Peça Processual de Direito do Trabalho Exame XXV

A peça processual cobrada foi a condenação do reclamante, aquela que é considerada mais fácil pelos alunos, se compararmos com a petição inicial e o recurso ordinário.

Além das questões de forma, que estão relacionadas à indicação da Vara do Trabalho e número do processo, o candidato deveria lembrar que a Justiça do Trabalho não possui competência crimina, ou seja, que não cabe ao Juiz do Trabalho a aplicação de qualquer penalidade criminal, tal como aquela prevista no art. 49 da CLT.

No mérito, o aluno deveria verificar que o reclamante não tinha direito ao adicional de penosidade, por não ter sido ainda regulamentado por lei, bem como não era devido o pagamento de horas extras, já que a jornada de trabalho estava de acordo com a CF, ou seja, 8h diárias, com intervalo concedido de 2 horas e jornada de 4h aos sábados, sem intervalo.

O pagamento ocorreu no prazo certo, pois não se conta o mesmo do recebimento do aviso prévio, mas do término do contrato de trabalho.

Já em relação ao plano de saúde, não há qualquer prova de defeito do ato jurídico, pois simplesmente a reclamante alega que a assinatura do documento se deu contra a sua vontade, mas sem qualquer prova da alegação.

Por fim, deveria o aluno requerer a compensação dos R$300,00 gastos com o vidro, pois se trata de um dano doloso, que ocorreu no curso do vínculo de emprego.

Questões de Direito do Trabalho Exame XXV

A questão nº 1 trata da perempção no processo do trabalho,instituto previsto no art. 731 e 732 da CLT, que surgiu a partir do momento em que houve o arquivamento da segunda ação por ausência do reclamante à audiência.

Para o ajuizamento da terceira ação, deveria o reclamante ter aguardado 6 meses, o que não ocorreu, razão pela qual a nova ação deve ser arquivada por perempção.

A questão 2 mostra-se fácil, pois é totalmente respondida com base em um dispositivo incluído pela reforma trabalhista – art. 456-A da CLT – que trata da possibilidade do empregador incluir logomarcas e propagandas no uniforme e a responsabilidade do empregado arcar com os custas da limpeza daquele, quando se tratar de limpeza normal.

Assim, não há qualquer violação à direitos do empregado, bem como ele é responsável pela limpeza do uniforme, por serem utilizados produtos normais.

A questão 3 trata de tema que foi alterado pela reforma trabalhista, que é o intervalo intrajornada. Sabe-se que a Lei 13.467/17 mudou as regras relacionadas à concessão parcial do intervalo, tendo direito o reclamante ao recebimento de 20 minutos extras. Contudo, tal valor possui natureza indenizatória, não mais salarial, ou seja, o valor não refletirá em outras parcelas salariais.

A última questão trata da preclusão diante da não manifestação da parte durante o procedimento da liquidação de sentença, conforme art. 879, §2º da CLT. Por não ter apresentado manifestação anterior, deve ser alegada a preclusão, que impede o mesmo de discutir os valores em qualquer outro momento. Na sequência, caso seja negado seguimento ao recurso de agravo de petição, a parte deve interpor o agravo de instrumento, que é o recurso apto a destrancá-lo.

Espelho de correção da prova

A FGV já liberou o espelho de correção da prova de Direito do Trabalho. Para acessar o arquivo, clique aqui!

Próximos passos do Exame XXV

No dia 29 de junho será divulgado o padrão de resposta definitivo + lista preliminar dos aprovados na 2ª fase do Exame XXV. Entre o dia 30 de junho e o dia 3 de julho acontece o prazo para o envio de recursos. Para baixar nosso guia gratuito de elaboração de recursos, clique aqui!

Já no dia 13 de julho, o resultado oficial será liberado pela FGV.

Conta pra gente nos comentários abaixo: como foi a prova?

Materiais gratuitos atualizados para a OAB

A prova da OAB é um momento bem decisivo na vida de quem vai tentá-la. Trata-se de uma prova com um nível de dificuldade considerável e com uma baixa taxa de aprovação, fazendo com que os candidatos necessitem de uma boa preparação e precisem mergulhar de cabeça nos estudos.

Existem várias formas de garantir uma boa preparação para a OAB: por meio de aulas, questões, resumos e de um bom planejamento de estudos. Mas a grande dificuldade é encontrar na internet materiais gratuitos de qualidade e que estejam atualizados com o edital vigente.

Por isso, separamos uma série de conteúdos 100% gratuitos para você estudar e não passar aperto na OAB. Confira!

Materiais gratuitos de 1ª fase

Sabemos que o tempo de preparação para a 1ª fase da OAB muitas vezes é curto e são muitas disciplinas a serem estudadas. Mas com muita organização e planejamento, você consegue passar por tudo e garantir a sua aprovação. Confira nossa seleção de conteúdos:

Raio-X da 1ª fase

Esse material é incrível e vai te ajudar muito! Trata-se de um guia detalhado com os conteúdos mais cobrados na 1ª fase da OAB. Ele foi feito com base em um estudo realizado pela nossa equipe que avaliou o histórico de questões até o XX Exame da Ordem e, assim, foi verificado a recorrência dos conteúdos cobrados.

Ao baixar esse conteúdo gratuito para a 1ª fase, você conseguirá priorizar seus estudos e saber quais devem ser seus principais pontos de atenção na preparação. Para baixá-lo, basta clicar aqui!

Kit de Planejamento Eficaz

Quer aprender todas as dicas para montar um cronograma de estudos incrível para a 1ª fase, descobrir ótimas dicas de preparação e baixar um modelo prontinho? Então você precisa baixar nosso kit roteiro + planejador para a 1ª fase da OAB.  Clique aqui!

Resumos Essenciais

Apostar em resumos é um recurso incrível para quem se prepara para a 1ª fase da OAB. Afinal, são muitas matérias a serem estudada. Pensando nisso, disponibilizamos alguns dos nossos resumos de conteúdos importantes para ajudar você a se preparar para a prova da OAB.

Eles são uma prévia do que o alunos possuem dentro do curso. Nesse kit, você baixa resumos de Teoria Geral do Direito Processual do Trabalho, sobre inscrição nos quadros da OAB,  direitos individuais e coletivos e sobre evolução histórica dos direitos humanos.

Então, vem baixar o conteúdo da OAB de graça, clicando aqui.

Kit Especial de Direito Administrativo

Preparamos uma série de videoaulas com a professora Licínia Rossi, que sintetizou temas do Direito Administrativo, como Administração Direta, organização da administração, Categorias de serviços públicos, Concessionário e permissionário e Concessão de serviço públicos.

Além das aulas, ao se inscrever você pode baixar mapas mentais (uma das mais eficazes formas de estudo) extremamente didáticos sobre os conteúdos tratados nas aulas. Não dá pra perder, não é? Para ter acesso ao material gratuito OAB, clique aqui.

Simulado OAB com Resolução

Para aqueles que nunca tiveram contato com a prova da OAB e querem ter uma primeira experiência com o exame, fazer um simulado é essencial. Mas mesmo que você já conheça a prova, os simulados OAB são uma excelente forma de avaliar como está o seu desempenho, aprender a controlar o tempo de prova e descobrir em quais disciplinas você mais precisa focar. Temos disponível como material gratuito para OAB, um simulado com gabarito (já de acordo com a Reforma Trabalhista) e com dicas incríveis de coaching ao final.

Porque não testar seus conhecimentos,  para baixar o simulado 1ª fase OAB clique aqui.

Materiais Gratuitos 2ª fase

A preparação para 2ª fase é misto de sentimentos, não é mesmo? A felicidade de ter vencido a primeira etapa somados ao pouco tempo de preparação para outra etapa do Exame da Ordem podem gerar muita ansiedade. Mas deixe a emoção de lado. Foque nos estudos e mire na aprovação.

Para facilitar seus estudos, separamos alguns materiais gratuitos de 2ª fase que serão ótimos parceiros da sua preparação. Confira!

Raio-X da 2ª fase

Esse é um guia com as peças mais cobradas na 2ª fase da OAB, parte fundamental da prova da segunda etapa. Com esse conteúdo você conseguirá guiar seus estudos e priorizar àqueles conteúdos com mais chance de serem cobrados. Para baixar o conteúdo, clique aqui.

Guia da Repescagem

Em 2013 foi aprovado pelo Conselho da OAB a famosa Repescagem, ou “reaproveitamento da 1ª fase”, que se trata de uma nova tentativa para o candidato que foi reprovado na 2ª fase.

Este guia vai te ajudar e esclarecer as principais dúvidas a respeito do tema, afinal,muita gente ainda não entende muito bem como funciona a repescagem e o que deve fazer caso seja necessário se utilizar deste “atalho” para uma nova tentativa. Este material gratuito está disponível aqui.

Guia de Marcação de Vade Mecum

O que o pode e o que é proibido marcar no Vade Mecum costuma causar muit dor de cabeça em quem vai fazer a prova de 2ª fase. O medo do erro somados à falta de informação é a verdadeira receita para o desastre.

Para te ajudar nessa questão, preparamos um guia super prático para que você possa compreender exatamente como realizar a marcação de acordo com as regras do Exame da OAB, saiba mais.

Como interpor recursos?

A aprovação na 2ª fase não veio, mas você acredita que algum ponto cabe recurso? Vamos te ajudar! Criamos um passo a passo prático, te orientando a fazer seu recurso. Para ter acesso a esse material gratuito OAB basta clicar aqui.


Como você viu acima, temos vários materiais gratuitos para a OAB que vão te ajudar rumo à aprovação. Baixe o conteúdo e conte pra gente aqui nos comentários: qual deles foi o seu preferido?

Continue ligado aqui no blog para receber mais dicas sobre o Exame da Ordem 🙂

Simulado da 2ª fase da OAB: qual o melhor jeito de estudar?

Depois de estudar muito e ser aprovado na 1ª etapa da prova da OAB é hora de se dedicar à 2ª fase. Mas qual o melhor jeito de fazer isso? Além de estudar com afinco as matérias da área escolhida para fazer o exame, o que inclui tanto o direito material quanto o direito processual, é fundamental fazer um simulado da 2ª fase da OAB.

Mas para que o preparo seja ainda mais intenso e o candidato aproveite ao máximo os simulados, vamos dar algumas dicas preciosas. Continue lendo!

Faça as edições dos exames anteriores

Além de ser uma ótima oportunidade de treinar seus conhecimentos, a resolução de provas anteriores é a melhor forma de se familiarizar com as questões da banca responsável pela elaboração da prova.

Isso é importante porque, em geral, a banca tem um perfil de estilo de prova, uma forma própria de cobrar as matérias, e conhecer esse estilo torna a própria leitura dos enunciados mais simples.

Além disso, por mais que as questões não se repitam, os temas cobrados podem ser semelhantes. Nesse sentido, um assunto que já foi objeto de uma peça processual pode vir a ser o de uma questão discursiva, e vice-versa. É natural que as bancas tenham predileção por determinados temas e isso é mais facilmente notado ao fazer os exames anteriores.

Treine todas as peças processuais

É fundamental saber quais são todas as peças processuais passíveis de serem cobradas em seu certame, de acordo com a área de estudo escolhida, e incluí-las em seus simulados.

Por isso, ainda que nos simulados oferecidos pelo seu cursinho preparatório ou pelo seu material de estudo não tenha sido cobrado alguma peça, não deixe de fazê-la em casa por conta própria.

Estar preparado para qualquer peça, mesmo aquelas não cobradas usualmente, evita uma surpresa desagradável e, consequentemente, nervosismo na hora da prova. Por isso, em primeiro lugar, é fundamental saber as hipóteses de cabimento de todas as peças, suas respectivas estruturas, as preliminares e prejudiciais que podem ser arguidas e as regras de competência.

Uma boa dica é fazer os esqueletos de todas as peças da área de sua escolha, incluindo endereçamento, qualificação, nome da peça, exposição de motivos e fundamentos jurídicos, pedidos, local, data e assinatura.

Assim, ainda que o conteúdo de direito material seja outro, o candidato estará preparado para estruturar qualquer peça e evitar dúvidas naquele momento, como a quem a peça deve ser endereçada ou se é preciso saltar linhas entre endereçamento e qualificação das partes, entre outras questões relevantes.

Esteja com o seu Vade Mecum em mãos

O fato de o Vade Mecum poder ser usado na prova da 2ª fase já leva à necessidade de usá-lo durante todo o processo de preparação para o exame. É ele que dará o suporte para a resolução tanto do direito processual quanto do direito material, implicando, portanto, na necessidade de folheá-lo ao longo de toda a prova para buscar os fundamentos legais de todas as respostas.

No entanto, por mais que o candidato faça marcação dos códigos e leis esparsas no seu Vade Mecum, é fundamental ter familiaridade com o seu manuseio a fim de que, no momento do certame, a consulta seja fácil e rápida, evitando dificuldades desnecessárias, como encontrar uma súmula.

Dessa forma, para saber buscar a legislação com velocidade, é preciso desenvolver essa afinidade com a sua consulta e a familiaridade com a distribuição das leis e súmulas.

Habitue-se, portanto, a estudar sempre por ele, principalmente no momento de fazer os simulados, e deixe o computador de lado. Além disso, garanta que o seu Vade Mecum esteja atualizado de acordo com a legislação e com súmulas em vigor à época da publicação do edital. Usar o Vade Mecum com leis revogadas é um dos erros que o candidato não pode cometer.

Faça o simulado da 2ª fase da OAB à mão

Ao fazer os simulados, em casa ou no cursinho, faça-os sempre à mão, pois é assim que será na hora da prova. Nesse contexto, até mesmo a escrita precisa ser treinada, principalmente se o candidato não tem o hábito de escrever, mas apenas de digitar. Isso é necessário porque é preciso ter fluidez na escrita e agilidade na redação da peça e das questões.

Além disso, é com o treino que se incorpora regras simples da prova, como o que fazer em caso de rasura (risco simples sobre a palavra incorreta), e não escrever o seu nome (nunca faça isso).

Isso sem falar que é preciso aprender a respeitar as margens, o número de linhas, analisar o espaçamento para começo de cada parágrafo e se habituar a corrigir o texto, sem o uso de um corretor ortográfico.

Para que o treino seja ainda mais eficaz, o ideal é fazer os simulados na folha oficial da prova, aquela que você usará no dia do exame, para que o candidato se acostume com o espaçamento, com o número de linhas, com as margens, enfim, quanto mais se recriar o ambiente da prova, mais simples será colocar as dicas em prática no dia do certame.

Monitore o seu tempo

A gestão do tempo na 2ª fase da OAB é um ponto fundamental para o sucesso no exame. É muito comum o candidato passar tanto tempo fazendo a peça, que precisa resolver as questões discursivas correndo, sem ter tempo de dar a devida atenção a cada uma delas. E por mais que uma boa peça seja imprescindível, ela não garante a aprovação sozinha.

Por isso, mais uma vez, a dica é reproduzir ao máximo o ambiente da prova e isso inclui fazer o simulado no mesmo tempo que se tem para fazer a prova, 5 horas. Ao treinar com o tempo cronometrado, o candidato tem a oportunidade de aprender a gerenciar o tempo de prova para que consiga redigir a peça e todas as questões discursivas no seu devido prazo.

Além disso, o candidato que está habituado a fazer rascunhos precisa incluir no horário do simulado o tempo para passar tudo a limpo, pois é possível que o horário não seja suficiente para redigir duas vezes toda a prova.

É na hora de treino que o candidato precisa analisar se vale a pena ou não fazer um rascunho completo ou apenas destacar os pontos principais da resposta.

Faça simulados completos

Outro erro que pode ser cometido por alguns candidatos é treinar apenas a peça processual. Portanto, não faça isso. Como já dito, a peça processual, sozinha, não é capaz de garantir a aprovação, na medida em que ela vale 5 pontos e são necessários 6 pontos para ser aprovado.

Por isso, faça o simulado sempre completo, com uma peça processual e quatro questões discursivas para que a sua preparação também seja completa.

Dessa forma, quanto mais o candidato fizer o simulado da 2ª fase da OAB, menor a chance de ter surpresas desagradáveis, dúvidas desnecessárias e problemas com o tempo. Afinal, somente a prática leva à perfeição.

Preparado para o Exame da Ordem? Então, aproveite para fazer o download e ler nosso e-book com as peças mais cobradas na 2ª fase da OAB!

Saiba como funciona o processo de correção da OAB

Quanto mais informações sobre o Exame da Ordem, maiores as chances de o candidato não cometer erros bobos que podem implicar a sua eliminação e, ainda, de garantir uma boa pontuação.

Entre essas informações tão essenciais está a correção da OAB. Você já se informou a respeito? Sabe como é feita a análise crítica da 1ª e da 2ª fase? Então, continue lendo para aprender!

Correção da 1ª fase da OAB

A prova da 1ª fase é composta por 80 questões objetivas, distribuídas entre 17 disciplinas  essenciais ao estudante de Direito. Cada questão objetiva oferece 4 opções de respostas (a, b, c, d), de modo que o candidato deve marcar a correta, de acordo com o que pede o enunciado, sendo que apenas uma opção deve ser marcada.

Como são apenas questões objetivas na 1ª fase, a correção é feita de forma automática a partir do gabarito entregue pelo candidato. Nesse sentido, o caderno de provas não será analisado em hipótese nenhuma, razão pela qual  o candidato é obrigado a administrar o tempo para transferir para o gabarito todas as suas respostas. Apenas as questões que tiverem marcação do gabarito serão avaliadas, às demais não será atribuída pontuação.

Da mesma forma, não será atribuída pontuação às questões que contiverem duas ou mais respostas, rasura ou marcação de forma diferente da indicada na folha de instrução do caderno de prova. Importante destacar que, diferentemente de outras bancas, a marcação de uma questão errada não anula uma certa.

Assim, a cada questão marcada corretamente será atribuído 1 ponto. Para que o candidato seja aprovado é necessário atingir o mínimo de 50% de acertos nas questões válidas para passar para a 2ª fase.

Em uma prova em que não haja anulação de nenhuma questão, o candidato deve acertar, pelo menos, 40 questões para seguir para a próxima fase.

Correção da 2ª fase da OAB

Definição dos corretores

Como na 2ª fase as provas são subjetivas, a correção não é feita automaticamente, mas, sim, por corretores da banca examinadora. Esses corretores, por sua vez, não são advogados, como era nas edições mais antigas, quando a prova era aplicada em cada seccional da OAB.

Cada disciplina da 2ª fase conta com dezenas de corretores, cada um responsável por centenas de provas. Para que não haja divergências na correção dos diferentes corretores, eles devem se guiar pelo padrão de resposta disponibilizado pela banca, no caso a FGV. Portanto, sua resposta deve ser o mais clara possível, para qualquer um entenda, bem como deve estar de acordo com o padrão de respostas. Recomenda-se que você leia os padrões de resposta anteriores para conhecer o modelo de cobrança da FGV.

Nesse contexto, as folhas de resposta são digitalizadas e enviadas para o respectivo corretor, que deverá trabalhar com duas telas, uma com a peça do candidato e a outra com o padrão de resposta. À medida que lê a peça e as questões discursivas, ele atribui os pontos determinados pelo espelho.

A prova do candidato, portanto, deve se encaixar com os elementos apontados pelo espelho para alcançar uma boa nota. É por isso que as respostas devem ser claras e objetivas, com letra legível, de modo a tornar fácil para o corretor a compreensão de que o candidato escreveu tudo o que o espelho solicitou. Além disso, a letra ilegível pode implicar na atribuição de nota zero.

Critérios de correção

A prova da 2ª fase é composta por uma peça profissional, pontuada em 5 pontos, e de quatro questões discursivas no valor de 1,25 pontos cada uma, totalizando 10 pontos. Para que o candidato seja aprovado, é preciso alcançar o mínimo de 6 pontos.

A banca organizadora da prova utiliza um espelho de correção, no qual consta a distribuição dos pontos a cada item que deve ser mencionado na peça e nas questões discursivas. Acesse os espelhos anteriores no site da FGV (colocar site)

Nesse sentido, o padrão de resposta da peça  em geral, tende a exigir os seguintes dados: indicação da competência, indicação das partes, identificação da peça e seu respectivo fundamento legal, apresentação dos fatos e os fundamentos jurídicos,, pedidos e o fechamento da peça (local, data e assinatura).

A peça, portanto, deve obedecer a todos os requisitos previstos no ordenamento e tudo será pontuado. A maior distribuição dos pontos costuma estar concentrada nos fundamentos jurídicos.

Em geral, a não indicação ou a indicação incorreta de um desses dados implica apenas na perda dos pontos respectivos. No entanto, a indicação incorreta da peça e de seu fundamento legal, a incoerência entre a peça e a fundamentação jurídica, assim como a assinatura pessoal do candidato, fazem com que aconteça a atribuição de nota zero à peça.

Cabe destacar que ao escrever elementos adicionais, extras ou que não estão previstos no espelho, não gera penalização em perda de pontos, por outro lado pode confundir o corretor, deixar a peça ou as questões desorganizadas ou com informações desnecessárias, desse modo seja objetivo.

No que tange às questões discursivas, a banca também disponibilizará o padrão de respostas, englobando a fundamentação jurídica e legal e a respectiva distribuição de pontos de cada item. Lembre-se de identificar as letras respondidas, exemplo Letra “b” da Questão 3, na folha adequada.

A resposta incorreta, assim como a ausência da fundamentação entendida como correta pela banca, implicam na perda dos respectivos pontos atribuídos.

Alguns erros, porém, podem culminar na atribuição de nota zero, como a resposta completamente diversa da entendida pela banca como correta e, ainda, a resposta em folha diversa da indicada.

É necessário ficar atento à possibilidade de identificação do candidato, fato que gera atribuição de nota zero à prova inteira. Desta feita, evite qualquer elemento que possa ser visto pela banca como sinal de identificação., como rasuras para alteração da folha de resposta, assinatura pessoal, colocar a cidade própria do candidato da prova, riscos em locais não permitidos, dentre outros. Utilize apenas as informações fornecidas nas questões, não invente dados!

É essencial destacar que, tanto em relação à peça processual quanto às questões discursivas, a banca tende a observar apenas o padrão por ela divulgado.

No entanto, não se trata de uma estrutura tão rígida, de modo que caso a fundamentação do candidato faça sentido, a escolha das palavras for diferente, ou se verificada que uma outra petição seria cabível naquele caso, pode acontecer da FGV  flexibilizar a atribuição da nota, mas isso não é comum. 

Outra informação relevante é que apenas serão corrigidas as respostas transcritas dentro do número de linhas permitido. Qualquer palavra fora do limite será ignorada pelo examinador. No entanto, em regra, não há penalização por isso. A depender do caso, como exceções, poderia ser visto como identificação e ter a prova zerada.

Dessa forma, como você pode perceber, a correção da OAB na 1ª e na 2ª fase é distinta, já que os tipos de provas também são distintos. Ainda assim, em ambas as provas o candidato deve estar atento às regras previstas no edital para não perder pontos desnecessariamente.

Gostou do post e esclareceu suas dúvidas sobre a correção da OAB? Então, aproveite para conhecer os materiais ricos da Saraiva Aprova, que, certamente, vão ajudá-lo a conquistar a aprovação no exame!

Qual o melhor método de estudos para a OAB?

Não importa se você está se preparando para a faculdade, OAB ou concurso público, em qualquer caso, é preciso adotar técnicas e métodos de estudo que ajudam a aumentar o seu rendimento, melhorar a memorização e, consequentemente, garantir a aprovação.

Na internet, existem diversas dicas sobre como otimizar o aprendizado, mas é difícil saber qual exatamente é o melhor método de estudos para você. Isso acontece porque esse é um questionamento muito subjetivo. As diferentes formas de aprendizado variam de acordo com o perfil de cada pessoa.

Para ajudar você a conseguir bons resultados e passar na OAB de primeira, vamos listar a seguir quais são as melhores técnicas de estudo conhecidas. Dessa forma, fica mais fácil escolher aquela que melhor se adapta ao seu perfil. Quer saber mais? Então continue lendo o nosso post de hoje!

Por que ter um método de estudos?

Há quem pense que, para estudar, basta sentar-se diante de uma mesa e ficar lendo diversos livros e apostilas sem parar. Mas a verdade é que esse é um método pouco eficaz, que apenas cansa o cérebro e não verifica em nenhum momento se você está tendo bons resultados.

A melhor maneira de estudar é aquela que não contempla apenas livros e apostilas mas também faz uma organização de tempo e de meios. Sem esse planejamento, são grandes as chances de você deixar passar informações importantes durante o aprendizado e, com isso, acabar sendo reprovado na prova da OAB, concurso ou qualquer outro objetivo que tenha em mente.

Ao adotar uma metodologia de estudo com eficiência comprovada, você logo perceberá um aumento exponencial no rendimento e na qualidade do seu aprendizado, melhorando, inclusive, a sua capacidade de interpretação de questões. Além disso, essas técnicas também trabalham a memorização, fixando a matéria estudada não apenas para a realização da prova mas também para o resto da vida, o que é muito importante na profissão de advogado, afinal, essa é uma carreira na qual você precisa ficar atualizado o tempo todo e nunca pode parar de estudar.

Na questão da organização, quem estuda sem ter disciplina ou qualquer planejamento de tempo, acaba se perdendo no meio do caminho. Com isso, o estresse de não conseguir alcançar os resultados desejados dentro do prazo previsto acaba diminuindo a autoestima e resulta em fracassos.

Adotar técnicas para estudar é uma forma de garantir bons rendimentos, manejar o tempo disponível, abranger todas as disciplinas necessárias e combinar tudo isso com momentos de descanso para permitir que o cérebro e o corpo permaneçam saudáveis.

Mas, afinal, qual é a melhor forma de estudar? Para responder a essa pergunta, vamos listar a seguir diversos métodos, desde os mais comuns até os mais famosos e com eficácia comprovada.

Qual é o melhor método de estudos?

No início deste texto, já falamos que não existe um único método certo ou algum que seja melhor que todos os outros. A verdade é que todas as técnicas que vamos mencionar aqui possuem suas vantagens. Cabe a você decidir quais delas são as que melhor atendem aos seus interesses.

Para ajudar, vamos tentar listar os pontos fortes e fracos de cada método. Vamos mencionar também algumas combinações de estudo que podem ser extremamente úteis e eficazes. Confira!

1. Ler doutrinas

Estudantes de Direito normalmente passam cerca de 5 anos na faculdade estudando diversas doutrinas e teorias de juristas famosos. Esse é um conteúdo obrigatório na grade curricular das instituições e também é um conhecimento extremamente importante para que os alunos conheçam as bases da sua profissão.

Por outro lado, na hora de se preparar para a OAB ou concursos públicos, não é muito interessante pegar um livro de Direito Administrativo com mais de mil páginas para estudar. Esse é um conhecimento muito complexo, focado mais no lado acadêmico. O tempo necessário para ler esse conteúdo pode ser mais bem aproveitado em outros métodos.

Como as provas da OAB exigem um conhecimento mais específico, o ideal é deixar as doutrinas de lado, consultando-as somente para tirar dúvidas e complementar os estudos.

2. Ler resumos organizados

Todo estudante já se deparou em algum momento com os compilados de resumos organizados por editoras famosas. Normalmente, esses materiais analisam quais são os conteúdos mais cobrados pelas bancas de concurso (e pela FGV, no caso do exame da OAB) e resumem, em poucas e simples palavras, o conhecimento básico para que o estudante fique preparado. Um exemplo disso é o OAB esquematizado, organizado pela Saraiva, feito sob medida para quem está se preparando para o Exame da Ordem.

Esses resumos são excelentes para poupar tempo, pois não são tão complexos como os textos acadêmicos e analisam apenas os pontos mais importantes das disciplinas cobradas nas provas. São excelentes também para fazer uma revisão do que já foi estudado ou relembrar tópicos essenciais da matéria, pois possuem exercícios para avaliar seu desempenho e familiarialidade com a prova.

O problema é que o conteúdo desses compilados é muito superficial. Por isso, eles não podem ser sua única fonte de estudo. É preciso usar a leitura de resumos como um método complementar a outras fontes de conhecimento.

3. Estudar a legislação seca

Tanto o exame da OAB quanto as provas de concurso público costumam cobrar questões que repetem o texto da lei em sua literalidade. Não é à toa que muitos concurseiros consideram a leitura da legislação seca como um dos melhores métodos de estudo para concurso.

Realmente, fazer uma análise do texto das leis que serão cobradas na prova é algo importantíssimo para alcançar sua aprovação. Os estudos não podem se concentrar apenas em doutrinas, aulas e resumos, pois é preciso ter contato direto com as leis que influenciam a elaboração das questões.

Por outro lado, também não é possível estudar apenas a legislação. Primeiramente porque o texto legal é, por vezes, muito complexo. Em segundo lugar, porque as questões podem exigir interpretações e teorias que estão muito além da literalidade da lei. Por isso, assim como acontece com os resumos, a leitura da legislação seca também deve ser um método complementar de estudo.

4. Resolver exercícios

Resolver questões de exames anteriores é provavelmente o melhor método de estudo para memorizar a matéria e se acostumar com o estilo da prova. Lembre-se apenas de que esse também é um método complementar. O ideal é fazer exercícios logo depois de ter estudado por outros meios.

Ao resolver questões de exames antigos, você vai colocar o seu conhecimento à prova e descobrir se os estudos estão rendendo bons resultados. Dessa forma, você pode avaliar o desempenho com exercíciospara medir o seu progresso e decidir se está preparado para avançar nas matérias ou não.

É interessante também adquirir compilados de questões da OAB comentadas, organizados por grandes editoras, como a Saraiva. Esse material é excelente para que você compreenda quais são as “pegadinhas” de cada questão e quais são as estratégias utilizadas pela banca organizadora para induzir os candidatos ao erro.

5. Intercalar disciplinas

Como estudar corretamente? Ler uma matéria de cada vez, esgotando os conteúdos? Ou variar entre as diversas disciplinas cobradas na prova? Essa é uma dúvida muito comum entre os estudantes.

Pense o seguinte: ao estudar uma disciplina de cada vez, é bem provável que, no final do seu cronograma, você tenha se esquecido de alguns pontos das matérias estudadas no começo. Além disso, essa técnica de estudo não exige muito esforço para memorizar o que está sendo lido.

Por outro lado, ao intercalar as disciplinas, você estará constantemente mudando o seu foco de estudo, o que exige mais concentração para memorizar e assimilar o que está sendo lido.

Um exemplo de como estudar e não esquecer é a criação de um cronograma que divida as disciplinas por dias da semana, estabelecendo revisões e testes práticos para medir o desempenho constantemente.

6. Grifar e fazer anotações

Fazer anotações, grifar e destacar partes importantes dos textos são as técnicas de estudo mais comuns durante a faculdade. Não é à toa que livros rabiscados e Vade Mecuns coloridos com marca-textos são uma das verdades que todo estudante de Direito conhece bem.

Para ser sincero, essa técnica não é muito eficiente em relação ao aprendizado. Porém, ela é útil para manter a concentração durante a leitura e ainda facilitar a busca por informações nos momentos em que você estiver revisando os estudos.

7. Escrever resumos

Elaborar os seus próprios resumos é uma forma de verificar se você consegue se lembrar do que acabou de ser estudado. Mas é importante que ele seja feito depois de ler as matérias, e não durante. Caso contrário, ele perde boa parte da sua utilidade.

Outro ponto positivo de montar seus próprios resumos é que você pode escolher quais são os tópicos mais importantes para serem relembrados e, na hora de revisar a matéria, pode usar as suas próprias anotações.

8. Definir pontos fracos e fortes

Nem todas as matérias têm o mesmo peso em uma prova, da mesma forma que nem todo estudante tem as mesmas aptidões que os outros. Por isso, é importante estabelecer pesos diferentes para as disciplinas que serão estudadas, baseando-se principalmente nas suas dificuldades.

Para avaliar seus pontos fracos e fortes, você deve fazer simulados organizados por cursos preparatórios, criados com o objetivo principal de medir o seu desempenho e verificar quais são as matérias nas quais você tem mais facilidade ou dificuldade. A partir do momento em que você adquire essa noção, a organização de uma rotina de estudos fica muito mais tranquila, pois é possível direcionar o aprendizado nas direções corretas.

É importante reforçar as disciplinas nas quais você tem mais dificuldade em aprender e revisar aquelas que considerar mais fáceis. Se, por exemplo, você tem mais dificuldade em Direito Penal, dedique-se mais a ela, suprindo todas as suas necessidades. Dessa forma, seus estudos se tornam muito mais eficazes.

Além disso, os simulados também são importantes para que você se acostume com o tempo limite da prova. Como a primeira fase da OAB é composta por 80 questões que precisam ser resolvidas dentro de 5 horas, você deve saber manejar o tempo disponível para que não seja surpreendido no dia do exame.

9. Repetir para si mesmo

A repetição, por si só, não é um método muito eficaz. Reler uma matéria, por exemplo, não tem muita utilidade, a não ser que seja para relembrar um tópico específico.

Ao repetir para si mesmo, porém, você se esforça para relembrar o que foi estudado, e isso é útil para medir o seu desempenho e a absorção do conteúdo, pois você terá que fazer um esforço para lembrar o que foi lido nos mínimos detalhes.

Mas lembre-se de que não basta apenas repetir. É preciso também tentar explicar a matéria, como se estivesse dando uma aula sobre o assunto. Dessa forma, você não estará apenas decorando as matérias e sim entendendo a sua lógica.

10. Criar mapas mentais

Os mapas mentais são formas estruturais de organizar os estudos, de modo que a assimilação seja fácil e intuitiva. Um exemplo disso é a elaboração de um fluxograma com cores diferentes para interligar pontos relacionados de uma matéria.

Essa é uma das melhores técnicas de memorização, pois você relaciona os tópicos do estudo com outros elementos, como cores ou figuras. Dessa forma, ao pensar nesses elementos, você automaticamente se lembra do seu significado.

11. Utilizar técnicas mnemônicas

Durante o ensino médio, você provavelmente se deparou com alguns métodos de estudo para vestibular que consistiam na invenção de palavras, frases ou músicas para memorizar a ordem de uma disciplina ou uma fórmula matemática. Essas são as chamadas “técnicas mnemônicas”.

Esse é um método excelente para memorizar conteúdos que seguem uma ordem determinada (como a posição dos planetas no sistema solar, por exemplo) ou que precisam ser memorizados na sua literalidade (como alguns artigos da Constituição Federal).

Um exemplo de técnica mnemônica no Direito para aprender a memorizar leis é a palavra SoCiDiVaPlu, que indica quais são os fundamentos da República Federativa: soberania; cidadania; dignidade da pessoa humana; valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político.

Seu maior problema, porém, é que são poucos os tópicos que conseguem ser organizados dessa forma e, ao usar muitos métodos mnemônicos, você pode acabar se confundindo.

12. Fazer pausas intercaladas

Uma das técnicas mais famosas para otimizar o aprendizado é o método pomodoro de estudo. Nomeado em homenagem ao famoso cronômetro de cozinha em forma de tomate, essa técnica consiste em fazer pequenas pausas para descansar após longos períodos de atividade.

O objetivo aqui é dar uma “recompensa” ao seu cérebro após um longo momento de concentração ininterrupta. Dessa forma, você consegue manter sua mente saudável e pronta para absorver mais informações.

Um exemplo de como usar o método pomodoro é intercalar 40 minutos de estudos com 10 de descanso. Durante as pausas, você pode fazer o que quiser: assistir a um programa na TV, fazer um lanche, navegar nas redes sociais, enfim, qualquer atividade que o distraia dos estudos.

13. Assistir a aulas online

Por mais que você tenha facilidade em estudar por conta própria, os cursos preparatórios são capazes de oferecer um acompanhamento de desempenho essencial para garantir a aprovação.

Hoje em dia, é possível assistir às aulas sem sequer sair de casa, pois muitos cursos são inteiramente online, facilitando a vida dos estudantes. Poder contar com professores especializados no assunto para transmitir o conteúdo, apresentar dicas para se dar bem nas questões objetivas e ainda tirar as dúvidas dos estudantes é um grande diferencial para o exame.

Além disso, cursos, como o Saraiva Aprova, também oferecem acompanhamento individual para cada aluno, medindo suas dificuldades e transmitindo um conteúdo personalizado capaz de suprir todas as suas necessidades, reforçando seus pontos fracos e intensificando os fortes.

14. Alternar entre os métodos de estudo

Como já dissemos, não existe uma forma certa ou errada de estudar. Cada pessoa precisa escolher as técnicas que mais se adequam à sua rotina. Por isso, o melhor método de estudos, na verdade, é a alternância entre todos eles.

Ao variar entre as diferentes técnicas mencionadas aqui, você vai usufruir dos benefícios de todas elas. Por isso, é importante montar um cronograma de estudos espaçado, distribuindo muito bem as disciplinas e os métodos que serão utilizados.

Essa prática distribuída é essencial para acompanhar o progresso no aprendizado e garantir que nada fique para trás. Leia resumos, estude a lei, faça exercícios e revisões, assista a aulas online, descanse, enfim, monte seu cronograma de modo a abranger essas diversas técnicas e obter o melhor desempenho possível.

Como fazer do método uma rotina?

Dicas e técnicas de estudo não adiantam nada se você não se dedicar todos os dias. Por isso, antes de pensar em qual é o melhor método de estudos, é preciso trabalhar a disciplina e encontrar meios de transformar o aprendizado em uma rotina.

Para isso, é preciso estabelecer metas e objetivos a serem cumpridos, tendo sempre em mente a data da prova como prazo final. É importante espaçar os estudos e começar o quanto antes. Quem deixa para se dedicar apenas na última hora tem grandes chances de fracassar.

Durante o seu cronograma, não tenha medo de alternar entre métodos que não estejam funcionando. O ideal é experimentar diversas técnicas diferentes até encontrar aquela que funcione perfeitamente para você. Insistir em algo que não está funcionando é um erro que muitos estudantes cometem por querer seguir uma técnica cegamente. Mas, ao fazer isso, você estará apenas perdendo tempo, pois não existe nenhuma técnica infalível.

Muitos estudantes, por exemplo, não enxergam vantagens no método pomodoro, pois conseguem manter a concentração por um tempo muito maior sem precisar de pausas constantes. Nesses casos, é preferível deixar esse método de lado e focar em outras táticas.

Por fim, é preciso ter persistência e disciplina para manter os estudos sempre em dia. Daí vem a importância de ter um horário definido para estudar diariamente. Durante esse momento, desligue-se de todas as distrações e concentre apenas nos livros, aulas e exercícios. Tenha em mente que o seu futuro profissional depende dessa dedicação.

O que mais você pode fazer além de estudar?

Uma rotina eficaz vai muito além de definir apenas horários e técnicas de estudos. É preciso também estabelecer momentos de descanso, definir um ambiente de estudos e organizar seu material para a OAB.

O ambiente de estudo é de suma importância para quem está se preparando para uma prova. Em primeiro lugar, você precisa se livrar de todas as distrações. Esqueça a televisão, videogames, redes sociais, etc. enquanto estiver focado. É preciso também pedir para seus familiares e amigos respeitarem esse momento, evitando que sua concentração seja interrompida por motivos desnecessários.

Seus materiais devem ser todos preparados com antecedência, evitando assim que você perca tempo procurando por livros, canetas, marca-textos, dicionários e outros itens importantes na hora em que for estudar. Qualquer ação que você faça para otimizar o seu tempo é muito bem-vinda.

Outra questão muito importante para garantir bons resultados no estudo é o tempo de descanso. A fadiga mental é inimiga direta do aprendizado. Um cérebro exausto não consegue absorver muitas informações, e isso faz com que o seu desempenho acabe despencando.

Para evitar que o cansaço cause prejuízos, evite estudar por longos períodos sem parar e jamais vire a noite acordado apenas para conseguir ler um pouco mais da matéria. Por mais que você pense que essas atitudes aumentam o seu rendimento, o efeito, na verdade, é o contrário.

Para garantir um ritmo constante de aprendizado, você deve prezar pelos momentos de descanso, pois são neles que o cérebro consegue assimilar tudo que foi estudado. Durante as noites, tente sempre dormir por, no mínimo, 8 horas seguidas, pois o sono é essencial para manter o corpo e a mente saudáveis.

Estabeleça também momentos de descanso e diversão. Isso serve até mesmo como uma recompensa pelos longos períodos de estudo. Portanto, saia com os amigos, jogue videogames, namore, vá ao cinema, enfim, faça qualquer atividade que esteja totalmente desvinculada dos estudos para aliviar sua mente.

Praticar esportes é uma das melhores formas de otimizar os resultados na hora de estudar, pois já foi comprovado cientificamente que a atividade física estimula as ligações entre neurônios, deixando-nos mais inteligentes e aptos a aprender.

Com todas essas dicas, você tem o necessário para alcançar a tão sonhada aprovação. Lembre-se de que o melhor método de estudos, na verdade, depende da adaptação de cada estudante. Para otimizar o seu aprendizado, conte com um curso preparatório que faça o acompanhamento individual de cada aluno. Assim, você descobrirá quais são seus pontos fortes e fracos e vai poder usar isso ao seu favor!

Quer saber mais sobre planejamento e otimização de resultados nos estudos? Então baixe o nosso Kit Roteiro e Planejador para a OAB e comece a se preparar agora mesmo!

Tensão pré-prova: Como controlar a ansiedade antes da OAB?

Olá pessoal! Sejam bem-vindos à mais um episódios do Saraiva Pod, nosso podcast sobre OAB!

No nosso segundo programa, convidamos o professor Marcelo Hugo, coach nos cursos do Saraiva Aprova, para falar sobre como combater a ansiedade antes do Exame da OAB. Aperte o play 🙂

Caso prefira ler o conteúdo do podcast, é só rolar a página e conferir a transcrição ?

Saraiva Aprova: Olá pessoal! Sejam bem-vindos ao Saraiva Pod, o podcast do Saraiva Aprova. Estamos aqui com o professor Marcelo Hugo e o nosso tema de hoje vai ser algo que ele chama de TPP: a tensão pré-prova. Pensamos que a vontade de passar no exame gera uma ansiedade, consequentemente, essa pressão, não é, professor?

Marcelo Hugo: Não, é verdade. Essa ideia do TPP tem uma origem. O que seria a TPM? Então nós…

SA: Então você se inspirou nas mulheres para falar sobre TPP?

MH: Exatamente! Eu pensei nas mulheres. Pensei na minha esposa, enfim. E a questão do TPM já virou folclore. E é verdade. Apesar de ser folclore, enfim, esse tipo de coisa é verdade. Existe sintomas tanto emocionais como sintomas psicossomáticos, aquelas sensações de dor de cabeça, o reflexo que o corpo recebe em relação a esses sintomas emocionais. A tensão pré-prova nada mais é do que realmente sentirmos um sintoma emocional, que a prova está chegando, a questão do medo. A questão da ansiedade, e isso gera realmente reflexos no corpo, palpitação, tudo.

P: Até aquele branco na prova também.

MH: Exato. O branco nada mais é do que realmente um reflexo disso. O nervosismo. O nervosismo acaba deixando a pessoa cega. Eu vou dizer que nem é um branco, ela fica cega, totalmente cega, ela faz um corte de conexão do link entre o teu software aí da tua cabeça e a tua mão. Então ela perde. No momento vou marcar as cruzinhas assim, “ué, isso aqui eu já estudei, mas onde está isso.” Ela fica tão nervosa que ela está lendo grego, romano e não sabe. Só que, enfim, isso tudo, claro que vem dessa tensão pré-prova, que já vem de uma, duas semanas a pessoa já vem sentindo isso.

SA: Os sintomas surgem mesmo quando estiver aí mais ou menos na terceira semana que antecede a prova?

MH: É. E aí vai começar a crescer, crescer, crescer e para muitas pessoas fica insuportável. Já vi pessoas que estavam bem preparadas, no dia da prova não foram.

SA: Aproveitando que já falamos que isso acontece mesmo e vai aumentando, de que forma que você acha que o aluno pode controlar essas sensações? Sabemos que você não é psicólogo, mas que tem muitas dicas boas aí para nos dar.

MH: Estudamos bastante, não é? Um pouco de psicologia faz parte de tudo isso. A questão é o seguinte, é aceitar. Primeira coisa, nós precisamos aceitar. É normal ficarmos nervosos? Sim. Qualquer pessoa fica. É normal diante de um desafio, diante de uma prova, de um jogo importante no campeonato. Não é? Em um evento esportivo, enfim, todo mundo. Até mesmo um pedido de casamento gera um nervosismo, vai que a noiva, futura noiva diga não, não é? Então isso…

SA: Tem uns absurdos, né?

MH: Claro, claro. Precisamos aceitar que isso faz parte de nós, que é normal ficar ansioso, nervoso, enfim, ter medo. O medo da probabilidade de ser reprovado. Mas aonde está a diferença? É aceitar, saber que isso vai acontecer, mas que eu preciso equilibrar isso, que eu preciso ficar mais tranquilo diante do fato. O fato é: a prova já está pronta, a prova já está escrita, as questões já foram escolhidas, seja a primeira fase, seja a segunda fase da OAB, ela já está pronta a prova. O nervosismo, a ansiedade de forma exagerada não vai mudar a realidade, a prova vai estar lá para você realizar e enfrentar ela. Durante a caminhada você tem que estar sempre, “ó, a prova está pronta, eu não posso mudar isso. Eu vou é estudar.”

SA: É. É nesse ponto que eu já ia falar para você. O aluno vai se sentir um pouquinho… vai sentir essa ansiedade por conta da insegurança de ter muito conteúdo, enfim, por N situações. Mas de ter muito conteúdo, de talvez não conseguir estudar tudo, mas temos aí o conteúdo do Saraiva Aprova, que é separado por disciplinas, é um conteúdo muito rico, o formato do conteúdo também é diferenciado, os simulados também levam o aluno para que ele se sinta mais seguro e mais preparado, se autoavalie para saber como que é o desenvolvimento dele. Você acha que isso tudo em grande parte ajuda o aluno mesmo?

MH: Olha, não tenho dúvidas. Por quê? A Saraiva Aprova foi um preparatório pensado em auxiliar as dificuldades, e manter a qualidade da preparação naquilo que a pessoa já está bem atualizada dentro do conteúdo. Quem entra, quem é o nosso aluno Saraiva Aprova, sabe que o Saraiva Aprova, que o sistema, a tecnologia empregada no preparatório, não vai deixar o aluno na mão, ela vai identificar as fraquezas. Às vezes o aluno nem sabe quais são as dificuldades, ele vai ficar sabendo com a Saraiva Aprova.

Ele pode ficar tranquilo que a Saraiva Aprova vai ser um tutor, é praticamente um tutor. Ele vai acompanhar desde o início da preparação até o fim e vai trabalhar naquelas dificuldades, vai dar uma maior atenção nas dificuldades, e naquilo que o aluno está indo bem, ele não vai exigir tanto tempo dele em relação aos assuntos que ele está indo bem, que está resolvendo questões, que só vem e recebe acertos e tal. O aluno, dentro do Saraiva Aprova, ele já até é um anti-stress, porque ele vai ficar… ele sabe de antemão…

SA: Aliviado, não é?

MH: Aliviado durante a preparação porque a Saraiva Aprova vai identificar todas as dificuldades e vai vencer essas dificuldades junto com o seu aluno.

SA: Você acha que essa sensação, essa pressão é igual tanto para a primeira fase como para a segunda fase da OAB? Será que a tensão aumenta?

MH: Olha, acho que talvez as sensações sejam fortes, mas elas são um pouquinho diferentes. Enquanto na primeira fase estamos lutando lá contra 17 inimigos, vamos dizer assim, e sabemos que a primeira fase é mais difícil, não é? Em razão dessa quantidade de disciplinas, a pessoa não está bem preparada, enfim. A primeira fase é mais difícil e os números não mentem. Mas quando a pessoa passa da primeira fase, ela vai para a segunda. Claro, ela vai motivada, que ela passou numa prova mais difícil, mas em vez de ficar relaxada, que vai enfrentar uma prova mais fácil, ela, por outro lado, ela começa a enxergar tipo, “eu preciso passar. Agora que eu fui para a segunda fase eu preciso passar nessa fase. É a última batalha.”

SA: E todo mundo em volta já tem essa expectativa.

MH: Exatamente.

SA: Passou para a segunda, ela tem que passar.

MH: “Agora eu tenho que passar no mal ou do bem.” Acaba gerando isso uma maior pressão até, apesar de ter lá 45 dias para estudar uma única disciplina e a sua referência processual, acaba mesmo é gerando uma tensão nisso, porque a pessoa assim, “bom, eu preciso passar. Já que eu passei no mais difícil, o mais fácil eu preciso garantir.” É que nem futebol. Eu vejo um time muito forte jogando com outro time muito forte, ele vai muito bem preparado. Ele passou daquele time forte e vai enfrentar depois um time mais fraco, às vezes o time mais forte é surpreendido porque entrou de salto alto, achou que ia ser mais fácil, daí se preparou menor, enfim. Isso é uma questão, inclusive, psicológica a ser enfrentada.

SA: Tem que manter, na verdade, o ritmo de estudo.

MH: Com certeza.

SA: Na verdade, a motivação. Porque o ritmo de estudo talvez diminua um pouco porque é só uma disciplina que você faz na segunda fase. Mas acho que essa expectativa interior, não é?

MH: Sim.

SA: Que acaba sendo o nosso próprio inimigo.

MH: Com certeza, com certeza.

SA: E aí qual é o impacto que você acha que pode ter na vida desse aluno, que mesmo com todas essas dicas que estamos dando a eles, ainda vivem em meio a essa tensão?

MH: Olha, o impacto disso vemos nos memes. Os memes já são suficientes, “não passou ainda na OAB?”, enfim. A famosa prima mais nova que foi aprovada na OAB. Isso, claro, tem um reflexo na vida da pessoa. O exame de ordem realmente é um peso, é um monstro para muitos outros, um bicho de sete cabeças que precisa ser vencido. Isso, claro, tem um reflexo em geral. Por isso que eu sempre digo assim, se você está me ouvindo aí, está no oitavo semestre, sétimo, e está chegando próximo do último ano, aproveite e faça a prova da OAB no último ano, porque no último ano temos diversos outros compromissos e que vamos equilibrar daí a pressão da OAB com os outros compromissos. Os outros compromissos quais são? Começar a escolher o tema do TCC, fazer o TCC, a banca do TCC, as provas finais para não atrasar a formatura, a festa da formatura e todos os outros eventos que envolvem a formatura. Tudo isso acaba gerando assim, um filtro em relação ao peso do exame de ordem. E aí a pessoa vai bem mais tranquila fazer a prova da OAB. Se passou, não passou tanto faz, porque ela tinha outros compromissos, as desculpas realmente são reais e não são desculpas imaginárias. Que tem gente que não passa na OAB e coloca a culpa na FGV, coloca a culpa na própria OAB, que eu chamo de desculpas imaginárias.  As desculpas reais mesmo são daquele que está no último ano e que tem outros compromissos mais importantes que o exame de ordem. É claro que exame de ordem afeta a realidade de todo mundo.

SA: Entendi. Com base em tudo isso que estamos falando, acabamos observando que os alunos ficam mais apegados às chances de ser reprovado que de aprovado e aí, de novo, gerando essa sensação de que está correndo contra o tempo e vai gerando mais ansiedade e aí pensa, “ai, e se eu não passar? E se eu estiver estudando pouco?”. Existe alguma forma aí de bloquear esses pensamentos?

MH: Sim, com certeza. É óbvio que qualquer evento, por exemplo, no exame de ordem você pode reprovar ou aprovar. É 50% de chance. Tem que estar preparado, “não, eu vou para um algo que eu possa perder”, ok, aceita isso, não há outro sentimento. Mas como eu posso saber se eu estou estudando pouco ou não? Resolvendo questões. No momento que eu estou resolvendo questões e as respostas, os resultados dessas resoluções de questões, seja questões de livro, seja simulados, enfim, e eu estou indo bem, estou tendo uma média de acertos acima do que eu preciso, que é 50%, é claro que isso me motiva e está me demonstrando que eu estou no caminho certo. Está me mostrando, “pô, eu estou fazendo 60% de acerto, 65. A maioria das disciplinas estou gabaritando. Eu sei que uma ou outra eu não estou indo muito bem”. Se eu conseguir identificar todos os problemas e erros e eu consigo resolver durante a preparação, é claro que eu vou motivado porque eu sei que eu estava muito bem indo resolvendo provas anteriores. Não vai ter nenhuma invenção no próximo exame que eu vou fazer. Isso me dá uma garantia pelo menos. Não é nem falsa garantia, mas é uma garantia preliminar que as coisas estão indo bem e que certamente no dia da prova vai ser mais as outras questões que eu vou resolver, e que agora sim vai estar valendo, mas nenhuma diferença. É só uma diferença que você vai sair da sua casa, onde resolve as questões, ou qualquer outro local, do seu curso, e vai para uma escola, enfim, onde vai ser feito a prova da OAB. Se levar dessa forma de “eu vou lá cumprir mais a minha missão, que eu já estou cumprindo de forma muito correta, resolvendo muito bem, os resultados…”, perfeito, não precisa ficar realmente tenso na pré-prova, com uma ansiedade gigante, enfim. Acho que resolvendo questões, estudando mais, resolvendo os erros e os problemas não há o que sofrer tanto em véspera de prova.

Mas aceite, que certamente você vai estar nervoso, vai estar ansioso, mas vai estar de forma tranquila, natural do que tem que ser.

SA: Então é encarar com simplicidade e continuar estudando muito?

Marcelo Hugo: Exato!

Espero que tenham gostado de mais um episódio do nosso Saraiva Pod! Para escutar o outro episódio, em que tratamos sobre Organização do tempo de estudos para a OAB, clique aqui!  Lembrando que os alunos do Saraiva Aprova têm um conteúdo exclusivo sobre esse tema na plataforma.


Marcação de Vade Mecum: Descubra o que pode e o que não pode na 2ª fase da OAB

Uma das maiores vantagens da segunda fase do exame da OAB é a possibilidade de consultar a legislação durante a prova. Além disso, é permitido aos candidatos a marcação no Vade Mecum como forma de facilitar a busca por artigos de leis ou súmulas, desde que sejam obedecidas as regras previstas no edital.

O problema é que muitas pessoas têm dúvidas sobre o que pode ou não pode usar para marcar o Vade Mecum. A dúvida vai além de métodos para a marcação em si, abrangendo também os materiais que podem ou não ser utilizados.

Pensando nisso, redigimos este artigo para esclarecer as principais dúvidas em relação à marcação no seu material. Fique atento às nossas dicas e saiba como utilizar as regras do exame a seu favor!

Por que o edital é importante?

Como não sabemos em qual momento você está lendo este artigo, pode ser que algumas regras tenham se modificado e, por isso, o edital é um documento essencial para quem vai prestar o exame.

Nele, estão dispostas não apenas as informações sobre a prova mas também tudo que é permitido ou proibido de fazer em relação à marcação no Vade Mecum e quais materiais podem ser utilizados. Essas informações normalmente ficam dispostas em um anexo e a sua leitura é obrigatória.

A verdade é que todo candidato deve ler o edital do início ao fim, pois todas as informações constantes nele são de suma importância e podem ajudar a fazer uma boa prova. Neste artigo, usaremos o edital do XXV Exame como referência.

Quais materiais são permitidos?

De acordo o anexo III do edital, percebemos que é permitida a consulta à legislação geral, desde que não seja comentada, comparada ou anotada.

Os códigos organizados e o Vade Mecum também podem ser utilizados, desde que não possuam nenhuma anotação, comentário ou remissão doutrinária. A mera organização temática e a presença de índices remissivos não são proibidas, pois objetivam apenas facilitar a pesquisa.

Além da legislação, os candidatos também podem consultar:

  • súmulas, enunciados e orientações jurisprudenciais;
  • regimento interno;
  • resoluções dos tribunais;
  • instruções normativas;
  • leis de introdução dos códigos.

Lembrando que todos esses materiais devem estar organizados dentro de um Vade Mecum ou algum outro compilado elaborado por editoras. O que não pode é a consulta a folhas avulsas ou materiais impressos da internet.

Quais materiais são proibidos?

O edital deixa bem claro quais são os materiais expressamente proibidos como meio de consulta para a prova. São eles:

  • códigos e Vade Mecuns comentados, anotados ou comparados;
  • livros de doutrina ou remissões doutrinárias;
  • anotações pessoais ou transcrições feitas pelo próprio candidato ou qualquer outra pessoa;
  • dicionários jurídicos ou da língua portuguesa;
  • jurisprudência e informativos dos tribunais;
  • cópias reprográficas ou impressas da internet de leis, súmulas, orientações jurisprudenciais etc.

O candidato que estiver portando qualquer item proibido terá o seu material confiscado pelos responsáveis pela aplicação da prova e, consequentemente, será prejudicado. Por isso, o conhecimento do edital é de extrema importância. Não permita que um erro como esse seja um empecilho à sua aprovação!

No caso do Vade Mecum, devemos ressaltar que, apesar de ser permitida a sua consulta, ele não pode apresentar nenhuma estruturação de roteiro para peças processuais, mas apenas remissões a leis, artigos, súmulas etc. E isso nos leva ao questionamento do próximo tópico.

Qual a diferença entre simples remissão e roteiro de peça processual?

simples remissão é o ato de indicar no código a existência de leis, artigos e súmulas. Não é permitido colocar informações extras! Você não pode indicar uma estruturação de peça jurídica, ou seja, criar um roteiro de ações que indiquem uma estrutura de uma petição inicial, por exemplo.

A simples remissão está permitida. Já a construção de um roteiro para uma peça processual está proibida.

A remissão pode ser feita em qualquer lugar do seu Vade Mecum, desde que seja simples. Por exemplo, ao lado de um artigo que tenha relação com a lei dos juizados especiais, você pode escrever: Lei Nº 9.099/95 para se lembrar.

Importante deixar claro que a remissão não pode ser feita em post-its e outros materiais colados no Vade Mecum, apenas nas suas próprias folhas com uma caneta esferográfica ou lápis.

Agora que a diferença ficou clara, vamos entender o que exatamente é permitido na marcação no Vade Mecum e como utilizar essas informações a seu favor! Nas dicas a seguir, lembre-se sempre: tudo o que for permitido não pode, em hipótese alguma, sugerir estruturação de peça processual.

O que é permitido marcar no Vade Mecum

  • A partir do momento em que você já sabe o que pode ser utilizado como meio de consulta para a segunda fase do exame da OAB, fica muito mais simples entender o que é permitido marcar no seu Vade Mecum e quais materiais podem ser utilizados para isso.Vamos começar pelo mais simples e mais utilizado: os marca-textos. Apesar de alguns estudantes acreditarem que o uso dessas canetas passou a ser proibido, isso não é verdade. Conforme o próprio edital dispõe, os marca-textos são, sim, permitidos, desde que não sejam utilizados para estruturar roteiros de elaboração de peças processuais, como já mencionamos.

    O mesmo é válido para o uso de canetas esferográficas comuns. Você pode utilizá-las para fazer simples remissões, grifos e destaques, desde que não tenham essa estrutura de roteiro.

    O uso de clipes de cores diferentes também é permitido para separar as páginas do Vade Mecum, tornando mais fácil a busca por leis e súmulas específicas ou assuntos correlacionados.

    Nesse ponto, precisamos fazer um alerta. Em 2016, a FGV (fundação responsável pela elaboração do exame) fez uma grande mudança na lista de materiais permitidos para marcação no Vade Mecum. Aqueles pequenos separadores de código autocolantes, tão utilizados entre estudantes de Direito, passaram a ser proibidos se estiverem em branco.

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    Dessa forma, você só pode usar os separadores que já venham com remissões a ramos do direito ou a leis diretamente da editora. Apenas esses são permitidos. Se o material estiver em branco ou com anotações feitas pelo próprio candidato, ele será confiscado.

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    Os post-its ou qualquer outra nota adesiva também são expressamente proibidos pelo edital, ainda que estejam em brancos. Portanto, não utilize esses materiais nem mesmo para marcar páginas do Vade Mecum. É preferível usar apenas clipes coloridos para isso.

Como fazer a marcação no Vade Mecum?

Por mais que já tenhamos falado sobre esse assunto diversas vezes, é muito importante ressaltar que, ainda que você esteja usando os materiais permitidos para marcação, não pode haver qualquer estruturação de roteiro para peças processuais!

Se os fiscais responsáveis pela aplicação da prova suspeitarem que a disposição dos seus clipes, remissões e marcações estiverem organizados de forma a estruturar uma peça processual, você poderá ser eliminado imediatamente do exame.

Diante disso, a melhor forma de fazer a marcação é utilizar os materiais permitidos para facilitar a sua pesquisa no Vade Mecum de acordo com os assuntos que interessam à prova.

Primeiramente, use os marcadores impressos para indicar a posição das principais leis e códigos dentro do Vade Mecum. Vale relembrar que os marcadores em branco não podem mais ser utilizados, portanto você deverá comprar aqueles que já vêm com os nomes das leis diretamente da editora. E não faça nenhuma anotação neles, caso contrário, seu material será confiscado.

Dependendo do Vade Mecum que você estiver utilizando, ele mesmo pode vir com divisões indicando os diferentes códigos, constituição e leis. Mas, mesmo assim, esses marcadores são úteis, pois agilizam o processo de encontrar aquilo que você procura, poupando bastante tempo durante a prova.

Em segundo lugar, é interessante usar clipes de cores diferentes para agrupar assuntos semelhantes. Por exemplo, se você escolheu Direito Penal para a segunda fase, pode usar clipes amarelos para marcar todas as páginas que abordem artigos sobre os “crimes contra a vida”; azuis para os “crimes contra o patrimônio”; amarelos para temas que estejam relacionados ao processo penal e assim por diante.

Dessa forma, ao se deparar com alguma questão que aborde um desses assuntos, você já saberá em quais páginas poderá encontrar os dispositivos legais que ajudarão a dar a resposta correta.

Esse esquema de cores também deve ser utilizado com os marca-textos e com as remissões. Assim, fica muito mais fácil “escanear” as páginas do Vade Mecum e encontrar aquilo que você procura rapidamente. Apenas tome cuidado para não roteirizar uma peça por meio dessas cores.

Lembre-se de que o tempo é um dos seus maiores inimigos durante a prova. Por isso, quanto mais você conseguir otimizá-lo, melhor será seu rendimento.

Por que a marcação no Vade Mecum ajuda o estudante a se preparar?

Ao organizar o seu Vade Mecum para a prova, separando os assuntos mais importantes por cores diferentes e fazendo remissões entre leis, artigos e súmulas, você estará trabalhando a memória e, ao mesmo tempo, acostumando-se a manusear esse material.

Essa organização não é um trabalho puramente automático, pois exige muita atenção do estudante. Assim, enquanto você está grifando e fazendo remissões pelo Vade Mecum, você também está se familiarizando com aqueles temas. Ou seja, está reforçando os estudos.

Com isso, ao se deparar com um assunto familiar na hora da prova e observar as marcações feitas no Vade Mecum, você rapidamente vai recordar todos os temas relacionados àquela matéria. Na hora de escrever a peça processual, por exemplo, esse processo de recordação é um grande aliado, pois facilitará o seu trabalho e diminuirá as chances de cometer erros.

Para finalizar, lembre-se de que existem vários tipos de Vade Mecum no mercado. É importante que você escolha aquele que mais o agrada. Ao trocar de material, tente sempre adquirir um da mesma editora, pois você já estará familiarizado com o seu estilo. Caso contrário, você pode acabar se confundindo com os índices e remissões de uma editora diferente.

Preste muita atenção nos materiais escolhidos para o dia da prova, pois os fiscais têm autonomia para vistoriar e confiscar qualquer item que não esteja de acordo com as regras do edital. O candidato que for flagrado burlando essas regras após o início do exame terá a sua prova anulada e será eliminado imediatamente.

A marcação no Vade Mecum, quando feita de forma correta, serve apenas para ajudar o estudante. Por isso, preste bastante atenção nas dicas que listamos aqui e lembre-se de dedicar um bom tempo para organizar o seu material e garantir a aprovação na OAB!

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