O que fazer nas vésperas da OAB?

A última semana antes da prova da OAB, o que fazer?

Depois que a Maratona Saraiva OAB teve a sua primeira edição, sempre no sábado da semana anterior à prova da 1ª fase, os últimos sete dias antes do exame ganharam uma nova perspectiva na vida do examinando.

Se você assistiu a todo o evento, ótimo, já tem uma excelente ideia do que reforçar nos estudos nesta semana. Agora, para aqueles que perderam e estavam inscritos, é hora de assistir à toda programação (12 horas de conteúdo de todas as disciplinas). Você pode assistir às gravações após se cadastrar aqui.

A Maratona Saraiva OAB tem o poder de não apenas entregar o conteúdo que mais cai na prova, mas, também, o de orientar aqueles que até o momento estiveram dispersos e não sabiam de que maneira “terminar” os seus estudos.

Em outras palavras, não basta saber começar os estudos, é preciso, também, buscar terminá-los da melhor maneira possível, utilizando estes momentos finais para relembrar aquilo que foi visto, assim como sanar deficiências em algumas matérias que ficaram pendentes ao longo do processo de aprendizagem.

O evento de revisão irá te ajudar a perceber tais fragilidades, muitas vezes difíceis de serem percebidas pelo aluno em um estudo individual. Dessa forma, nossa maratona servirá para complementar o conteúdo já estudado, abordar aquelas matérias deixadas de lado e auxiliá-lo(a) naquilo que você nem mesmo sabia que estava incompleto: muitas vezes, ao assistir aos vídeos, temas já explorados em seus estudos lhe parecerão “inéditos”.

Ou seja, nas vésperas da OAB, você deve revisar aqueles pontos que percebeu que estão pendentes nos seus estudos.

Resolva questões e faça um último simulado!

A resolução de questões é uma etapa muito importante do seu cronograma de estudos para a OAB, pois, além de ser uma forma mais dinâmica de aprender a matéria, servirá como um termômetro para a prova, te ajudando a perceber quais conteúdos você melhor absorveu durante sua preparação, e quais necessitam de uma maior atenção nesses últimos dias.

Muitos candidatos desvalorizam esse momento prático dos estudos, uma falha que pode levá-los à reprovação. Exercícios são excelentes fixadores de conteúdo, um complemento tão essencial quanto a própria leitura da matéria.

Outra dica bacana é fazer as questões não só da disciplina que você acabou de estudar, mas mesclar as disciplinas. Afinal, na prova todos os conteúdos estarão misturados.

Além de fazer as questões de forma isolada, foque também no simulado OAB, assim você poderá ter uma noção do tempo necessário para a realização da prova, ganhando mais confiança e habilidade na resolução de questões da OAB. Afinal, somente a prática leva à perfeição!

Neste ponto, aqui vai mais uma dica: faça o simulado como se fosse a própria prova.Trace uma estratégia para começar respondendo questões sobre os assuntos que você mais domina. Ao definir sua tática, a chance de sucesso é potencializada, trazendo, inclusive, uma otimização de seu tempo!

Planeje-se! Pense que são 5 horas de prova para que você responda a 80 questões, mas não se esqueça do tempo para preencher o gabarito! De nada adianta fazer uma ótima prova e ficar sem tempo para preencher a folha de respostas, ou ter de fazê-lo às pressas, arriscando cometer algum erro por falta de atenção. Portanto, reserve um tempo só para isto. O preenchimento deve ser feito com calma e foco! Uma dica é preencher metade do gabarito quando já tiver feito 40 questões. Além disso, tome muito cuidado com a ordem das questões. Uma pausa também faz bem para descansar um pouco a mente e dar uma respirada durante a prova. Mas é importante que você fique atento!

Por último, não perca tempo com questões muito complexas e/ou das quais você não sabe a resposta. Pode ser mais proveitoso focar em uma questão mais fácil que possa garantir sua aprovação. Não se esqueça, porém, de retornar posteriormente a essas questões maiscomplicadas; para isso, busque destacá-las de alguma maneira, sublinhando-as ou marcando-as com um símbolo específico. Seja esperto.

Empregue bem o seu tempo restante e cuide da sua saúde

Utilize da melhor forma possível o tempo de estudo que lhe resta. É o momento de aparar arestas e corrigir últimas falhas. Cada estudante deve focar naquilo que melhor acrescentar ao conteúdo que veio adquirindo nas semanas anteriores.

Entretanto, temos algumas dicas básicas para te auxiliar nessa etapa final.

Apesar da redução do número de questões, continua sendo a “rainha das disciplinas” da OAB. É uma ótima disciplina para gabaritar, tendo em vista sua elevada incidência e, comparativamente, o pouco conteúdo a ser estudado, portanto, aproveite! Além disso, não deixe de pesquisar quais, dentre os conteúdos dessa matéria, são os mais cobrados na prova! Separamos mais uma revisão especial de Ética 100% gratuita, basta clicar aqui!

Invista, também, em ECA e CDC, disciplinas que, apesar de terem baixa incidência na prova, compõem com Ética o pódio de maior número de acertos entre os examinandos. São disciplinas mais “fáceis”, pois dependem, cada, somente do conhecimento de uma lei. Lembre-se: uma única questão pode fazer toda a diferença entre a aprovação e a reprovação.

Ética, ECA e CDC são disciplinas interessantes para se estudar na última semana: possuem conteúdo pouco extenso e é importante que estejam frescas na memória no dia da prova.

Controle a ansiedade aumentando a carga horária, pois blindará sua mente contra a autossabotagem: maior tempo de estudos, menor tempo para desvirtuar os pensamentos. Procure, no entanto, estabelecer intervalos entre os estudos, possibilitando que o seu cérebro descanse e, assim, absorva melhor as informações que recebeu.

Experimente utilizar a Técnica Pomodoro! Criada pelo italiano Francesco Cirillo, esse método consiste em dividir seu tempo de estudo em blocos de 25 minutos, realizando um pequeno intervalo após cada bloco. Isso te ajudará a ter mais foco e maior rendimento durante os estudos.

Alimentação saudável, noites bem dormidas e a prática regular de atividades físicas também podem te auxiliar no controle da ansiedade. Estabeleça uma rotina que te faça bem, mesclando saúde física e mental.

O que fazer no sábado antes da prova?

Sim, sábado, véspera da prova, também é dia de estudar! Aposto que se você tentar relaxar, como ir ao cinema, sua cabeça estará presa ao dia seguinte. Se estiver cansado da leitura, opte por resolver questões.

Procure, no entanto, não se sobrecarregar neste último dia. Seus estudos devem ser leves, mais como uma revisão para a OAB.

É também importante relaxar e cuidar de você. Não invente sair de casa para lugares muito agitados ou consumir bebida alcoólica. Faça algo que te relaxe, como ouvir música, ler um livro, ver um filme, praticar uma atividade física… Você deve estar concentrado e calmo para lidar com a prova no dia seguinte.

Dê prioridade ao seu sono, durma bem, tente atingiras 8 horas de sono; elas serão muito importantes para o dia do exame!

Preocupe-se com sua alimentação, não coma nada muito pesado ou que possa te fazer mal. Foque nos alimentos leves e que você já possui o hábito de comer…

Mantenha a calma antes, durante e depois do exame, ficar tranquilo(a) te ajudará demais, em todos sentidos possíveis. Respire fundo; se for religioso, faça uma oração; pense em coisas boas, inspire energias positivas e acredite em você!

E no dia do Exame, como me preparar?

Por último, embora não menos importante, temos alguns lembretes que devem ser seguidos cuidadosamente, evitando estresse e apertos de última hora.

Não deixe para separar seu documento de identificação no momento de sair para a prova. Procure deixá-lo preparado, já na noite anterior, em local visível e de destaque, de forma que não haja como esquecê-lo no dia seguinte. Lembre-se de levar o documento com foto original e o cartão de identificação do local de prova.

Além disso, separe um lanche, uma garrafinha de água e a caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente. Por precaução, leve duas dessas canetas. Procure deixar tudo já arrumado e separado com antecedência.

Fique de olho no relógio, os portões fecham às 13:00 e há recomendação no edital para os examinandos chegarem às 12:00 (horário de Brasília). Em cidades maiores, as vias de acesso aos locais de prova costumam ficar congestionadas no dia, por isso, conheça o percurso que irá realizar, saia de casa com antecedência e não deixe nada ao acaso.

Além disso, não leve materiais que possam te prejudicar durante a aplicação da prova, como anotações pessoais, borracha, lápis, corretivo, relógio, aparelhos eletrônicos, utensílios de metal, dentre outros.

Deseja saber mais sobre o que fazer nas vésperas da OAB? Assista também ao vídeo do nosso professor do módulo de coaching, Marcelo Hugo, cujas dicas nortearam a elaboração deste artigo. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=x3_BkUbxjYg

A equipe do Saraiva Aprova deseja a todos uma excelente prova! Vamos juntos rumo à aprovação… #saraivameaprova

 

 

Eu não passei na OAB. O que devo fazer?

Você já deve ter lido ou escutado muitos incentivos para não deixar de acreditar no sonho da aprovação no Exame da OAB, especialmente depois de uma reprovação. É comum a tentativa de melhorar o ânimo do próximo quando este acabou de passar por um fracasso, seja profissional ou na vida. Frases inspiradoras surgem quase que automaticamente, como a publicidade nos “descobre” logo depois de examinar um determinado produto: só ele vai aparecer por um bom período em nosso campo de visão.

Será que alguém está também observando nossos fracassos? Claro que sim! O pior desta exposição não são os conselhos inúteis, mas o certo “conforto” que outros que estão na mesma situação tentam passar. De algum modo, se não consegui, é “melhor” que outro também não consiga para eu não ser o único fracassado. Não é assim que funciona? Esconder os erros ou querer dividir com outros é tentar evitar uma etapa importante do processo de superação, qual seja, a autoavaliação. Sem encontrar as razões corretas de uma reprovação é ignorar que logo ali ela poderá se repetir.

Portanto, tudo é um grande aprendizado. Muitas pessoas me perguntam se há um “lado positivo” de uma reprovação. A resposta é sempre sim! Não tenho dúvidas sobre isso, porque o tempo acaba ensinando “à força” as lições que deveriam ter sido compreendidas ao tempo da derrota. Não que a prova da OAB (ou qualquer outro desafio) precise se tornar um obstáculo eterno para ensinar algo a alguém, o fato é que a urgência é relativa, o que pode ser urgente para um, pode ter outro valor para aquele que desiste logo na primeira frustração.

Você somente será aprovado se já resolveu suas “pendências” com a reprovação anterior (ou anteriores), caso contrário, o Universo vai lhe devolver, novamente, mais uma chance de superação pessoal, porque ao final o objetivo não é “passar ou não passar”, mas sim, de conquistar a si mesmo. O Exame de Ordem é apenas uma prova na sua vida, pois não tenho dúvidas que você já enfrentou muitas delas até este momento e que perderam importância com o tempo, mas o que ficou é o “acumulável”, ou seja, a formação da capacidade de enfrentar desafios e superá-los mesmo depois de diversas derrotas.

Portanto, a próxima prova do domingo deve ser encarada como mais uma e não a última refeição antes de passar pelo corredor da morte. Alivie a sua própria pressão, porque imagino que muitos outros já estejam pressionando pela aprovação. Então, para que piorar? Na hora da prova, o que você estudou precisa estar contigo; o que não estudou, deixe que a sorte faça o seu serviço. Criar preocupações ou gerar uma ansiedade difícil de controlar farão que os seus estudos se escondam de você quando mais precisar deles. Blinde a sua mente com pensamentos positivos, descarregando suas crenças limitantes.

Por fim, as portas existem para serem abertas ou permanecerem trancadas. Se a porta do Exame da OAB continua trancada para você, provavelmente, você não avaliou a chave que está nas suas mãos ou não encontrou ela ainda ou mesmo está tentando abrir a porta errada. Ela pode ser aberta na força? Acredito que sim, mas leva mais tempo de qualquer outra alternativa anterior. A escolha é sua!

6 dicas práticas para ter organização nos estudos!

edital do XXIV Exame da OAB foi publicado no final do mês de setembro e anuncia que as provas já estão chegando. Com a proximidade — a primeira fase já é em Novembro! —, o frio na barriga aumenta e uma pergunta fica à espreita: “será que vou estar preparado(a) para realizar uma boa avaliação?”.

Nesse momento, é normal que a ansiedade bata à porta e que os obstáculos pareçam maiores do que nunca. Mas, para que você tenha sucesso no Exame da Ordem, é preciso colocar a cabeça no lugar e contar com sua maior aliada: a organização.

Isso porque, para se preparar para as provas de maneira adequada, é preciso que você se planeje e execute à risca o seu plano. Dessa forma, sua motivação e resiliência não cedem espaço à angústia e descontrole, que levam a vários erros na hora de estudar.

Entendendo esse quadro pelo qual você provavelmente está passando, fizemos uma lista com 6 dicas preciosas e práticas para ter organização nos estudos. Seguindo o nosso passo a passo, você vai conseguir criar uma rotina e se preparar com tranquilidade e eficiência, fazendo o melhor uso do tempo que tem até as provas. Quer ver?

1. Defina o que precisa estudar e monte um cronograma de estudos espaçados

Em primeiro lugar, você precisa saber exatamente o conteúdo que será cobrado na prova para poder programar seus estudos. Leia o edital da OAB com atenção e, em um caderno ou um arquivo digital, liste todo o conteúdo e destaque aqueles mais recorrentes ou com os quais você tem mais dificuldade.

Em seguida, verifique quanto tempo você terá disponível para estudar até o exame (a véspera é para descansar!) e faça uma divisão das matérias pelo tempo, espaçando seus estudos de forma a não deixar que se acumulem ou que você se sobrecarregue. Dê a si mesmo(a) mais tempo para os conteúdos mais difíceis.

É mais produtivo estudar uma matéria específica durante uma hora por dia, por uma semana, do que tentar absorver tudo de uma só vez estudando 7 horas em sequência. Por isso, comece o quanto antes!

2. Trabalhe com metas e verifique seu progresso

Feito esse cronograma de estudos espaçados, você precisa definir metas e encontrar meios para mensurar seus resultados. Com base no primeiro passo, você terá condições de estipular, por exemplo, que você pretende dominar determinado conteúdo em uma semana, concentrando os estudos sobre ele nesse tempo.

Ao final do prazo estipulado, para verificar se você cumpriu seu objetivo, recorra a testes, simulados e exercícios de fixação. Assim, você consegue avaliar seu progresso com segurança e trabalhar mais naquilo que ainda não foi compreendido.

3. Sistematize sua organização do tempo

Você entendeu, então, que fracionar os conteúdos para estudá-los dá mais resultado, certo? Mas quantas horas por dia você deve estudar para garantir um bom aproveitamento? É preciso pausar algum tempo?

Estima-se que o tempo ideal de estudo gire em torno de 4 horas diárias, mas que devem ser bem distribuídas — dessa forma você pode se dedicar, por exemplo, a frações de 4 matérias diferentes por dia e não “enjoar” de uma só.

Uma das técnicas mais utilizadas para gerenciar o tempo de estudos é o método Pomodoro, que consiste em dividir o trabalho em várias porções de 25 minutos (ou pomodoros). A cada pomodoro, você deve fazer um intervalo curto, de cerca de 5 minutos, para descansar um pouco (caminhar um pouco, se alongar), mas logo retomar a tarefa. Ao final de quatro pomodoros, uma pausa maior, de cerca de 30 minutos, é recomendada.

Para não se perder, vale programar o despertador ou mesmo recorrer a aplicativos específicos para isso, como o Pomodroido. Para garantir melhores resultados, certifique-se de encaixar o período de estudos no momento do dia em que você é mais disposto(a). Algumas pessoas são mais produtivas de manhã, outras à noite. Aproveite seu embalo.

4. Crie um ambiente favorável aos estudos

Essa parece uma dica óbvia, mas é tão negligenciada que precisa de reforço. Por mais que seja tentador estudar deitado(a) na cama, por exemplo, essa posição vai te causar desconforto e dores a longo prazo, além de não despertar seu inconsciente para a tarefa que você precisa desempenhar.

Escolha um local com boa iluminação (à noite, principalmente, não abra mão das luminárias), arejado, em que haja uma mesa na altura correta e com cadeira confortável. Quanto mais incômodo físico você sentir, mais difícil será, psicologicamente, o estudo.

É essencial que o espaço eleito seja silencioso. Ok, sabemos que, dependendo de onde você estuda e em qual período do dia, isso é quase impossível. Mas os obstáculos são contornáveis. Você pode escolher um horário de menor movimento em sua casa, ou mesmo usar protetores auriculares (você encontra facilmente em farmácias) para conseguir se concentrar.

Se nada disso resolver, recorra às bibliotecas públicas ou das universidades. Trocar de ambiente é, inclusive, uma boa forma de deixar a rotina de estudos menos enfadonha!

5. Identifique e afaste tudo que distrai você

Quem nunca passou pela situação de sentar para estudar e, de repente, perceber que qualquer coisa banal ficou mais interessante que a matéria, que atire a primeira pedra. A concentração, tão essencial para os estudos, não vem como um truque de mágica: é preciso cooperar.

Por isso, identifique tudo que potencialmente te distrai e afaste para evitar a tentação. Celular? Experimente deixar na gaveta ou em outro cômodo. Não resiste a dar uma espiada no Facebook? Feche todas as abas desnecessárias do navegador ou use recursos para bloquear as distrações virtuais temporariamente, como o StayFocusd.

6. Diversifique os materiais de estudo

Ler uma infinidade de páginas de texto corrido pode minar sua força de vontade em pouco tempo. Recorrer a diferentes materiais de estudo, especialmente aos que têm linguagem mais dinâmica e acessível, é a melhor forma de garantir que você vai continuar focado(a).

Experimente buscar canais com videoaulas e dicas no YouTube e páginas no Facebook que tratem das matérias que você precisa apreender de maneira mais leve, mas não menos comprometida. Esse tipo de conteúdo pode ser mais didático justamente por se apresentar como uma forma de entretenimento, e não como algo que te lembra a todo momento o quanto pode ser maçante estudar.

Não descuide, também, dos momentos de lazer. Você precisa investir em bem-estar para garantir condições intelectuais, mas também emocionais, para fazer um excelente exame!

Viu que elaborar uma rotina de preparação não tem que ser um pesadelo? A organização nos estudos precisa ser sua prioridade, para que você não sofra sem necessidade em um momento que já costuma ser de pressão e expectativas.

Gostou das nossas dicas para ter organização nos estudos? Quer ficar por dentro de outras dicas infalíveis para ir bem no Exame da OAB em primeira mão? Assine a nossa newsletter!

Não passei na OAB, e agora? Saiba lidar com a reprovação

Ser aprovado na OAB é a porta de entrada para o exercício da atividade jurídica. Por mais que o exame seja alvo de muitas críticas — principalmente por ser um elemento de exclusão do mercado de trabalho —, ele é obrigatório para aqueles que querem seguir a carreira de advogado.

Com índices altíssimos de reprovação, não é nenhuma surpresa que o Exame da OAB seja o terror dos estudantes de Direito. Só essa informação já é suficiente para deixar os candidatos ansiosos e pressionados, o que, por sua vez, pode ser a causa do fracasso.

Se você não conseguiu ser aprovado, não se preocupe! O importante é tentar de novo e não ficar desmotivado. Essa é a hora de se perguntar “Por que eu não passei na OAB?” e entender os motivos que causaram essa reprovação para que eles não se repitam da próxima vez. Para isso, vamos listar aqui algumas dicas que ajudarão você nessa etapa. Confira!

Banner de divulgação da semana da aprovação 2

Entenda seus erros

São diversos os motivos que podem levar à reprovação na OAB: falta de estudo, nervosismo, ausência de um cursinho preparatório, indisciplina, entre outros. Compreender os fatos que impediram seu sucesso é o ponto de partida para se guiar nos próximos estudos.

Antes de mais nada, analise a prova para descobrir quais foram seus erros e acertos. Dessa forma, será possível destacar seus pontos fracos e trabalhar neles para que esses mesmos erros não sejam cometidos da próxima vez.

Feito isso, é hora de erguer a cabeça e traçar novas metas de estudos para tentar mais uma vez. Não adianta ficar triste ou desmotivado. É preciso ter persistência para alcançar a tão sonhada aprovação!

Revise seus métodos de estudo

Diversos candidatos reclamam que, mesmo se dedicando ao máximo, foram reprovados. Se você se identifica com essa situação, então talvez seja hora de revisar seus métodos de estudo.

Existem diversas formas de se preparar para o Exame da OAB. A quantidade não necessariamente condiz com a qualidade. Pode ser que você esteja estudando cinco horas por dia, porém de forma ineficiente. Nesse caso, por mais dedicado que seja, seu aprendizado provavelmente não rende o tanto que deveria.

A leitura incessante do Vade Mecum e de doutrinas não é a forma mais eficiente de se preparar. É preciso também dedicar um tempo para resolver exercícios, fazer resumos, ver aulas online e mesclar tudo isso com intervalos de descanso que permitam que sua mente absorva todas as informações.

Em vez de ficar lamentando e repetindo para si mesmo “eu não passei na OAB”, é preciso parar de insistir no erro e adotar novas formas de estudo que garantam sua aprovação.

Crie uma nova rotina

Não basta apenas modificar a metodologia de estudos para ter sucesso. É preciso também criar um cronograma consistente, capaz de abranger todos os pontos mais importantes para a prova da OAB.

Aproveite que você já sabe como o exame funciona e quais são as matérias mais cobradas e faça uma rotina capaz de dividir o tempo de estudos entre todas as disciplinas. Leve em consideração seus pontos fracos e fortes: reforce os conteúdos que você tem mais dificuldade em aprender e revise aqueles que forem mais fáceis.

É importante estudar todos os dias. Mesmo que você tenha uma rotina muito corrida, tente dedicar pelo menos alguns minutos aos estudos. Isso pode ser feito em qualquer tempo livre que surgir, até mesmo durante a ida e volta do trabalho ou da faculdade.

Com um bom cronograma de estudos, você logo vai perceber que o aprendizado fluirá de forma muito mais rápida.

Combata a ansiedade

Muitas vezes, a causa da reprovação na OAB não é a falta de estudos, mas sim a desestruturação psicológica dos candidatos.

Por mais que o exame seja difícil, é preciso manter a calma para conseguir estar entre os 20% de aprovados. O medo da reprovação pode muito bem ser a causa do fracasso.

Se você é uma pessoa muito ansiosa e sente que isso a atrapalha no momento da prova, talvez seja uma boa ideia buscar um apoio psicológico e procurar formas de tratar esse nervosismo para que ele não seja um empecilho no dia do exame.

Esqueça, por um momento, a cobrança de familiares, amigos e da carreira jurídica como um todo. Durante a prova, é preciso focar apenas em resolver as questões com calma e tranquilidade.

A ansiedade abre caminho para que erros bobos sejam cometidos, como errar na hora de passar o gabarito para a folha de resposta. Liberte-se desses medos e acredite que você tem o potencial para passar.

Invista em um curso preparatório

As faculdades de Direito muitas vezes não conseguem preparar seus alunos de forma eficiente para a prova da OAB. Isso mais uma vez é refletido no alto índice de reprovação. Muitos candidatos tentam estudar por conta própria, mas isso nem sempre é o suficiente.

Se você está fazendo tudo que está ao seu alcance e, mesmo assim, ainda não conseguiu a aprovação na OAB, então, talvez seja hora de investir em um curso preparatório. Assim, será possível contar com bons professores e excelentes materiais elaborados com foco no exame.

Ter uma ajuda especializada pode ser exatamente o que você precisa nesse momento. O apoio de um bom curso preparatório leva em conta as dificuldades de cada candidato, contribuindo inclusive para aliviar a ansiedade.

Além disso, ao escolher um curso online, você terá a vantagem de poder assistir às aulas no seu próprio ritmo, sem sequer precisar sair de casa. Será possível poupar um tempo precioso, que poderá ser destinado à otimização do aprendizado!

Não se esqueça da repescagem

Desde 2013, a FGV passou a dispor no edital da prova da OAB uma nova possibilidade de inscrição apelidada de “repescagem”. Mas, afinal, o que é isso?

Caso o candidato tenha sido aprovado na primeira fase, porém reprovado na segunda, existe a possibilidade de pular direto para a prova discursiva no próximo exame, sem precisar repetir a prova objetiva. Dessa forma, você precisará estudar apenas para a segunda etapa.

É possível também redefinir qual será a área jurídica de sua preferência. Portanto, se você se arrependeu da escolha feita no exame anterior, não seu preocupe, pois agora você poderá trocá-la!

O ponto positivo da repescagem é que não será necessário estudar todas as matérias novamente, mas somente aquela que você escolher para a segunda fase. Assim, você conseguirá otimizar seus estudos, com tempo de sobra para focar apenas no necessário para ser aprovado!

A reprovação na OAB não é o fim do mundo. É comum que diversos bacharéis em Direito demorem para conseguir passar no exame. Se você ainda não conseguiu, o importante é que não fique desmotivado. É preciso erguer a cabeça e fazer tudo que estiver em seu alcance para que da próxima vez consiga! Questione-se “Por que não passei na OAB?”, aprenda com seus erros e foque nos estudos!

Aproveite que você já conhece nossas dicas e compartilhe este post com seus amigos nas redes sociais para que eles também se sintam motivados!

Entenda o que é o Estatuto da OAB e qual é sua importância

Em 4 de julho de 1994, foi instituído em nosso país uma legislação fundamental para o exercício da advocacia: o Estatuto da OAB.

Sua aprovação, sob a Lei Federal nº 8.906, representou uma vitória da Ordem dos Advogados do Brasil, que lutava para que fosse instituído um novo regulamento em consonância com os princípios da Carta Magna de 1988.

O estatuto foi um avanço e representa as normas do ordenamento jurídico brasileiro, responsáveis por fixar direitos e deveres, para que todos os advogados possam balizar suas ações e exercer a atividade com segurança institucional. Nesse sentido, ele também define os contornos essenciais dessa profissão tão relevante.

Sua importância é ressaltada no exame da OAB, tendo em vista que a disciplina com maior número de questões é composta pelo Estatuto da OAB, Código de Ética e pelo Regulamento Geral.

Quer entender os principais aspectos do Estatuto da OAB e sua importância para os profissionais do Direito? Quer descobrir como estudar para acertar todas as questões dessa matéria na avaliação de suficiência?

Neste post, vamos explicar as características dessa lei, por que ela é tão necessária para os advogados e demais cidadãos e como estudar esse tema para a prova da Ordem. Acompanhe!

A ética e os estatutos profissionais

A ética é um elemento essencial para o bom funcionamento de qualquer atividade humana e traz impactos diretos para a qualidade da nossa democracia e da vida em sociedade. Desse modo, quando está ligada aos contornos profissionais, torna-se também muito necessária.

Afinal, o agir ético é fundamental para que o indivíduo observe criticamente sua profissão e tome as decisões corretas para servir a sociedade da melhor forma possível. Só assim ele poderá assumir responsabilidades perante si mesmo e os outros companheiros de trabalho.

Pois é com o intuito de normalizar comportamentos e formular um conjunto de regras de conduta que são criados os estatutos profissionais — e com o da OAB não é diferente. Ao afirmar que o advogado é elemento indispensável para a administração da justiça, o estatuto busca determinar quais profissionais podem exercer a advocacia e sob quais critérios.

Desse modo, ele fixa direitos e deveres invioláveis, elencando padrões éticos para a atuação dos profissionais da advocacia e, consequentemente, garantindo a defesa correta dos interesses dos cidadãos.

Além disso, essa lei reafirma a Ordem dos Advogados do Brasil como a instituição responsável por fiscalizar e regulamentar as diversas profissões jurídicas.

A importância da OAB

Criada em 1930, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é o órgão responsável pela fiscalização, defesa e representação da classe dos advogados. Ela é regida pelo Estatuto da Advocacia e da OAB e composta pelos seguintes órgãos:

  • Conselho Federal — sua principal entidade de representação em todo o país;
  • Conselhos Seccionais — distribuídos pelos diferentes estados federativos para representar a OAB em cada um deles;
  • Subseções — partes autônomas dos Conselhos Seccionais instaladas nos principais centros regionais;
  • Caixas de Assistência dos Advogados — atuam ao lado de cada Conselho Seccional com a função de prestar assistência aos advogados.

A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) considera a OAB como um serviço público independente. Sua natureza jurídica é sui generis, ou seja, não se encaixa em nenhum conceito predefinido. Não é à toa que o próprio Estatuto define a OAB como um serviço público com personalidade jurídica própria e de forma federativa.

A OAB é autônoma — não se vinculando a nenhum outro órgão ou entidade —, tem fins lucrativos, imunidade tributária e seus funcionários podem ser contratados pelo regime da CLT, sem necessidade de realização de concurso público.

Sua função, como já mencionado, vai muito além da representação de classe dos advogados. O próprio artigo 44 do Estatuto dispõe que, além dessa representação, a OAB tem as seguintes finalidades: defesa da Constituição, dos direitos humanos, da ordem jurídica do Estado democrático e da justiça social.

Além disso, ela também deve lutar pela aplicação justa das leis, pela celeridade da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das demais instituições jurídicas. Como podemos observar, é o órgão que mais preza pelo bom funcionamento do Direito.

A Constituição Federal também ressalta a importância da OAB ao dispor, em seu artigo 93, que ela deverá participar — em colaboração com o Poder Judiciário — de todas as fases dos concursos públicos para ingresso na magistratura.

Diante disso, fica evidente a importância que esse órgão tem na manutenção e fiscalização não apenas das atividades dos advogados, mas também de todas as profissões jurídicas do país. Daí vem a razão pela qual um bacharel em Direito deve ter pleno conhecimento do Estatuto que rege sua profissão.

Direitos essenciais garantidos pelo Estatuto da OAB

Na determinação dos direitos dos advogados, o estatuto deixa claro alguns componentes essenciais que visam assegurar o cumprimento do dever profissional. Nesse aspecto, está determinado que o advogado tem o direito de exercer, com liberdade, sua profissão em qualquer ponto do território brasileiro.

Para isso, é assegurada a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de todos os seus instrumentos de trabalho. De maneira similar, o estatuto garante que o advogado possa comunicar-se com o cliente, mesmo que este se encontre preso ou seja considerado incomunicável.

Além disso, o profissional do Direito não pode ser preso antes de a sentença estar transitada em julgado. Nos casos de prisão em flagrante por motivos que estejam relacionados com o exercício da atividade jurídica, o advogado também tem o direito de ter um representante da OAB presente para a lavratura do auto de prisão, sob pena de nulidade total do processo.

O estatuto determina, ainda, que o advogado pode ingressar livremente em qualquer recinto que funcione como repartição judicial. Pode também entrar diretamente em contato com magistrados em seus gabinetes de trabalho, independentemente de horário marcado, desde que observe a ordem de chegada.

Com o objetivo de prezar pelos interesses dos seus clientes e a boa aplicação das leis, os advogados também podem usar da palavra para apontar um equívoco ou replicar uma acusação durante as audiências e julgamentos.

Também têm o direito de ter vista de processos judiciais e administrativos e retirá-los pelos prazos legais caso estejam devidamente instituídos como procuradores. Mas, ainda que não estejam em posse de uma procuração, podem examinar esses processos e documentos, desde que não sejam sigilosos.

Essas normativas têm como intuito garantir o cumprimento das bases estabelecidas pela Constituição de 1988, que determina o direito de uma ampla e adequada defesa a todos os cidadãos do Brasil.

Os deveres do advogado e o Código de Ética

Da mesma forma que o advogado tem direitos, ele também tem deveres. O Código de Ética e Disciplina da OAB é a manifestação legal desses deveres e dispõe também sobre o processo disciplinar nos casos em que alguma infração for cometida.

A principal obrigação de um advogado está relacionada com a verdade. A ética dessa profissão impede que fatos falsos ou baseados em atos de má-fé sejam utilizados em julgamento como forma de prova ou argumentação.

O advogado também deve se abster de representar casos contrários à ética ou à moral que sejam do seu conhecimento ou interesse. Nesse mesmo sentido, é também antiético representar um cliente com interesses contrários ao do próprio advogado, afinal, isso significa que o advogado não vai prestar um bom serviço.

O sigilo das informações obtidas por meio do cliente também é um dever do advogado, que não pode, em nenhuma hipótese, passar essas informações para outras pessoas, imprensa ou empresas.

O artigo 34 do Estatuto da OAB prescreve quais são as infrações e as sanções disciplinares relacionadas ao exercício da atividade jurídica. A violação de sigilo, atuação de má-fé, abandono de causa sem motivos e suborno são alguns dos exemplos do que está disposto ali.

Caso o advogado cometa alguma dessas infrações, ele passará por um processo disciplinar que, dependendo da gravidade do ato, poderá resultar em censura, suspensão, exclusão e multa. A censura é aplicada no caso de cometimento de infrações leves, a suspensão pune infrações mais graves ou casos de reincidência e a exclusão é determinada para casos gravíssimos ou quando o advogado já tiver sido penalizado com 3 suspensões. A multa é aplicada cumulativamente com a censura e a suspensão, quando há agravantes.

Os contornos da profissão

Além de estabelecer os direitos e deveres dos advogados, o Estatuto da OAB define também as características essenciais da profissão, que podem ser resumidos em 3 princípios básicos:

Indispensabilidade

Esse princípio define o advogado como um instrumento de efetivação da cidadania. A própria Constituição Federal, em seu artigo 133, dita que a advocacia é um serviço indispensável à administração da justiça.

A figura do advogado é uma figura especial no Estado Democrático de Direito, pois ele atua em auxílio da sociedade para a realização da justiça, efetivando o cumprimento da norma jurídica.

Como uma figura indispensável, a Constituição atribui a ele a capacidade postulatória, dando-lhe o poder de representar terceiros em juízo e provocar a jurisdição, forçando o Estado a se manifestar sobre casos importantes ao seu cliente e à sociedade como um todo.


Inviolabilidade

Nesse princípio, o advogado torna-se incensurável e inatacável por seus atos e palavras enquanto estiver exercendo suas atividades jurídicas, salvo em casos de infração disciplinar.

A inviolabilidade impede que punições sejam aplicadas ao advogado enquanto ele estiver em exercício da sua profissão. É uma forma proteger os direitos individuais fundamentais de quem exerce uma função importante na defesa da sociedade. Trata-se de uma garantia da sua liberdade de atuação.

Esse princípio impede, por exemplo, que o advogado seja condenado ao pagamento por danos morais em razão de alguma manifestação feita durante uma audiência ou julgamento.

Vale lembrar que essa inviolabilidade é um privilégio somente enquanto o advogado estiver em exercício da sua função e apenas em relação aos atos e palavras que estejam relacionados a ela. Em outras situações que nada tenham a ver com a atividade jurídica, ele se equipara a qualquer outro cidadão, podendo ser punido normalmente por suas infrações.

Independência

A independência garante que o advogado tenha liberdade para se expressar, livre de qualquer submissão, inclusive em relação ao seu cliente.

Dessa forma, o advogado é livre para exercer sua função sem ficar preso a juízes, membros do ministério público, outros advogados e clientes. Não existe qualquer hierarquia no exercício da sua profissão.

É interessante observar aqui que a independência está diretamente relacionada à ética, pois o advogado deve se recusar a praticar qualquer ilegalidade sugerida por clientes, juízes ou qualquer outra pessoa.

A determinação do Exame da Ordem

Um ponto bastante polêmico instituído pelo Estatuto da OAB foi a necessidade de aprovação de um exame para o exercício da profissão de advogado.

Apesar de sofrer críticas de diversos setores, o chamado Exame da Ordem foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal e é aplicado nacionalmente três vezes por ano.

Para a OAB, o exame é considerado importante para assegurar a qualidade mínima dos serviços profissionais, tido como um filtro de proteção da sociedade contra indivíduos mal preparados.

Por isso, trata-se de uma avaliação endereçada aos bacharéis em Direito, na qual eles devem demonstrar que possuem a devida capacidade teórica e os conhecimentos práticos necessários para o exercício legal da advocacia.

No exame são aplicadas duas provas em dias distintos. Na primeira, de caráter objetivo, o bacharel deve responder a 80 questões de múltipla escolha. Já na segunda, de caráter prático, o candidato se depara com uma peça profissional e quatro questões dissertativas.

Estatuto e Código de Ética na prova da OAB

Ainda que você se interesse pela leitura desses dois dispositivos, é bom ter atenção redobrada, já que eles são essenciais para fazer uma boa prova da OAB. Nos últimos exames, esse foi o assunto mais cobrado, principalmente em relação aos direitos e prerrogativas do advogado.

Considerando que a prova tem 80 questões, e cerca de 10 delas envolvem o Estatuto da OAB e o Código de Ética, você pode garantir mais de 10% dos pontos só com esse conhecimento. Ou seja, o peso desse conteúdo é muito maior que o dos outros.

Essa exigência se deve ao fato de que as leis que regem a profissão devem ser íntimas de quem quer exercê-la. Em se tratando de uma atividade que lida com valores tão importantes para as pessoas, deve-se primar pela rigorosa aplicação da ética profissional.

Por cuidar dos interesses alheios relativos ao exercício da cidadania, a atuação do advogado não pode sofrer qualquer limitação. Por isso, conhecer seus direitos e prerrogativas é fundamental para o exercício íntegro e absoluto da profissão.

Logo, se você está estudando e sonha em alcançar a aprovação, não deixe de se dedicar com afinco a esse conteúdo, procurando memorizar os temas mais cobrados na prova. Garantir esses pontos já é um ótimo começo.

Situações em que o estatuto é acionado

Tendo em vista o caráter deontológico e legal do Estatuto da OAB, ele pode ser acionado em situações diversas, como quando há violações nos direitos dos advogados e o impedimento do pleno exercício da profissão.

Além disso, como já apontamos, ele também serve de parâmetro para a instauração de sindicâncias e apurações de infrações por parte dos profissionais de Direito.

Mas é preciso entender que, dado o seu caráter amplo, o Estatuto regula os aspectos essenciais da profissão, na medida em que determina competências e deveres para indivíduos e órgãos.

Nesse sentido, desde os honorários cobrados à jornada de trabalho, toda a legislação sobre a advocacia tem como base o Estatuto da OAB. Por isso, ele afeta a atuação do profissional de Direito durante toda a sua carreira.

Como ter sucesso no Exame da Ordem

Conhecer e compreender como o tema é cobrado na prova da OAB ajuda grandemente o candidato a encontrar as respostas corretas e, consequentemente, a garantir uma pontuação importante no resultado total. Confira as dicas a seguir.

Principais legislações abordadas

Comece dando atenção integral à Lei Seca. A prova objetiva trata dessa norma sem comentários doutrinários ou jurisprudenciais. Por isso, o ideal é que você procure se familiarizar ao máximo com legislação, para evitar cair em pegadinhas.

A legislação sobre a qual você deve se debruçar é o Estatuto da Advocacia, o Código de Ética e Disciplina e o Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia. O Estatuto é o mais cobrado, com maior número de questões na prova. Por tanto, redobre a atenção!

Observe eventuais alterações recentes nesses instrumentos e fique atento aos assuntos e notícias divulgados no site da OAB. Muitas vezes, esses são temas que caem nas provas. Procure ficar por dentro do que acontece mundo jurídico e tem impacto na atuação do advogado, pois isso certamente será uma chave para a prova prático-profissional.

Atenção à resolução das questões

Normalmente, os enunciados da prova apresentam uma situação fática com os detalhes necessários para a solução. Nesses casos, a resposta correta é a alternativa mais adequada ao caso. Esse estilo de resposta pode confundir o candidato.

Uma dica para resolver o problema é usar a estratégia de eliminação. Descarte as alternativas cuja elucidação esteja mais distante do resultado satisfatório. Além disso, leia o enunciado com muita atenção, inclusive marcando no texto os detalhes que podem ajudar na solução.

Recorra a provas anteriores

Faz toda diferença se preparar usando como base a análise de avaliações passadas, sempre anotando os artigos que já foram cobrados. Além de obter experiência e traquejo na compreensão do comando, fazendo isso você pode direcionar o estudo para o que tem maior probabilidade de cair na prova.

O treino de questões de provas anteriores familiariza o candidato com o conteúdo, testa os conhecimentos e permite avaliar o tempo gasto na solução da prova, adequando-se à dinâmica do exame.

Com essa dica, além de ganhar tranquilidade para a realização da prova, por ficar conhecendo a estrutura e sistemática das questões, você ainda aumenta as chances de acerto, favorecendo a obtenção de mais pontos no total do exame.

O que priorizar no estudo do Estatuto

Por ser peça-chave no regimento da profissão de advogado, o Estatuto da OAB é um tema cobrado constantemente no Exame da Ordem. Assim, é fundamental que o candidato conheça bem suas prerrogativas e entenda as nuances. Além disso, um bacharel em Direito deve, no mínimo, ter noção de quais são seus direitos e deveres!

A compreensão desta norma é fundamental, inclusive, para o estudo do Código de Ética, por apresentar os princípios e diretrizes que devem nortear toda a conduta do profissional, sua relação com a instituição e outras particularidades.

Por tudo isso, é de absoluta importância dedicar-se a esse instrumento, bem como ao Código de Ética da Advocacia, desde a vida acadêmica, preparando-se para obter sucesso nas questões relativas ao assunto na prova da OAB.

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